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	<title>MondoPost &#187; Colunas</title>
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	<description>Relações Internacionais de verdade!</description>
	<pubDate>Sat, 10 Oct 2009 20:52:23 +0000</pubDate>
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		<title>A política do wishful thinking</title>
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		<pubDate>Sat, 10 Oct 2009 20:50:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mr. X</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[América do Norte]]></category>

		<category><![CDATA[Artigos / Opinião]]></category>

		<category><![CDATA[Nobel]]></category>

		<category><![CDATA[obama]]></category>

		<category><![CDATA[paz]]></category>

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		<description><![CDATA[
A Academia surpreendeu o mundo dando o Prêmio Nobel da Paz para Obama. Não que ele não fosse o candidato ideal para esse grupo de velhotes que já premiou criaturas obscenas como o terrorista Yasser Arafat e a picareta Rigoberta Menchu. Mas é que Obama, fora belos discursos, não fez ainda NADA digno de nota [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-full wp-image-1424" title="obama" src="http://www.mondopost.com.br/wp-content/uploads/2009/10/obama.jpg" alt="obama" width="540" height="195" /></p>
<p>A Academia surpreendeu o mundo dando o Prêmio Nobel da Paz para Obama. Não que ele não fosse o candidato ideal para esse grupo de velhotes que já premiou criaturas obscenas como o terrorista Yasser Arafat e a picareta Rigoberta Menchu. Mas é que Obama, <span style="font-style: italic;">fora belos discursos</span>, não fez ainda NADA digno de nota na sua administração. Zero, zilch, nulla, nada. O próprio Saturday Night Live, dominado por escritores esquerdistas, fez um <a href="http://www.youtube.com/watch?v=_mMR9Ztva58">esquete</a> observando a curiosa falta de <span style="font-style: italic;">acomplishments</span> do presidente-celebridade.</p>
<p>Qual famoso acordo de paz Obama celebrou em seus oito meses de governo? Qual ação de sua administração poderia ter sido usada como desculpa para o prêmio? E notem ainda que, de acordo com as próprias regras da Academia, as ações que contam para o prêmio teriam de ocorrer <span style="font-weight: bold;">antes de 1 de fevereiro de 2009</span>. Ou seja, para o comitê <del>sueco</del> norueguês (ao contrário dos outros Nobel, o prêmio da paz é escolhido por um <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Nobel_Peace_Prize">comitê norueguês</a>), a grande ação de paz de Obama foi mesmo se eleger presidente.</p>
<p>Como mesmo seus discursos - um no Egito bajulando o povo muçulmano, outro na Europa pedindo um mundo sem armas nucleares - tiveram resultados negativos, isto é, resultaram apenas em posturas mais agressivas de <del>inimigos</del> &#8220;países incompreendidos&#8221; como Coréia do Norte e Irã, só podemos concluir uma coisa: para o Comitê Nobel, resultados não contam. Nem mesmo acordos de paz contam. Contam só belos discursos, só o <span style="font-style: italic;">wishful thinking</span>. Se eu amanhã subir em um caixote e disser em praça pública que desejo um mundo de paz em que todos vivam de mãos dadas, corro o sério risco de receber um Nobel na cabeça.</p>
<p>Isso é perigoso. É perigoso para Obama, pois gera expectativas que não serão cumpridas: temo que, daqui por diante, vai ser só ladeira abaixo para o rapaz.</p>
<p>É perigoso para o mundo, pois a idéia de que as palavras e as (supostas) boas intenções sejam mais importantes do que as ações, embora seja um firme dogma da esquerda, não funciona no mundo real. Em breve teremos um Irã com armas nucleares e uma possível proliferação por todo o Oriente Médio, e não há discurso de paz que possa resolver esse pepino.</p>
<p>Mas talvez o comitê tenha escolhido Obama agora justamente por essa razão: em um ano, quando a situação mundial pegar fogo, mísseis voarem e a popularidade do presidente estiver rastejando, será tarde.</p>
<p>Isso nos leva também a uma certa teoria da conspiração. Quer dizer, Obama é um mistério. Praticamente tudo o que ele conquistou foi menos por mérito do que por sorte ou indicação. Vejam bem: depois de ter feito um college medíocre e viver em meio a drogas e dissolução, de repente começou uma ascenção vertiginosa. Foi aceito em Harvard. (Não se sabe quais notas teve, pois ninguém divulga.) Ganhou um contrato para escrever duas autobiografias, sem ter escrito previamente um panfleto sequer (há quem diga que Bill Ayres seja o ghost-writer desses livros). Virou Senador antes de ter tido qualquer emprego. Foi eleito Presidente na base da esperança. E, agora, ganha o Nobel antes de ter feito qualquer coisa para merecê-lo.</p>
<p>Só há duas explicações: ou ele é apenas uma marionete de um poderoso grupo globalista internacional, ou ele é mesmo o <a href="http://blogdomrx.blogspot.com/2008/02/ser-que-obama-o-anticristo.html">Anticristo</a>.</p>
<table style="font-style: italic;" border="0" cellspacing="2" cellpadding="2" width="100%" align="center">
<tbody>
<tr>
<td>O villain, villain, smiling, damned villain!</td>
<td align="right" valign="top"><a name="114"> </a></td>
</tr>
<tr>
<td>My tables,—meet it is I set it down,</td>
<td align="right" valign="top"><a name="115"> </a></td>
</tr>
<tr>
<td>That one may smile, and smile, and be a villain;</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><span style="font-weight: bold;">(Hamlet, Act I, Scene V)</span></p>
<p>Via <a href="http://blogdomrx.blogspot.com/2009/10/politica-do-wishful-thinking.html" target="_blank">Blog do Mr X</a>.</p>
<p>Imagem: <a href="http://www.flickr.com/photos/benheine/3520998607/" target="_blank">Barack Obama&#8217;s Toughest Opponent: Himself (Ben Heine)</a>.<span style="font-weight: bold;"><br />
</span></p>
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		<title>Métodos de Negociação – Técnica Batna</title>
		<link>http://www.mondopost.com.br/2009/10/10/metodos-de-negociacao-%e2%80%93-tecnica-batna/</link>
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		<pubDate>Sat, 10 Oct 2009 20:49:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mário Machado</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Artigos / Opinião]]></category>

		<category><![CDATA[Negociações Internacionais]]></category>

		<category><![CDATA[Batna]]></category>

		<category><![CDATA[Maana]]></category>

		<category><![CDATA[negociação]]></category>

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		<description><![CDATA[
Tenho escrito nesse portal uma série de artigos sobre a atividade negociadora, a principio tenho abordado a questão conceitual, as habilidades individuais necessárias e como concatenar as matérias da graduação em relações internacionais, com essa atividade, assim venho enfatizando a importância da preparação, da capacidade de análise, da capacidade de controlar e usar as emoções [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-full wp-image-1422" title="handshake" src="http://www.mondopost.com.br/wp-content/uploads/2009/10/handshake.jpg" alt="handshake" width="540" height="195" /></p>
<p>Tenho escrito nesse portal uma série de artigos sobre a atividade negociadora, a principio tenho abordado a questão conceitual, as habilidades individuais necessárias e como concatenar as matérias da graduação em relações internacionais, com essa atividade, assim venho enfatizando a importância da preparação, da capacidade de análise, da capacidade de controlar e usar as emoções e reiteradamente lembro o valor da preparação e do trato objetivo das questões, quando numa mesa de negociação.</p>
<p>Nesse texto, introduzo uma ferramenta prática, muito usada na preparação de uma negociação internacional, que é construída sobre os trabalhos de (FISHER; URY. 1994), que é o sistema Batna (Best alternative to a negotiated agreement) que pode ser encontrado na literatura como Maana (Melhor alternativa à negociação de um Acordo).</p>
<p>Esse método é apresentado não só na obra “Como chegar ao sim” dos autores já citados, editado pela Imago, mas também em manuais de Diplomacia Comercial, como o excelente: “Como derrubar as barreiras internacionais de comércio: Manual de Diplomacia Comercial” de Paulo Nogueira, da Editora Aduaneiras.</p>
<p>Esse método consiste na formulação rigorosa dos conceitos apresentados, nos textos anteriores e cuja racionalização é possível graças aos conhecimentos oferecidos pela graduação em relações internacionais, que cria não só o rigor analítico e a facilidade de lidar com assuntos diversos, mas também a sensibilidade cultural, que cria um ambiente de negociação propício ao acordo, que nem sempre é o que a alta-administração da empresa, ONG, ou órgão público, tem como ideal, portanto esse método permite, antecipar e calcular um acordo que não o ideal, é um meio de não ser surpreendido a mesa de negociação com uma posição aparentemente inflexível da contra-parte.</p>
<p>Isso por que ao conhecer os interesses envolvidos é possível mapear alternativas viáveis e práticas, por que o cenário ideal, raramente é visto na mesa de negociação e a ruptura pode significar prejuízo à organização, afinal foram gastos horas de trabalho e recursos pecuniários na busca dessa negociação.</p>
<p>Nesse método de cinco passos que permite por no papel uma avaliação de todos os atores envolvidos na negociação, seus interesses, suas opções possíveis, critério objetivo de cada um desses atores e a Batna (que é a alternativa para salvar a negociação).</p>
<p>O primeiro item consiste em listar, todas as organizações que podem ser envolvidas direta e indiretamente na negociação e o número de atores e sua relevância se alteram a cada negociação, de forma geral, não se pode esquecer grupos de pressão, sindicatos, burocratas, o próprio negociador da contraparte, a imprensa, acionistas, etc.</p>
<p>Uma vez identificados esses atores é hora de descobrir os interesses de cada um na negociação, o que têm a perder e a ganhar, um exemplo, burocratas, tendem a querer agradar seus superiores e avançarem em suas carreiras, sindicalistas tendem a querer manutenção e melhoria de condições de emprego e objetam veementemente redução de trabalhadores, horas ou benefícios. Um repórter vai querer, ter acesso a informações mais detalhadas que seus concorrentes, grupos de pressão ambiental vão se preocupar com impactos ambientais, e assim por diante.</p>
<p>É um passo essencial, que necessita de um trabalho adequado, por que sem identificar corretamente os interesses, não poderemos construir um cenário que permita descobrir as condições objetivas da negociação, e as alternativas.</p>
<p>A quarta etapa como vimos é a identificação das condições objetivas, assim é preciso uma miríade de conhecimentos que permitam após uma meticulosa reflexão definir essas condições, além disso, nessa etapa como nas demais é preciso, trabalhar metodologicamente e com rigor, a profusão de informações que devem ser apuradas nessa fase de preparação, é nessa fase que o cientista e o operador de relações internacionais no mercado (por assim dizer) se sobrepõem, pois ao aplicar o rigor da ciência no trato das informações aumenta-se muito a chance de obterem-se conclusões corretas e antecipar as posições das partes interessadas.</p>
<p>É aqui que multidisciplinaridade de um profissional de relações internacionais se destaca ao poder sem muitos problemas observar questões políticas internas e externas, macroeconômicas, microeconômicas, legislação internacional, regimes internacionais, logística, contratos internacionais, ou seja, é capaz de decodificar todas as informações levantadas pela equipe de maneira rápida e satisfatória. Além de trazer elementos que podem ser esquecidos por profissionais de outros ramos, como a influencia e os riscos políticos, todas essas coisas que somos treinados a perceber. Que em caso de investimentos, ou de parcerias de longo prazo, se não observados o resultado pode ser potencialmente prejudicial à empresa e/ou organização que você esteja representando, pode ser prejudicial por causas políticas (nacionalização, por exemplo), dificuldades de receber os pagamentos, levantamento de barreiras comerciais.</p>
<p>Ao fazer esse levantamento chegamos ao ponto crucial desse método que é ter propostas por escrito a mão pronta para serem usadas quando a negociação chegar a pontos de impasse, pois nesse momento ter uma Batna, não só evita o rompimento das negociações, como oferece um cenário, ainda vantajoso para ambas as partes, sem, contudo ser o ideal, mas não é prejudicial, ou seja, esse é um método para ser usado em negociações cooperativas.</p>
<p>Essa é uma das muitas metodologias disponíveis, mas que se usada a profundo, com todas as etapas analisadas a fundo deve dotar o negociador com alternativas para todos os impasses previsíveis, e pelo conhecimento adquirido na preparação, deve ter a capacidade de chegar a um acordo, não previamente vislumbrado, mas que seja confortável para todos os envolvidos.</p>
<p>Pode-se concluir que o processo negociador começa antes mesmo da definição da tática a ser usada, começa na identificação dos objetivos estratégicos da empresa, da pesquisa sobre os envolvidos e na busca de alternativas, que necessariamente, nos coloca diante da tarefa de se por no lugar das outras partes envolvidas, e aqui temos outra vantagem da sensibilidade e facilidade de transitar por diferentes culturas e opiniões que em geral, consta do perfil dos bacharéis em Relações Internacionais. Como sempre para melhores e mais completas informações busquem os autores aqui citados, e façam uma pesquisa, sobre esse método, que apesar de trabalhoso, prevê situações que podem resultar no fracasso das negociações e por isso ajuda a preparar variações táticas que evitem que isso ocorra.</p>
<p>Imagem: <a href="http://www.flickr.com/photos/32490173@N05/3169262303/" target="_blank">Fonte</a>.</p>
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		<title>Teatro do absurdo</title>
		<link>http://www.mondopost.com.br/2009/09/27/teatro-do-absurdo/</link>
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		<pubDate>Sun, 27 Sep 2009 18:51:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mr. X</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[América Central]]></category>

		<category><![CDATA[América do Sul]]></category>

		<category><![CDATA[Artigos / Opinião]]></category>

		<category><![CDATA[Política Internacional]]></category>

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		<category><![CDATA[Honduras]]></category>

		<category><![CDATA[Zelaya]]></category>

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		<description><![CDATA[Enquanto seus seguidores se empanturram na Embaixada do Brasil sem dividir a comida com os famintos funcionários brasileiros, Zé da Laia afirma que está sendo &#8220;torturado com gases tóxicos alteradores da consciência&#8221; e por &#8220;radiação de alta freqüência&#8221; (sic) produzida por &#8220;mercenários israelenses&#8221; que &#8220;planejam assassiná-lo&#8221;. Realmente, a julgar pela foto abaixo, o sujeito parece [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Enquanto seus seguidores se empanturram na Embaixada do Brasil <a href="http://oglobo.globo.com/mundo/mat/2009/09/23/zelayistas-nao-dividem-comida-funcionarios-da-embaixada-brasileira-passam-fome-767746420.asp">sem dividir a comida com os famintos funcionários brasileiros</a>, Zé da Laia <a href="http://www.miamiherald.com/news/5min/story/1248828.html">afirma</a> que está sendo &#8220;torturado com gases tóxicos alteradores da consciência&#8221; e por &#8220;radiação de alta freqüência&#8221; (sic) produzida por &#8220;mercenários israelenses&#8221; que &#8220;planejam assassiná-lo&#8221;. Realmente, a julgar pela foto abaixo, o sujeito parece estar passando muito mal.</p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-1409" title="ze-laia" src="http://www.mondopost.com.br/wp-content/uploads/2009/09/ze-laia.jpg" alt="ze-laia" width="495" height="371" /></p>
<p>Que bufões como Chávez, Evo e Zelaya sejam não apenas levados a sério, como ainda colocados em posições de poder em lugar do <span style="font-weight: bold;">quarto de hospício </span>que claramente merecem, só mostra que passamos dos limites há muito tempo.</p>
<p>Pobre América Latina. Parece-se cada vez mais a uma peça de Becket ou de Ionesco.</p>
<p>Via <a href="http://blogdomrx.blogspot.com/2009/09/teatro-do-absurdo.html" target="_blank">Blog do Mr. X</a>.</p>
<img src="http://www.mondopost.com.br/?ak_action=api_record_view&id=1408&type=feed" alt="" />]]></content:encoded>
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		<title>Especialistas alemães veem com ceticismo cooperação militar Brasil-França</title>
		<link>http://www.mondopost.com.br/2009/09/06/especialistas-alemaes-veem-com-ceticismo-cooperacao-militar-brasil-franca/</link>
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		<pubDate>Sun, 06 Sep 2009 23:29:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Enrique Villalobos</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[América do Sul]]></category>

		<category><![CDATA[Artigos / Opinião]]></category>

		<category><![CDATA[Europa]]></category>

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		<category><![CDATA[Negociações Internacionais]]></category>

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		<category><![CDATA[cooperação]]></category>

		<category><![CDATA[França]]></category>

		<category><![CDATA[militar]]></category>

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		<description><![CDATA[
O presidente francês, Nicolas Sarkozy, chega ao Brasil nesta segunda-feira (07/09) para, entre outros compromissos, ratificar um acordo de cooperação militar com o Brasil. A parceria prevê a fabricação de 50 helicópteros, a construção em série de quatro submarinos convencionais, além do desenvolvimento do primeiro submarino brasileiro de propulsão nuclear.
Também estão previstos investimentos em instalações [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-full wp-image-1389" title="french_ssbn_submarine" src="http://www.mondopost.com.br/wp-content/uploads/2009/09/french_ssbn_submarine.jpg" alt="french_ssbn_submarine" width="540" height="195" /></p>
<p>O presidente francês, Nicolas Sarkozy, chega ao Brasil nesta segunda-feira (07/09) para, entre outros compromissos, ratificar um acordo de cooperação militar com o Brasil. A parceria prevê a fabricação de 50 helicópteros, a construção em série de quatro submarinos convencionais, além do desenvolvimento do primeiro submarino brasileiro de propulsão nuclear.</p>
<p>Também estão previstos investimentos em instalações industriais e portuárias. A propulsão nuclear será desenvolvida pelo Brasil, o know-how nuclear explicitamente não faz parte do acordo. O projeto vai custar ao governo brasileiro cerca de 8,6 bilhões de euros e será financiado, em parte, através de empréstimo feito por um consórcio de seis bancos europeus.</p>
<p>A parceria estratégica de defesa entre os dois países foi estabelecida durante a visita de Sarkozy ao Brasil em dezembro passado. A colaboração militar poderá ainda incluir a compra de 36 caças franceses. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva recentemente havia dito que também poderiam ser feitos negócios envolvendo aviões militares, pois a França ofereceria uma ampla transferência de tecnologia.</p>
<p><strong>Investimento vale a pena?</strong></p>
<p>Especialistas alemães da área de defesa veem a cooperação militar com ceticismo. Na opinião deles, o tratado de custo bilionário, que renovará o arsenal militar brasileiro, pode contribuir para impulsionar uma corrida armamentista dentro do continente latino-americano sem, entretanto, trazer os benefícios esperados pelo governo brasileiro.</p>
<p>“Não estou muito certo se o Brasil realmente conseguirá a transferência tecnológica almejada com esse acordo”, comenta o jornalista Otfried Nassauer, diretor do Centro de Informação Berlinense para Segurança Transatlântica (BITS, na sigla em alemão).</p>
<p>Ele avalia que há uma considerável chance de o projeto brasileiro do submarino nuclear ter resultados aquém do esperado. “Não é possível hoje saber se esse projeto realmente terá o sucesso desejado do ponto de vista tecnológico e se ele dará ao Brasil uma vantagem militar em relação a outros países. Um projeto tão ambicioso também pode fracassar”, afirma.</p>
<p>Nassauer não acha que a atual cooperação com a França seja motivo de apreensão para as nações vizinhas ao Brasil, devido ao bom relacionamento entre os atuais governos do continente. Entretanto, sua opinião é que o dinheiro seria mais bem empregado em outros setores.</p>
<p>“A pergunta que o governo Lula deve se fazer é se os investimentos não são muito altos e se é o caso de investir tanto dinheiro no próprio status político e militar”, questiona Nassauer. “Há muitos outros setores da sociedade e da economia nos quais, com os mesmos recursos, provavelmente se obteria bem mais postos de trabalho e possivelmente até maior transferência de tecnologia. Tecnologia militar é sempre mais cara do que a tecnologia civil”, acrescenta o jornalista.</p>
<p><strong>Hegemonia regional</strong></p>
<p>O cientista político Daniel Flemes, especialista em políticas de segurança do Instituto Alemão para Estudos Globais e Regionais (Giga), de Hamburgo, avalia que a cooperação com a França pode enfraquecer a cooperação com os vizinhos latino-americanos e provocar uma competição regional por armamentos.</p>
<p>“O fato de o Brasil estar procurando parceiros fora da América Latina em busca de know-how tecnológico pode provocar uma corrida armamentista no continente e pode ser um entrave para uma maior colaboração com os países vizinhos no setor de defesa”, alerta Flemes.</p>
<p>Ele lembra que o acordo é apenas mais um passo do Brasil não só para confirmar sua posição como líder regional, mas também para pavimentar o caminho rumo ao tão sonhado status de grande potência. “O país se esforça para sublinhar sua hegemonia regional não somente na área econômica e política, como também militar. E, ao mesmo tempo, procura consolidar sua posição de potência emergente num contexto mais amplo”, explica Flemes.</p>
<p>Para o analista, este é um passo compreensível, lembrando os esforços dos países próximos na ampliação do poderio militar. “Alguns países vizinhos ao Brasil também estão se empenhando na modernização de seu aparato militar. A Venezuela gastou, nos últimos quatro a cinco anos, 4 bilhões de euros em importações de armamentos da Rússia, enquanto o Chile também vem investindo pesadamente em armamentos nos últimos anos”, ressalta Flemes.</p>
<p>“O Brasil não está sozinho”, resume o cientista político, ao lembrar que a soma de gastos com armamentos dos países sul-americanos mais que duplicou nos últimos cinco anos.</p>
<p><strong>Alemanha não tem experiência</strong></p>
<p>O ministro brasileiro da Defesa, Nelson Jobim, justifica a escolha afirmando que os franceses foram os únicos que se dispuseram a transferir tecnologia para o Brasil. Além do mais, a Alemanha, que também havia sido consultada, não teria experiência com a construção de submarinos nucleares.</p>
<p>&#8220;Isso é correto. A Alemanha nunca construiu um submarino com propulsão nuclear. E também nunca construiu um submarino tão grande que comporte um reator nuclear. Os submarinos alemães são significativamente menores&#8221;, diz Nassauer.</p>
<p>Autor: <a href="http://www.dw-world.de/dw/article/0,,4637843,00.html?maca=bra-rss-br-all-1030-rdf" target="_blank">Marcio Damasceno</a></p>
<p>Revisão: Roselaine Wandscheer</p>
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		<title>Compaixão por terroristas</title>
		<link>http://www.mondopost.com.br/2009/08/24/compaixao-por-terroristas/</link>
		<comments>http://www.mondopost.com.br/2009/08/24/compaixao-por-terroristas/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 25 Aug 2009 01:52:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mr. X</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Artigos / Opinião]]></category>

		<category><![CDATA[Europa]]></category>

		<category><![CDATA[Terrorismo]]></category>

		<category><![CDATA[África]]></category>

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		<category><![CDATA[Lockerbie]]></category>

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		<category><![CDATA[terrorismo]]></category>

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		<description><![CDATA[
Há algo de podre no mundo ocidental. Talvez mereçamos mesmo morrer e ser destruídos sem piedade.
O terrorista responsável pelo atentado de Lockerbie, que matou 270 pessoas, foi solto pelas autoridades escocesas e retornou à Líbia, onde foi recebido como herói.
O motivo alegado é a compaixão: o pobre terrorista estava com câncer e morreria logo, mas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-full wp-image-1378" title="terrorism" src="http://www.mondopost.com.br/wp-content/uploads/2009/08/terrorism.jpg" alt="terrorism" width="540" height="195" /></p>
<p>Há algo de podre no mundo ocidental. Talvez mereçamos mesmo morrer e ser destruídos sem piedade.</p>
<p>O terrorista responsável pelo atentado de <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Pan_Am_Flight_103">Lockerbie</a>, que matou 270 pessoas, foi solto pelas autoridades escocesas e retornou à Líbia, onde foi recebido como herói.</p>
<p>O motivo alegado é a compaixão: o pobre terrorista estava com câncer e morreria logo, mas há suspeitas que a verdadeira razão seja um <a href="http://pajamasmedia.com/richardfernandez/2009/08/22/a-tribute-to-our-decency/">lucrativo</a> acordo comercial do Reino Unido com a Líbia. Parece ser uma explicação mais plausível. Negócios, negócios, justiça à parte.</p>
<p>Independentemente dos motivos, um articulista do Guardian, porta-voz maior do esquerdismo atual, <a href="http://www.guardian.co.uk/commentisfree/2009/aug/23/kenny-macaskill-decision-megrahi-release">celebrou</a> a liberdade do terrorista, afirmando ser um &#8220;tributo à decência humana&#8221;. Que um asno zurre asneiras, não é surpreendente. Mas o número de imbecis concordando nos comentários não deixa de ser algo arrasador.</p>
<p>270 pessoas morreram sem qualquer compaixão. O próprio terrorista preso jamais demonstrou qualquer arrependimento pelo massacre. Os líbios, os palestinos (também acusados de participação no atentado, ao lado do Irã), e por extensão todo o mundo islâmico, agora mesmo celebram seu herói e cospem coletivamente na cova dos 270 &#8220;infiéis&#8221; mortos.</p>
<p>Richard Fernandez observa que, ao mesmo tempo em que o terrorista foi solto, as autoridades inglesas <a href="http://pajamasmedia.com/richardfernandez/2009/08/21/what-a-wonderful-world/">prenderam</a> uma adolescente acusada de <span style="font-style: italic;">cyberbulling</span> no Facebook, dando a letra de quais são os crimes que realmente preocupam nossa superficial sociedade atual.</p>
<p>Mas o evento mostra principalmente que, na verdade, a tal &#8220;compaixão&#8221; progressista não passa de um narcisismo delirante. O importante é <span style="font-style: italic;">mostrar</span> compaixão, aparecer <span style="font-style: italic;">aos outros</span> como mais nobre, mais bom, defensor dos frascos e comprimidos, mesmo à custa de mais atentados, que fatalmente ocorrerão. O articulista do Guardian pode dar-se ao luxo de celebrar a &#8220;compaixão&#8221; por um terrorista pois não foram seus familiares os que morreram na explosão. Afinal, o importante é mostrar que &#8220;somos melhores do que eles&#8221;. E, se de quebra ainda der para conseguir um milionário acordo petrolífero, que problema há?</p>
<p>Não, uma sociedade que libera um assassino de 270 pessoas, na maioria mulheres e crianças, após meros 7 anos de cadeia, não é uma sociedade &#8220;decente&#8221;. É uma sociedade estúpida, em fase de câncer terminal.</p>
<p>Via <a href="http://blogdomrx.blogspot.com/2009/08/compaixao-por-terroristas.html" target="_blank">Blog do Mr. X</a>.</p>
<p><em>Imagem: <a href="https://www.cia.gov/news-information/cia-the-war-on-terrorism/dci-counterterrorist-center-terrorist-buster-logo.html" target="_blank">Fonte</a>.</em></p>
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		<title>Nunca houve tantos escravos como na atualidade, diz pesquisador</title>
		<link>http://www.mondopost.com.br/2009/08/22/nunca-houve-tantos-escravos-como-na-atualidade-diz-pesquisador/</link>
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		<pubDate>Sat, 22 Aug 2009 17:21:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Enrique Villalobos</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[América Central]]></category>

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Na noite de 22 para 23 de agosto de 1791, a ilha de Santo Domingo (hoje Haiti e República Dominicana) assistiu ao começo de uma insurreição que teria um papel decisivo na abolição do tráfico transatlântico de escravos. Hoje, o 23 de agosto é comemorado pela Unesco como o Dia Internacional de Lembrança do Tráfico [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-full wp-image-1373" title="slavery" src="http://www.mondopost.com.br/wp-content/uploads/2009/08/slavery.jpg" alt="slavery" width="540" height="195" /></p>
<p>Na noite de 22 para 23 de agosto de 1791, a ilha de Santo Domingo (hoje Haiti e República Dominicana) assistiu ao começo de uma insurreição que teria um papel decisivo na abolição do tráfico transatlântico de escravos. Hoje, o 23 de agosto é comemorado pela Unesco como o Dia Internacional de Lembrança do Tráfico de Escravos e sua Abolição.</p>
<p>Sobre este assunto, a Deutsche Welle entrevistou o jornalista norte-americano Benjamin Skinner, autor do livro <strong>A Crime So Monstrous: Face-To-Face with Modern-Day Slavery</strong> (Um crime tão monstruoso: face a face com a escravidão hoje). O professor do <em>Carr Center for Human Rights Policy da Harvard Kennedy School</em> adverte que escravos hoje são muito mais baratos do que em qualquer outro momento da história da humanidade.</p>
<p>Deutsche Welle: <em>A escravidão é um fato do passado?</em></p>
<p>Benjamin Skinner: Com certeza, não. Embora existam mais de 300 tratados internacionais e mais de uma dúzia de convenções universais exigindo o fim da escravidão e do comércio de escravos, este ainda é um problema que desafia o mundo moderno. Pessoas e nações presumem que a lei seja suficiente para erradicar o comércio, mas não é. A abolição legal é um primeiro passo necessário, mas a abolição real requer a aplicação rigorosa dessa lei para perseguir os traficantes e proteger e reabilitar as vítimas.</p>
<p><em>Quantos escravos existem hoje no mundo?</em></p>
<p>Como a escravidão é ilegal em qualquer parte do mundo, os traficantes escondem suas vítimas, temendo as autoridades. Em qualquer país, escravos são uma população oculta. Mas as estimativas mais amplamente aceitas apontam que haja entre 12,3 milhões e 27 milhões de escravos.</p>
<p><em>E em números relativos, em comparação com o passado?</em></p>
<p>Há mais escravos hoje do que em qualquer outro momento da história da humanidade. Mas, por mais deprimentes que sejam os números absolutos, podemos encontrar certo consolo no fato de a porcentagem de escravos na população mundial ser hoje menor. Os três grandes movimentos abolicionistas do passado de fato trouxeram progressos. Mas ainda há muito a ser feito neste quarto e último.</p>
<p><em>O que caracteriza a condição de escravo?</em></p>
<p>Escravos são pessoas forçadas a prestar um serviço, mantidas ilegalmente e ameaçadas com violência, sem pagamento e em esquema de subsistência. São pessoas que não podem fugir de seu trabalho.</p>
<p><em>Que tipo de trabalho eles fazem hoje em dia?</em></p>
<p>São usados em todos os ramos da indústria, da agricultura e do setor de serviços. A maioria é forçada a trabalhar para quitar uma dívida, em muitos casos herdada de um ancestral. Todo ano, centenas de milhares são forçados a cruzar fronteiras internacionais para executar trabalhos domésticos ou manuais, também como pedintes, ou se tornam vítimas de prostituição forçada. Crianças são obrigadas a lutar em guerras civis brutais; homens e mulheres, espoliados e obrigados a produzir componentes de produtos de consumo que você talvez tenha em casa. A escravidão está em todo e em nenhum lugar.</p>
<p><em>Que motivos levam hoje à escravidão?</em></p>
<p>As circunstâncias de cada escravo são diferentes, claro, mas há temas recorrentes. Em primeiro lugar, escravos tendem a vir de comunidades profundamente empobrecidas e socialmente isoladas. Tendem a ser jovens, do sexo feminino, com acesso restrito a educação e saúde, e sem qualquer acesso ao crédito formal. Também costumam viver em áreas onde o domínio da lei é fraco e criminosos podem tirar vantagem de sua vulnerabilidade  e isolamento para lucrar.</p>
<p><em>Que países e regiões possuem o maior número de escravos?</em></p>
<p>O sul da Ásia em geral – e a Índia, em particular – possui mais escravos do que todo o resto do mundo junto. A abolição do trabalho escravo na Índia, assim como a do sistema de castas, continua sendo uma promessa não cumprida. Nos níveis estaduais e distritais, bem como nos panchayats [sistema político indiano que agrupa quatro vilas em volta de uma vila central], a boa intenção das leis nada significa para os milhões de pessoas forçadas a trabalhar para pagar uma dívida que, em muitos casos, foi feita gerações antes.</p>
<p><em>E na América Latina?</em></p>
<p>Há centenas de milhares, talvez milhões de escravos na América Latina. O Haiti tem umas 300 mil crianças escravas. Ofereceram-me uma por 50 dólares numa rua de Porto Príncipe, a cinco horas de distância da minha casa em Nova York. Dezenas de milhares são traficadas da América Central e do México para localidades mais ao norte. Nos Estados Unidos, a maior parte dos escravos é mexicana ou foi traficada através do México.</p>
<p>Ironicamente, o Brasil, um dos últimos países a abolir formalmente a escravidão, é hoje um dos mais proativos no combate ao tráfico. Equipes móveis de inspeção do Ministério brasileiro do Trabalho resgatam cerca de 5 mil escravos por ano. Mas infelizmente eles não recebem aconselhamento ou proteção adequados, e dá para contar nos dedos de uma mão quantos criminosos foram condenados. Ou seja, quase a metade dos escravos resgatados volta ao regime escravo. Ainda há muito a ser feito na região.</p>
<p><em>Qual o papel do Estado em países onde existe escravidão?</em></p>
<p>A escravidão existe onde os Estados são fracos ou corruptos, mas ela também pode ser usada por regimes autoritários como forma de controlar a população. Por exemplo, no Sudão, onde o governo do norte armou e encorajou as milícias a escravizar durante uma guerra civil de 22 anos. Ou em Mianmar, onde o governo impõe o regime de corvéia à população rural.</p>
<p><em>É sabido que, em certos países, é possível libertar um escravo pagando por ele. Algumas organizações fazem isso. Você considera este um caminho válido?</em></p>
<p>Certamente não. Por mais que comprar a liberdade de um escravo faça o comprador se sentir bem, essa prática, na melhor das hipóteses, dá margem à corrupção. Na pior delas, incentiva o comércio com a miséria humana.<br />
<em><br />
Quanto custa um escravo hoje?</em></p>
<p>Escravos hoje são mais baratos do que nunca. Presenciei negociações de venda em quatro continentes e recebi ofertas de 45 dólares na África do Sul até cerca de 2 mil dólares (na verdade, tratava-se da troca por um carro usado) na Romênia. Com mais de 1,1 bilhão de pessoas subsistindo com menos de um dólar por dia, a oferta de potenciais escravos é praticamente ilimitada.</p>
<p><em>Quais são as consequências tardias da escravidão nas sociedades em que ela existiu, como nos EUA e na América Latina?</em></p>
<p>Países que falham em lembrar que a escravidão é um compromisso vivo estão condenados a viver em insegurança e desigualdade, e em meio a atividades criminosas. Mas aqueles que se encarregarem da difícil tarefa de eliminar a escravidão serão recompensados com sociedades mais prósperas e pacíficas. O que me lembra as palavras de Maya Angelou: &#8220;<strong><em>A história, por mais dolorosa, não pode ser &#8216;desvivida&#8217;. Mas, se enfrentada com coragem, não precisa ser revivida</em></strong>&#8220;.</p>
<p>Autor: Pablo Kummetz</p>
<p>Revisão: <a href="http://www.dw-world.de/dw/article/0,,4589344,00.html?maca=bra-rss-br-all-1030-rdf" target="_blank">Roselaine Wandscheer</a></p>
<p><em>Imagem: <a href="http://www.flickr.com/photos/quettabalochistan/2986608888/" target="_blank">Fonte</a>.</em></p>
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		<title>Cúpula da Unasul: perspectivas em meio a graves divergências?</title>
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		<pubDate>Mon, 10 Aug 2009 15:30:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel Marquine</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[América do Sul]]></category>

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		<category><![CDATA[Política Internacional]]></category>

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A presidência da União das Nações Sul-Americanas passa de mãos chilenas às equatorianas. Enquanto o Chile tratou de mediar o conflito boliviano, o Equador irá cuidar de desavenças nas quais está diretamente envolvido.
Nesta segunda-feira (10/08), o Equador assume a presidência da União das Nações Sul-Americanas (Unasul), que congrega 13 países. Com pouco mais de um [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.mondopost.com.br/wp-content/uploads/2009/08/unasul.jpg" alt="unasul" title="unasul" width="540" height="195" class="alignnone size-full wp-image-1337" /></p>
<p>A presidência da União das Nações Sul-Americanas passa de mãos chilenas às equatorianas. Enquanto o Chile tratou de mediar o conflito boliviano, o Equador irá cuidar de desavenças nas quais está diretamente envolvido.</p>
<p>Nesta segunda-feira (10/08), o Equador assume a presidência da União das Nações Sul-Americanas (Unasul), que congrega 13 países. Com pouco mais de um ano de existência e escassa estrutura institucional, a união enfrenta a primeira crise entre seus membros.</p>
<p>Há sérias discordâncias entre a Venezuela de Hugo Chávez e seu controverso &#8220;socialismo do século 21&#8243;, a Colômbia do presidente Álvaro Uribe – com sua política linha-dura contra o tráfico de drogas e contra a guerrilha e sua aliança com os Estados Unidos – e o Equador de um Rafael Correa, que depois de diversos plebiscitos conquistou um segundo mandato, com amplo respaldo e uma Constituição reformada. A recusa de Quito em aceitar a implementação de várias bases norte-americanas em território colombiano levou a tensão ao limite.</p>
<p><strong>Bases norte-americanas na Colômbia</strong></p>
<p>&#8220;A Unasul não se encontra em seu melhor momento: Bogotá e Quito não possuem laços diplomáticos, as relações entre a Colômbia e a Venezuela estão congeladas por decisão do governo de Caracas e o presidente do país anfitrião, Rafael Correa, assume a presidência da Unasul no afã de resolver estas controvérsias, mesmo sendo parte do conflito&#8221;, afirma à DW-WORLD Günther Maihold, diretor do Instituto Alemão de Política Internacional e de Segurança (SWP), sediado em Berlim.</p>
<p>Os outros países-membros da Unasul – Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Guiana, Paraguai, Peru, Suriname, Uruguai – não têm demonstrado muito interesse pelo assunto. Até agora, o conflito vem sendo mediado pela Organização dos Estados Americanos (OEA).</p>
<p>A Colômbia não participa da cúpula da Unasul que acontece nesta segunda-feira. O presidente colombiano Uribe também não consta da lista de convidados para a cerimônia que dá início ao segundo mandato do presidente equatoriano.</p>
<p>Assim &#8220;os governantes não terão problemas em chegar a um acordo sobre a incoveniência das bases norte-americanas na Colômbia&#8221;, observa Mainhold, lembrando que, no decorrer de uma década, a base estadunidense em Manta, no Equador, não pareceu incomodar ninguém.</p>
<p><strong>Relações rompidas</strong></p>
<p>Horacio Borja Sevilla, embaixador do Equador em Berlim, confirma à DW-WORLD a ruptura das relações entre Quito e Bogotá, afirmando que o Equador se opõe &#8220;à criação – por parte da Colômbia e dos EUA – de sete bases militares em território colombiano. A recusa a essa iniciativa do presidente Uribe foi geral&#8221;, diz o diplomata.</p>
<p>Para Claudia Detsch, cientista política da Fundação Friedrich Ebert em Quito, &#8220;os países que formam a Alba – uma aliança cujo eixo é formado pela Venezuela e por Cuba – esperam poder isolar a Colômbia em função da implementação das bases norte-americanas. O recente périplo latino-americano do presidente Uribe torna isso bastante improvável. Uma divergência se aproxima&#8221;, prevê Detsch.</p>
<p><strong>Colômbia: &#8220;não&#8221; à presidência da Unasul</strong></p>
<p>Era a Colômbia que deveria ter assumido a presidência da Unasul das mãos da presidente do Chile, Michelle Bachelet, que por sua vez havia mediado o conflito entre o presidente boliviano Evo Morales e as províncias do país que reclamavam a independência.</p>
<p>&#8220;A Unasul deu provas de sua eficácia nesse conflito&#8221;, opina Detsch, para quem isso se deveu &#8220;à inteligente mediação do governo chileno, que ocupava a presidência da União naquele momento. Resta saber se êxito semelhante poderá ser esperado sob uma presidência bem menos diplomática&#8221;, interroga a especialista.<br />
<strong><br />
O longo braço das Farc</strong></p>
<p>O conflito atual é antigo. A Colômbia acusa a Venezuela de apoiar as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc). O Equador e a Venezuela se opõem às bases norte-americanas.</p>
<p>Por outro lado, as relações entre os dois países estão abaladas desde que a Colômbia atacou um campo de guerrilha das Farc, localizado no norte do Equador, e desde o confisco de um computador que continha informações sobre Rafael Correa e a respeito do financiamento de sua campanha presidencial, além de dados que mostram o envolvimento da cúpula equatoriana tanto com a guerrilha quanto com o governo venezuelano.</p>
<p><strong>Base bolivariana da Unasul</strong></p>
<p>&#8220;É um legado de Simón Bolívar o ideal de que todos os Estados do sul da América Latina formem uma entidade política. O que fazemos agora? Inspirados na ideia bolivariana, construímos a Unasul&#8221;, diz Borja Sevilla. </p>
<p>Há poucos menos de 200 anos, Simón Bolívar, líder das guerras pela independência das colônias espanholas, conseguiu formar uma imensa nação que, ao longo de uma década, formaram territórios que hoje pertencem à Venezuela, Panamá, Equador, Colômbia, Costa Rica, Peru, Guiana, Brasil e Nicarágua.</p>
<p>Para Detsch, &#8220;os governos dos países que formam a Unasul seguem, em parte, metas diferentes – tanto na política interna quanto na cooperação em nível regional – e se baseiam em convicções distintas. Considerando que a política externa de muitos países latino-americanos está marcada pela política nacional, as divergências ideológicas representam um desafio para todo projeto de integração, também para a Unasul&#8221;.</p>
<p><strong>Exemplo europeu</strong></p>
<p>&#8220;Especialmente os países do socialismo do século 21 depositam grandes esperanças na Unasul, pois esperam contextualizar ali seus projetos regionais&#8221;, analisa Detsch. A união, porém, não é formada somente por países que simpatizam com as ideias bolivarianas, cujo representante máximo é o presidente venezuelano.</p>
<p>Em relação às graves divergências atuais, o embaixador Borja Sevilla argumenta: &#8220;Pense na União Europeia: ninguém podia acreditar que, com os problemas que existiram entre a França e a Alemanha – só para citar um exemplos dos muitos que haviam na Europa –, se chegaria a uma união no continente. Nós, num espaço de tempo mais curto do que o necessário na Europa, chegaremos a uma União das Nações Sul-Americanas&#8221;, sentencia o diplomata.</p>
<p>Para Detsch, contudo, &#8220;esse processo ainda está no começo. Não há por que dar o mesmo por encerrado. Sem dúvida, suas verdadeiras conquistas – dada a lentidão do processo de institucionalização – deverão ser projetadas nos objetivos de longo prazo&#8221;, conclui a especialista.</p>
<p>Autora: <a href="http://www.dw-world.de/dw/article/0,,4555051,00.html">Mirra Banchón</a> / Revisão: Simone Lopes</p>
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		<title>Bases militares dos EUA na Colômbia criam atritos na América Latina</title>
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		<pubDate>Sat, 08 Aug 2009 22:01:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel Marquine</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[América Central]]></category>

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		<category><![CDATA[Diplomacia]]></category>

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É palpável o mal-estar devido à presença militar estadunidense em território colombiano. Possibilidade de presidente venezuelano estar instrumentalizando esse incômodo não elimina a ameaça.
Os conflitos políticos entre os governos latino-americanos se assemelham cada vez mais a um jogo de pega-varetas. É preciso resolver uma disputa por vez, porém isso é quase impossível sem reavivar controvérsias [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.mondopost.com.br/wp-content/uploads/2009/08/uribe.jpg" alt="uribe" title="uribe" width="540" height="195" class="alignnone size-full wp-image-1333" /></p>
<p>É palpável o mal-estar devido à presença militar estadunidense em território colombiano. Possibilidade de presidente venezuelano estar instrumentalizando esse incômodo não elimina a ameaça.</p>
<p>Os conflitos políticos entre os governos latino-americanos se assemelham cada vez mais a um jogo de pega-varetas. É preciso resolver uma disputa por vez, porém isso é quase impossível sem reavivar controvérsias pendentes. Em princípio, tais circunstâncias exigem de todos os participantes o respeito estrito às regras do jogo diplomático. Quanto mais difíceis as negociações, mais cuidadosa deve ser a linguagem empregada.</p>
<p>Porém as controvérsias na América Latina tendem cada vez mais a terminar em gestos hostis, por vezes quase marciais. Na quinta-feira (06/08), o presidente venezuelano, Hugo Chávez, advertiu que o acordo que permitirá aos Estados Unidos utilizar sete bases militares no território da Colômbia pode desencadear uma guerra na América do Sul. E acrescentou que seu país firmará um acordo armamentista com a Rússia em setembro próximo.</p>
<p>Enfim, polarizações que fazem pensar numa perpetuação da Guerra Fria. Os temores do chefe de Estado da Venezuela têm fundamento?</p>
<p><strong>Necessidade de um inimigo</strong></p>
<p>&#8220;Essa é uma imagem que Chávez gostaria de ver convertida em realidade. Porém está muito distante do que os implicados planejam&#8221;, assegura Günther Maihold, vice-diretor do Instituto Alemão de Política Internacional e Segurança (SWP), sediado em Berlim.</p>
<p>Em sua opinião, o presidente venezuelano precisa da imagem de um inimigo para sustentar sua perspectiva ideológica do mundo, desenvolver sua política interna e distrair a atenção internacional das acusações de que haveria fornecido armamento de grande calibre às Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).</p>
<p>&#8220;Chávez tenta construir uma constelação de perigos para seu país e criar a impressão de que uma invasão militar está prestes a ocorrer. Assim, tenta dissipar a impressão de que apoia as Farc, apesar de isso ser evidente há algum tempo, desde que a Venezuela se converteu em parte da cadeia do narcotráfico da América do Sul para o mundo. E, naturalmente, as Farc estão envolvidas nessa atividade.&#8221;</p>
<p><strong>Giro tranquilizador?</strong></p>
<p>Ainda assim, é tangível a preocupação na América Latina devido à presença militar estadunidense na Colômbia. A possibilidade de Chávez estar instrumentalizando politicamente o incômodo dos governos regionais não neutraliza esse desassossego.</p>
<p>Em sua edição da última quarta-feira, o diário espanhol El País comentava que, embora não se conheçam os detalhes do acordo entre os EUA e Colômbia, alguns analistas temem que as operações militares contra o tráfico de drogas e de armas e contra a guerrilha das Farc transcendam o território colombiano.</p>
<p>Por esse motivo, o presidente colombiano, Álvaro Uribe empreendeu um giro rápido pelo continente, a fim de tranquilizar seus vizinhos. O Peru e o Chile lhe ofereceram apoio total, o do Paraguai foi moderado. O Brasil e o Uruguai admitiram preocupação e insistiram que as operações militares se realizem com transparência. A Argentina e a Bolívia, por fim, manifestaram desaprovação à presença de militares estadunidenses na Colômbia.</p>
<p>Segundo Maihold: &#8220;O fechamento da base militar de Manta, no Equador, solicitado pelo próprio presidente equatoriano, Rafael Correa, é o motivo por que os militares norte-americanos se transferem agora para a Colômbia. Não consigo compreender o alarmismo gerado por essa transferência. Até agora essa base militar funcionava no Equador sem causar qualquer problema. Até porque o país é membro da ALBA&#8221;. A postura antiamericana das nações que integram a Aliança Boliviana para os Povos de Nossa América é notória.</p>
<p><strong>Conflitos reais e política simbólica</strong></p>
<p>Quanto às possíveis implicações para Caracas da constatação de que haveria apoiado o grupo guerrilheiro colombiano, Maihold é categórico. &#8220;Chávez pode contar com sanções. O apoio a grupos &#8216;terroristas&#8217; é punido pela comunidade internacional, e isso é de grande importância para um país como a Venezuela, que depende de maneira extrema do comércio internacional.&#8221;</p>
<p>Cabe verificar se existem na América Latina instâncias capazes de reduzir o atrito entre os governos. Está marcada para 10 de agosto, em Quito, a cúpula da União das Nações Sul-Americanas (Unasul), que tratará dessa questão sem a presença da delegação colombiana, no entanto.</p>
<p>&#8220;O fato de Uribe não assistir à cúpula evidencia que ele não encontra nenhum interlocutor pertinente nessa organização&#8221;, avalia o vice-diretor da SWP, concluindo: &#8220;A Unasul não é o fórum apropriado para solucionar esses assuntos. Lá se faz política simbólica, e nada mais&#8221;.</p>
<p>Autor: <a href="http://www.dw-world.de/dw/article/0,,4551926,00.html">Evan Romero-Castillo</a> / Revisão: Simone Lopes</p>
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		<title>Popularidade de Obama é a menor desde que foi empossado</title>
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		<pubDate>Fri, 07 Aug 2009 01:37:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel Marquine</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[América do Norte]]></category>

		<category><![CDATA[Colunas]]></category>

		<category><![CDATA[EUA]]></category>

		<category><![CDATA[obama]]></category>

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Apenas 50% da população respalda o governo do presidente, segundo Levantamento da CNN e de universidade.
O índice de rejeição à gestão do presidente do EUA, Barack Obama, atingiu seus piores níveis desde que o democrata assumiu a presidência do país, em janeiro deste ano, informaram nesta quinta-feira, 6, o canal de notícias CNN e Universidade [...]]]></description>
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<p><strong>Apenas 50% da população respalda o governo do presidente, segundo Levantamento da CNN e de universidade.</strong></p>
<p>O índice de rejeição à gestão do presidente do EUA, Barack Obama, atingiu seus piores níveis desde que o democrata assumiu a presidência do país, em janeiro deste ano, informaram nesta quinta-feira, 6, o canal de notícias CNN e Universidade Quinnipiac, de acordo com pesquisas realizadas pelos órgãos. A crise econômica e o polêmico projeto de reforma do sistema de saúde são apontados como os responsáveis pela queda na boa avaliação de Obama.</p>
<p>Na consulta da universidade, realizada entre 27 de julho e 3 de agosto, Obama obtém 50% do respaldo popular, abaixo dos 57% que conseguiu em uma pesquisa do mesmo centro no final de junho.</p>
<p>Dos participantes da pesquisa, 42% disseram rejeitar a gestão do presidente americano, acima dos 33% que afirmaram o mesmo na consulta de junho.</p>
<p>Já o levantamento da CNN reflete tendência semelhante, que mostra uma queda de sete pontos na popularidade de Obama desde que o presidente cumpriu seus 100 primeiros dias, no final de abril.</p>
<p>Os resultados divulgados pela rede de televisão indicam que o líder tem apoio de 56% dos eleitores, cinco pontos a menos que em junho e sete a menos que em abril. &#8220;A popularidade de Obama se manteve estável entre as mulheres brancas, mas caiu 14 pontos entre os homens brancos&#8221;, afirmou Keating Holland, diretor da pesquisa.</p>
<p>Segundo Holland, o presidente tem também menos apoio entre os não brancos, mas ainda conta com o respaldo de 70% desse grupo.</p>
<p>A pesquisa com 2,409 mil eleitores em nível nacional tem uma margem de erro de dois pontos. A da CNN foi realizada entre 31 de julho e 3 de agosto com 1,136 mil eleitores de todo o país, e tem uma margem de erro de três pontos percentuais.</p>
<p>Via <a href="http://www.estadao.com.br/noticias/internacional,pesquisas-mostram-queda-na-popularidade-de-barack-obama,414535,0.htm">Estadão</a>.</p>
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		<title>Mudança do clima ameaça a segurança global, alerta especialista</title>
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		<pubDate>Tue, 04 Aug 2009 15:36:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel Marquine</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Colunas]]></category>

		<category><![CDATA[Meio Ambiente]]></category>

		<category><![CDATA[Aquecimento Global]]></category>

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Se a mudança do clima não for detida em breve, as consequências poderão ser caos, desintegração, apatia e violência. Especialista adverte do risco de aumentarem conflitos nacionais e internacionais.
Dirk Messner (47), professor de Ciências Políticas e diretor do Instituto Alemão de Política de Desenvolvimento, se considera um otimista. Mas ao conversar com a imprensa sobre [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.mondopost.com.br/wp-content/uploads/2009/08/desert.jpg" alt="desert" title="desert" width="540" height="195" class="alignnone size-full wp-image-1324" /></p>
<p>Se a mudança do clima não for detida em breve, as consequências poderão ser caos, desintegração, apatia e violência. Especialista adverte do risco de aumentarem conflitos nacionais e internacionais.</p>
<p>Dirk Messner (47), professor de Ciências Políticas e diretor do Instituto Alemão de Política de Desenvolvimento, se considera um otimista. Mas ao conversar com a imprensa sobre mudança do clima como uma ameaça à segurança internacional, o cenário que ele pinta é apocalíptico.</p>
<p>&#8220;Se não houver uma reversão decisiva, a mudança do clima vai sobrecarregar a capacidade de adaptação de muitas sociedades nas próximas décadas&#8221;: essa é a tese que Messner formulou no Conselho Científico do Governo Federal para Mudanças Ambientais Globais (WBGU). &#8220;Disso poderão surgir violência e instabilidade, algo que ameaça a segurança nacional e internacional numa medida até então desconhecida.&#8221;</p>
<p>Seus argumentos são simples e claros: &#8220;A mudança climática vai desencadear diversos conflitos de partilha dentro dos países e entre estes, disputas por água, por território, pelo gerenciamento dos movimentos migratórios&#8221;.</p>
<p>A mudança do clima está apenas começando, mas seus efeitos vão aumentar continuamente nas próximas décadas. O WBGU mostra que a mudança climática agrava crises ambientais já existentes, como secas, escassez de água e desertificação, além de acirrar conflitos pelo aproveitamento da terra e causar novos fluxos migratórios motivados por fatores ambientais. </p>
<p>A elevação da temperatura global vai ameaçar a base de subsistência de muita gente, sobretudo nas regiões em desenvolvimento. A susceptibilidade a pobreza e miséria social também aumentará, o que irá ameaçar a segurança humana.</p>
<p><strong>Conflitos por água e superfícies agrárias</strong></p>
<p>A água é um exemplo. Atualmente, 1,1 bilhão de pessoas não tem acesso assegurado à água potável. A situação poderá se agravar em todo o mundo, atingindo centenas de milhões de pessoas, pois a mudança do clima afeta a distribuição das chuvas e a quantidade de água disponível.</p>
<p>Ao mesmo tempo, a demanda de água aumenta, à medida que a população mundial cresce e suas necessidades se ampliam. &#8220;Essa dinâmica cria conflitos de partilha e impõe grandes desafios ao gerenciamento de água dos países em questão&#8221;, afirma Messner.</p>
<p>Outro exemplo é a agricultura. Mais de 850 milhões de pessoas sofrem hoje de subnutrição. Segundo um parecer do WBGU, a mudança climática vai agravar essa situação a curto prazo, &#8220;pois a dificuldade de nutrir os estratos sociais mais baixos e as populações de muitos países em desenvolvimento já vai aumentar com um aquecimento de 2ºC, calculado com base em valores de 1990&#8243;.</p>
<p>No caso de um aquecimento de 2ºC a 4ºC, a previsão é de um recuo na produtividade agrícola em todo o mundo. Essa tendência será acentuada pela desertificação, salificação dos solos ou escassez de água. Isso poderá favorecer ou agravar a desestabilização social, a desintegração e a violência.</p>
<p><strong>Quando se rompe o equilíbrio ecológico </strong></p>
<p>Segundo Messner, esses efeitos da mudança do clima poderão levar a drásticos movimentos migratórios, desencadeados por motivos ambientais. Só em Bangladesh, 120 milhões de pessoas que vivem no delta do Ganges estão ameaçadas pela elevação do nível do mar.</p>
<p>&#8220;Toda vez que apresento esses números, até eu me assusto&#8221;, diz Messner. Nos Andes e na região do Himalaia, as geleiras estão derretendo, o que representa uma ameaça ao abastecimento de água potável de regiões inteiras.</p>
<p>Em caso de uma mudança climática desenfreada, o WBGU também considera possível o colapso de ecossistemas inteiros, como o ressecamento do rio Amazonas e do desparecimento clima de monção. &#8220;O que acontecerá então não se sabe&#8221;, previne Messner.</p>
<p>Por outro lado, o cientista político alemão, também consultor de governos na Ásia e na América Latina, está contente com a mudança de mentalidade nos EUA quanto ao problema das emissões de CO2. &#8220;E os chineses também pararam de dizer que isso não é problema deles e sim dos outros.&#8221;</p>
<p>Seja como for, o prazo para uma reversão é cada vez mais curto. Uma elevação de 2ºC da temperatura média já é inevitável. Para manter esse nível, seria necessário reduzir as emissões de CO2 para duas toneladas anuais per capita. </p>
<p>&#8220;Se iniciarmos isso em 2010, seria necessário economizar 2% a cada ano&#8221;. Se a produção de energia fóssil começar a ser reduzida só em 2020, seria preciso poupar 6% por ano. E se a humanidade só tomar essa decisão em 2030, essa porcentagem se elevaria para a marca utópica de 22,6% ao ano.</p>
<p>&#8220;Política de clima também é política preventiva de segurança&#8221;, ressalta Messner. &#8220;Temos dinheiro para reduzir, temos tecnologia para reduzir. Só precisamos começar de fato, com seriedade&#8221;.</p>
<p>Autor: <a href="http://www.dw-world.de/dw/article/0,,4260085,00.html">Rolf Wenkel</a> / Revisão: Soraia Vilela</p>
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