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	<title>MondoPost &#187; Política Internacional</title>
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	<description>Relações Internacionais de verdade!</description>
	<pubDate>Sat, 10 Oct 2009 20:52:23 +0000</pubDate>
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		<title>Teatro do absurdo</title>
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		<pubDate>Sun, 27 Sep 2009 18:51:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mr. X</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[Enquanto seus seguidores se empanturram na Embaixada do Brasil sem dividir a comida com os famintos funcionários brasileiros, Zé da Laia afirma que está sendo &#8220;torturado com gases tóxicos alteradores da consciência&#8221; e por &#8220;radiação de alta freqüência&#8221; (sic) produzida por &#8220;mercenários israelenses&#8221; que &#8220;planejam assassiná-lo&#8221;. Realmente, a julgar pela foto abaixo, o sujeito parece [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Enquanto seus seguidores se empanturram na Embaixada do Brasil <a href="http://oglobo.globo.com/mundo/mat/2009/09/23/zelayistas-nao-dividem-comida-funcionarios-da-embaixada-brasileira-passam-fome-767746420.asp">sem dividir a comida com os famintos funcionários brasileiros</a>, Zé da Laia <a href="http://www.miamiherald.com/news/5min/story/1248828.html">afirma</a> que está sendo &#8220;torturado com gases tóxicos alteradores da consciência&#8221; e por &#8220;radiação de alta freqüência&#8221; (sic) produzida por &#8220;mercenários israelenses&#8221; que &#8220;planejam assassiná-lo&#8221;. Realmente, a julgar pela foto abaixo, o sujeito parece estar passando muito mal.</p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-1409" title="ze-laia" src="http://www.mondopost.com.br/wp-content/uploads/2009/09/ze-laia.jpg" alt="ze-laia" width="495" height="371" /></p>
<p>Que bufões como Chávez, Evo e Zelaya sejam não apenas levados a sério, como ainda colocados em posições de poder em lugar do <span style="font-weight: bold;">quarto de hospício </span>que claramente merecem, só mostra que passamos dos limites há muito tempo.</p>
<p>Pobre América Latina. Parece-se cada vez mais a uma peça de Becket ou de Ionesco.</p>
<p>Via <a href="http://blogdomrx.blogspot.com/2009/09/teatro-do-absurdo.html" target="_blank">Blog do Mr. X</a>.</p>
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		<title>Especialistas alemães veem com ceticismo cooperação militar Brasil-França</title>
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		<pubDate>Sun, 06 Sep 2009 23:29:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Enrique Villalobos</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[América do Sul]]></category>

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		<description><![CDATA[
O presidente francês, Nicolas Sarkozy, chega ao Brasil nesta segunda-feira (07/09) para, entre outros compromissos, ratificar um acordo de cooperação militar com o Brasil. A parceria prevê a fabricação de 50 helicópteros, a construção em série de quatro submarinos convencionais, além do desenvolvimento do primeiro submarino brasileiro de propulsão nuclear.
Também estão previstos investimentos em instalações [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-full wp-image-1389" title="french_ssbn_submarine" src="http://www.mondopost.com.br/wp-content/uploads/2009/09/french_ssbn_submarine.jpg" alt="french_ssbn_submarine" width="540" height="195" /></p>
<p>O presidente francês, Nicolas Sarkozy, chega ao Brasil nesta segunda-feira (07/09) para, entre outros compromissos, ratificar um acordo de cooperação militar com o Brasil. A parceria prevê a fabricação de 50 helicópteros, a construção em série de quatro submarinos convencionais, além do desenvolvimento do primeiro submarino brasileiro de propulsão nuclear.</p>
<p>Também estão previstos investimentos em instalações industriais e portuárias. A propulsão nuclear será desenvolvida pelo Brasil, o know-how nuclear explicitamente não faz parte do acordo. O projeto vai custar ao governo brasileiro cerca de 8,6 bilhões de euros e será financiado, em parte, através de empréstimo feito por um consórcio de seis bancos europeus.</p>
<p>A parceria estratégica de defesa entre os dois países foi estabelecida durante a visita de Sarkozy ao Brasil em dezembro passado. A colaboração militar poderá ainda incluir a compra de 36 caças franceses. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva recentemente havia dito que também poderiam ser feitos negócios envolvendo aviões militares, pois a França ofereceria uma ampla transferência de tecnologia.</p>
<p><strong>Investimento vale a pena?</strong></p>
<p>Especialistas alemães da área de defesa veem a cooperação militar com ceticismo. Na opinião deles, o tratado de custo bilionário, que renovará o arsenal militar brasileiro, pode contribuir para impulsionar uma corrida armamentista dentro do continente latino-americano sem, entretanto, trazer os benefícios esperados pelo governo brasileiro.</p>
<p>“Não estou muito certo se o Brasil realmente conseguirá a transferência tecnológica almejada com esse acordo”, comenta o jornalista Otfried Nassauer, diretor do Centro de Informação Berlinense para Segurança Transatlântica (BITS, na sigla em alemão).</p>
<p>Ele avalia que há uma considerável chance de o projeto brasileiro do submarino nuclear ter resultados aquém do esperado. “Não é possível hoje saber se esse projeto realmente terá o sucesso desejado do ponto de vista tecnológico e se ele dará ao Brasil uma vantagem militar em relação a outros países. Um projeto tão ambicioso também pode fracassar”, afirma.</p>
<p>Nassauer não acha que a atual cooperação com a França seja motivo de apreensão para as nações vizinhas ao Brasil, devido ao bom relacionamento entre os atuais governos do continente. Entretanto, sua opinião é que o dinheiro seria mais bem empregado em outros setores.</p>
<p>“A pergunta que o governo Lula deve se fazer é se os investimentos não são muito altos e se é o caso de investir tanto dinheiro no próprio status político e militar”, questiona Nassauer. “Há muitos outros setores da sociedade e da economia nos quais, com os mesmos recursos, provavelmente se obteria bem mais postos de trabalho e possivelmente até maior transferência de tecnologia. Tecnologia militar é sempre mais cara do que a tecnologia civil”, acrescenta o jornalista.</p>
<p><strong>Hegemonia regional</strong></p>
<p>O cientista político Daniel Flemes, especialista em políticas de segurança do Instituto Alemão para Estudos Globais e Regionais (Giga), de Hamburgo, avalia que a cooperação com a França pode enfraquecer a cooperação com os vizinhos latino-americanos e provocar uma competição regional por armamentos.</p>
<p>“O fato de o Brasil estar procurando parceiros fora da América Latina em busca de know-how tecnológico pode provocar uma corrida armamentista no continente e pode ser um entrave para uma maior colaboração com os países vizinhos no setor de defesa”, alerta Flemes.</p>
<p>Ele lembra que o acordo é apenas mais um passo do Brasil não só para confirmar sua posição como líder regional, mas também para pavimentar o caminho rumo ao tão sonhado status de grande potência. “O país se esforça para sublinhar sua hegemonia regional não somente na área econômica e política, como também militar. E, ao mesmo tempo, procura consolidar sua posição de potência emergente num contexto mais amplo”, explica Flemes.</p>
<p>Para o analista, este é um passo compreensível, lembrando os esforços dos países próximos na ampliação do poderio militar. “Alguns países vizinhos ao Brasil também estão se empenhando na modernização de seu aparato militar. A Venezuela gastou, nos últimos quatro a cinco anos, 4 bilhões de euros em importações de armamentos da Rússia, enquanto o Chile também vem investindo pesadamente em armamentos nos últimos anos”, ressalta Flemes.</p>
<p>“O Brasil não está sozinho”, resume o cientista político, ao lembrar que a soma de gastos com armamentos dos países sul-americanos mais que duplicou nos últimos cinco anos.</p>
<p><strong>Alemanha não tem experiência</strong></p>
<p>O ministro brasileiro da Defesa, Nelson Jobim, justifica a escolha afirmando que os franceses foram os únicos que se dispuseram a transferir tecnologia para o Brasil. Além do mais, a Alemanha, que também havia sido consultada, não teria experiência com a construção de submarinos nucleares.</p>
<p>&#8220;Isso é correto. A Alemanha nunca construiu um submarino com propulsão nuclear. E também nunca construiu um submarino tão grande que comporte um reator nuclear. Os submarinos alemães são significativamente menores&#8221;, diz Nassauer.</p>
<p>Autor: <a href="http://www.dw-world.de/dw/article/0,,4637843,00.html?maca=bra-rss-br-all-1030-rdf" target="_blank">Marcio Damasceno</a></p>
<p>Revisão: Roselaine Wandscheer</p>
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		<title>Cúpula da Unasul: perspectivas em meio a graves divergências?</title>
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		<pubDate>Mon, 10 Aug 2009 15:30:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel Marquine</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[América do Sul]]></category>

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		<category><![CDATA[Política Internacional]]></category>

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A presidência da União das Nações Sul-Americanas passa de mãos chilenas às equatorianas. Enquanto o Chile tratou de mediar o conflito boliviano, o Equador irá cuidar de desavenças nas quais está diretamente envolvido.
Nesta segunda-feira (10/08), o Equador assume a presidência da União das Nações Sul-Americanas (Unasul), que congrega 13 países. Com pouco mais de um [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.mondopost.com.br/wp-content/uploads/2009/08/unasul.jpg" alt="unasul" title="unasul" width="540" height="195" class="alignnone size-full wp-image-1337" /></p>
<p>A presidência da União das Nações Sul-Americanas passa de mãos chilenas às equatorianas. Enquanto o Chile tratou de mediar o conflito boliviano, o Equador irá cuidar de desavenças nas quais está diretamente envolvido.</p>
<p>Nesta segunda-feira (10/08), o Equador assume a presidência da União das Nações Sul-Americanas (Unasul), que congrega 13 países. Com pouco mais de um ano de existência e escassa estrutura institucional, a união enfrenta a primeira crise entre seus membros.</p>
<p>Há sérias discordâncias entre a Venezuela de Hugo Chávez e seu controverso &#8220;socialismo do século 21&#8243;, a Colômbia do presidente Álvaro Uribe – com sua política linha-dura contra o tráfico de drogas e contra a guerrilha e sua aliança com os Estados Unidos – e o Equador de um Rafael Correa, que depois de diversos plebiscitos conquistou um segundo mandato, com amplo respaldo e uma Constituição reformada. A recusa de Quito em aceitar a implementação de várias bases norte-americanas em território colombiano levou a tensão ao limite.</p>
<p><strong>Bases norte-americanas na Colômbia</strong></p>
<p>&#8220;A Unasul não se encontra em seu melhor momento: Bogotá e Quito não possuem laços diplomáticos, as relações entre a Colômbia e a Venezuela estão congeladas por decisão do governo de Caracas e o presidente do país anfitrião, Rafael Correa, assume a presidência da Unasul no afã de resolver estas controvérsias, mesmo sendo parte do conflito&#8221;, afirma à DW-WORLD Günther Maihold, diretor do Instituto Alemão de Política Internacional e de Segurança (SWP), sediado em Berlim.</p>
<p>Os outros países-membros da Unasul – Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Guiana, Paraguai, Peru, Suriname, Uruguai – não têm demonstrado muito interesse pelo assunto. Até agora, o conflito vem sendo mediado pela Organização dos Estados Americanos (OEA).</p>
<p>A Colômbia não participa da cúpula da Unasul que acontece nesta segunda-feira. O presidente colombiano Uribe também não consta da lista de convidados para a cerimônia que dá início ao segundo mandato do presidente equatoriano.</p>
<p>Assim &#8220;os governantes não terão problemas em chegar a um acordo sobre a incoveniência das bases norte-americanas na Colômbia&#8221;, observa Mainhold, lembrando que, no decorrer de uma década, a base estadunidense em Manta, no Equador, não pareceu incomodar ninguém.</p>
<p><strong>Relações rompidas</strong></p>
<p>Horacio Borja Sevilla, embaixador do Equador em Berlim, confirma à DW-WORLD a ruptura das relações entre Quito e Bogotá, afirmando que o Equador se opõe &#8220;à criação – por parte da Colômbia e dos EUA – de sete bases militares em território colombiano. A recusa a essa iniciativa do presidente Uribe foi geral&#8221;, diz o diplomata.</p>
<p>Para Claudia Detsch, cientista política da Fundação Friedrich Ebert em Quito, &#8220;os países que formam a Alba – uma aliança cujo eixo é formado pela Venezuela e por Cuba – esperam poder isolar a Colômbia em função da implementação das bases norte-americanas. O recente périplo latino-americano do presidente Uribe torna isso bastante improvável. Uma divergência se aproxima&#8221;, prevê Detsch.</p>
<p><strong>Colômbia: &#8220;não&#8221; à presidência da Unasul</strong></p>
<p>Era a Colômbia que deveria ter assumido a presidência da Unasul das mãos da presidente do Chile, Michelle Bachelet, que por sua vez havia mediado o conflito entre o presidente boliviano Evo Morales e as províncias do país que reclamavam a independência.</p>
<p>&#8220;A Unasul deu provas de sua eficácia nesse conflito&#8221;, opina Detsch, para quem isso se deveu &#8220;à inteligente mediação do governo chileno, que ocupava a presidência da União naquele momento. Resta saber se êxito semelhante poderá ser esperado sob uma presidência bem menos diplomática&#8221;, interroga a especialista.<br />
<strong><br />
O longo braço das Farc</strong></p>
<p>O conflito atual é antigo. A Colômbia acusa a Venezuela de apoiar as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc). O Equador e a Venezuela se opõem às bases norte-americanas.</p>
<p>Por outro lado, as relações entre os dois países estão abaladas desde que a Colômbia atacou um campo de guerrilha das Farc, localizado no norte do Equador, e desde o confisco de um computador que continha informações sobre Rafael Correa e a respeito do financiamento de sua campanha presidencial, além de dados que mostram o envolvimento da cúpula equatoriana tanto com a guerrilha quanto com o governo venezuelano.</p>
<p><strong>Base bolivariana da Unasul</strong></p>
<p>&#8220;É um legado de Simón Bolívar o ideal de que todos os Estados do sul da América Latina formem uma entidade política. O que fazemos agora? Inspirados na ideia bolivariana, construímos a Unasul&#8221;, diz Borja Sevilla. </p>
<p>Há poucos menos de 200 anos, Simón Bolívar, líder das guerras pela independência das colônias espanholas, conseguiu formar uma imensa nação que, ao longo de uma década, formaram territórios que hoje pertencem à Venezuela, Panamá, Equador, Colômbia, Costa Rica, Peru, Guiana, Brasil e Nicarágua.</p>
<p>Para Detsch, &#8220;os governos dos países que formam a Unasul seguem, em parte, metas diferentes – tanto na política interna quanto na cooperação em nível regional – e se baseiam em convicções distintas. Considerando que a política externa de muitos países latino-americanos está marcada pela política nacional, as divergências ideológicas representam um desafio para todo projeto de integração, também para a Unasul&#8221;.</p>
<p><strong>Exemplo europeu</strong></p>
<p>&#8220;Especialmente os países do socialismo do século 21 depositam grandes esperanças na Unasul, pois esperam contextualizar ali seus projetos regionais&#8221;, analisa Detsch. A união, porém, não é formada somente por países que simpatizam com as ideias bolivarianas, cujo representante máximo é o presidente venezuelano.</p>
<p>Em relação às graves divergências atuais, o embaixador Borja Sevilla argumenta: &#8220;Pense na União Europeia: ninguém podia acreditar que, com os problemas que existiram entre a França e a Alemanha – só para citar um exemplos dos muitos que haviam na Europa –, se chegaria a uma união no continente. Nós, num espaço de tempo mais curto do que o necessário na Europa, chegaremos a uma União das Nações Sul-Americanas&#8221;, sentencia o diplomata.</p>
<p>Para Detsch, contudo, &#8220;esse processo ainda está no começo. Não há por que dar o mesmo por encerrado. Sem dúvida, suas verdadeiras conquistas – dada a lentidão do processo de institucionalização – deverão ser projetadas nos objetivos de longo prazo&#8221;, conclui a especialista.</p>
<p>Autora: <a href="http://www.dw-world.de/dw/article/0,,4555051,00.html">Mirra Banchón</a> / Revisão: Simone Lopes</p>
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		<title>Obama já discursou para árabes, iranianos e turcos, mas ignorou Israel</title>
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		<pubDate>Fri, 31 Jul 2009 16:49:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel Marquine</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Artigos / Opinião]]></category>

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Barack Obama discursou no Cairo para o mundo islâmico e, acima de tudo, para os árabes. Deu entrevista, pouco depois de tomar posse, para a rede de TV Al Arabyiah. Os iranianos receberam uma mensagem de afeto durante uma celebração persa. O presidente ainda visitou a Turquia, de maioria islâmica, apesar de ser um regime [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img alt="" src="http://www.mondopost.com.br/wp-content/uploads/2009/06/obamaspeech.jpg" class="alignnone" width="540" height="195" /></p>
<p>Barack Obama discursou no Cairo para o mundo islâmico e, acima de tudo, para os árabes. Deu entrevista, pouco depois de tomar posse, para a rede de TV Al Arabyiah. Os iranianos receberam uma mensagem de afeto durante uma celebração persa. O presidente ainda visitou a Turquia, de maioria islâmica, apesar de ser um regime secular.</p>
<p>No Oriente Médio, só faltam os judeus e algumas minorias como a curda. Iranianos, turcos e árabes puderam escutar o que Obama tinha a dizer. Mas, conforme salientou Aluf Benn, colunista do Haaretz, em artigo publicado no New York Times, o presidente dos Estados Unidos ainda não se dirigiu para Israel. Apenas se encontrou com o premiê Benjamin Netanyahu e cobrou o congelamento dos assentamentos. O problema é que não fez um discurso para os israelenses dizendo seus objetivos para alcançar a paz e – importantíssimo para Israel – a segurança, especialmente em relação à ameaça iraniana.</p>
<p>Esta omissão leva os israelenses, de todo o espectro político, a imaginar que Obama, na sua tentativa de se aproximar do mundo islâmico, deixará o Estado judaico isolado. Para os israelenses, isso é muito grave. A percepção em Tel Aviv e Jerusalém Ocidental é de que a comunidade internacional e a imprensa – inclusive americana – possui um viés pró-palestino. A única segurança deles era o governo dos EUA, que, na visão de Israel, agora também pende para o lado árabe na administração de Obama.</p>
<p>Caso não se dirija aos israelenses e explique exatamente o que quer, Obama isolará a mais fundamental peça em qualquer acordo de paz. Sem Israel, não há paz. E os contrários à paz apenas poderão se fortalecer, com o presidente dos Estados Unidos sendo alvo de ataques racistas.</p>
<p>Não seria complicado organizar uma visita para Israel. Já que almeja tanto a paz, Obama deveria visitar Tel Aviv, para ver a cidade mais avançada do Oriente Médio; Jerusalém, pare tentar entender se dá ou não para dividir; Haifa, para observar os resquícios de uma convivência pacífica; Nazaré, para conhecer melhor a vida dos árabes-israelenses; o Golan ocupado ilegalmente, para verificar a frente síria do conflito; e, claro, assentamentos judaicos na Cisjordânica, Ramallah, Hebron e Nablus. Por questões de segurança, dá apenas para entender que o presidente não visite Gaza. Mas o resto seria obrigação dele. Obama não pode perder Israel. Não adianta puxar-saco na época da eleição para ter o voto judaico. Precisa manter a aliança e o respeito quando assume a Presidência.</p>
<p>Autor: <a href="http://blog.estadao.com.br/blog/chacra/?title=obama_ja_discursou_para_arabes_iranianos&#038;more=1&#038;c=1&#038;tb=1&#038;pb=1">Gustavo Chacra</a></p>
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		<item>
		<title>A quem interessa o sangue?</title>
		<link>http://www.mondopost.com.br/2009/07/22/a-quem-interessa-o-sangue/</link>
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		<pubDate>Wed, 22 Jul 2009 17:13:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mário Machado</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[América Central]]></category>

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		<category><![CDATA[Conflitos Armados]]></category>

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		<category><![CDATA[Honduras]]></category>

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		<description><![CDATA[
As negociações que visavam um acordo político para crise hondurenha, intermediada pelo Prêmio Nobel da Paz 1987, Oscar Arias, Presidente da Costa Rica (que ganhou intermediando o fim das guerrilhas na região), naufragou. Não chegou a ser uma surpresa, afinal todos os analistas viam a indisposição em negociar e exigências sabidamente inaceitáveis. Quem acompanha negociações [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-full wp-image-1267" title="hugo-chavez" src="http://www.mondopost.com.br/wp-content/uploads/2009/07/hugo-chavez.jpg" alt="hugo-chavez" width="540" height="195" /></p>
<p>As negociações que visavam um acordo político para crise hondurenha, intermediada pelo Prêmio Nobel da Paz 1987, Oscar Arias, Presidente da Costa Rica (que ganhou intermediando o fim das guerrilhas na região), naufragou. Não chegou a ser uma surpresa, afinal todos os analistas viam a indisposição em negociar e exigências sabidamente inaceitáveis. Quem acompanha negociações internacionais, sabe quando se força a ruptura de uma negociação, afinal é muito fácil para qualquer diplomata de carreira saber em que pontos rupturas são inevitáveis, portanto, posso dizer que foram negociações de má-fé, onde as partes não se propuseram a negociar de fato.</p>
<p>É preciso saber que desde os primeiros momentos da crise e logo após a deposição, a Igreja Católica, por meio de seu Colégio Episcopal em Honduras, ofereceu seus bons ofícios, procurando acalmar os ânimos, prevenir violência e encontrar uma saída negociada. Inclusive um Bispo chegou a pronunciar na televisão a pedir calma e discernimento de Zelaya, e que ele não retornasse se as condições políticas assim permitissem. Por que o Bispo fez isso? Por ser golpista conservador? Ou por medo que a polarização política, somada a clara e notória infiltração de manifestantes sandinistas e venezuelanos, culminasse em violência e desperdício de vidas?</p>
<p>Não deu outra. As manifestações no aeroporto cobraram seu preço em sangue. O presidente deposto e seus apoiadores agora têm um mártir, uma prova indelével da natureza boçal e violenta do novo governo. Bem, pelo menos para motivos de propaganda, serviu o desperdício de uma alma jovem, que de verdade só sua família e amigos vão prantear, sentir falta e lembrar quando a poeira assentar. Não há provas que ele tenha sido assassinado por armas do exército, mas mesmo que tivesse, dividem essa conta macabra os que coordenavam a operação no aeroporto e os que instigavam pessoas comuns, contra soldados treinados e armados. Afinal, qual é sempre o resultado de pessoas sem armas enfrentando pessoas com armas?</p>
<p>Ora, então os seguidores de Zelaya têm que engolir a seco a deposição dele, sem direito a reclamar? Claro que não, mas os que estão a frente disso têm uma obrigação ética e moral de fazer com que essas demonstrações sejam pacificas, seja a via escolhida, passeatas, desobediência civil, greves gerais. Qualquer uma das muitas alternativas não confrontacionais. Por que digo isso? Porque o clima está pesado, os ânimos acirrados e a chance de que as forças de segurança e manifestantes percam o controle é enorme. Evidentemente cabe ao regime conter os ânimos das forças de segurança, garantindo a ordem pública dentro dos ditames do império da lei.</p>
<p>Mas até agora só relatei o óbvio, nada de especial e nem toquei no cerne da questão-título desse texto, a não ser de maneira indireta.</p>
<p>Qual tem sido a tônica desde o dia 1° dessa crise? A coesão e unanimidade internacional na condenação ao golpe e com uma linguagem bastante inflamada exigindo, com ultimatos e ameaças a recondução do presidente deposto a seu cargo, sem qualquer tipo de negociação com o governo, sempre tratado pelos diplomatas do continente como golpista nas suas intervenções na mídia. Ora, é claro, para qualquer pessoa com meio cérebro que uma deposição com apoio da justiça, do parlamento e dos militares só é possível quando o deposto não tem mais nenhuma condição de governabilidade. Ainda mais porque, como vimos pelas imagens, o povo hondurenho está dividido, tendendo em sua maioria a apoiar a deposição, portanto não vimos em Honduras nem sombra das manifestações vistas no Irã (onde por sinal o aparato de repressão é bem mais agressivo e conta com simpatia dos que querem a volta imediata de Zelaya).</p>
<p>Também, é claro para quem tem meio cérebro, que a única saída satisfatória para essa crise é uma negociação que culmine em novas eleições, antecipadas (já que seria esse ano de qualquer maneira). Portanto o que motiva tanta resistência a negociar uma saída? Será uma questão pessoal de Zelaya, que por já ter sido presidente não pode nem cogitar a se candidatar de novo segundo a constituição hondurenha?</p>
<p>Ou há algo mais profundo? Seria a resistência motivada por governos da região que temem que quarteladas voltem a ser prática comum na região? Mas, então simplificaríamos muito a questão, já que os militares não tomaram o poder e sim agiram de acordo com a Constituição e ainda justificam sua ação de retirada de Zelaya do país para evitar confrontos e violência. Um argumento um pouco esticado, mas não deixa de ter suporte lógico.</p>
<p>Por que a resistência ao golpe fosse fruto de uma frente pró-democracia unânime no continente, os principais atores da questão, não fomentariam relações com ditaduras longas e comprovadas, tais como Cuba? Ou para esses líderes subverter as regras democráticas só é grave quando é levado a cabo por não-membros de sua Aliança ou Alternativa?</p>
<p>A questão transcendeu as esferas da América Central, porque indubitavelmente demonstra a primeira resistência contundente ao mecanismo chavista, sendo este, inclusive, apontado como pivô da crise, já que o líder deposto passou a ser visto como um títere de Caracas. E é ele, Hugo Chávez, quem conduz a reação mais inflamada à deposição. Ele também, tem fornecido transporte para Zelaya, com jatinhos da poderosa PDVSA. Honduras pode se tornar o “Rubicão do César Bolivariano”, porque se suas legiões o cruzarem, sua alternativa ganha momento, ganha força e prestigio, já que sairia vitorioso na tal batalha moral, sairia como defensor da democracia. Ele que já liderou um golpe frustrado, antes de tomar um igualmente frustrado.</p>
<p>Isso explica porque desde o primeiro minuto da crise o Presidente Chávez violou uma regra da diplomacia ao interferir em assuntos internos de outros povos, ainda mais, por que clamava “aos patriotas hondurenhos a lutar”, ou seja, além de intervir em assuntos internos ainda o fez incentivando a violência, a desordem. E foi ainda mais além com bravatas dignas dele mesmo ao cogitar intervir militarmente para recolocar o presidente deposto. Pergunto-me qual diferença deste comportamento a tese de exportação da democracia, mesmo que a força da era Bush? (algum leitor chavista, se eu os tiver, consegue explicar?). Outra questão, não era esse mesmo presidente que achava absurda a violação territorial? Lembram, quando a Colômbia atacou uma base das FARC em território equatoriano matando um dos líderes da guerrilha (ou narco-guerrilha, diriam alguns)?</p>
<p>A prudência sempre foi apontada na literatura como uma característica desejável em um estadista. Mas nesse caso temos visto que interesses que em nada tem de alinhando com valores como democracia, ou com interesses do povo hondurenho. Esses interesses são de projetos geopolíticos e ideológicos. Isso explica por que não há, por parte desses atores, preocupação com o bem estar do povo hondurenho.</p>
<p>Digo isso porque ao conclamar o povo a insurgência, o presidente deposto, sabe que o resultado disso será medido em litros de sangue derramado nas ruas. Ainda mais numa região que sofreu tanto com guerras civis e que tem problemas de criminalidade urbana gravíssima, que pode sair do controle com o Estado esticando suas forças para lutar contra uma insurgência, ainda mais porque há a real e concreta possibilidade de saída tranqüila, institucional e democrática para crise, que é a via das urnas.</p>
<p>Afinal, quem tem ojeriza a golpes deveria jubilar-se com a possibilidade de que uma eleição livre, devidamente acompanhada por observadores estrangeiros e de acordo com as regras vigentes. E não conclamar o povo a insurreição, a violência e inevitavelmente a morte. É fácil louvar aos mártires e heróis quando não são seus filhos e filhas, pais e mães, irmãos e irmãs, maridos e esposas, os que vão cair ou ser estadista de danos colaterais, numa situação em que a resolução pacifica é tão palpável.</p>
<p>Creio ser irresponsável e desesperado esse movimento, o digno de um democrata seria convocar manifestações pacíficas, mas por esta via é preciso uma maioria. E esse foi o erro de cálculo primordial, o tamanho do respaldo popular em Honduras. E o interino Micheletti demonstrando, talvez, demagogicamente que não tem desejo de manter o poder, afirmou que pode renunciar, com a condição do não retorno de Zelaya, o que reitera que não há condições de governabilidade para “Mel” Zelaya.</p>
<p>E quem lucra com o sangue nas ruas? Na minha humilde opinião não é um regime de um país pequeno e isolado. São as grandes causas “humanistas-progressivas” salvadoras que precisam de mártires para angariar apoio popular e desgastar o governo interino.</p>
<p>E para você meu leitor, vale mais uma ideologia ou uma vida humana? E a quem interessa o sangue? (Michelleti? Zelaya? Chávez?)</p>
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		<title>Estratégias da Força e da Diplomacia</title>
		<link>http://www.mondopost.com.br/2009/07/20/estrategias-da-forca-e-da-diplomacia/</link>
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		<pubDate>Mon, 20 Jul 2009 18:19:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Douglas Eduardo Santos Lima</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Artigos / Opinião]]></category>

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Na eminência de um conflito regional, de uma guerra ou de qualquer evento que possa vir ameaçar a segurança de um Estado, diversos componentes das Relações Internacionais são trazidos à tona. A intenção deste artigo visa mostrar aos leitores que desconhecem tais componentes, alguns dos principais pontos que se tornam prioritários para um ator internacional [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-full wp-image-1259" title="army-men" src="http://www.mondopost.com.br/wp-content/uploads/2009/07/army-men.jpg" alt="army-men" width="540" height="195" /></p>
<p>Na eminência de um conflito regional, de uma guerra ou de qualquer evento que possa vir ameaçar a segurança de um Estado, diversos componentes das Relações Internacionais são trazidos à tona. A intenção deste artigo visa mostrar aos leitores que desconhecem tais componentes, alguns dos principais pontos que se tornam prioritários para um ator internacional no que concerne à sua segurança enquanto soberano perante o sistema internacional. Algo que deve ser dito é que no campo das Relações Internacionais, muitas das vezes as temáticas que o cercam divergem-se de tal forma que as esferas de competências se misturam. Analistas de Relações Internacionais, analistas de Segurança Internacional, militares e estrategistas ilustram a distribuição de poder tão comentada no ambiente internacional.</p>
<p>Com base no famoso militar prussiano <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Carl_von_Clausewitz" target="_blank">Carl Von Clausewitz</a> (1780-1831) o fenômeno da guerra é composto por três elementos: o político, o tático e o estratégico. Para Clausewitz, o elemento da política se caracteriza pelas considerações e decisões relativas à guerra, e aos seus propósitos políticos, ou seja, como usar a guerra ou não para atingir determinado objetivo político. O elemento da tática trata das considerações no que diz respeito ao emprego do uso da força (física e moral). Por fim, o elemento estratégico trata daquilo que é relativo aos meios utilizados para a produção dos objetivos específicos de um determinado conflito. Através destes elementos podemos aplicá-los nos combates passados e atuais para poder compreender melhor a doutrina de pensamento de cada Estado e assim perceber as diferenças das escolas de guerra e suas respectivas maneiras de conduzir um Estado durante um conflito.</p>
<p>Estamos no ano de 2009 e a prática do uso da força se faz cada vez mais presente no cenário internacional. Conflitos no oriente médio, em territórios asiáticos e em regiões da américa central nos faz voltar à teorias passadas das Relações Internacionais para compreender a dinâmica desse fenômeno. De acordo com <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Thomas_Schelling" target="_blank">Thomas Schelling</a> (1966) nas suas obras <em>Strategy of Conflitc</em> e <em>Arms and Influence</em>, a distinção entre diplomacia e força não é somente quanto aos instrumentos, palavras e munições, mas na relação entre adversários – na interação dos motivos e no papel da comunicação, entendimentos, compromissos e constrangimentos. Na diplomacia cada um controla parte do que o outro quer e pode conseguir mais por compromissos, trocas, ou colaborações mais do que tomando e ignorando o desejo do outro. O que se deve entender é que existem diferenças entre tomar o que se quer e fazer alguém dar a você o que você deseja. A pura ambição de fazer uso da força militar evidencia muitas das vezes que o desejo está mais para ferir o adversário do que atingir os reais interesses. O uso da violência na guerra pode ser deixado para trás. Ao mostrar ameaças e não deixando alternativas para um caminho um Estado deixa de lado todo um poder que poderia ser usado: A Coerção. A coerção por ameaça de violência também requer que os nossos interesses e do oponente não sejam absolutamente antagônicos. O ato do uso da coerção requer, por sua vez, encontrar uma barganha, mostrar o que é melhor fazer e o que queremos, ao invés de não fazer enquanto o adversário leva em consideração o uso da penalidade. Para Thomas Schelling a guerra parece ser mais do que um teste de força, teste de resistência, nervo, obstinação e dor. A força bruta existe somente quando não há colaboração, e a violência é mais bem sucedida quando é ameaça e não quando é usada. Devemos entender que a violência pura, violência não militar parece mais auspiciosa na relação entre países não iguais, onde não há nenhum desafio substancial e o resultado do engajamento militar não é a questão principal.</p>
<p>As atuais ameaças norte-coreanas de armas nucleares ilustram um ponto muito importante na temática das Relações Internacionais. Na verdade, essas ações de testes de mísseis por parte da Coreia do Norte não diferem - no que diz respeito à dinâmica de um conflito – das ações de Estados que procuraram trazer à tona o poder militar de seu território e o desejo de mostrar este poder frente aos outros Estados no cenário internacional em épocas passadas. É interessante questionar, portanto, qual a diferença entre uma arma de grande potência nuclear e uma baioneta da primeira guerra mundial? A única diferença clara está no número de pessoas que elas podem eventualmente matar e na velocidade que isso pode ocorrer. As armas nucleares podem tornar possível um desencadeamento de uma violência monstruosa ao inimigo sem atingir primeiro a vitória. Após a existência de duas grandes guerras, com as armas nucleares e os meios de render-se é possível penetrar no território inimigo sem mesmo colapsar sua força militar. Desta forma, as armas nucleares ameaçam transformar a guerra em algo menos militar, levando-nos a conclusão de que ao invés de destruir as forças inimigas como prelúdio para impor sua vontade sobre a nação inimiga, destrói-se a nação como meio ou um prelúdio para destruir as forças do inimigo. Onde em épocas anteriores os nãocombatentes eram considerados como não sendo alvos, hoje tal fenômeno da guerra e da armas nucleares podem levar esses não-combatentes a serem alvos para se alcançar um determinado fim político.</p>
<p>Portanto, a guerra e ameaça da guerra devem ser vistas como meios de influência e não de destruição. E assim, o melhor caminho em uma dinâmica de conflito, é mostrar alternativas e caminhos que levam para o uso da diplomacia da barganha, do que fazer uso da estratégia militar em um sentido estritamente da diplomacia da violência.</p>
<p><em>Imagem: <a href="http://www.sxc.hu/photo/513220" target="_blank">Fonte</a>.</em></p>
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		<title>Saia justa! Brasil, a ONU e os Direitos Humanos</title>
		<link>http://www.mondopost.com.br/2009/07/14/saia-justa-brasil-a-onu-e-os-direitos-humanos/</link>
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		<pubDate>Tue, 14 Jul 2009 20:13:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Letícia Vieira</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Artigos / Opinião]]></category>

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		<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>

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		<category><![CDATA[política externa]]></category>

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A política externa brasileira para os direitos humanos causa polêmica e vítimas alegam que a estratégia pouco ajuda na defesa de suas causas. Enquanto democracias ocidentais criticam o País, governos africanos e  outros emergentes comemoram a aproximação do Brasil a suas posturas e a estratégia de evitar confrontos nos plenários da Organização das Nações Unidas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-full wp-image-1247" title="lula1" src="http://www.mondopost.com.br/wp-content/uploads/2009/07/lula1.jpg" alt="lula1" width="540" height="195" /></p>
<p>A política externa brasileira para os direitos humanos causa polêmica e vítimas alegam que a estratégia pouco ajuda na defesa de suas causas. <strong>Enquanto democracias ocidentais criticam o País, governos africanos e  outros emergentes comemoram a aproximação do Brasil</strong> a suas posturas e a estratégia de evitar confrontos nos plenários da Organização das Nações Unidas (ONU). O objetivo declarado pelo Brasil é o de promover o diálogo no Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas. Para o governo, essa postura é o que garante o real avanço dos direitos humanos. O Itamaraty justifica que não adota alinhamento automático às votações de casos de violações na ONU e avalia cada situação.</p>
<p>O que vem surpreendendo, porém, têm sido as decisões do Itamaraty, nos últimos meses, <strong>de poupar críticas à Coreia do Norte e sair em defesa do Sri Lanka</strong>. Essa política já vinha ganhando corpo nos últimos anos, com a decisão de evitar interferências a situações internas de países e dar espaço para que as regiões solucionem seus problemas. O Brasil também se absteve em debates sobre Darfur, Irã e República Democrática do Congo nos diversos órgãos da ONU.</p>
<p>Levantamento feito pela entidade Conectas, que mostra o padrão de votos do Brasil desde 2001 na ONU, mostra que o mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva promoveu mudanças na posição do Brasil no tratamento de direitos humanos. Em junho, em Genebra, na Suíça, Lula confirmou a vertente da política externa de promover o diálogo e evitar confrontos.</p>
<p>&#8220;<em>O Brasil, no Conselho de Direitos Humanos, prega o engajamento construtivo, o diálogo. Dar lições ou condenar não contribui para melhorar a situação das vítimas de violações de direitos humanos&#8221;, diz a embaixadora do Brasil na ONU, Maria Nazareth Farani Azevedo. &#8220;O que interessa é o diálogo e quando o diálogo se dá no seio do Conselho de Direitos Humanos já é uma forma construtiva de criticar e de apontar a necessidade de mudanças.</em>&#8221;</p>
<p>No entanto, diplomatas de países ocidentais, parte da cúpula da ONU e vítimas de abusos de direitos humanos criticam o País. Para eles, foi uma &#8220;surpresa&#8221; a decisão de poupar críticas à Coreia do Norte, quando todos os demais países do Mercosul votaram por uma condenação da situação no país asiático. A abstenção brasileira ocorreu a poucos meses da tentativa do País de abrir uma embaixada na Coreia do Norte. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.</p>
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		<title>A OEA ignora a Venezuela</title>
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		<pubDate>Sat, 11 Jul 2009 20:13:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Enrique Villalobos</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[América Central]]></category>

		<category><![CDATA[América do Sul]]></category>

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		<category><![CDATA[OEA]]></category>

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Guayaquil, Equador — Se o Secretário Geral da OEA passou uma semana exigindo aos quatro ventos que Manuel Zelaya volte à presidência de Honduras, também passou mais de quatro anos ignorando a erosão da democracia na Venezuela (e em outros países de que não tratarei, por falta de espaço).
Consideremos apenas o que aconteceu neste país [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-full wp-image-1223" title="oea" src="http://www.mondopost.com.br/wp-content/uploads/2009/07/oea.jpg" alt="oea" width="540" height="195" /></p>
<p>Guayaquil, Equador — Se o Secretário Geral da OEA passou uma semana exigindo aos quatro ventos que Manuel Zelaya volte à presidência de Honduras, também passou mais de quatro anos ignorando a erosão da democracia na Venezuela (e em outros países de que não tratarei, por falta de espaço).</p>
<p>Consideremos apenas o que aconteceu neste país na última semana: um prefeito privado de 90% dos recursos da maior prefeitura de Caracas — cargo para o qual foi eleito pela maioria dos habitantes — fez uma greve de fome de cinco dias diante da sede da OEA em Caracas [1]. No mesmo dia em que iniciou a greve, o governo venezuelano anunciou que 240 frequências de rádio AM e FM poderiam ser revertidas para o Estado por “não atualizar seus dados junto ao CONATEL”, e que outros meios sofreriam sanções por difundir publicidade em defesa da propriedade privada [2].</p>
<p>Imaginemos que pela manhã o <em>Congresillo</em> promulgue uma lei que crie uma autoridade paralela à prefeitura de Guayacquil e logo depois outra lei transferindo até 90% dos recursos a esta nova autoridade. Para efeitos práticos, o alcaide eleito pelos guayaquilenhos seria substituído por outro, escolhido a dedo pelo Poder Executivo. Foi isso que aconteceu na Venezuela, onde a vontade dos venezuelanos é ignorada sempre que não está de acordo com a revolução chavista.</p>
<p>Enquanto Chávez exige a volta de Zelaya a Honduras, ameaçando até mesmo tomar medidas bélicas contra o governo interino, seu governo na Venezuela continua perseguindo as vozes independentes. CEDICE e ASOESFUERZO, duas organizações privadas e sem fins lucrativos, colocaram em diversos meios de comunicação anúncios em defesa da propriedade privada. Em muitos deles, cont-se uma história de êxito pessoal, de como uma pessoa, com trabalho e esforço, conseguiu melhorar a vida de sua família [3]. Em outro anúncio, o projeto de Lei de Propriedade Social discutido na Assembléia Nacional é comparado a uma lei similar de Cuba. Tudo isso seria normal em uma democracia pluralista em que se respeita a diversidade de critérios. Porém, na Venezuela isso é considerado uma ameaça. Diosdado Cabello, Ministro de Obras Públicas e Habitação, abriu um processo administrativo contra as empresas que transmitiram os anúncios, com o pretexto de que a publicidade é “enganosa” e faz “o coletivo” crer que os direitos de propriedade estão ameaçados ou não estão assegurados [4]. Segundo a Globovisión, uma das empresas ameaçadas, as mensagens em questão “constituem o exercício legítimo da liberdade de expressão dos cidadãos que formam estas organizações, os quais estão em seu perfeito direito de determinar, segundo seus critérios, se o direito de propriedade está assegurado ou não na Venezuela” [5].</p>
<p>Tem razão. Mas os “democratas” que tanto clamam por democracia e Estado de Direito em Honduras são cegos, surdos e mudos quando se trata da Venezuela ou de qualquer outro país com um governo bolivariano de esquerda.</p>
<p>Por <a href="http://www.ordemlivre.org/textos/autor/32" target="_blank">Gabriela Calderón</a>, via <a href="http://www.ordemlivre.org/node/648" target="_blank">OrdemLivre</a>.</p>
<p><strong>Notas</strong></p>
<p>[1] “Ledezma solicita recursos a Banco Mundial para Caracas”. El Universal. 23 de junho de 2009. <a href="http://www.eluniversal.com/2009/06/23/ccs_art_ledezma-solicita-rec_1444271.shtml" target="_blank">Disponível aqui</a>.</p>
<p>[2] “Sancionarán a medios de comunicación que divulgaron mensaje de CEDICE”. El Universal. 4 de julho de 2009. <a href="http://deportes.eluniversal.com/2009/07/04/pol_art_sancionaran-a-medios_1460073.shtml" target="_blank">Disponível aqui</a>.</p>
<p>[3] <a href="http://www.cedice.org.ve/detalle.asp?id=2393" target="_blank">Anúncios</a> do CEDICE.</p>
<p>[4] “Sancionarán a medios de comunicación que divulgaron mensaje de CEDICE”.</p>
<p>[5] “Ministerio Público solicita suspender avisos de CEDICE”. El Universal. 7 de julho de 2009. <a href="http://www.eluniversal.com/2009/07/07/pol_art_ministerio-publico-s_1462982.shtml" target="_blank">Disponível aqui</a>.</p>
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		<title>NOJO! - Reinaldo Azevedo</title>
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		<pubDate>Thu, 02 Jul 2009 17:10:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Enrique Villalobos</dc:creator>
		
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Este ser que aparece ao lado de Lula na foto acima, envergando essas coruscantes vestes amarelas, que rivalizam com as de Juliana Paes na novela das oito, é Khadafi, ditador da Líbia há 40 anos. Como se lê abaixo, o brasileiro é um dos convidados de honra da 13ª Cúpula dos Países Árabes. O outro [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.mondopost.com.br/wp-content/uploads/2009/07/lula2.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-1147" title="lula2" src="http://www.mondopost.com.br/wp-content/uploads/2009/07/lula2.jpg" alt="lula2" width="512" height="346" /></a></p>
<p>Este ser que aparece ao lado de Lula na foto acima, envergando essas coruscantes vestes amarelas, que rivalizam com as de Juliana Paes na novela das oito, é Khadafi, ditador da Líbia há 40 anos. Como se lê <em><a href="http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/lula-entre-os-ditadores/" target="_blank">abaixo</a></em>, o brasileiro é um dos convidados de honra da 13ª Cúpula dos Países Árabes. O outro é Ahmadinejad, presidente do Irã. Há melhor lugar para falar de democracia e contra golpes? Não há! A maioria dos presentes não sabe a diferença entre um regime democrático e uma montanha de cadáveres. Khadafi mesmo, terrorista compulsivo até outro dia, nega muitas das acusações. Ele só admitiu até agora ter mandado explodir um avião com 270 inocentes. É um dos precursores dessa modalidade ataque. Mas é caridoso: ele se ofereceu para indenizar as famílias…</p>
<p>E Lula não se fez de rogado. Junto com suas lições de política externa nível “Massinha I”, pediu o repúdio ao que chamou de “golpe em Honduras”. Imagino quão indignado deve ficar um iluminista como Omar al Bashir, presidente do Sudão, responsável direto pela morte de 300 mil pessoas em Darfur - hoje, certamente, um dos lugares mais malditos da terra. “Golpe? Que coisa idiota! Por que não massacram os adversários de vez!?” Não é que o Brasil tenha sido omisso em relação àquele país! Não! O Brasil tornou-se mesmo um aliado do facínora.</p>
<p>Mas Lula é contra golpes se a favor da democracia. Por isso consegue ser homenageado na reunião que também aplaude Ahmadinejad - sinal de que ambos são vistos como pessoas que integram, vamos dizer assim, um mesmo paradigma de liderança.</p>
<p>O governo provisório de Honduras não matou ninguém e, está comprovado, impediu um golpe civil. Com raras exceções, os que homenageiam Lula são homicidas compulsivos. Assim, tem-se um corolário: o matar pouco, ou não matar nada, faz os inimigos de Lula; o matar muito, os seus amigos.</p>
<p>Ah, sim: se algum petralha conseguir escrever um texto com apenas duas patas no chão justificando que se combata o atual governo de Honduras justamente naquela reunião, juro que publico. Mas reitero a condição: as patas dianteiras tem de estar no ar.</p>
<p>Por <a href="http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/nojo-2/" target="_blank">Reinaldo Azevedo</a>.</p>
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		<title>Ditocracias e demoduras</title>
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		<pubDate>Tue, 30 Jun 2009 22:58:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mr. X</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[América Central]]></category>

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Uma coisa estranha está acontecendo na América Latina. Os ex-revolucionários esquerdistas estão utilizando elementos da &#8220;democracia&#8221; (referendos, compra de votos, fraude, decisões judiciais, etc.) para modificar a constituição de seus países e aumentar seus poderes ou permanecer mais tempo no poder ou realizar políticas transformativas inéditas. Do outro lado, um presidente é deposto por militares [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.mondopost.com.br/wp-content/uploads/2009/06/democracy-monument.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-1113" title="democracy-monument" src="http://www.mondopost.com.br/wp-content/uploads/2009/06/democracy-monument.jpg" alt="democracy-monument" width="540" height="195" /></a></p>
<p>Uma coisa estranha está acontecendo na América Latina. Os ex-revolucionários esquerdistas estão utilizando elementos da &#8220;democracia&#8221; (referendos, compra de votos, fraude, decisões judiciais, etc.) para modificar a constituição de seus países e aumentar seus poderes ou permanecer mais tempo no poder ou realizar políticas transformativas inéditas. Do outro lado, um presidente é deposto por militares por desrespeitar a Constituição do país. Quem é ditador, quem é democrata?</p>
<p>Argumento que existem - ou deveriam existir - valores que devem permanecer invariáveis às modas ou desejos do momento. Se El Presidente organiza um referendo de forma anti-constitucional, deve naturalmente ser impedido, tenha ou não apoio popular. Como pergunta o leitor Chesterton, pode um presidente fazer um plebiscito para eliminar a propriedade privada? Bem, poder, pode. A questão é se <span style="font-style: italic;">deve</span>.</p>
<p>Além disso, a democracia é importante, mas não é tudo. Afinal, mesmo mantendo-se dentro dos limites democráticos, um líder pode muito bem fazer grandes estragos em um país. Nossa história que o diga.</p>
<p>Dito isso, tecnicamente o que ocorreu em Honduras tampouco foi exatamente democrático, afinal encerrou precocemente o mandato de um presidente antes do seu término legal. Foi um <a href="http://opiniojuris.org/2009/06/29/honduras-coup-or-not-and-whats-in-a-word/" target="_blank">golpe</a> ou não? Há margem para dúvidas. Não estou muito por dentro do panorama hondurenho, mas, se a descrição do Wall Street Journal estiver <a href="http://online.wsj.com/article/SB124623220955866301.html#mod=article-outset-box" target="_blank">correta</a>, não me parece haver tanto motivo para escândalo.</p>
<p>Enquanto isso, Obama, na contramão do povo hondurenho que apoiou em <a href="http://lagringasblogicito.blogspot.com/2009/06/honduran-views-on-mel-zelaya-and.html" target="_blank">maioria</a> a decisão, criticou bastante o golpe e disse que &#8220;não foi <a href="http://www.laprensahn.com/content/view/full/246715/%28offset%29/5#comentarios" target="_blank">legal</a>&#8220;. Curiosamente, o mesmo presidente albino parece ter criticado Álvaro Uribe por <a href="http://www.eltiempo.com/colombia/politica/en-eu-dos-periodos-funcionan-le-dijo-obama-a-uribe-sobre-reeleccion_5558530-1" target="_blank">pensar</a> em uma extensão de mandato. Ué. Mas não é o mesmo que o Zelaya queria, de modo muito mais explícito, e contando ainda com perigosa influência externa (chavista)?</p>
<p>Toda a opinião da tal &#8220;comunidade internacional&#8221;, isto é, na verdade, um seleto grupo de políticos palpiteiros na União Européia e nos EUA e na AL, parece ser contrária à demissão do ex-mandachuva hondurenho, o que pode indicar a <a href="http://nottupy.blogspot.com/2009/06/quartelada.html" target="_blank">volta</a> de Zelaya. Mas será mesmo que ele poderia voltar?</p>
<p>É um pouco bizarro que tantos se metam nas decisões da Suprema Corte e o Congresso de Honduras, quando os mesmos tanto hesitaram em criticar algo bem mais nefasto que ocorria no Irã. Pareceria que o ocorrido em Honduras incomoda bastante os progressistas internacionais. Pergunto-me por quê.</p>
<p>Via <a href="http://blogdomrx.blogspot.com/2009/06/ditocracias-e-demoduras.html" target="_blank">Blog do Mr X</a>.</p>
<p><em>Imagem: <a href="http://www.flickr.com/photos/jhtglobal/535751687/" target="_blank">Democracy Monument Night Shot</a>.</em></p>
<img src="http://www.mondopost.com.br/?ak_action=api_record_view&id=1110&type=feed" alt="" />]]></content:encoded>
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