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	<title>MondoPost &#187; Terrorismo</title>
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	<description>Relações Internacionais de verdade!</description>
	<pubDate>Sat, 10 Oct 2009 20:52:23 +0000</pubDate>
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		<title>Compaixão por terroristas</title>
		<link>http://www.mondopost.com.br/2009/08/24/compaixao-por-terroristas/</link>
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		<pubDate>Tue, 25 Aug 2009 01:52:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mr. X</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Artigos / Opinião]]></category>

		<category><![CDATA[Europa]]></category>

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Há algo de podre no mundo ocidental. Talvez mereçamos mesmo morrer e ser destruídos sem piedade.
O terrorista responsável pelo atentado de Lockerbie, que matou 270 pessoas, foi solto pelas autoridades escocesas e retornou à Líbia, onde foi recebido como herói.
O motivo alegado é a compaixão: o pobre terrorista estava com câncer e morreria logo, mas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-full wp-image-1378" title="terrorism" src="http://www.mondopost.com.br/wp-content/uploads/2009/08/terrorism.jpg" alt="terrorism" width="540" height="195" /></p>
<p>Há algo de podre no mundo ocidental. Talvez mereçamos mesmo morrer e ser destruídos sem piedade.</p>
<p>O terrorista responsável pelo atentado de <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Pan_Am_Flight_103">Lockerbie</a>, que matou 270 pessoas, foi solto pelas autoridades escocesas e retornou à Líbia, onde foi recebido como herói.</p>
<p>O motivo alegado é a compaixão: o pobre terrorista estava com câncer e morreria logo, mas há suspeitas que a verdadeira razão seja um <a href="http://pajamasmedia.com/richardfernandez/2009/08/22/a-tribute-to-our-decency/">lucrativo</a> acordo comercial do Reino Unido com a Líbia. Parece ser uma explicação mais plausível. Negócios, negócios, justiça à parte.</p>
<p>Independentemente dos motivos, um articulista do Guardian, porta-voz maior do esquerdismo atual, <a href="http://www.guardian.co.uk/commentisfree/2009/aug/23/kenny-macaskill-decision-megrahi-release">celebrou</a> a liberdade do terrorista, afirmando ser um &#8220;tributo à decência humana&#8221;. Que um asno zurre asneiras, não é surpreendente. Mas o número de imbecis concordando nos comentários não deixa de ser algo arrasador.</p>
<p>270 pessoas morreram sem qualquer compaixão. O próprio terrorista preso jamais demonstrou qualquer arrependimento pelo massacre. Os líbios, os palestinos (também acusados de participação no atentado, ao lado do Irã), e por extensão todo o mundo islâmico, agora mesmo celebram seu herói e cospem coletivamente na cova dos 270 &#8220;infiéis&#8221; mortos.</p>
<p>Richard Fernandez observa que, ao mesmo tempo em que o terrorista foi solto, as autoridades inglesas <a href="http://pajamasmedia.com/richardfernandez/2009/08/21/what-a-wonderful-world/">prenderam</a> uma adolescente acusada de <span style="font-style: italic;">cyberbulling</span> no Facebook, dando a letra de quais são os crimes que realmente preocupam nossa superficial sociedade atual.</p>
<p>Mas o evento mostra principalmente que, na verdade, a tal &#8220;compaixão&#8221; progressista não passa de um narcisismo delirante. O importante é <span style="font-style: italic;">mostrar</span> compaixão, aparecer <span style="font-style: italic;">aos outros</span> como mais nobre, mais bom, defensor dos frascos e comprimidos, mesmo à custa de mais atentados, que fatalmente ocorrerão. O articulista do Guardian pode dar-se ao luxo de celebrar a &#8220;compaixão&#8221; por um terrorista pois não foram seus familiares os que morreram na explosão. Afinal, o importante é mostrar que &#8220;somos melhores do que eles&#8221;. E, se de quebra ainda der para conseguir um milionário acordo petrolífero, que problema há?</p>
<p>Não, uma sociedade que libera um assassino de 270 pessoas, na maioria mulheres e crianças, após meros 7 anos de cadeia, não é uma sociedade &#8220;decente&#8221;. É uma sociedade estúpida, em fase de câncer terminal.</p>
<p>Via <a href="http://blogdomrx.blogspot.com/2009/08/compaixao-por-terroristas.html" target="_blank">Blog do Mr. X</a>.</p>
<p><em>Imagem: <a href="https://www.cia.gov/news-information/cia-the-war-on-terrorism/dci-counterterrorist-center-terrorist-buster-logo.html" target="_blank">Fonte</a>.</em></p>
<img src="http://www.mondopost.com.br/?ak_action=api_record_view&id=1377&type=feed" alt="" />]]></content:encoded>
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		<title>Volta do soldado. Ou vingança</title>
		<link>http://www.mondopost.com.br/2009/07/18/volta-do-soldado-ou-vinganca/</link>
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		<pubDate>Sat, 18 Jul 2009 18:56:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Enrique Villalobos</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Artigos / Opinião]]></category>

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		<description><![CDATA[
O noticiário é sobre os grandes fatos e promessas. Obama diz que vai ajudar a África a sair da sua miséria. O grande não emociona.
Quando se pergunta a soldado israelense o que ele mais teme, a resposta é surpreendente. Diz cair prisioneiro de forças ilegais.
É da tradição das forças armadas tudo fazer para trazer de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-full wp-image-1256" title="gilad-shalit" src="http://www.mondopost.com.br/wp-content/uploads/2009/07/gilad-shalit.jpg" alt="gilad-shalit" width="540" height="195" /></p>
<p>O noticiário é sobre os grandes fatos e promessas. Obama diz que vai ajudar a África a sair da sua miséria. O grande não emociona.</p>
<p>Quando se pergunta a soldado israelense o que ele mais teme, a resposta é surpreendente. Diz cair prisioneiro de forças ilegais.</p>
<p>É da tradição das forças armadas tudo fazer para trazer de volta a tropa com seus mortos e feridos. Empenhar tudo para a libertação de prisioneiros. Existem convenções sobre o tratamento ao preso. A Cruz Vermelha tem acesso e traz noticias. Nas guerras nada lembra o homem civilizado. Mas sempre sobra um mínimo de humanidade. Mas os grupos terroristas não têm limites.</p>
<p>A guerra do Iraque é modelo das guerras atuais entre tropas representando estados e os grupos ilegais, a chamada guerra assimétrica. Os terroristas refinaram a crueldade. Degolam prisioneiros e videografam para mostrar ao mundo. Ataques por homens-bomba matam indiferentemente crianças, mulheres, velhos. O objetivo do terrorismo é aterrorizar. Vale tudo. A imaginação do homem não tem limites quando tem como justificar o pior. Jihad é guerra supostamente abençoada por Deus. Não cria problema de consciência.</p>
<p>A guerra do Líbano de 2006 foi precitada pelos indícios de que o Hizbolá, o partido de Deus, tinha atravessado a linha da fronteira, destruído um carro de combate e capturado dois soldados.</p>
<p>A fronteira é linha imaginaria. Pequena tropa israelense foi lançada em perseguição dos raptores. Não foram alcançados. E acabou escalando para guerra. E longo processo de negociação com intermediação internacional para se chegar a um preço pela liberdade dos detidos. Centenas de presos em Israel em troca dois soldados. Até o ultimo instante as famílias acreditavam que estavam vivos. Vieram dois corpos.</p>
<p>No momento há o caso do soldado Gilad. Foi raptado numa armadilha a um carro de combate há três anos nas proximidades de Gaza. Havia um companheiro que foi morto na hora. Há três anos que o governo de Israel com a ajuda de intermediários, inclusive Mubarak, presidente do Egito, tenta negociar o preço da libertação. Enquanto isto, nem a família, nem diplomatas estrangeiros, nem mesmo o expresidente Carter dos Estados Unidos (que esteve em Gaza há poucos dias), ninguém consegue acesso. Vê-lo para saber se está vivo.</p>
<p>Em meados da semana passada o presidente Mubarak disse que o jovem estava bem, em plena saúde, e logo terminariam os entendimentos. O Hamas, Movimento de Resistência Islâmica, o grupo palestino que domina Gaza, desmentiu Mubarak. “Apenas um pequeno circulo dentro do setor militar do Hamas é mantido informado sobre a condição do soldado. A liderança do Hamas não é  mantida informada”.</p>
<p>E al Muzeini, responsável por Shalid em nome do Hamas, ainda acrescentou: ”Não sabemos se está ferido, doente ou morto. É a verdade”. Três anos. O pai do soldado, incansável no esforço de libertá-lo, já rodou o mundo. A família vive na angustia da incerteza e esperança. O País inteiro como que assumiu a paternidade do prisioneiro.</p>
<p>O drama de um só individuo é mais tocante do que de grandes números. Um tem cara, centenas são abstração. Se algo de definitivo aconteceu ao soldado será incontrolável o sentimento de vingança&#8230;</p>
<p>Por <a href="http://ultimosegundo.ig.com.br/opiniao/nahum/2009/07/11/volta+do+soldado+ou+vinganca+7245918.html" target="_blank">Nahum Sirotsky</a>, correspondente iG em Israel.</p>
<p><em>Imagem: <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Gilad_Shalit" target="_blank">Gilad Shalit</a>.</em></p>
<img src="http://www.mondopost.com.br/?ak_action=api_record_view&id=1255&type=feed" alt="" />]]></content:encoded>
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		<title>O perigo é a bomba do Paquistão</title>
		<link>http://www.mondopost.com.br/2009/06/27/o-perigo-e-a-bomba-do-paquistao/</link>
		<comments>http://www.mondopost.com.br/2009/06/27/o-perigo-e-a-bomba-do-paquistao/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 27 Jun 2009 22:48:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Enrique Villalobos</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Artigos / Opinião]]></category>

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Não é exagero dizer que a chamada Comunidade Internacional mais uma vez fracassou em impôr o respeito à lei internacional. A Coreia do Norte amedronta com suas ameaças por ter a bomba atômica. O engajamento diplomático não dá resultados. O Irã ignora todas as iniciativas visando convencê-lo a desistir de sua aparente determinação de se [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.mondopost.com.br/wp-content/uploads/2009/06/sign.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-1083" title="sign" src="http://www.mondopost.com.br/wp-content/uploads/2009/06/sign.jpg" alt="sign" width="540" height="195" /></a></p>
<p><strong>Não é exagero dizer que a chamada Comunidade Internacional mais uma vez fracassou em impôr o respeito à lei internacional. A Coreia do Norte amedronta com suas ameaças por ter a bomba atômica. O engajamento diplomático não dá resultados. O Irã ignora todas as iniciativas visando convencê-lo a desistir de sua aparente determinação de se transformar em potência nuclear e ser o maior poder na região. Segundo foi noticiado, Mubarak, presidente do Egito, disse que Teerã quer engolir o mundo árabe.</strong></p>
<p>Além de xiita, seita oposta à sunita que é a maioria dos muçulmanos, o Irã é um país persa. Os árabes são semitas. Obama assumiu em público que negociaria com qualquer iraniano que vencesse as eleições. Ele pode ter sido mal informado.</p>
<p>A reação do governo dos aiatolás contra as manifestações de rua pela anunciada reeleição do atual presidente, Ahmadinejad, vem sendo de extrema violência. Obama levantou sua voz em protesto. Mas a posse deverá ser no fim de julho ou princípio de agosto. Com ele, os americanos vão retomar o diálogo até agora fracassado. O iraniano reeleito vinha virando herói da massa árabe que admira quem desafia o mundo e, principalmente, Washington.</p>
<p>Acho graça quando comentaristas, principalmente americanos, dizem que o grande discurso de Obama no Cairo enfraqueceu o antiamericanismo. Criou sim, certas expectativas nas chamadas classes dirigentes: lideranças políticas, empresariais, setores da intelectualidade secular. Para a massa nada mudou. Talvez poucos tenham conhecimento da visita do presidente americano. Palavras é o que mais escutam. Admiram os movimentos radicais que lutam pela imposição da lei muçulmana, a Shaaria, que fala e promete igualdade. A maioria vive na miséria.</p>
<p>O presidente iraniano tem vasto prestígio. É provável que as maiorias tenham aceitado a versão de manifestações populares, inspiradas pelos americanos e israelenses. Não é grande o acesso a televisão ou a informações de origem estrangeira. Se os americanos retomarem tentativas diálogo estarão provando que Ahmadinejad tem razão em sua orientação anti-ocidental e ódio à Israel. Vale a força.</p>
<p>Há um consenso no Irã sobre a bomba atômica e o poder. A revolta reflete um conflito interno. A Comunidade Internacional - Estados Unidos e Europa - demorou a protestar contra a violência. Foi surpreendida. Não sabia o que fazer. Existem as mais diversas especulações sobre quando a bomba iraniana fará sua estreia. E se Obama vai conseguir comprar uma mudança de rumo o que não se conseguiu em anos. Mas vai prestigiar o governo iraniano.</p>
<p>O paradoxal é que o perigo mais imediato não está sendo divulgado. A ameaça maior no momento é o arsenal atômico paquistanês. O Taleban, a Al Qaeda e, ainda, versões de que o próprio Osama bin Laden, estão dentro do Paquistão. É notória a ambição dos movimentos terroristas de ganharem acesso às armas de destruição em massa. As químicas, as biológicas, as nucleares.</p>
<p>John Murtha, deputado americano e presidente do poderoso subcomitê da Câmara dos Deputados, cometeu o que pode ser uma indiscrição. Ele levanta como possível a hipótese do governo paquistanês perder o controle do seu arsenal nuclear. E que então “seria absolutamente essencial que intervenhamos militarmente”. E que “é o que sugeriria”.</p>
<p>Estima-se, de acordo com a <a href="http://www.globalsecuritynewswire.org/" target="_blank">Global Security Newswire</a> do dia 24/4 e 12/5, que o Paquistão tenha o bastante para montar 60 bombas. O porta-voz do Pentágono, o Departamento de Defesa, é citado como tendo declarado que os Estados Unidos confiam na capacidade paquistanesa de defender seu arsenal. Murtha com 19 mandatos de deputado em sua carreira, ou 38 anos, é cético quanto a isto. O Paquistão tem 170 milhões de habitantes, é um país muçulmano com fronteira com o Afeganistão.</p>
<p>Além disso, como aliado dos americanos, o Paquistão não aceitaria se quer uma insinuação de falta de confiança de Washington. Mas que existe o arsenal, existe. As forças paquistanesas estão em combate com a Al Qaeda e o Taleban. E não há informações de que estão vencendo.</p>
<p>Por <a href="http://ultimosegundo.ig.com.br/opiniao/nahum/2009/06/24/o+perigo+e+a+bomba+do+paquistao+6936920.html" target="_blank">Nahum Sirotsky</a>, correspondente iG em Israel.</p>
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		<title>As ONGs do terror</title>
		<link>http://www.mondopost.com.br/2009/05/30/as-ongs-do-terror/</link>
		<comments>http://www.mondopost.com.br/2009/05/30/as-ongs-do-terror/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 30 May 2009 16:27:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mr. X</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Artigos / Opinião]]></category>

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Um interessante artigo na ótima Dicta &#38; Contradicta sobre o terrorismo e sua relação com um certo tipo de mentalidade termina com um link para um outro artigo de um certo Jakub Grygiel que fala sobre uma modificação curiosa que ocorreu nos últimos tempos: grupos armados que, ao contrário do que ocorreu ao longo da [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.mondopost.com.br/wp-content/uploads/2009/05/duck-and-cover.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-799" title="duck-and-cover" src="http://www.mondopost.com.br/wp-content/uploads/2009/05/duck-and-cover.jpg" alt="duck-and-cover" width="540" height="195" /></a></p>
<p>Um interessante <a href="http://www.dicta.com.br/o-eterno-retorno-do-mito/" target="_blank">artigo</a> na ótima <strong>Dicta &amp; Contradicta</strong> sobre o terrorismo e sua relação com um certo tipo de mentalidade termina com um link para um outro <a href="http://www.hoover.org/publications/policyreview/41708942.html" target="_blank">artigo</a> de um certo Jakub Grygiel que fala sobre uma modificação curiosa que ocorreu nos últimos tempos: grupos armados que, ao contrário do que ocorreu ao longo da maior parte da História, não buscam o poder estatal mas, ao contrário, preferem não tomar o poder.</p>
<p>Os exemplos mais claros são o <a href="http://www.cfr.org/publication/8968/" target="_blank">Hamas</a> e o <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Hezbollah" target="_blank">Hezbollah</a>, grupos que, embora estejam ligados a certos povos e/ou governos, preferem abster-se de tomar completamente o poder e assumir as funções estatais. Alguém dirá que os terroristas do Hamas governam Gaza. Pode ser, mas: a) governam como a cara deles; b) isso é irrelevante, já que Gaza não tem economia própria e eles são sustentados por instituições internacionais; c) Poderiam, mas não declaram a independência política de Gaza. Já o Hezbollah, embora influa cada vez mais na política do Líbano, prefere não assumir o comando diretamente, agindo como um Estado dentro do Estado.</p>
<p>Embora o Islã seja o principal usuário desse novo sistema - lembrem também da Al-Qaeda, que nem país-base tem, podendo operar em qualquer lugar - essa nova realidade pode ser observada fora da jihad. Situação algo parecida pode ser vista nas favelas cariocas, onde os grupos traficantes tem um poder de fato sobre a população local, mas ao mesmo tempo não suplantam totalmente os papéis do Estado, convivendo lado a lado com ele.</p>
<p>Some-se isso a globalização e a propagação de tecnologia que permitiu que um punhado de indivíduos possam efetivamente se tornar uma ameaça a vários países: os atentados de 9/11 e de Mumbai custaram relativamente pouco e não exigiram mais do que algumas dezenas de pessoas para a sua realização. Hoje, armas biológicas e nucleares podem estar ao alcance de grupos não-estatais com o dinheiro e os contatos suficientes.</p>
<p>Ao mesmo tempo, as elites progressistas mundiais preparam-se, se não para organizar um governo mundial como temem <a href="http://olavodecarvalho.org/semana/090525dc.html" target="_blank">alguns</a>, ao menos para erodir lentamente as nações tradicionais, através da imigração ilegal ilimitada (diluição de fronteiras étnicas e culturais), órgãos supra-estatais como a União Européia (diluição de fronteiras físicas e da soberania estatal de cada país), etc.</p>
<p>O que significa tudo isso? Não sei muito bem. Talvez estejamos assistindo ao <a href="http://www.mises.org/story/527" target="_blank">fim do Estado-Nação</a>. Mas o que virá a seguir?</p>
<p>Via <a href="http://blogdomrx.blogspot.com/2009/05/as-ongs-do-terror.html" target="_blank">Blog do Mr. X</a>.</p>
<p><em>Imagem: <a href="http://www.flickr.com/photos/jurvetson/2313351681/" target="_blank">Surviving Nuclear Terrorism</a>.</em></p>
<img src="http://www.mondopost.com.br/?ak_action=api_record_view&id=798&type=feed" alt="" />]]></content:encoded>
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