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	<title>MondoPost &#187; Europa</title>
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	<description>Relações Internacionais de verdade!</description>
	<pubDate>Sat, 10 Oct 2009 20:52:23 +0000</pubDate>
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		<title>Especialistas alemães veem com ceticismo cooperação militar Brasil-França</title>
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		<pubDate>Sun, 06 Sep 2009 23:29:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Enrique Villalobos</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[América do Sul]]></category>

		<category><![CDATA[Artigos / Opinião]]></category>

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		<description><![CDATA[
O presidente francês, Nicolas Sarkozy, chega ao Brasil nesta segunda-feira (07/09) para, entre outros compromissos, ratificar um acordo de cooperação militar com o Brasil. A parceria prevê a fabricação de 50 helicópteros, a construção em série de quatro submarinos convencionais, além do desenvolvimento do primeiro submarino brasileiro de propulsão nuclear.
Também estão previstos investimentos em instalações [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-full wp-image-1389" title="french_ssbn_submarine" src="http://www.mondopost.com.br/wp-content/uploads/2009/09/french_ssbn_submarine.jpg" alt="french_ssbn_submarine" width="540" height="195" /></p>
<p>O presidente francês, Nicolas Sarkozy, chega ao Brasil nesta segunda-feira (07/09) para, entre outros compromissos, ratificar um acordo de cooperação militar com o Brasil. A parceria prevê a fabricação de 50 helicópteros, a construção em série de quatro submarinos convencionais, além do desenvolvimento do primeiro submarino brasileiro de propulsão nuclear.</p>
<p>Também estão previstos investimentos em instalações industriais e portuárias. A propulsão nuclear será desenvolvida pelo Brasil, o know-how nuclear explicitamente não faz parte do acordo. O projeto vai custar ao governo brasileiro cerca de 8,6 bilhões de euros e será financiado, em parte, através de empréstimo feito por um consórcio de seis bancos europeus.</p>
<p>A parceria estratégica de defesa entre os dois países foi estabelecida durante a visita de Sarkozy ao Brasil em dezembro passado. A colaboração militar poderá ainda incluir a compra de 36 caças franceses. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva recentemente havia dito que também poderiam ser feitos negócios envolvendo aviões militares, pois a França ofereceria uma ampla transferência de tecnologia.</p>
<p><strong>Investimento vale a pena?</strong></p>
<p>Especialistas alemães da área de defesa veem a cooperação militar com ceticismo. Na opinião deles, o tratado de custo bilionário, que renovará o arsenal militar brasileiro, pode contribuir para impulsionar uma corrida armamentista dentro do continente latino-americano sem, entretanto, trazer os benefícios esperados pelo governo brasileiro.</p>
<p>“Não estou muito certo se o Brasil realmente conseguirá a transferência tecnológica almejada com esse acordo”, comenta o jornalista Otfried Nassauer, diretor do Centro de Informação Berlinense para Segurança Transatlântica (BITS, na sigla em alemão).</p>
<p>Ele avalia que há uma considerável chance de o projeto brasileiro do submarino nuclear ter resultados aquém do esperado. “Não é possível hoje saber se esse projeto realmente terá o sucesso desejado do ponto de vista tecnológico e se ele dará ao Brasil uma vantagem militar em relação a outros países. Um projeto tão ambicioso também pode fracassar”, afirma.</p>
<p>Nassauer não acha que a atual cooperação com a França seja motivo de apreensão para as nações vizinhas ao Brasil, devido ao bom relacionamento entre os atuais governos do continente. Entretanto, sua opinião é que o dinheiro seria mais bem empregado em outros setores.</p>
<p>“A pergunta que o governo Lula deve se fazer é se os investimentos não são muito altos e se é o caso de investir tanto dinheiro no próprio status político e militar”, questiona Nassauer. “Há muitos outros setores da sociedade e da economia nos quais, com os mesmos recursos, provavelmente se obteria bem mais postos de trabalho e possivelmente até maior transferência de tecnologia. Tecnologia militar é sempre mais cara do que a tecnologia civil”, acrescenta o jornalista.</p>
<p><strong>Hegemonia regional</strong></p>
<p>O cientista político Daniel Flemes, especialista em políticas de segurança do Instituto Alemão para Estudos Globais e Regionais (Giga), de Hamburgo, avalia que a cooperação com a França pode enfraquecer a cooperação com os vizinhos latino-americanos e provocar uma competição regional por armamentos.</p>
<p>“O fato de o Brasil estar procurando parceiros fora da América Latina em busca de know-how tecnológico pode provocar uma corrida armamentista no continente e pode ser um entrave para uma maior colaboração com os países vizinhos no setor de defesa”, alerta Flemes.</p>
<p>Ele lembra que o acordo é apenas mais um passo do Brasil não só para confirmar sua posição como líder regional, mas também para pavimentar o caminho rumo ao tão sonhado status de grande potência. “O país se esforça para sublinhar sua hegemonia regional não somente na área econômica e política, como também militar. E, ao mesmo tempo, procura consolidar sua posição de potência emergente num contexto mais amplo”, explica Flemes.</p>
<p>Para o analista, este é um passo compreensível, lembrando os esforços dos países próximos na ampliação do poderio militar. “Alguns países vizinhos ao Brasil também estão se empenhando na modernização de seu aparato militar. A Venezuela gastou, nos últimos quatro a cinco anos, 4 bilhões de euros em importações de armamentos da Rússia, enquanto o Chile também vem investindo pesadamente em armamentos nos últimos anos”, ressalta Flemes.</p>
<p>“O Brasil não está sozinho”, resume o cientista político, ao lembrar que a soma de gastos com armamentos dos países sul-americanos mais que duplicou nos últimos cinco anos.</p>
<p><strong>Alemanha não tem experiência</strong></p>
<p>O ministro brasileiro da Defesa, Nelson Jobim, justifica a escolha afirmando que os franceses foram os únicos que se dispuseram a transferir tecnologia para o Brasil. Além do mais, a Alemanha, que também havia sido consultada, não teria experiência com a construção de submarinos nucleares.</p>
<p>&#8220;Isso é correto. A Alemanha nunca construiu um submarino com propulsão nuclear. E também nunca construiu um submarino tão grande que comporte um reator nuclear. Os submarinos alemães são significativamente menores&#8221;, diz Nassauer.</p>
<p>Autor: <a href="http://www.dw-world.de/dw/article/0,,4637843,00.html?maca=bra-rss-br-all-1030-rdf" target="_blank">Marcio Damasceno</a></p>
<p>Revisão: Roselaine Wandscheer</p>
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		<title>Compaixão por terroristas</title>
		<link>http://www.mondopost.com.br/2009/08/24/compaixao-por-terroristas/</link>
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		<pubDate>Tue, 25 Aug 2009 01:52:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mr. X</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Artigos / Opinião]]></category>

		<category><![CDATA[Europa]]></category>

		<category><![CDATA[Terrorismo]]></category>

		<category><![CDATA[África]]></category>

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		<category><![CDATA[Lockerbie]]></category>

		<category><![CDATA[Reino Unido]]></category>

		<category><![CDATA[terrorismo]]></category>

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Há algo de podre no mundo ocidental. Talvez mereçamos mesmo morrer e ser destruídos sem piedade.
O terrorista responsável pelo atentado de Lockerbie, que matou 270 pessoas, foi solto pelas autoridades escocesas e retornou à Líbia, onde foi recebido como herói.
O motivo alegado é a compaixão: o pobre terrorista estava com câncer e morreria logo, mas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-full wp-image-1378" title="terrorism" src="http://www.mondopost.com.br/wp-content/uploads/2009/08/terrorism.jpg" alt="terrorism" width="540" height="195" /></p>
<p>Há algo de podre no mundo ocidental. Talvez mereçamos mesmo morrer e ser destruídos sem piedade.</p>
<p>O terrorista responsável pelo atentado de <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Pan_Am_Flight_103">Lockerbie</a>, que matou 270 pessoas, foi solto pelas autoridades escocesas e retornou à Líbia, onde foi recebido como herói.</p>
<p>O motivo alegado é a compaixão: o pobre terrorista estava com câncer e morreria logo, mas há suspeitas que a verdadeira razão seja um <a href="http://pajamasmedia.com/richardfernandez/2009/08/22/a-tribute-to-our-decency/">lucrativo</a> acordo comercial do Reino Unido com a Líbia. Parece ser uma explicação mais plausível. Negócios, negócios, justiça à parte.</p>
<p>Independentemente dos motivos, um articulista do Guardian, porta-voz maior do esquerdismo atual, <a href="http://www.guardian.co.uk/commentisfree/2009/aug/23/kenny-macaskill-decision-megrahi-release">celebrou</a> a liberdade do terrorista, afirmando ser um &#8220;tributo à decência humana&#8221;. Que um asno zurre asneiras, não é surpreendente. Mas o número de imbecis concordando nos comentários não deixa de ser algo arrasador.</p>
<p>270 pessoas morreram sem qualquer compaixão. O próprio terrorista preso jamais demonstrou qualquer arrependimento pelo massacre. Os líbios, os palestinos (também acusados de participação no atentado, ao lado do Irã), e por extensão todo o mundo islâmico, agora mesmo celebram seu herói e cospem coletivamente na cova dos 270 &#8220;infiéis&#8221; mortos.</p>
<p>Richard Fernandez observa que, ao mesmo tempo em que o terrorista foi solto, as autoridades inglesas <a href="http://pajamasmedia.com/richardfernandez/2009/08/21/what-a-wonderful-world/">prenderam</a> uma adolescente acusada de <span style="font-style: italic;">cyberbulling</span> no Facebook, dando a letra de quais são os crimes que realmente preocupam nossa superficial sociedade atual.</p>
<p>Mas o evento mostra principalmente que, na verdade, a tal &#8220;compaixão&#8221; progressista não passa de um narcisismo delirante. O importante é <span style="font-style: italic;">mostrar</span> compaixão, aparecer <span style="font-style: italic;">aos outros</span> como mais nobre, mais bom, defensor dos frascos e comprimidos, mesmo à custa de mais atentados, que fatalmente ocorrerão. O articulista do Guardian pode dar-se ao luxo de celebrar a &#8220;compaixão&#8221; por um terrorista pois não foram seus familiares os que morreram na explosão. Afinal, o importante é mostrar que &#8220;somos melhores do que eles&#8221;. E, se de quebra ainda der para conseguir um milionário acordo petrolífero, que problema há?</p>
<p>Não, uma sociedade que libera um assassino de 270 pessoas, na maioria mulheres e crianças, após meros 7 anos de cadeia, não é uma sociedade &#8220;decente&#8221;. É uma sociedade estúpida, em fase de câncer terminal.</p>
<p>Via <a href="http://blogdomrx.blogspot.com/2009/08/compaixao-por-terroristas.html" target="_blank">Blog do Mr. X</a>.</p>
<p><em>Imagem: <a href="https://www.cia.gov/news-information/cia-the-war-on-terrorism/dci-counterterrorist-center-terrorist-buster-logo.html" target="_blank">Fonte</a>.</em></p>
<img src="http://www.mondopost.com.br/?ak_action=api_record_view&id=1377&type=feed" alt="" />]]></content:encoded>
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		<title>Nunca houve tantos escravos como na atualidade, diz pesquisador</title>
		<link>http://www.mondopost.com.br/2009/08/22/nunca-houve-tantos-escravos-como-na-atualidade-diz-pesquisador/</link>
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		<pubDate>Sat, 22 Aug 2009 17:21:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Enrique Villalobos</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[América Central]]></category>

		<category><![CDATA[América do Norte]]></category>

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		<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>

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		<category><![CDATA[Ásia-Pacífico]]></category>

		<category><![CDATA[escravidão]]></category>

		<category><![CDATA[slavery]]></category>

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		<description><![CDATA[
Na noite de 22 para 23 de agosto de 1791, a ilha de Santo Domingo (hoje Haiti e República Dominicana) assistiu ao começo de uma insurreição que teria um papel decisivo na abolição do tráfico transatlântico de escravos. Hoje, o 23 de agosto é comemorado pela Unesco como o Dia Internacional de Lembrança do Tráfico [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-full wp-image-1373" title="slavery" src="http://www.mondopost.com.br/wp-content/uploads/2009/08/slavery.jpg" alt="slavery" width="540" height="195" /></p>
<p>Na noite de 22 para 23 de agosto de 1791, a ilha de Santo Domingo (hoje Haiti e República Dominicana) assistiu ao começo de uma insurreição que teria um papel decisivo na abolição do tráfico transatlântico de escravos. Hoje, o 23 de agosto é comemorado pela Unesco como o Dia Internacional de Lembrança do Tráfico de Escravos e sua Abolição.</p>
<p>Sobre este assunto, a Deutsche Welle entrevistou o jornalista norte-americano Benjamin Skinner, autor do livro <strong>A Crime So Monstrous: Face-To-Face with Modern-Day Slavery</strong> (Um crime tão monstruoso: face a face com a escravidão hoje). O professor do <em>Carr Center for Human Rights Policy da Harvard Kennedy School</em> adverte que escravos hoje são muito mais baratos do que em qualquer outro momento da história da humanidade.</p>
<p>Deutsche Welle: <em>A escravidão é um fato do passado?</em></p>
<p>Benjamin Skinner: Com certeza, não. Embora existam mais de 300 tratados internacionais e mais de uma dúzia de convenções universais exigindo o fim da escravidão e do comércio de escravos, este ainda é um problema que desafia o mundo moderno. Pessoas e nações presumem que a lei seja suficiente para erradicar o comércio, mas não é. A abolição legal é um primeiro passo necessário, mas a abolição real requer a aplicação rigorosa dessa lei para perseguir os traficantes e proteger e reabilitar as vítimas.</p>
<p><em>Quantos escravos existem hoje no mundo?</em></p>
<p>Como a escravidão é ilegal em qualquer parte do mundo, os traficantes escondem suas vítimas, temendo as autoridades. Em qualquer país, escravos são uma população oculta. Mas as estimativas mais amplamente aceitas apontam que haja entre 12,3 milhões e 27 milhões de escravos.</p>
<p><em>E em números relativos, em comparação com o passado?</em></p>
<p>Há mais escravos hoje do que em qualquer outro momento da história da humanidade. Mas, por mais deprimentes que sejam os números absolutos, podemos encontrar certo consolo no fato de a porcentagem de escravos na população mundial ser hoje menor. Os três grandes movimentos abolicionistas do passado de fato trouxeram progressos. Mas ainda há muito a ser feito neste quarto e último.</p>
<p><em>O que caracteriza a condição de escravo?</em></p>
<p>Escravos são pessoas forçadas a prestar um serviço, mantidas ilegalmente e ameaçadas com violência, sem pagamento e em esquema de subsistência. São pessoas que não podem fugir de seu trabalho.</p>
<p><em>Que tipo de trabalho eles fazem hoje em dia?</em></p>
<p>São usados em todos os ramos da indústria, da agricultura e do setor de serviços. A maioria é forçada a trabalhar para quitar uma dívida, em muitos casos herdada de um ancestral. Todo ano, centenas de milhares são forçados a cruzar fronteiras internacionais para executar trabalhos domésticos ou manuais, também como pedintes, ou se tornam vítimas de prostituição forçada. Crianças são obrigadas a lutar em guerras civis brutais; homens e mulheres, espoliados e obrigados a produzir componentes de produtos de consumo que você talvez tenha em casa. A escravidão está em todo e em nenhum lugar.</p>
<p><em>Que motivos levam hoje à escravidão?</em></p>
<p>As circunstâncias de cada escravo são diferentes, claro, mas há temas recorrentes. Em primeiro lugar, escravos tendem a vir de comunidades profundamente empobrecidas e socialmente isoladas. Tendem a ser jovens, do sexo feminino, com acesso restrito a educação e saúde, e sem qualquer acesso ao crédito formal. Também costumam viver em áreas onde o domínio da lei é fraco e criminosos podem tirar vantagem de sua vulnerabilidade  e isolamento para lucrar.</p>
<p><em>Que países e regiões possuem o maior número de escravos?</em></p>
<p>O sul da Ásia em geral – e a Índia, em particular – possui mais escravos do que todo o resto do mundo junto. A abolição do trabalho escravo na Índia, assim como a do sistema de castas, continua sendo uma promessa não cumprida. Nos níveis estaduais e distritais, bem como nos panchayats [sistema político indiano que agrupa quatro vilas em volta de uma vila central], a boa intenção das leis nada significa para os milhões de pessoas forçadas a trabalhar para pagar uma dívida que, em muitos casos, foi feita gerações antes.</p>
<p><em>E na América Latina?</em></p>
<p>Há centenas de milhares, talvez milhões de escravos na América Latina. O Haiti tem umas 300 mil crianças escravas. Ofereceram-me uma por 50 dólares numa rua de Porto Príncipe, a cinco horas de distância da minha casa em Nova York. Dezenas de milhares são traficadas da América Central e do México para localidades mais ao norte. Nos Estados Unidos, a maior parte dos escravos é mexicana ou foi traficada através do México.</p>
<p>Ironicamente, o Brasil, um dos últimos países a abolir formalmente a escravidão, é hoje um dos mais proativos no combate ao tráfico. Equipes móveis de inspeção do Ministério brasileiro do Trabalho resgatam cerca de 5 mil escravos por ano. Mas infelizmente eles não recebem aconselhamento ou proteção adequados, e dá para contar nos dedos de uma mão quantos criminosos foram condenados. Ou seja, quase a metade dos escravos resgatados volta ao regime escravo. Ainda há muito a ser feito na região.</p>
<p><em>Qual o papel do Estado em países onde existe escravidão?</em></p>
<p>A escravidão existe onde os Estados são fracos ou corruptos, mas ela também pode ser usada por regimes autoritários como forma de controlar a população. Por exemplo, no Sudão, onde o governo do norte armou e encorajou as milícias a escravizar durante uma guerra civil de 22 anos. Ou em Mianmar, onde o governo impõe o regime de corvéia à população rural.</p>
<p><em>É sabido que, em certos países, é possível libertar um escravo pagando por ele. Algumas organizações fazem isso. Você considera este um caminho válido?</em></p>
<p>Certamente não. Por mais que comprar a liberdade de um escravo faça o comprador se sentir bem, essa prática, na melhor das hipóteses, dá margem à corrupção. Na pior delas, incentiva o comércio com a miséria humana.<br />
<em><br />
Quanto custa um escravo hoje?</em></p>
<p>Escravos hoje são mais baratos do que nunca. Presenciei negociações de venda em quatro continentes e recebi ofertas de 45 dólares na África do Sul até cerca de 2 mil dólares (na verdade, tratava-se da troca por um carro usado) na Romênia. Com mais de 1,1 bilhão de pessoas subsistindo com menos de um dólar por dia, a oferta de potenciais escravos é praticamente ilimitada.</p>
<p><em>Quais são as consequências tardias da escravidão nas sociedades em que ela existiu, como nos EUA e na América Latina?</em></p>
<p>Países que falham em lembrar que a escravidão é um compromisso vivo estão condenados a viver em insegurança e desigualdade, e em meio a atividades criminosas. Mas aqueles que se encarregarem da difícil tarefa de eliminar a escravidão serão recompensados com sociedades mais prósperas e pacíficas. O que me lembra as palavras de Maya Angelou: &#8220;<strong><em>A história, por mais dolorosa, não pode ser &#8216;desvivida&#8217;. Mas, se enfrentada com coragem, não precisa ser revivida</em></strong>&#8220;.</p>
<p>Autor: Pablo Kummetz</p>
<p>Revisão: <a href="http://www.dw-world.de/dw/article/0,,4589344,00.html?maca=bra-rss-br-all-1030-rdf" target="_blank">Roselaine Wandscheer</a></p>
<p><em>Imagem: <a href="http://www.flickr.com/photos/quettabalochistan/2986608888/" target="_blank">Fonte</a>.</em></p>
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		<title>A Burca - Rodrigo Constantino</title>
		<link>http://www.mondopost.com.br/2009/06/27/a-burca-rodrigo-constantino/</link>
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		<pubDate>Sat, 27 Jun 2009 22:29:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Enrique Villalobos</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Artigos / Opinião]]></category>

		<category><![CDATA[Europa]]></category>

		<category><![CDATA[burca]]></category>

		<category><![CDATA[França]]></category>

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		<category><![CDATA[Sarkozy]]></category>

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&#8220;Egoísmo não é viver como quiser; é pedir aos outros que vivam como alguém quiser que vivam.&#8221; (Oscar Wilde)
Em recente discurso, Sarkozy disse que o uso da burca &#8220;reduz a mulher à servidão e ameaça a sua dignidade&#8221;. Segundo ele, a burca &#8220;não é um sinal de religião, mas de subserviência&#8221; e não é &#8220;bem-vinda&#8221; [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.mondopost.com.br/wp-content/uploads/2009/06/islam-france.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-1078" title="islam-france" src="http://www.mondopost.com.br/wp-content/uploads/2009/06/islam-france.jpg" alt="islam-france" width="540" height="195" /></a></p>
<p>&#8220;<em>Egoísmo não é viver como quiser; é pedir aos outros que vivam como alguém quiser que vivam.</em>&#8221; (Oscar Wilde)</p>
<p>Em recente discurso, Sarkozy disse que o uso da burca &#8220;reduz a mulher à servidão e ameaça a sua dignidade&#8221;. Segundo ele, a burca &#8220;não é um sinal de religião, mas de subserviência&#8221; e não é &#8220;bem-vinda&#8221; na França. O líder francês ainda demonstrou apoio à criação de uma comissão parlamentar para analisar a proibição do uso da burca em lugares públicos no país. &#8220;Não podemos aceitar que tenhamos em nosso país mulheres presas atrás de redes, eliminadas da vida social, desprovidas de identidade&#8221;, afirmou.</p>
<p>Eu concordo com Sarkozy no que diz respeito ao significado da burca: ela representa, de fato, uma cultura em que as mulheres são submissas. Não deixa de ser espantoso ver a quantidade de “relativistas culturais” que tentam amenizar as atrocidades ainda praticadas nos principais países islâmicos – onde o uso da burca não é nada grave comparado ao resto, em nome da “diversidade”. Já passou da hora de julgarmos de forma mais objetiva o que se passa nesses países, ainda muito atrasados em relação às principais conquistas da liberdade individual. Além disso, entendo a preocupação de Sarkozy com o crescimento da população islâmica na Europa em geral e na França em particular. Num modelo democrático, onde a liberdade pode ser solapada pela tirania da maioria, esse crescimento é sem dúvida um risco.</p>
<p>Não obstante, parece absurdo reagir a este perigo justamente atacando as liberdades individuais. E quando o governo resolve regular até mesmo as vestimentas das mulheres, isso significa que a intervenção estatal está num grau assustador. O governo não tem o direito de se meter nas escolhas pessoais sobre roupa. Não é crime usar a burca, não agride a liberdade de ninguém. Cada indivíduo é livre para escolher o que vestir. Hoje, o inimigo é a burca, mas nada garante que amanhã não seja o quipá dos judeus, o hábito das freiras ou uma camisa do Mises Institute condenando a opressão estatal. Sem um critério objetivo e isonômico, ficamos ao sabor das arbitrariedades momentâneas da maioria. Isso não é liberdade, mas ditadura da maioria.</p>
<p>Em For a New Liberty, o libertário Rothbard defende os direitos naturais de todos os indivíduos, mostrando que não há crime onde não há agressão a estes direitos. Que crime uma mulher está cometendo apenas ao usar uma burca? No livro, Rothbard ataca a visão utilitarista de que a “sociedade” tem direito de decidir algo com base no critério de benefício para o maior número de pessoas. Ele ilustra o absurdo disso através de um exemplo com redheads, supondo que esta minoria fosse vista como agentes do demônio por uma maioria. O extermínio desses redheads talvez trouxesse um benefício “social”, já que eles representam um grupo estatisticamente insignificante, e são detestados pela grande maioria. No entanto, seria claramente injusto eliminá-los com base neste critério utilitarista. Afinal, eles não cometeram crime algum, não agrediram a liberdade alheia. Somente os libertários calcados nos direitos naturais apresentam um critério universal de proteção a estas minorias.</p>
<p>Esses valores de liberdade individual encontraram maior eco justamente nos países ocidentais, após o Iluminismo. Seria uma infelicidade acabar com estes valores em nome da luta contra o atraso cultural islâmico. Os professores Ian Buruma e Avishai Margalit escreveram um livro no qual cunharam o termo “ocidentalismo”, explicado como o retrato desumano do Ocidente pintado por seus inimigos. Nele, os autores tentam explicar os motivos do ódio que leva alguns grupos a declarar guerra ao estilo de vida ocidental e tudo que ele representa. No livro, os autores defendem a idéia de que o combate a este “ocidentalismo”, que prega a destruição dos valores seculares ocidentais, não está no uso do mesmo veneno dos inimigos da sociedade aberta, mas sim nos próprios valores que fizeram do Ocidente uma civilização mais rica e livre. Eles dizem: “Não podemos permitir o fechamento de nossas sociedades como uma forma de defesa contra aquelas que se fecharam; do contrário, seríamos todos ocidentalistas e não haveria nada mais a defender”.</p>
<p>Os países ocidentais precisam defender seus valores liberais, dando o exemplo e contribuindo assim para o avanço nos países islâmicos. Não é proibindo as mulheres de usar burca que a França irá preservar seus valores. Não é atacando a liberdade individual que vamos preservar a liberdade. As muçulmanas devem abandonar suas burcas se assim desejarem. Não cabe ao governo impor isso a elas.</p>
<p>Por <a href="http://rodrigoconstantino.blogspot.com/2009/06/burca.html" target="_blank">Rodrigo Constantino</a>.</p>
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		<title>Cúpula traz esperança de reaproximação entre Rússia e UE</title>
		<link>http://www.mondopost.com.br/2009/05/23/cupula-traz-esperanca-de-reaproximacao-entre-russia-e-ue/</link>
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		<pubDate>Sat, 23 May 2009 19:03:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel Marquine</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Europa]]></category>

		<category><![CDATA[Política Internacional]]></category>

		<category><![CDATA[Rússia]]></category>

		<category><![CDATA[União Européia]]></category>

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Embora sem esclarecer a questão do fornecimento energético, conferência entre os dois blocos serviu para confirmar posições. Locação remota, a 8 mil quilômetros de Bruxelas, foi intencional.
&#8220;Este encontro fortaleceu a confiança mútua, isso é importante&#8221;, declarou o presidente tcheco, Václav Klaus, ao fim da cúpula entre a União Europeia (UE) e a Rússia nesta sexta-feira [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone" src="http://www.mondopost.com.br/wp-content/uploads/2009/05/ue-russia.jpg" alt="" width="540" height="195" /></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 5.95pt 0cm;">Embora sem esclarecer a questão do fornecimento energético, conferência entre os dois blocos serviu para confirmar posições. Locação remota, a 8 mil quilômetros de Bruxelas, foi intencional.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 5.95pt 0cm;">&#8220;Este encontro fortaleceu a confiança mútua, isso é importante&#8221;, declarou o presidente tcheco, Václav Klaus, ao fim da cúpula entre a União Europeia (UE) e a Rússia nesta sexta-feira (22/05) em Khabarovsk, próximo à fronteira russa com a China. A República Tcheca ocupa atualmente a presidência semestral da UE.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 5.95pt 0cm;">O presidente russo, Dimitri Medvedev, também mostrou-se satisfeito com a conferência de dois dias. &#8220;Não há dúvida quanto ao caráter estratégico das relações entre a Rússia e a UE&#8221;, declarou.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 5.95pt 0cm;">Essas relações tem estado abaladas, em especial devido ao conflito russo-ucraniano acerca do fornecimento de gás natural para a União Europeia e pela disputa em torno das províncias da Abkházia e da Ossétia do Sul, que almejam a separação da Geórgia.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 5.95pt 0cm;"><strong>&#8220;Garantias, para quê?&#8221;</strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 5.95pt 0cm;">Medvedev se expressou mais uma vez a favor de uma nova Carta da Energia. Ele espera que a liderança europeia continue debatendo as ideias russas de uma nova base legal para o comércio do gás e do petróleo, declarou durante uma entrevista coletiva à imprensa transmitida ao vivo pela televisão estatal russa.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 5.95pt 0cm;">Por sua vez, o presidente da Comissão Europeia, José Manuel Barroso, exigiu que Moscou e Kiev façam todo o possível para que não se repita o bloqueio no abastecimento de gás ocorrido no início do ano. Medvedev respondeu: &#8220;A Rússia não deu e não dará garantia nenhuma nesse sentido. Para quê?&#8221;</p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 5.95pt 0cm;">Devido às desavenças russo-ucranianas, diversos países europeus tiveram cortado o fornecimento de gás proveniente da Rússia. Desde então, a UE almeja obter maior independência em relação a essa fonte energética.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 5.95pt 0cm;">Antes mesmo do encontro em Khabarovsk, Moscou se mostrara inflexível em relação à Carta de Energia proposta pela UE. Do ponto de vista europeu, ela constituiu uma parte essencial do acordo de parceria com a Rússia, que está sendo negociado atualmente.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 5.95pt 0cm;">Entretanto, os russos deixaram claro que uma liberalização total do setor energético nos moldes europeus está fora de questão. A produção e o transporte de petróleo e gás deverão permanecer forçosamente sob controle estatal na Rússia.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 5.95pt 0cm;"><strong>Distâncias eloquentes</strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 5.95pt 0cm;">Durante a cúpula, Moscou pleiteou ainda uma rápida filiação à Organização Mundial de Comércio (OMC). Devido a várias divergências, seu ingresso na OMC vem sendo adiado há anos.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 5.95pt 0cm;">Já no primeiro dia do encontro, os russos apelaram para que sejam facilitadas as viagens entre os dois territórios. A principal reivindicação russa é a dispensa a longo prazo do visto de entrada na UE. A questão vem sendo debatida há um bom tempo entre ambas as partes.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 5.95pt 0cm;">Medvedev convidou intencionalmente os representantes europeus ao extremo leste de seu país, situada a sete fusos horários de Moscou e a 8 mil quilômetros da sede da UE em Bruxelas. Sua intenção era demonstrar quão grandes são as distâncias através das quais as matérias-primas precisam ser transportadas.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 5.95pt 0cm;">AV/dpa/reuters<br />
Revisão: Rodrigo Abdelmalack</p>
<p>Fonte: <a href="http://www.dw-world.de/dw/article/0,,4272783,00.html">DW-World</a></p>
<img src="http://www.mondopost.com.br/?ak_action=api_record_view&id=642&type=feed" alt="" />]]></content:encoded>
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		<title>Há 20 anos, morria a última vítima do Muro de Berlim</title>
		<link>http://www.mondopost.com.br/2009/05/11/ha-20-anos-morria-a-ultima-vitima-do-muro-de-berlim/</link>
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		<pubDate>Mon, 11 May 2009 17:56:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel Marquine</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Europa]]></category>

		<category><![CDATA[alemanha]]></category>

		<category><![CDATA[Berlim]]></category>

		<category><![CDATA[Muro]]></category>

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Em 2009, comemoram-se os 20 anos da queda do muro que separava a antiga Alemanha Ocidental da Oriental. Até seis meses antes de ele cair, em novembro de 1989, ainda valia o comando de atirar naqueles cidadãos da antiga Alemanha Oriental que tentassem fugir para o Ocidente.
Segundo os pesquisadores do Centro de Pesquisa de História Contemporânea, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://farm4.static.flickr.com/3564/3522174135_9e715675c4.jpg?v=0" alt="" /></p>
<p>Em 2009, comemoram-se os 20 anos da queda do muro que separava a antiga Alemanha Ocidental da Oriental. Até seis meses antes de ele cair, em novembro de 1989, ainda valia o comando de atirar naqueles cidadãos da antiga Alemanha Oriental que tentassem fugir para o Ocidente.</p>
<p>Segundo os pesquisadores do Centro de Pesquisa de História Contemporânea, em Potsdam, 134 pessoas morreram – entre fugitivos, soldados e acidentados – junto ao Muro de Berlim. Dessas, 99 foram assassinadas ao tentar atravessá-lo.</p>
<p>A última dessas vítimas foi o alemão-oriental, então com 20 anos, Chris Gueffroy, que ousou tentar a fuga em fevereiro de 1989. Foi um erro fatal que o levou a correr esse risco: um soldado conhecido de Gueffoy lhe dissera que a ordem de atirar havia sido suspensa.</p>
<p><strong>Antiga RDA tentou esconder o caso</strong></p>
<p>Com a iminência do serviço militar obrigatório, Gueffroy decidiu tentar a fuga, juntamente com um amigo. Na noite de 5 de fevereiro de 1989, os dois se esconderam num pequeno loteamento de jardins arrendados pelo governo, diretamente junto à fronteira. Equipados somente com uma pequena escada, eles tentaram escalar o muro, mas o alarme disparou. Testemunhas do Ocidente relataram, mais tarde, que escutaram pelo menos dez tiros e viram um homem sendo transportado.</p>
<p>Chris Gueffroy morreu em poucos minutos; seu amigo ficou seriamente ferido e foi levado à prisão. As autoridades da antiga Alemanha Oriental tentaram esconder a morte de Gueffroy. Somente dois dias mais tarde, sua família foi informada da morte.</p>
<p>Em um comunicado vago, o Ministério de Segurança do Estado (Stasi) informou à família que o rapaz teria morrido ao invadir a zona militar interditada. No entanto, a família de Gueffroy, que vivia nas cercanias do Muro de Berlim, escutara os tiros durante a noite.</p>
<p><strong>Mídia ocidental esteve no enterro</strong></p>
<p>Duas semanas mais tarde, os familiares publicaram no diário <em>Berliner Zeitung </em>um anúncio de morte que se referia a um &#8220;caso acidental&#8221;, seguindo a terminologia ditada pelo regime.</p>
<p>Muitos jornalistas ocidentais estiveram presentes no enterro de Gueffroy. A antiga emissora RIAS, rádio do setor americano de Berlim Ocidental, noticiou na mesma noite que, além das informações no jargão oficial, nada fora comentado sobre a causa da morte de Gueffroy.</p>
<p>A RIAS informou também que agentes do serviço secreto se espalharam pelo cemitério. Muitos deles também teriam participado da cerimônia fúnebre na capela.</p>
<p><strong>Questão de justiça</strong></p>
<p>Chris Gueffroy foi o último morto no Muro de Berlim. Meio ano mais tarde, a ex-RDA desmoronava. No começo dos anos de 1990, o soldado que atirou em Gueffroy foi condenado a três anos e meio de prisão. Em 1997, o último politburo da antiga Alemanha Oriental teve que responder pela ordem de atirar. Egon Krenz, chefe de Estado da antiga RDA, foi condenado a seis anos e meio de detenção.</p>
<p>Karin Gueffroy, mãe do jovem assassinado, assistiu ao julgamento. Sobre a sentença, Gueffroy comentou: &#8220;Não falem em compensação. Nenhum sobrevivente pode tê-la. Mas isso faz parte daquilo que sempre queríamos ter: justiça. Aquilo que sempre nos foi negado&#8221;.</p>
<p>Transeuntes e ciclistas passeiam hoje no local onde Chris Gueffroy tentou atravessar o Muro. A faixa ao longo do Muro de Berlim foi transformada em um parque. Em junho de 2003, no dia em que Chris Gueffroy completaria 35 anos, o Senado de Berlim inaugurou um memorial em sua homenagem.</p>
<p>Via <a href="http://www.dw-world.de/dw/article/0,,4004269,00.html">DW-WORLD.DE</a>.</p>
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		<title>Jogos de guerra da Otan dificultam relações EUA-Rússia</title>
		<link>http://www.mondopost.com.br/2009/05/10/jogos-de-guerra-da-otan-dificultam-relacoes-eua-russia/</link>
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		<pubDate>Sun, 10 May 2009 18:41:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel Marquine</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[América do Norte]]></category>

		<category><![CDATA[Europa]]></category>

		<category><![CDATA[Militarismo]]></category>

		<category><![CDATA[EUA]]></category>

		<category><![CDATA[Otan]]></category>

		<category><![CDATA[Rússia]]></category>

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O primeiro-ministro russo Vladimir Putin avisou em entrevista divulgada no domingo que os exercícios militares da Otan na Geórgia não ajudam os esforços para reconstruir as relações de Moscou com os Estados Unidos.
Falando em entrevista à mídia japonesa antes de uma viagem a Tóquio, Putin disse que os jogos de guerra da Otan são um [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://farm4.static.flickr.com/3392/3519503764_176c2198d6.jpg?v=0" alt="" /></p>
<p>O primeiro-ministro russo Vladimir Putin avisou em entrevista divulgada no domingo que os exercícios militares da <a href="http://www.nato.int/">Otan</a> na Geórgia não ajudam os esforços para reconstruir as relações de Moscou com os Estados Unidos.</p>
<p>Falando em entrevista à mídia japonesa antes de uma viagem a Tóquio, Putin disse que os jogos de guerra da Otan são um sinal de apoio às autoridades da Geórgia, que na semana passada entraram em choque com manifestantes que exigiam a renúncia do presidente Mikheil Saakashvili.</p>
<p>Indagado sobre os esforços de Washington para mudar o tom das relações com Moscou, Putin falou: &#8220;Quanto aos exercícios militares da Otan na Geórgia, é claro que constituem um sinal na direção contrária.&#8221;</p>
<p>&#8220;Esperamos realmente que hoje os líderes dos Estados Unidos acionem o pedal de modo correto, para frear as tendências negativas em&#8230; nossas relações e tomar as medidas necessárias para assegurar que realmente ganhem conteúdo novo.&#8221;</p>
<p>A Rússia diz que os jogos de guerra constituem um perigoso flexionar de músculos da aliança militar ocidental e que estão elevando as tensões no Cáucaso, nove meses depois de a Rússia ter repelido uma tentativa de Saakashvili de retomar a região rebelde pró-Moscou da Ossétia do Sul.</p>
<p>Depois da guerra na Geórgia e do subsequente reconhecimento por Moscou da independência da Ossétia do Sul e de outra região rebelde, a Abkházia, as relações da Rússia com os EUA chegaram ao pior ponto desde a Guerra Fria.</p>
<p>O presidente norte-americano, Barack Obama, e seu colega russo, Dmitri Medvedev, vêm dizendo que querem reconstruir as relações entre seus dois países, mas a Geórgia &#8211;por onde passa o petróleo e gás do Mar Cáspio a caminho da Europa&#8211; continua a ser um ponto de discórdia.</p>
<p>Moscou diz que os jogos de guerra da Otan transmitem a mensagem errada a Saakashvili, que vem enfrentando semanas de protestos da oposição em seu país, exigindo sua renúncia por ter errado ao entrar em guerra com a Rússia e ter sufocado as liberdades democráticas.</p>
<p>Saakashvili, que é repudiado por Moscou, se recusa a renunciar, apesar de ter enfrentado um motim numa base militar georgiana na véspera dos exercícios da Otan, que começaram em 6 de maio.</p>
<p>&#8220;Contra tudo isso, eles decidem realizar exercícios militares. Isso não pode ser visto como nada senão apoio ao regime governante&#8221;, disse Putin, segundo transcrição da entrevista fornecida pelo governo russo.</p>
<p>&#8220;Mesmo que se faça a abordagem tradicional aos problemas democráticos seguida por nossos parceiros ocidentais &#8211;os Estados Unidos e a Europa ocidental&#8211;, esses padrões não estão sendo seguidos na Geórgia hoje&#8221;, disse Putin.</p>
<p>&#8220;Então por que realizar ali exercícios militares que assinalam tão claramente o apoio ao regime governante? Consideramos isso um movimento na direção contrária.&#8221;</p>
<p>A Otan diz que a Rússia foi plenamente informada dos jogos de guerra com antecedência e tinha sido convidada a participar.</p>
<p>Autor: Guy Faulconbridge</p>
<p>Via <a href="http://br.reuters.com/article/worldNews/idBRSPE54902820090510?pageNumber=2&amp;virtualBrandChannel=0">Reuters</a>.</p>
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		<title>8 de maio de 1945: Capitulação da Alemanha</title>
		<link>http://www.mondopost.com.br/2009/05/08/8-de-maio-de-1945-capitulacao-da-alemanha/</link>
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		<pubDate>Fri, 08 May 2009 22:42:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Enrique Villalobos</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Artigos / Opinião]]></category>

		<category><![CDATA[Conflitos Armados]]></category>

		<category><![CDATA[Europa]]></category>

		<category><![CDATA[Militarismo]]></category>

		<category><![CDATA[nazismo]]></category>

		<category><![CDATA[segunda guerra mundial]]></category>

		<category><![CDATA[terceiro reich]]></category>

		<category><![CDATA[ww2]]></category>

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		<description><![CDATA[
Em 8 de maio de 1945, o Alto Comando da Wehrmacht assina em Berlim a capitulação incondicional do Terceiro Reich ante as forças aliadas. Era o final da Segunda Guerra Mundial na Europa, cinco anos e meio após seu início.
&#8220;Nós, abaixo-assinados, que negociamos em nome do Alto Comando alemão, declaramos a capitulação incondicional ante o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.mondopost.com.br/wp-content/uploads/2009/05/nazis.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-492" title="nazis" src="http://www.mondopost.com.br/wp-content/uploads/2009/05/nazis.jpg" alt="nazis" width="540" height="195" /></a></p>
<p>Em <strong>8 de maio de 1945</strong>, o Alto Comando da Wehrmacht assina em Berlim a capitulação incondicional do <strong>Terceiro Reich</strong> ante as forças aliadas. Era o final da Segunda Guerra Mundial na Europa, cinco anos e meio após seu início.</p>
<p>&#8220;<em>Nós, abaixo-assinados, que negociamos em nome do Alto Comando alemão, declaramos a capitulação incondicional ante o Alto Comando do Exército Vermelho e ao mesmo tempo ante o Alto Comando das forças expedicionárias aliadas de todas as nossas Forças Armadas na terra, na água e no ar, assim como de todas as demais que no momento estão sob ordens alemãs. Assinado em 8 de maio de 1945 em Berlim. Em nome do Alto Comando alemão: Keitel, Friedeburg, Stumpf&#8230;</em>&#8221;</p>
<p>O que o locutor da Rádio do Reich anunciava em poucas palavras na manhã de 9 de maio de 1945 era o final da Segunda Guerra Mundial na Europa. <strong>Todos os sobreviventes respiraram aliviados</strong>. Mas aquilo que a maioria – também dos alemães – sentiu como libertação, significava para outros vergonha e afronta, ou até mesmo a própria catástrofe.</p>
<p>Mas não teria a catástrofe, de fato, começado já em 30 de janeiro de 1933, com a chegada de Adolf Hitler ao poder? Teria sido realmente possível evitá-la, após os sucessos de política externa do Führer até o outono europeu de 1938?</p>
<p><strong>Início bem-sucedido</strong></p>
<p>As vitórias-relâmpago sobre a Polônia, a França e a Noruega haviam cegado os alemães e, acima de qualquer coisa, a própria liderança nazista. O ataque à União Soviética, em 22 de junho de 1941, resultava desse delírio provocado pelas fáceis conquistas militares.</p>
<p>&#8220;<em>Do quartel-general do Führer, o Alto Comando informa: em defesa contra o ameaçador perigo do leste, a Wehrmacht (Forças Armadas) atacou, às 3 horas da manhã de 22 de junho, a violenta marcha das tropas inimigas. Uma esquadrilha da <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Luftwaffe" target="_blank">Luftwaffe</a> bombardeou o inimigo soviético ainda ao alvorecer</em>.&#8221;</p>
<p>Os esmagadores sucessos iniciais da <strong>Operação Barba-Roxa</strong>, nome secreto do assalto alemão à União Soviética, também pareciam levar o Reich a mais um triunfo militar. Em 3 de outubro de 1942, ao inaugurar a obra assistencial de inverno, <strong>Hitler zombou das reações da imprensa estrangeira</strong>:</p>
<p>&#8220;<em>Se nós avançamos mil quilômetros, não se pode chamar isso exatamente de fracasso (&#8230;). Por exemplo, nos últimos meses – e é em apenas alguns meses que se pode sensatamente promover uma guerra neste país – nós avançamos até o Rio Don, o descemos e chegamos finalmente ao Volga. Cercamos Stalingrado e vamos tomá-la – no que os senhores podem confiar</em>.&#8221;</p>
<p><strong>A virada</strong></p>
<p>Era a primeira vez que Hitler mencionava publicamente o nome da cidade que viria, quatro meses mais tarde, mudar o destino da guerra. Se na ocasião muitos generais acreditavam no sucesso militar da ofensiva, no momento da capitulação do Sexto Exército em Stalingrado restavam poucos otimistas ainda cegamente convictos de um fim vitorioso para a Alemanha de Hitler.</p>
<p>A derrota das tropas alemãs na África do Norte, no mesmo ano, e o desembarque dos Aliados na Normandia, em junho de 1944, reverteram o destino militar do Exército alemão.</p>
<p><strong>Último boletim</strong></p>
<p>Um dia após a capitulação incondicional, a emissora de rádio do Reich da cidade de Flensburg, onde residia o grande almirante Dönitz, que após o suicídio de Hitler exerceu interinamente o posto de chanceler do Reich até 23 de maio, levou ao ar o último boletim da Wehrmacht, elogiando a heróica resistência dos últimos batalhões na foz do Rio Vístula:</p>
<p>&#8220;<em>Vinte horas e três minutos. No ar, a emissora do Reich de Flensburg e sua rede de afiliadas. Hoje, transmitimos o último boletim da Wehrmacht sobre esta guerra. Do quartel-general do grande almirante, em 9 de maio de 1945, o Alto Comando informa que&#8230;</em>&#8221;</p>
<p>O que todos os boletins oficiais das Forças Armadas sempre haviam omitido, passou gradualmente a ficar claro a partir de 8 de maio de 1945. <strong>Além dos monstruosos danos materiais e da destruição irreparável de obras de arte, a Grande Guerra consumira não menos que 55 milhões de vidas humanas</strong>.</p>
<p><a href="http://www.dw-world.de/dw/article/0,,514943,00.html?maca=bra-rss-br-all-1030-rdf" target="_blank">Norbert Ahrens</a></p>
<p><em>Imagem: <a href="http://www.flickr.com/photos/carlsoldphotos/2172048769/" target="_blank">Fonte</a>.</em></p>
<img src="http://www.mondopost.com.br/?ak_action=api_record_view&id=490&type=feed" alt="" />]]></content:encoded>
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		<title>Tom entre Israel e Europa tornou-se mais ríspido</title>
		<link>http://www.mondopost.com.br/2009/05/08/tom-entre-israel-e-europa-tornou-se-mais-rispido/</link>
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		<pubDate>Fri, 08 May 2009 22:09:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Enrique Villalobos</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Artigos / Opinião]]></category>

		<category><![CDATA[Europa]]></category>

		<category><![CDATA[Israel e Palestina]]></category>

		<category><![CDATA[Política Internacional]]></category>

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		<category><![CDATA[Lieberman]]></category>

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		<description><![CDATA[
Ministro israelense é recebido com frieza em sua primeira viagem diplomática à Europa. Se Israel não quer solução justa para o Oriente Médio, Europa deveria repensar estreita cooperação com Israel, opina Bettina Marx.
Seria certamente exagerado falar em um congelamento das relações entre Israel e a Europa. No entanto, elas esfriaram sensivelmente desde a composição do [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.mondopost.com.br/wp-content/uploads/2009/05/israel-troops.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-482" title="israel-troops" src="http://www.mondopost.com.br/wp-content/uploads/2009/05/israel-troops.jpg" alt="israel-troops" width="540" height="195" /></a></p>
<p><strong>Ministro israelense é recebido com frieza em sua primeira viagem diplomática à Europa. Se Israel não quer solução justa para o Oriente Médio, Europa deveria repensar estreita cooperação com Israel, <span style="color: #0000ff;">opina Bettina Marx</span>.</strong></p>
<p>Seria certamente exagerado falar em um congelamento das <strong>relações entre Israel e a Europa</strong>. No entanto, elas esfriaram sensivelmente desde a composição do segundo governo de <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Benjamin_Netanyahu" target="_blank">Benjamin Netanyahu</a>. Isso ficou claro durante a primeira viagem do novo ministro israelense das Relações Exteriores, <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Avigdor_Lieberman" target="_blank">Avigdor Lieberman</a>, por capitais europeias.</p>
<p>Pois, apesar de ter escolhido para sua viagem de apresentação justamente os países mais próximos de Israel e que não são conhecidos por uma crítica ferrenha à política de Jerusalém, Lieberman foi recebido com reserva em quase todos os lugares por onde passou. Só houve certa cordialidade em Roma, onde foi recebido pelo chefe de governo, <strong>Silvio Berlusconi</strong>, e onde o populista de direita Gianfranco Fini, presidente do Parlamento, encontrou em Lieberman um correligionário.</p>
<p><strong>Em Paris e em Berlim</strong>, em contrapartida, <strong>Lieberman foi recebido com especial frieza</strong>, quase de forma recatada. Nenhum encontro com o presidente <strong>Nicolas Sarkozy</strong> às margens do Sena, nem fotografias ou coletivas de imprensa com o ministro alemão do Exterior, Frank-Walter Steinmeier, às margens do Spree.</p>
<p>Em vez disso, houve palavras de advertência ao governo israelense. Espera-se que Israel continue apoiando a solução de dois Estados, explicaram Steinmeier e seu colega de pasta francês, Bernard Kouchner, em uníssono.<strong> O tom entre Israel e a Europa se tornou mais ríspido</strong>.</p>
<p>Mas não só desde a constituição do governo em Jerusalém. Mesmo antes já se podia sentir em Bruxelas uma crescente irritação com a política de Israel. No dia após o fim da guerra em Gaza, em janeiro, diversos chefes de Estado e de governo europeus – entre eles, a chanceler federal alemã, <strong>Angela Merkel</strong> – fizeram uma visita de cortesia a Israel.</p>
<p>Poucos dias depois em Bruxelas, durante o encontro de ministros do Exterior do qual participou a ministra israelense Tzipi Livni, houve sérias diferenças de opinião. Pela primeira vez, exigiu-se que Israel repense sua política de bloqueio com relação aos palestinos na Faixa de Gaza.</p>
<p>Por muito tempo, o governo de Ehud Olmert e Tzipi Livni iludiu a opinião pública internacional com suas infrutíferas negociações com representantes da Autoridade Palestina. Sob o pretexto de conduzir um difícil processo de negociação com as chamadas forças &#8220;moderadas&#8221; em Ramallah, Israel aproveitou para avançar com sua política de ocupação na Cisjordânia e com a judaização de Jerusalém Oriental.</p>
<p><strong>O novo governo de direita em Israel abre mão deste pretexto e anuncia abertamente que não aspira a uma solução de dois Estados</strong> e que, quando muito, fará concessões econômicas aos palestinos na Cisjordânia. Enquanto isso, já começou a construir novas colônias. E o prefeito nacionalista de Jerusalém, Nir Barkat, diariamente manda destruir casas de palestinos em Jerusalém Oriental para construir parques e moradias baratas para a população judaica.</p>
<p>A política europeia não pode continuar de olhos fechados a isso. A Europa tem que perceber em que direção o novo governo israelense está levando o país e agir de forma adequada. Se Israel não quer uma solução justa para o conflito no Oriente Médio, então a política europeia deveria repensar sua estreita cooperação com Israel e questionar as relações do país com a UE.</p>
<p>Autora: <a href="http://www.dw-world.de/dw/article/0,,4237666,00.html?maca=bra-rss-br-all-1030-rdf" target="_blank"><strong>Bettina Marx</strong></a><br />
Revisão: Roselaine Wandscheer</p>
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		<title>Reino Unido queria usar presos de Guantánamo em espionagem</title>
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		<pubDate>Wed, 06 May 2009 18:44:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel Marquine</dc:creator>
		
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A espionagem britânica tentou recrutar em segredo vários reclusos de Guantánamo e outros centros de detenção utilizados na guerra antiterrorista pelos Estados Unidos, informa nesta quarta-feira, 6, o diário The Independent. 
O MI5 (Serviço Secreto de Interior britânico) prometia aos que aceitassem a oferta de trabalhar a seu lado proteção dos guardas americanos e garantiria seu retorno ao Reino [...]]]></description>
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<div>
<p>A espionagem britânica tentou recrutar em segredo vários reclusos de Guantánamo e outros centros de detenção utilizados na guerra antiterrorista pelos Estados Unidos, informa nesta quarta-feira, 6, o diário <a href="http://www.independent.co.uk/">The Independent</a>. </p>
<p>O <a href="http://www.mi5.gov.uk/">MI5</a> (Serviço Secreto de Interior britânico) prometia aos que aceitassem a oferta de trabalhar a seu lado proteção dos guardas americanos e garantiria seu retorno ao Reino Unido, segundo uma denúncia apresentada por danos morais pelos próprios reclusos no Alto Tribunal de Londres.</p>
<p>Richard Belmar, um dos procurados pelo <a href="http://www.mi5.gov.uk/">MI5</a>, disse que lhe ofereceram um bom salário caso aceitasse trabalhar como agente secreto. Já Bisher al-Rauhi, outro dos detidos em Guantánamo, afirmou que lhe prometeram colocá-lo em liberdade &#8220;em questão de meses&#8221; caso aceitasse a oferta. Outros três detidos foram ameaçados com medidas de reclusão muito mais duras se não cooperassem, informa o diário britânico.</p>
<p>No entanto, segundo um antigo espião, o <a href="http://www.mi5.gov.uk/">MI5</a> descumpriu as promessas que fizeram aos detidos. Segundo essa fonte, os agentes do <a href="http://www.mi5.gov.uk/">MI5</a> agiram sob as ordens de seus superiores, que no último momento desistiram de cumprir suas promessas.</p>
<p>A espionagem britânica realizou essa operação clandestina de recrutamento ao mesmo tempo em que o governo afirmava que os detidos em Guantánamo representavam uma grave ameaça para a segurança mundial.Segundo o porta-voz de Relações Exteriores do opositor Partido Liberal-Democrata, Edward Davey, &#8220;tudo isso demonstra a cumplicidade do <a href="http://www.mi5.gov.uk/">MI5</a>&#8221; no escândalo do sequestro e detenção ilegal dos suspeitos de terrorismo em Guantánamo.</p>
<p>Sete pessoas detidas ilegalmente em Guantánamo, no Afeganistão e no Paquistão entraram com um processo de danos morais contra os ministérios britânicos do Interior e de Relações Exteriores, e contra os serviços de espionagem <a href="http://www.mi5.gov.uk/">MI5</a> e <a href="http://www.mi6.gov.uk">MI6</a> (Serviço Secreto no Exterior).</div>
<p>Via <a href="http://www.estadao.com.br/noticias/internacional,reino-unido-tentou-usar-presos-em-guantanamo-para-espionar,366208,0.htm">Estadão</a>.</p>
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