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	<title>MondoPost &#187; Especiais</title>
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	<description>Relações Internacionais de verdade!</description>
	<pubDate>Sat, 10 Oct 2009 20:52:23 +0000</pubDate>
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		<title>Aula Magna de Relações Internacionais com Cançado Trindade</title>
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		<pubDate>Fri, 21 Aug 2009 03:08:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Letícia Vieira</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Especiais]]></category>

		<category><![CDATA[Aula Magna]]></category>

		<category><![CDATA[Cançado Trindade]]></category>

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		<description><![CDATA[O Instituto de Relações Internacionais (IREL) e o  Centro Acadêmico de REL convidam a comunidade acadêmica para a Aula Magna de  Abertura do Semestre Acadêmico de Relações Internacionais que terá como tema:  “Tribunais Internacionais Contemporâneos: a Questão do Acesso à Justiça  Internacional”.
 A aula será ministrada pelo Professor Titular, Dr.  [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">O Instituto de Relações Internacionais (IREL) e o  Centro Acadêmico de REL convidam a comunidade acadêmica para a Aula Magna de  Abertura do Semestre Acadêmico de Relações Internacionais que terá como tema:  “<strong>Tribunais Internacionais Contemporâneos: a Questão do Acesso à Justiça  Internacional</strong>”.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong> </strong>A aula será ministrada pelo Professor Titular, <strong>Dr.   Antônio Augusto Cançado Trindade</strong>, Juiz da Corte Internacional  de Justiça e ex-Presidente da Corte Interamericana de Direitos Humanos.</p>
<p style="text-align: justify;">Dia:  <strong>19 de agosto de 2009</strong>, quarta-feira, às <strong>16  horas.</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Local: <strong>Auditório Joaquim Nabuco</strong>, Prédio da FACE  (FA), Campus Universitário Darcy Ribeiro-<strong>UnB</strong>,  Asa Norte.</p>
<img src="http://www.mondopost.com.br/?ak_action=api_record_view&id=1351&type=feed" alt="" />]]></content:encoded>
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		<title>Tempos de Crise?</title>
		<link>http://www.mondopost.com.br/2009/07/01/tempos-de-crise/</link>
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		<pubDate>Wed, 01 Jul 2009 20:21:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Douglas Eduardo Santos Lima</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Artigos / Opinião]]></category>

		<category><![CDATA[Crise Econômica]]></category>

		<category><![CDATA[Economia]]></category>

		<category><![CDATA[Brasil]]></category>

		<category><![CDATA[entretenimento]]></category>

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Se em setores como os dos automóveis, instituições financeiras, construção civil e outros, sofreram um enorme revés no período de crise econômica, o mesmo não se pode afirmar sobre o setor cultural brasileiro. Neste primeiro semestre de 2009 diversas cidades brasileiras receberam diversos shows e espetáculos internacionais que antes, a grande maioria da população brasileira [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.mondopost.com.br/wp-content/uploads/2009/07/show.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-1123" title="show" src="http://www.mondopost.com.br/wp-content/uploads/2009/07/show.jpg" alt="show" width="540" height="195" /></a></p>
<p>Se em setores como os dos automóveis, instituições financeiras, construção civil e outros, sofreram um enorme revés no período de crise econômica, o mesmo não se pode afirmar sobre o setor cultural brasileiro. Neste primeiro semestre de 2009 diversas cidades brasileiras receberam diversos shows e espetáculos internacionais que antes, a grande maioria da população brasileira não sonhava em ver no seu país. E muito menos ter condições de ver essas performances ao vivo em suas cidades. Esse impulso alia-se ao fato de uma economia estável que não sofreu tanto com uma crise financeira e, especialmente, a profissionalização deste setor que deu maior credibilidade ao país para receber espetáculos de grande porte.</p>
<p>De acordo com reportagem da <a href="http://portalexame.abril.com.br/" target="_blank">revista Exame</a> Ed.945, a banda adolescente americana Jonas Brothers realizou dois shows no país (em São Paulo e Rio de Janeiro) no final de maio. A banda reuniu um total de 63 mil pessoas nos dois shows e movimentaram cerca de 5 milhões de reais em ingressos, além de mais 2 milhões de reais em patrocínios. É interessante lembrar que o país recebeu ainda nomes como Madonna e Elton John, o que nos leva a conclusão que certamente o país entrou na rota dos grandes artistas mundiais para seus shows, arrecadando cifras altíssimas com venda de ingressos, patrocínios e a geração de empregos diretos. Ainda de acordo com a reportagem, no ano passado, os brasileiros assistiram a 249 shows de astros e estrelas do pop internacional, quase o dobro do número registrado em 2007 e três vezes mais que em 2004.</p>
<p>É de consciência de todos que o Brasil não tem tradição em receber shows internacionais de grande porte, e realizar grandes festivais. Exceto os extintos Rock in Rio (negocia-se a volta do festival na cidade carioca para antes da copa de 2014) e Hollywood Rock, o país realizava poucos festivais com a presença de grandes nomes da música mundial. Contudo, assim como em outros setores da economia, a imagem do Brasil vai mudando e o país, aos poucos, transmite para o resto do mundo a imagem de um local propenso a investimentos, com grande capacidade<br />
de realizar negócios globais, além de possuir uma economia estável. A revista ainda aborda que o Brasil entrou no circuito dos artistas internacionais pelas mesmas razões que têm levado as grandes multinacionais a adotar o país como prioridade para seus investimentos: o enorme potencial de consumo de seu mercado. Uma pesquisa internacional da consultoria Nielsen, que mede o grau de confiança do consumidor, realizada com 25 000 pessoas de 50 países entre março e abril de 2009, revelou que 50% dos brasileiros ouvidos pretendem usar os recursos excedentes após o pagamento de despesas essenciais em entretenimento fora de casa.</p>
<p>Bandas consagradas como Kiss, Radiohead e Iron Maiden também fazem parte deste novo grupo de megashows realizados em terras brasileiras, que comprovam a entrada efetiva do Brasil na rota das grandes bandas. Além da arrecadação com ingressos e patrocínios, os produtores de shows de grande porte arrecadam ainda com a venda de objetos oficiais das bandas, que leva os fãs para mais perto da banda, uma vez que a lotação sempre é máxima nesses shows (como foi o Kiss em São Paulo e Rio de Janeiro que levou 52 mil pessoas e a banda inglesa Iron Maiden, que passou por 5 cidades brasileiras, levando um total de 164 mil pessoas ao shows da banda de heavy-metal). A recente passagem do Brasil à primeira divisão dos grandes shows globais é resultado ainda de outro fenômeno - a radical mudança no setor de música. Os downloads de música pela internet tornam a venda de CDs uma atividade cada vez menos rentável para gravadoras e artistas. A compensação financeira vem sob a forma de turnês mais ousadas, caras e extensas. &#8220;A realização das megaturnês permitiu aos artistas encontrar um modelo de negócios que os torna cada vez menos dependentes das receitas com a venda de músicas gravadas&#8221;, diz Paulo Rosa, presidente da <a href="http://www.abpd.org.br/" target="_blank">Associação Brasileira dos Produtores de Discos</a>. Estima-se que, hoje, as turnês representem cerca de 60% do faturamento das bandas. As vendas de CDs e DVDs, os licenciamentos e os direitos autorais respondem pelos outros 40%. Até 2004, as proporções eram inversas.</p>
<p>Quando se fala em cifras, os megashows internacionais não chegam a impressionar. No ano passado, entre ingressos vendidos e patrocínios, foram 120 milhões de reais em faturamento. Mas a atividade tem crescido e atraído empresas profissionalizadas, como a <a href="http://www.t4f.com.br/" target="_blank">Time For Fun</a> (T4F), a maior do país, com operações no Chile e na Argentina. Nascida em 2007 com a aquisição da divisão do grupo mexicano CIE no Cone Sul pelo empresário Fernando Altério e<br />
pelo fundo de investimento Gávea, de Armínio Fraga. A empresa tem uma divisão de vendas de ingressos, a Ticketmaster, e é dona de casas de espetáculos - Credicard Hall, Citibank Hall e Teatro Abril, em São Paulo, e Citibank Hall, no Rio de Janeiro. Graças à sua escala, a T4F tem conseguido promover na região alguns dos maiores shows do mundo. Desta forma, o Brasil não se mostra somente como um país que exporta samba, mas um território que importa shows de artistas renomados para as grandes cidades do país.</p>
<p><em>Imagem: <a href="http://www.sxc.hu/photo/1030733" target="_blank">Fonte</a>.</em></p>
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		<title>Em meio à crise com a Coreia do Norte, EUA enviam caças para o Japão</title>
		<link>http://www.mondopost.com.br/2009/05/30/em-meio-a-crise-com-a-coreia-do-norte-eua-enviam-cacas-para-o-japao/</link>
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		<pubDate>Sat, 30 May 2009 20:15:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Enrique Villalobos</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[América do Norte]]></category>

		<category><![CDATA[Coreia do Norte / Sul]]></category>

		<category><![CDATA[Militarismo]]></category>

		<category><![CDATA[Ásia-Pacífico]]></category>

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		<category><![CDATA[f-22 raptor]]></category>

		<category><![CDATA[Japão]]></category>

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		<description><![CDATA[Na semana em que a Coreia do Norte fez testes nucleares, os Estados Unidos decidiram reforçar a sua presença no Pacífico com o envio de 12 caças F-22 Raptors ao Japão.
Os primeiros aviões militares, que decolaram do estado americano da Virgínia, chegaram nesse sábado (30) à base aérea de Kadena, na província japonesa de Okinawa.
O [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Na semana em que a Coreia do Norte fez testes nucleares, os Estados Unidos decidiram reforçar a sua presença no Pacífico com o envio de 12 caças F-22 Raptors ao Japão.</p>
<p>Os primeiros aviões militares, que decolaram do estado americano da Virgínia, chegaram nesse sábado (30) à base aérea de Kadena, na província japonesa de Okinawa.</p>
<div id="attachment_807" class="wp-caption alignnone" style="width: 486px"><a href="http://www.mondopost.com.br/wp-content/uploads/2009/05/f22-raptor.jpg"><img class="size-full wp-image-807" title="f22-raptor" src="http://www.mondopost.com.br/wp-content/uploads/2009/05/f22-raptor.jpg" alt="Aviões F-22 Raptor chegam à base de Okinawa, no Japão (Foto: Yuriko Nakao/Reuters)" width="476" height="339" /></a><p class="wp-caption-text">Aviões F-22 Raptor chegam à base de Okinawa, no Japão (Foto: Yuriko Nakao/Reuters)</p></div>
<p>O envio dos caças supersônicos acontece em meio à escalada de tensão na região, onde a Coreia do Norte lançou vários mísseis nas últimas semanas.</p>
<p>Segundo fontes do Departamento de Defesa, os aviões que partiram em direção ao Japão fazem parte dos dois esquadrões que a Força Aérea americana montou nos últimos quatro meses com objetivo de reforçar a segurança no Pacífico Ocidental.</p>
<p>A agência de notícias Reuters informou ainda que o envio dos aviões foram acertados após uma conversa telefônica entre o presidente dos Estados Unidos Barack Obama e o premiê japonês Taro Aso.</p>
<p>Mais cedo, ainda nesse sábado, em Cingapura, o secretário de Defesa americano, Robert Gates, afirmou que os EUA responderão &#8220;rapidamente&#8221; se as ambições nucleares da Coreia do Norte ameaçarem o país ou seus aliados na Ásia.</p>
<p>&#8220;Não ficaremos parados&#8221; enquanto a Coreia do Norte desenvolve capacidade para semear a destruição, disse Gates numa conferência asiática sobre segurança.</p>
<div id="attachment_806" class="wp-caption alignnone" style="width: 486px"><a href="http://www.mondopost.com.br/wp-content/uploads/2009/05/f22-raptor-2.jpg"><img class="size-full wp-image-806" title="f22-raptor-2" src="http://www.mondopost.com.br/wp-content/uploads/2009/05/f22-raptor-2.jpg" alt="F-22 sobrevoa a base americana em Okinawa, no Japão (Foto: Yuriko Nakao/Reuters)" width="476" height="339" /></a><p class="wp-caption-text">F-22 sobrevoa a base americana em Okinawa, no Japão (Foto: Yuriko Nakao/Reuters)</p></div>
<p><strong>Rússia engrossa lista</strong></p>
<p>Após a China pedir cabeça fria nas decisões, o presidente da Rússia, Dmitri Medvedev, e o primeiro-ministro do Japão disseram neste sábado (30) que os testes nucleares da Coreia do Norte exigem &#8220;a mais séria reação&#8221;.</p>
<p>A declaração dos dois líderes aparece na nota da assessoria de imprensa do Kremlin que resume a conversa telefônica que ambos tiveram nesse sábado por iniciativa do premiê japonês.</p>
<p>&#8220;As partes foram unânimes na necessidade de reagir da maneira mais séria a essas ações (norte-coreanas), que representam um desafio ao sistema de segurança internacional&#8221;, diz o comunicado.</p>
<p>Os dois líderes também se dispuseram a &#8220;coordenar a elaboração das medidas adequadas à situação criada e orientadas à sua solução, as quais serão incorporadas à nova resolução do Conselho de Segurança&#8221; da ONU, informou o Kremlin.</p>
<p>Aso e Medvedev conversaram ainda sobre temas de interesse bilateral. Neste contexto, o presidente russo ressaltou a importância de ambos &#8220;se absterem de fazer declarações públicas sobre os problemas espinhosos&#8221; nas relações entre os dois países.</p>
<p>O premiê japonês, segundo o Kremlin, &#8220;acolheu com compreensão&#8221; esta observação de seu interlocutor.</p>
<p>Via <a href="http://g1.globo.com/Noticias/Mundo/0,,MUL1176803-5602,00-EM+MEIO+A+CRISE+COM+A+COREIA+DO+NORTE+EUA+ENVIAM+CACAS+PARA+O+JAPAO.html" target="_blank">G1</a>.</p>
<img src="http://www.mondopost.com.br/?ak_action=api_record_view&id=804&type=feed" alt="" />]]></content:encoded>
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		<title>Tropas da Coreia do Sul e dos EUA elevam nível de alerta</title>
		<link>http://www.mondopost.com.br/2009/05/28/tropas-da-coreia-do-sul-e-dos-eua-elevam-nivel-de-alerta/</link>
		<comments>http://www.mondopost.com.br/2009/05/28/tropas-da-coreia-do-sul-e-dos-eua-elevam-nivel-de-alerta/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 28 May 2009 19:23:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel Marquine</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[América do Norte]]></category>

		<category><![CDATA[Coreia do Norte / Sul]]></category>

		<category><![CDATA[Militarismo]]></category>

		<category><![CDATA[Política Internacional]]></category>

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		<category><![CDATA[Teste Nuclear]]></category>

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		<description><![CDATA[
Tropas americanas e sul-coreanas aumentaram o nível de alerta um dia depois de a Coreia do Norte anunciar o rompimento do armistício que pôs fim à Guerra da Coreia, em 1953. Segundo porta-voz do ministério da Defesa sul-coreano, Won Tae-Jae, o nível de alerta será elevado de 3 para 2 nesta quinta-feira, 28, em uma [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone" src="http://www.mondopost.com.br/wp-content/uploads/2009/05/usaf.jpg" alt="" width="540" height="195" /></p>
<p>Tropas americanas e sul-coreanas aumentaram o nível de alerta um dia depois de a Coreia do Norte anunciar o rompimento do armistício que pôs fim à Guerra da Coreia, em 1953. Segundo porta-voz do ministério da Defesa sul-coreano, Won Tae-Jae, o nível de alerta será elevado de 3 para 2 nesta quinta-feira, 28, em uma escala decrescente de 5 a 1. A última vez em que o país aumentou seu nível de alerta foi em outubro de 2006, quando a Coreia do Norte realizou seu primeiro teste nuclear.</p>
<p>Há três dias a Coreia do Norte realizou um teste nuclear subterrâneo, seguido por lançamentos de mísseis de curto alcance no Mar do Japão, lançar vários mísseis de curto alcance e ameaçar com um possível ataque militar contra Seul, por seu apoio a uma campanha contra o tráfico de armas de destruição em massa liderada pelos EUA. Segundo a BBC, até agora não há relatos de que o governo comunista esteja mobilizando tropas dentro do país. Ainda assim, o ministério da Defesa em Seul insiste que a vigilância sobre o norte será aumentada, com &#8220;maior mobilização de aeronaves para curtos voos de vigilância, e pessoal&#8221;.</p>
<p>Na quarta-feira a Coreia do Norte justificou o rompimento do armistício como resposta ao anúncio do vizinho do sul, que, no dia anterior, havia decidido aderir a um programa liderado pelos Estados Unidos que prevê a vistoria de navios suspeitos de transportar armas de destruição em massa. &#8220;Qualquer ação hostil contra nossos navios pacíficos, inclusive com busca e confisco (de material) será considerada uma violação imperdoável da nossa soberania e nós vamos responder imediatamente com um poderoso ataque militar&#8221;, disse um porta-voz do Exército norte-coreano, de acordo com a agência de notícias oficial do país KCNA. A Iniciativa de Segurança contra a Proliferação (PSI, na sigla em inglês), é um programa criado durante o governo do ex-presidente americano George W. Bush para impedir o tráfico mundial deste tipo de arma.</p>
<p>A Coreia do Norte disse que não se vê mais obrigada a cumprir o armistício que pôs fim à Guerra da Coreia em 1953, e que &#8220;a península coreana vai retornar ao estado de guerra&#8221;. O Conselho de Segurança da ONU, juntamente com o Japão e a Coreia do Sul, condenou os testes norte-coreanos e está elaborando uma dura resolução para punir os testes realizados por Pyongyang. Segundo fontes diplomáticas, as prováveis sanções incluem ações como um embargo mais amplo de armas, o congelamento de fundos pessoais e empresas norte-coreanas no exterior e restrições às operações bancárias e financeiras do país.</p>
<p>O primeiro teste nuclear da Coreia do Norte ocorreu em outubro de 2006 e envolveu a explosão de um artefato com potência estimada de 6 quilotons - o equivalente a 6 mil toneladas de dinamite. O teste de segunda-feira indica avanço no poderio militar do regime chefiado por Kim Jong-il. Segundo estimativa do Ministério da Defesa russo, a bomba teve uma potência entre 10 e 20 quilotons. No maior patamar, ela seria comparável à que os americanos jogaram nas cidades japonesas de Hiroshima e Nagasaki em 1945.</p>
<p>Corrida por mísseis</p>
<p>O teste de segunda-feira - o segundo feito pela Coreia do Norte nos últimos três anos - ocorreu após o regime ter disparado, em abril, um míssil de longo alcance que sobrevoou o norte do Japão (segundo Pyongyang, tratou-se de um foguete para lançar um satélite de comunicação). O lançamento trazia uma clara mensagem: a Coreia do Norte está desenvolvendo uma arma nuclear e os meios para levá-la até um alvo determinado. Mas analistas dizem que esses gestos são defensivos, uma vez que seus vizinhos já se encontram protegidos pelo poder de dissuasão dos EUA.</p>
<p>&#8220;Os obstáculos para o desenvolvimento de armas nucleares são extremamente difíceis de superar e tanto Coreia do Sul quanto Japão se encontram protegidos pelo alcance atômico dos Estados Unidos. Assim, o risco de eles conseguirem desenvolver armamento nuclear é pequeno&#8221;, disse Shi Yinhong, especialista em segurança internacional da Universidade Renmin, de Pequim.</p>
<p>&#8220;No fim das contas, o que a Coreia do Norte vai conseguir com o poderio nuclear?&#8221;, perguntou Brad Glosserman, membro do centro de estudos estratégicos Pacific Forum, com sede no Havaí. &#8220;O país vai aumentar seu poder de dissuasão. Isso permitirá a eles dizer, &#8216;vocês não podem vir atrás de nós&#8217;. Mas não vejo como a Coreia do Norte possa usar essa capacidade para extorquir coisa alguma. O número de armas à sua disposição é limitado, e o país deve saber que, se as usar, será o fim do jogo.&#8221;</p>
<p>&#8220;O risco de proliferação mais tangível no momento diz respeito aos mísseis. Se a Coreia do Norte insistir nos seus testes, é provável que Japão e Coreia do Sul acelerem o desenvolvimento da sua tecnologia de mísseis&#8221;, acrescentou Shi. &#8220;Numa corrida armamentista, os mísseis representariam um risco muito maior do que as armas nucleares&#8221;, disse ele.</p>
<p>O mais inquieto dos vizinhos da Coreia do Norte é provavelmente o Japão, que rapidamente pressionou o Conselho de Segurança da ONU a agir contra o teste norte-coreano. Analistas dizem que essa ansiedade é justificada. Uma série de fatores, desde a colonização japonesa da Península da Coreia entre 1910-1945 até o sequestro de cidadãos japoneses por forças norte-coreanas nas décadas de 1970 e 1980, produziu uma relação turbulenta entre os dois países.</p>
<p>Fonte: <a href="http://www.estadao.com.br/noticias/internacional,tropas-da-coreia-do-sul-e-dos-eua-elevam-nivel-de-alerta,378259,0.htm">Estadão</a>.</p>
<img src="http://www.mondopost.com.br/?ak_action=api_record_view&id=740&type=feed" alt="" />]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>E agora Obama?</title>
		<link>http://www.mondopost.com.br/2009/05/25/e-agora-obama/</link>
		<comments>http://www.mondopost.com.br/2009/05/25/e-agora-obama/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 25 May 2009 19:43:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mr. X</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[América do Norte]]></category>

		<category><![CDATA[Artigos / Opinião]]></category>

		<category><![CDATA[Coreia do Norte / Sul]]></category>

		<category><![CDATA[Militarismo]]></category>

		<category><![CDATA[Ásia-Pacífico]]></category>

		<category><![CDATA[armas nucleares]]></category>

		<category><![CDATA[Coreia do Norte]]></category>

		<category><![CDATA[Irã]]></category>

		<category><![CDATA[obama]]></category>

		<category><![CDATA[Teste Nuclear]]></category>

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		<description><![CDATA[
Agora ferrou de vez. A Coreia do Norte realizou um novo teste nuclear, enquanto o Irã rejeitou a proposta de diálogo americana e ainda desafiou Obama para uma luta na lama, digo, um debate na ONU, transmitido ao vivo para o mundo&#8230;
(Há quem suspeite, aliás, que o teste nuclear na Coreia foi de uma bomba [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.mondopost.com.br/wp-content/uploads/2009/05/obama.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-687" title="obama" src="http://www.mondopost.com.br/wp-content/uploads/2009/05/obama.jpg" alt="obama" width="540" height="195" /></a></p>
<p>Agora ferrou de vez. A Coreia do Norte <a href="http://pajamasmedia.com/richardfernandez/2009/05/25/north-korea-sends-a-message/" target="_blank">realizou</a> um novo teste nuclear, enquanto o Irã <a href="http://www.washingtonpost.com/wp-dyn/content/article/2009/05/25/AR2009052500770.html">rejeitou</a> a proposta de diálogo americana e ainda desafiou Obama para uma luta na lama, digo, um debate na ONU, transmitido ao vivo para o mundo&#8230;</p>
<p>(Há quem suspeite, aliás, que o teste nuclear na Coreia foi de uma bomba iraniana, os coreanos tendo apenas fornecido o espaço.)</p>
<p>Enquanto os próprios <span style="font-style: italic;">experts</span> da hora admitem que a política externa de Obama baseada no &#8220;diálogo&#8221; falhou <a href="http://www.firstthings.com/blog/5/2009/05/the-obama-foreign-policy-flakes-apart-1243219435">miseravelmente</a>, eles afirmam - acredite se quiser! - que a culpa é dos EUA por não terem oferecido suficientes incentivos, e não terem reduzido ainda sua capacidade nuclear. Segundo esses idiotas, foi correto Obama ter abaixado as calças, o que faltou foi rebolar. (Se ele rebolasse, é claro que norte-coreanos e iranianos se convenceriam de suas boas intenções e parariam de se armar.)</p>
<p>Por que será que, para esses pacifistas de plantão, é tão difícil entender algo que qualquer garoto aprende no jardim de infância? É como se recomendassem que o melhor jeito de se livrar de <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Bullying" target="_blank"><span style="font-style: italic;">bullies</span></a> é dar-lhes todo o dinheiro da merenda e ainda prometer mais se eles se comportarem bem. Alguma vez isso funcionou?</p>
<p>As consequências, a partir de agora, são imprevisíveis. Ao contrário do sonhado desarmamento nuclear, o que deve ocorrer é uma corrida desesperada por bombas nucleares. O Japão, que já tem o <span style="font-style: italic;">know-how</span> e seria a primeira vítima da Coreia do Norte, poderá ter a sua em poucos meses. A Arábia Saudita, o Egito e outros países árabes tampouco vão querer ficar à mercê do Irã e devem se armar. Sim, Israel poderia atacar as instalações do Irã antes disso, mas o tempo é brevíssimo, e a administração obamiana já se afirmou contrária a qualquer ação militar: poderia acabar com o &#8220;diálogo&#8221;, você entende&#8230;</p>
<p>O fato é que o mundo está por mudar radicalmente - para pior. Mas Obama e os pacifistas cantam:<br />
<span style="font-style: italic;"><br />
</span><em>It&#8217;s the end of the world as we know it, but I feel fine&#8230; </em></p>
<p>Via <a href="http://blogdomrx.blogspot.com/2009/05/bosta-e-o-ventilador.html" target="_blank">Blog do Mr. X</a><span style="font-style: italic;"><br />
</span></p>
<p><span style="font-style: italic;">Imagem: <a href="http://www.flickr.com/photos/areasonableman/3022115757/" target="_blank">Fonte</a>.<br />
</span></p>
<img src="http://www.mondopost.com.br/?ak_action=api_record_view&id=685&type=feed" alt="" />]]></content:encoded>
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		<title>Coreia do Norte faz 2º teste nuclear e lança mísseis</title>
		<link>http://www.mondopost.com.br/2009/05/25/coreia-do-norte-faz-2%c2%ba-teste-nuclear-e-lanca-misseis/</link>
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		<pubDate>Mon, 25 May 2009 14:03:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel Marquine</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Coreia do Norte / Sul]]></category>

		<category><![CDATA[Militarismo]]></category>

		<category><![CDATA[Ásia-Pacífico]]></category>

		<category><![CDATA[Coreia do Norte]]></category>

		<category><![CDATA[Míssil]]></category>

		<category><![CDATA[Teste Nuclear]]></category>

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A Coreia do Norte anunciou nesta segunda-feira, 25, que realizou com sucesso um teste nuclear subterrâneo semanas depois de ameaçar restabelecer seu programa atômico. A Agência de Notícias Central Coreana, órgão estatal, disse que o teste faz &#8220;parte das medidas para sua linha de autodefesa nuclear&#8221;. Também foram testados dois mísseis de curto alcance, informou [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone" src="http://www.mondopost.com.br/wp-content/uploads/2009/05/nuc.jpg" alt="" width="540" height="195" /></p>
<p>A Coreia do Norte anunciou nesta segunda-feira, 25, que realizou com sucesso um teste nuclear subterrâneo semanas depois de ameaçar restabelecer seu programa atômico. A Agência de Notícias Central Coreana, órgão estatal, disse que o teste faz &#8220;parte das medidas para sua linha de autodefesa nuclear&#8221;. Também foram testados dois mísseis de curto alcance, informou a agência de notícias sul-coreana Yonhap. Inicialmente, a agência havia informado que a Coreia do Norte havia testado um míssil terra-ar, com alcance de 130 km. Posteriormente, citando fontes, a Yonhap disse que foram disparados três mísseis.</p>
<p>O presidente da Coreia do Sul, Lee Myung-bak, convocou uma reunião de emergência da área de segurança, depois de formar uma &#8220;equipe de gerenciamento de crise&#8221;, formada por militares de alta patente. Sismologistas dos EUA, da Coreia do Sul e do Japão registraram um terremoto na área nordeste da península coreana, onde a Coreia do Norte realizou um teste nuclear em 2006. Segundo a Pesquisa Geológica dos EUA, foi registrado um terremoto de 4,7 graus na escala Richter às 9h54, hora local (21h54 de Brasília). O terremoto, medido numa profundidade de 10 km abaixo da superfície, ocorreu 70 km a noroeste da cidade de Kimchaek.</p>
<p>A Agência Meteorológica do Japão também disse ter detectado atividade sísmica na manhã desta segunda-feira, afirmando que teste nuclear realizado pela Coreia do Norte foi quatro vezes mais potente do que o primeiro, feito em 2006. Em Seul, o Instituto de Geociências e Recursos Minerais da Coreia registrou um terremoto de 4,5 graus em Kilju, na província de Hamgyong Norte, na Coreia do Norte. O país já havia realizado um teste nuclear em outubro de 2006 em Kilju, o que provocou sanções das Nações Unidas e levou cinco países a negociar com o governo norte-coreano um acordo de desarmamento em troca de ajuda.</p>
<p>Um porta-voz dos Chefes Adjuntos do Estado-Maior da Coreia do Sul informou que as tropas do país foram colocadas em alerta intensificado e que &#8220;estão monitorando de perto a movimentação das tropas da Coreia do Norte&#8221;. O porta-voz acrescentou que Seul ainda não havia confirmado oficialmente o teste, embora ele seja &#8220;altamente possível&#8221;. O ministro da Defesa, Lee Sang-hee, cancelou uma viagem de três dias à China.</p>
<p>Segundo o Ministério da Defesa da Rússia, a força da explosão foi de 10 a 20 quilotons, muito mais forte do que a do teste de 2006, que não chegou a um quiloton. Um quiloton é equivalente a mil toneladas de explosivos.</p>
<p>O regime lançou dois novos mísseis de curto alcance em uma tentativa de dissuadir aviões espiões americanos, informou a agência Yonhap. Fontes governamentais sul-coreanas disseram que os dois projéteis foram lançados da costa de Wonsan, próxima à zona onde aconteceu o teste nuclear subterrâneo e de onde foi disparado pouco depois um primeiro projétil terra-ar.</p>
<p>Segundo a Yonhap, os últimos lançamentos norte-coreanos podem estar dirigidos a dissuadir movimentos de aviões espiões dos EUA em busca de informação sobre o teste nuclear. Algumas aeronaves espiãs tinham sobrevoado recentemente o lugar onde o regime parece ter realizado seu segundo teste nuclear.</p>
<p><strong>Resposta americana</strong></p>
<p>O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, qualificou de &#8220;ameaça à paz e à segurança internacionais&#8221; o novo teste nuclear, seguido da prova com um míssil. Em comunicado, o presidente americano argumentou que &#8220;o perigo que as atividades ameaçantes da Coreia do Norte representam merecem uma ação (de resposta) por parte da comunidade internacional&#8221;.</p>
<p>Obama sustentou que o desafio ao Conselho de Segurança da ONU significa que a Coreia do Norte está enfrentando direta e temerariamente a comunidade internacional. Acrescentou que o comportamento da Coreia do Norte aumenta as tensões e solapa a estabilidade no nordeste da Ásia e que &#8220;tais provocações servirão apenas para aprofundar o isolamento de Pyongyang&#8221;.</p>
<p>Após assegurar que as tentativas da Coreia do Norte de desenvolver armas nucleares, além de seu programa de mísseis balísticos, constituem uma ameaça para a paz e a segurança internacionais, Obama advertiu que os EUA estão consultando com outras nações as medidas a adotar contra Pyongyang. &#8220;O perigo que representam as atividades ameaçadoras da Coreia do Norte merecem uma resposta por parte da comunidade internacional. Estivemos colaborando e continuaremos colaborando nos próximos dias com nossos aliados e parceiros nas conversas de seis lados, além de com os outros membros do Conselho de Segurança da ONU&#8221;, afirmou Obama.</p>
<p>Fonte: <a href="http://www.estadao.com.br/noticias/internacional,coreia-do-norte-faz-2-teste-nuclear-e-lanca-misseis,376426,0.htm">Estadão</a>.</p>
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		<title>Tom entre Israel e Europa tornou-se mais ríspido</title>
		<link>http://www.mondopost.com.br/2009/05/08/tom-entre-israel-e-europa-tornou-se-mais-rispido/</link>
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		<pubDate>Fri, 08 May 2009 22:09:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Enrique Villalobos</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Artigos / Opinião]]></category>

		<category><![CDATA[Europa]]></category>

		<category><![CDATA[Israel e Palestina]]></category>

		<category><![CDATA[Política Internacional]]></category>

		<category><![CDATA[Ásia-Pacífico]]></category>

		<category><![CDATA[israel]]></category>

		<category><![CDATA[Lieberman]]></category>

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Ministro israelense é recebido com frieza em sua primeira viagem diplomática à Europa. Se Israel não quer solução justa para o Oriente Médio, Europa deveria repensar estreita cooperação com Israel, opina Bettina Marx.
Seria certamente exagerado falar em um congelamento das relações entre Israel e a Europa. No entanto, elas esfriaram sensivelmente desde a composição do [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.mondopost.com.br/wp-content/uploads/2009/05/israel-troops.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-482" title="israel-troops" src="http://www.mondopost.com.br/wp-content/uploads/2009/05/israel-troops.jpg" alt="israel-troops" width="540" height="195" /></a></p>
<p><strong>Ministro israelense é recebido com frieza em sua primeira viagem diplomática à Europa. Se Israel não quer solução justa para o Oriente Médio, Europa deveria repensar estreita cooperação com Israel, <span style="color: #0000ff;">opina Bettina Marx</span>.</strong></p>
<p>Seria certamente exagerado falar em um congelamento das <strong>relações entre Israel e a Europa</strong>. No entanto, elas esfriaram sensivelmente desde a composição do segundo governo de <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Benjamin_Netanyahu" target="_blank">Benjamin Netanyahu</a>. Isso ficou claro durante a primeira viagem do novo ministro israelense das Relações Exteriores, <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Avigdor_Lieberman" target="_blank">Avigdor Lieberman</a>, por capitais europeias.</p>
<p>Pois, apesar de ter escolhido para sua viagem de apresentação justamente os países mais próximos de Israel e que não são conhecidos por uma crítica ferrenha à política de Jerusalém, Lieberman foi recebido com reserva em quase todos os lugares por onde passou. Só houve certa cordialidade em Roma, onde foi recebido pelo chefe de governo, <strong>Silvio Berlusconi</strong>, e onde o populista de direita Gianfranco Fini, presidente do Parlamento, encontrou em Lieberman um correligionário.</p>
<p><strong>Em Paris e em Berlim</strong>, em contrapartida, <strong>Lieberman foi recebido com especial frieza</strong>, quase de forma recatada. Nenhum encontro com o presidente <strong>Nicolas Sarkozy</strong> às margens do Sena, nem fotografias ou coletivas de imprensa com o ministro alemão do Exterior, Frank-Walter Steinmeier, às margens do Spree.</p>
<p>Em vez disso, houve palavras de advertência ao governo israelense. Espera-se que Israel continue apoiando a solução de dois Estados, explicaram Steinmeier e seu colega de pasta francês, Bernard Kouchner, em uníssono.<strong> O tom entre Israel e a Europa se tornou mais ríspido</strong>.</p>
<p>Mas não só desde a constituição do governo em Jerusalém. Mesmo antes já se podia sentir em Bruxelas uma crescente irritação com a política de Israel. No dia após o fim da guerra em Gaza, em janeiro, diversos chefes de Estado e de governo europeus – entre eles, a chanceler federal alemã, <strong>Angela Merkel</strong> – fizeram uma visita de cortesia a Israel.</p>
<p>Poucos dias depois em Bruxelas, durante o encontro de ministros do Exterior do qual participou a ministra israelense Tzipi Livni, houve sérias diferenças de opinião. Pela primeira vez, exigiu-se que Israel repense sua política de bloqueio com relação aos palestinos na Faixa de Gaza.</p>
<p>Por muito tempo, o governo de Ehud Olmert e Tzipi Livni iludiu a opinião pública internacional com suas infrutíferas negociações com representantes da Autoridade Palestina. Sob o pretexto de conduzir um difícil processo de negociação com as chamadas forças &#8220;moderadas&#8221; em Ramallah, Israel aproveitou para avançar com sua política de ocupação na Cisjordânia e com a judaização de Jerusalém Oriental.</p>
<p><strong>O novo governo de direita em Israel abre mão deste pretexto e anuncia abertamente que não aspira a uma solução de dois Estados</strong> e que, quando muito, fará concessões econômicas aos palestinos na Cisjordânia. Enquanto isso, já começou a construir novas colônias. E o prefeito nacionalista de Jerusalém, Nir Barkat, diariamente manda destruir casas de palestinos em Jerusalém Oriental para construir parques e moradias baratas para a população judaica.</p>
<p>A política europeia não pode continuar de olhos fechados a isso. A Europa tem que perceber em que direção o novo governo israelense está levando o país e agir de forma adequada. Se Israel não quer uma solução justa para o conflito no Oriente Médio, então a política europeia deveria repensar sua estreita cooperação com Israel e questionar as relações do país com a UE.</p>
<p>Autora: <a href="http://www.dw-world.de/dw/article/0,,4237666,00.html?maca=bra-rss-br-all-1030-rdf" target="_blank"><strong>Bettina Marx</strong></a><br />
Revisão: Roselaine Wandscheer</p>
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		<title>Fed: política monetária quantitativa é avaliada com diferentes pontos de vista</title>
		<link>http://www.mondopost.com.br/2009/05/03/fed-politica-monetaria-quantitativa-e-avaliada-com-diferentes-pontos-de-vista/</link>
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		<pubDate>Mon, 04 May 2009 01:08:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel Marquine</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[América do Norte]]></category>

		<category><![CDATA[Crise Econômica]]></category>

		<category><![CDATA[Economia]]></category>

		<category><![CDATA[crédito]]></category>

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O Comitê de Mercado Aberto do Federal Reserve optou na quarta-feira (29) pela manutenção do juro básico norte-americano e, paralelamente, o colegiado não apresentou novas medidas com o objetivo de estimular a liquidez no mercado de crédito.
Assim sendo, permanece valendo a compra de até US$ 300 bilhões em Treasuries de longo prazo pela autoridade monetária [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.mondopost.com.br/wp-content/uploads/2009/05/fed.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-374" title="fed" src="http://www.mondopost.com.br/wp-content/uploads/2009/05/fed.jpg" alt="fed" width="540" height="195" /></a></p>
<p>O <strong>Comitê de Mercado Aberto do Federal Reserve</strong> optou na quarta-feira (29) pela manutenção do juro básico norte-americano e, paralelamente, o colegiado não apresentou novas medidas com o objetivo de estimular a liquidez no mercado de crédito.</p>
<p>Assim sendo, permanece valendo a compra de até US$ 300 bilhões em <strong>Treasuries</strong> de longo prazo pela autoridade monetária e a decisão do <a href="http://www.federalreserve.gov/" target="_blank">Fed</a> de ampliar seu orçamento para adquirir US$ 750 bilhões adicionais em títulos com lastro em hipotecas - <strong>os chamados títulos podres</strong> - levando o total de compras este ano para US$ 1,25 trilhão.</p>
<p>Além disso, foi aumentado de US$ 100 bilhões para US$ 200 bilhões o montante destinado à aquisição dos títulos de dívida das agências hipotecárias.</p>
<p><strong>Avaliação da economia</strong></p>
<p>Em função da segurança oferecida, os Treasuries normalmente têm sua demanda reduzida em períodos de maior tranquilidade nos mercados acionários. Como o rendimento e o preço destas notas variam em sentido oposto, geralmente, a trajetória ascendente em Wall Street ajuda a explicar a alta no rendimento dos Treasuries.</p>
<p>Como a economia dos Estados Unidos encolheu 6,1% entre janeiro e março, estrategistas se questionam sobre a posição do Fed em comprar títulos da dívida pública:</p>
<p><strong>Société Générale</strong></p>
<p>Apesar do Fed projetar que a economia norte-americana se recuperaria em março, os especialistas do banco francês acreditam que a recuperação não se dará de forma tão rápida quanto a autoridade monetária estima.</p>
<p>Os analistas do <a href="http://www.societegenerale.fr/" target="_blank">Société Générale</a> acreditam que o Fed &#8220;<em>manterá a taxa básica de juros inalterada por um longo período, embora a retração na economia, mercado de trabalho e indicadores inflacionários apontem para a necessidade de uma taxa negativa com o objetivo de estimular a economia</em>&#8220;, declarou o banco francês.</p>
<p>Neste sentido, cabe a autoridade manter suas medidas de política monetária, como o afrouxamento quantitativo.</p>
<p>O Fomc afirmou que continuará a comprar Treasuries para reduzir a taxa de juros de longo prazo e, segundo Société Générale, &#8220;<em>o anúncio desapontou aos que esperavam que o Fed fosse adquirir a maior parte da emissão de dívidas do Tesouro</em>&#8220;.</p>
<p>&#8220;<em>Em particular, o Fed falhou em fortalecer a esperança de reduzir o rendimento dos Treasuries de longo prazo</em>&#8220;, acrescenta o Société Générale.</p>
<p>Para o banco francês, &#8220;<em>o Fomc continuará a suportar a expansão do TALF (<strong>Programa de Empréstimo de Ativos Lastreados em Ativos a Termo</strong>) e o crescimento da balança de pagamentos para incentivar os empréstimos</em>&#8220;.</p>
<p><strong>BMO Capital Markets</strong></p>
<p>Para a Dra. Sherry Cooper, economista-chefe do <a href="http://www.bmocm.com" target="_blank">BMO Capital Markets</a>, o Fed será &#8220;flexível&#8221; ao continuar oferecendo suporte para facilitar as concessões de crédito. No entanto, ela ressalva que, &#8220;<em>caso o Fed erre, será mais pelo lado das excessivas facilidades do que pela falta dela</em>&#8220;.</p>
<p>&#8220;<em>O Comitê de Mercado Aberto do Fed vê poucos riscos na compra de Treasuries e deve permanecer com esta política</em>&#8220;.</p>
<p>&#8220;<em>Como regulador do sistema financeiro, é interessante como o Fed mantém a cautela ao encorajar os bancos a realizarem empréstimos questionáveis, ao mesmo tempo em que almeja facilitar a concessão de crédito para estimular o crescimento econômico e reduzir as pressões deflacionárias</em>&#8220;, diz Cooper.</p>
<p>&#8220;<em>Esta tensão ajuda a moderar os efeitos das medidas anunciadas pela autoridade monetária, tanto para o bem como para o mal</em>&#8220;, conclui.</p>
<p>Via <a href="http://web.infomoney.com.br//templates/news/view.asp?codigo=1564144&amp;path=/investimentos/" target="_blank">InfoMoney</a>.</p>
<img src="http://www.mondopost.com.br/?ak_action=api_record_view&id=372&type=feed" alt="" />]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>A Bomba-Relógio do Welfare State</title>
		<link>http://www.mondopost.com.br/2009/04/28/a-bomba-relogio-do-welfare-state/</link>
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		<pubDate>Tue, 28 Apr 2009 19:20:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Enrique Villalobos</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[América do Norte]]></category>

		<category><![CDATA[Crise Econômica]]></category>

		<category><![CDATA[Economia]]></category>

		<category><![CDATA[medicaid]]></category>

		<category><![CDATA[medicare]]></category>

		<category><![CDATA[welfare state]]></category>

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Como se não bastassem todas as mazelas que a economia americana enfrenta – déficit fiscal crescente, dívida federal acima de US$ 10 trilhões, recessão, etc. – há uma verdadeira bomba-relógio armada, que começa a pressionar cada vez mais as finanças públicas. Trata-se do aparato de welfare state criado no passado, basicamente os gastos com a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.mondopost.com.br/wp-content/uploads/2009/04/timebomb.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-275" title="timebomb" src="http://www.mondopost.com.br/wp-content/uploads/2009/04/timebomb.jpg" alt="timebomb" width="540" height="162" /></a></p>
<p>Como se não bastassem todas as mazelas que a economia americana enfrenta – déficit fiscal crescente, dívida federal acima de US$ 10 trilhões, recessão, etc. – há uma verdadeira bomba-relógio armada, que começa a pressionar cada vez mais as finanças públicas. Trata-se do aparato de welfare state criado no passado, basicamente os gastos com a Previdência Social, o Medicare e o Medicaid. Durante a crise atual, essa questão acabou em segundo plano. Mas isso não quer dizer que sua importância seja secundária. Ao contrário, isso apenas joga mais lenha na fogueira, conforme mostra um relatório do 13D Research.</p>
<p>Os gastos com os três grandes programas sociais já representam 40% do orçamento de US$ 3 trilhões do governo federal. Com a aposentadoria iminente dos quase 80 milhões de “baby boomers”, esses programas podem praticamente dobrar em relação ao PIB até 2030. A demografia começa a trabalhar contra as benesses do welfare state americano. Em 1935, quando a Previdência Social foi criada, apenas 6% dos americanos tinham 65 anos ou mais. Atualmente, esse percentual dobrou, e até 2030 deverá ter triplicado. Adding insult to injury, o povo não só está mais velho, como vive bem mais hoje em dia. A expectativa de vida vem aumentando rapidamente, o que é uma grande conquista do capitalismo, mas que custa caro aos programas sociais.</p>
<p>Em 1945, para cada beneficiário da Previdência Social, existiam mais de 40 trabalhadores pagando a conta. Em 2002, eram apenas pouco mais de três trabalhadores para cada aposentado. Em 2030, pelas tendências atuais, serão pouco mais de dois trabalhadores para cada beneficiário. Como o sistema de Previdência Social não passa de um grande esquema Ponzi de pirâmide, onde os novos adeptos bancam os aposentados, a demografia é crucial para manter o programa funcionando. A conta está ficando cada vez mais pesada para os ombros dos trabalhadores.</p>
<p>O Congressional Budget Office (CBO) espera que o gasto com os benefícios da Previdência Social ultrapasse os impostos sobre salários já em 2009. Desde 1984, será a primeira vez que isso acontece. Na última vez que isso aconteceu, em 1983, o Congresso aprovou uma série de reformas, incluindo o aumento nos impostos sobre os salários e na idade de aposentadoria. Graças a estas medidas, foi possível ganhar tempo e operar com superávit durante esses anos. Mas a hora de novos ajustes dolorosos voltou. Medidas cada vez mais drásticas serão necessárias para fechar a conta. O CBO esperava um superávit de US$ 80 bilhões para este ano, e as novas estimativas apontam apenas US$ 16 bilhões de saldo positivo, contando com o imposto de renda. Para o ano que vem, a expectativa é de apenas US$ 3 bilhões. O governo ainda aumentou os benefícios em quase 6% para compensar o aumento no custo de vida. Foi o maior aumento desde 1982.</p>
<p>Em 1968, o presidente Johnson incluiu a Previdência Social e outros gastos num orçamento unificado. Com isso, os ativos da Previdência deixaram de ser separados dos demais gastos do governo. A arrecadação previdenciária, então bastante superavitária, passou a representar uma montanha de dinheiro que o governo poderia utilizar para financiar outros gastos. De fato, desde 1986, os saldos positivos da Previdência Social subsidiaram o resto dos gastos do governo em mais de US$ 2,3 trilhões. Assim, o déficit fiscal do governo podia ser reportado abaixo do real, pois o buraco era tampado pelo saldo previdenciário. Muito em breve, isso vai mudar. Em vez de a Previdência Social subsidiar o restante do orçamento, o restante do orçamento terá que cobrir o rombo da Previdência.</p>
<p>No epicentro do problema, sempre esteve a própria natureza do programa. Os políticos não gostam de adotar medidas impopulares, pois dependem dos votos para continuar no poder. E como o rombo previdenciário sempre foi algo distante, cada governo ia jogando a conta para o próximo. Apenas quando a situação parece realmente insustentável alguma medida mais dura é tomada. Estamos num desses momentos. E justamente no meio de uma crise onde os gastos do governo americano já parecem explosivos. Até quando será possível o governo americano conseguir financiamento para tantos gastos sem puxar a taxa de juros para cima, afetando negativamente a economia? Se a opção for pela saída mais fácil – imprimir dinheiro através do Fed – qual será o destino do dólar? São tempos difíceis, sem dúvida. E há ainda uma bomba-relógio criada pelo welfare state, fazendo tic tac tic tac&#8230;</p>
<p>Por <a href="http://rodrigoconstantino.blogspot.com/2009/04/bomba-relogio-do-welfare-state.html" target="_blank">Rodrigo Constantino</a>.</p>
<img src="http://www.mondopost.com.br/?ak_action=api_record_view&id=274&type=feed" alt="" />]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>E se uma gigante automobilística falir?</title>
		<link>http://www.mondopost.com.br/2009/04/28/e-se-uma-gigante-automobilistica-falir/</link>
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		<pubDate>Tue, 28 Apr 2009 19:06:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Enrique Villalobos</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[América do Norte]]></category>

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		<category><![CDATA[Economia]]></category>

		<category><![CDATA[falência]]></category>

		<category><![CDATA[industria automobilística]]></category>

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Rumores dão conta de que uma gigante automobilística mundial estaria se preparando para declarar falência, apesar de todos os recursos que recebeu do governo americano.
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			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.mondopost.com.br/wp-content/uploads/2009/04/broken_vehicle.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-269" title="broken_vehicle" src="http://www.mondopost.com.br/wp-content/uploads/2009/04/broken_vehicle.jpg" alt="broken_vehicle" width="540" height="162" /></a></p>
<p>Rumores dão conta de que uma gigante automobilística mundial estaria se preparando para declarar falência, apesar de todos os recursos que recebeu do governo americano.</p>
<p>É a tal coisa, a atual crise econômica para uma empresa assim, é apenas o ápice de um processo em que ela mesmo não se salvou, persistindo em erros administrativos e estratégias equivocadas de negócios.</p>
<p>Nos EUA, as montadoras nacionais se especializaram em carros enormes, gastadores de combustível. A praga das SUV(s) levou cada montadora norte-americana a oferecer vários modelos praticamente com as mesmas características para seu mercado consumidor. E os carros japoneses assumiram a fatia de mercado destinada a veículos menores, mais econômicos embora não menos confortáveis, apesar de com menos sofisticação. Ou seja, as montadoras americanas deixaram de lado a prática de oferecer um &#8220;mix&#8221; de produtos e perderam mercados, coisa que qualquer estudante de administração sabe que não é uma estratégia aconselhável.</p>
<p>Por outro lado, e isso não se restringe às montadoras americanas, é sabido que os executivos naquele país abusaram em bônus por produtividade alguma, viagens com jatinhos particulares e hospedagens em hotéis ultra-luxuosos por absolutamente nada.</p>
<p>Viagem de trabalho, até pela sua natureza, deveria ser espartana, mas este conceito básico de administração também foi esquecido como muitos outros, pois empresas americanas e pelo mundo afora viraram fornecedoras de mordomias para poucos diretores, algo como se o Congresso Nacional brasileiro exportasse seus &#8220;métodos&#8221; administrativos para o resto do mundo, se é que o leitor me entende.</p>
<p>Bem, mas, e se a gigante falir, o que acontecerá?</p>
<p>É sabido que se uma das três grandes companhias automobilísticas americanas simplesmente fechar as portas, as duas que sobram enveredam pelo mesmo caminho, tamanha a quantidade de fornecedores comuns e interdependência de mercado. Logo, se uma das gigantes falir, o mais provável é que seja desmembrada em várias pequenas companhias, talvez uma para cada marca de seu portfólio.</p>
<p>E mais do que isso, as subsidiárias internacionais seriam desmembradas também ou até mesmo vendidas. Imaginemos uma subsidiária brasileira de marca tradicionalmente americana, controlada por um grupo chinês ou coreano. Isto não é implausível.</p>
<p>Mas o fato é que a falência de uma companhia assim só afetará seus acionistas (que perderão tudo o que tinham investido nela) e eventualmente, seus administradores, porque as leis americanas são rígidas sobre responsabilidades de comando numa falência.</p>
<p>Mas duvido que a estrutura produtiva simplesmente feche as portas. Seria um risco demasiado para a sociedade norte-americana.</p>
<p>Por <a href="http://fabiomayer.blogspot.com/2009/04/e-se-uma-gigante-automobilistica-falir.html" target="_blank">Fábio Mayer</a>.</p>
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