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	<title>MondoPost &#187; Conflitos Armados</title>
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	<description>Relações Internacionais de verdade!</description>
	<pubDate>Sat, 10 Oct 2009 20:52:23 +0000</pubDate>
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		<title>A voz silenciada</title>
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		<pubDate>Thu, 23 Jul 2009 17:49:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mário Machado</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Artigos / Opinião]]></category>

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Há ocorrências na vida real que fazem a ficção parecer pouco imaginativa. O assassinato da bela jovem iraniana Neda, foi divulgado viralmente por toda internet, a mistura de horror e curiosidade mórbida ajudou a divulgar o chocante vídeo. Para a maioria das pessoas é muito raro assistir o exato momento em que a vida cessa, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-full wp-image-1271" title="neda-kreuz" src="http://www.mondopost.com.br/wp-content/uploads/2009/07/neda-kreuz.jpg" alt="neda-kreuz" width="540" height="195" /></p>
<p>Há ocorrências na vida real que fazem a ficção parecer pouco imaginativa. O assassinato da bela jovem iraniana Neda, foi divulgado viralmente por toda internet, a mistura de horror e curiosidade mórbida ajudou a divulgar o chocante <a href="http://www.youtube.com/watch?v=bbdEf0QRsLM" target="_blank">vídeo</a>. Para a maioria das pessoas é muito raro assistir o exato momento em que a vida cessa, ainda mais daquela forma tão efêmera, tão à toa, e com todos aqueles celulares morbidamente filmando (cá entre nós, eu não conseguiria continuar filmando).</p>
<p>Além de sua juventude e beleza, o que chama a atenção é que a tradução do significado do nome Neda é “voz”, o que ajuda a construir o mito, o símbolo, que está para esse início de século, como aquele <a href="http://www.mondopost.com.br/2009/06/05/protesto-na-praca-da-paz-celestial-20-anos-depois-galeria-de-imagens/" target="_blank">homem</a> franzino de camisa branca, gravata e pasta que parou uma coluna de tanques na Praça da Paz Celestial, esteve para o final do século passado.</p>
<p>Escrevi aqui que há algo de desumano nesse processo de transformação em ícone, há algo de muito desagradável para mim, transformar a morte dessa jovem no símbolo de uma causa, uma causa indefinida, que muitos querem que seja a causa da liberdade e democracia no Irã, ou a causa da revolução de um outro mundo possível. Ou qualquer outra coisa assim, e vão a transformando em mito, em símbolo, e lhe retiram a humanidade, lhe dão uma voz de heroína, mas nada muda o fato de que sua voz foi extirpada da terra injustamente.</p>
<p>Injustamente como milhões, ouso dizer bilhões de outros jovens que derramaram, derramam e derramarão seu sangue, por convicção de suas causas, por obrigação, pra se defender ou para atacar os outros. São chamados de mártires. São heróis, vítimas, algozes, vilões ou soldados desconhecidos. Rótulos, que servem a causas, mas não servem para descrever a barbárie em que vivemos. Porque, sem sombra de dúvida, a voz que faz falta para a família não é a voz da revolução, mas a de Neda, seus maneirismos, suas esperanças, tudo que ela poderia ou não ter sido.</p>
<p>Tenho uma convicção de que quando não levamos em conta o fator humano, as pessoas e o impacto das ações na vida das pessoas, perdemos parte de nossa humanidade, não obsta quão nobre acreditemos que são nossos passos, daí mesmo a sabedoria popular dizer que de boas intenções o inferno está cheio.</p>
<p>Analisar as relações internacionais é, sem dúvida, analisar coletividades, sociedades, traços gerais e ações de atores relevantes. As teorias os transformam em entes racionais, em entidades sistêmicas, como partículas numa molécula. Isso nos ajuda a entender, mas não podemos perder de vista as pessoas. Isso quer dizer que eu acredito que devemos fazer ciência social para mudar a realidade? Não. Quer dizer que temos responsabilidades com a humanidade, com a nossa própria humanidade. Isso não pode ser jamais esquecido, teorias e ideologias não podem nos cegar ao ponto de achar que a vida não é o máximo valor a ser preservado.</p>
<p>As idéias podem até mesmo viver mais que as pessoas, mas é uma questão do que vem primeiro, o ovo ou a galinha, nesse caso é bem mais fácil, mesmo sendo imateriais e imortais as idéias são gestadas pelas pessoas, uma prova a mais do valor da vida humana e da tragédia, que é a perda. Não tenho ilusões, milhares de vidas são perdidas a todo o momento, sem motivos e com motivos. Tudo isso é uma realidade que acredito ser imutável, algo que está na natureza humana, nós somos criativos em novos meios e justificativas para nos matar, mas não custa nada ter a esperança de que possamos, ao menos, minimizar a quantidade de sangue perdido, ainda mais sobre ilusões utópicas ou atos gratuitos de violência.</p>
<p>De todo modo a morte daquela jovem ficará na minha mente, não como símbolo de uma geração que clama por liberdade, ou símbolo da ignorância e intolerância daqueles que se encastelam no poder, mas sim como marca de como viver é um verbo transitório, ainda que a gramática não corrobore isso.</p>
<p>Politicamente todos esses episódios revelaram uma oposição existente no Irã, mas até agora o grosso dessa oposição é interna ao regime, pretende mantê-lo com alguma variação e no final tudo se mantêm como estava. O regime parece começar a decair, mas não há como antever o ritmo dessa queda, nem que tipo de reformação política haverá, ainda mais porque a sociedade iraniana é antiga, sofisticada e não a invenção de regimes colonialistas. Como analista, também nos cabe evitar ver o mundo como uma batalha entre bem e o mal, por que é no cinza dessa luta de sombras e luz que quase todos nós vivemos.</p>
<p><em>Imagem: Neda Kreuz.</em></p>
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		<title>A quem interessa o sangue?</title>
		<link>http://www.mondopost.com.br/2009/07/22/a-quem-interessa-o-sangue/</link>
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		<pubDate>Wed, 22 Jul 2009 17:13:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mário Machado</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[América Central]]></category>

		<category><![CDATA[América do Sul]]></category>

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As negociações que visavam um acordo político para crise hondurenha, intermediada pelo Prêmio Nobel da Paz 1987, Oscar Arias, Presidente da Costa Rica (que ganhou intermediando o fim das guerrilhas na região), naufragou. Não chegou a ser uma surpresa, afinal todos os analistas viam a indisposição em negociar e exigências sabidamente inaceitáveis. Quem acompanha negociações [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-full wp-image-1267" title="hugo-chavez" src="http://www.mondopost.com.br/wp-content/uploads/2009/07/hugo-chavez.jpg" alt="hugo-chavez" width="540" height="195" /></p>
<p>As negociações que visavam um acordo político para crise hondurenha, intermediada pelo Prêmio Nobel da Paz 1987, Oscar Arias, Presidente da Costa Rica (que ganhou intermediando o fim das guerrilhas na região), naufragou. Não chegou a ser uma surpresa, afinal todos os analistas viam a indisposição em negociar e exigências sabidamente inaceitáveis. Quem acompanha negociações internacionais, sabe quando se força a ruptura de uma negociação, afinal é muito fácil para qualquer diplomata de carreira saber em que pontos rupturas são inevitáveis, portanto, posso dizer que foram negociações de má-fé, onde as partes não se propuseram a negociar de fato.</p>
<p>É preciso saber que desde os primeiros momentos da crise e logo após a deposição, a Igreja Católica, por meio de seu Colégio Episcopal em Honduras, ofereceu seus bons ofícios, procurando acalmar os ânimos, prevenir violência e encontrar uma saída negociada. Inclusive um Bispo chegou a pronunciar na televisão a pedir calma e discernimento de Zelaya, e que ele não retornasse se as condições políticas assim permitissem. Por que o Bispo fez isso? Por ser golpista conservador? Ou por medo que a polarização política, somada a clara e notória infiltração de manifestantes sandinistas e venezuelanos, culminasse em violência e desperdício de vidas?</p>
<p>Não deu outra. As manifestações no aeroporto cobraram seu preço em sangue. O presidente deposto e seus apoiadores agora têm um mártir, uma prova indelével da natureza boçal e violenta do novo governo. Bem, pelo menos para motivos de propaganda, serviu o desperdício de uma alma jovem, que de verdade só sua família e amigos vão prantear, sentir falta e lembrar quando a poeira assentar. Não há provas que ele tenha sido assassinado por armas do exército, mas mesmo que tivesse, dividem essa conta macabra os que coordenavam a operação no aeroporto e os que instigavam pessoas comuns, contra soldados treinados e armados. Afinal, qual é sempre o resultado de pessoas sem armas enfrentando pessoas com armas?</p>
<p>Ora, então os seguidores de Zelaya têm que engolir a seco a deposição dele, sem direito a reclamar? Claro que não, mas os que estão a frente disso têm uma obrigação ética e moral de fazer com que essas demonstrações sejam pacificas, seja a via escolhida, passeatas, desobediência civil, greves gerais. Qualquer uma das muitas alternativas não confrontacionais. Por que digo isso? Porque o clima está pesado, os ânimos acirrados e a chance de que as forças de segurança e manifestantes percam o controle é enorme. Evidentemente cabe ao regime conter os ânimos das forças de segurança, garantindo a ordem pública dentro dos ditames do império da lei.</p>
<p>Mas até agora só relatei o óbvio, nada de especial e nem toquei no cerne da questão-título desse texto, a não ser de maneira indireta.</p>
<p>Qual tem sido a tônica desde o dia 1° dessa crise? A coesão e unanimidade internacional na condenação ao golpe e com uma linguagem bastante inflamada exigindo, com ultimatos e ameaças a recondução do presidente deposto a seu cargo, sem qualquer tipo de negociação com o governo, sempre tratado pelos diplomatas do continente como golpista nas suas intervenções na mídia. Ora, é claro, para qualquer pessoa com meio cérebro que uma deposição com apoio da justiça, do parlamento e dos militares só é possível quando o deposto não tem mais nenhuma condição de governabilidade. Ainda mais porque, como vimos pelas imagens, o povo hondurenho está dividido, tendendo em sua maioria a apoiar a deposição, portanto não vimos em Honduras nem sombra das manifestações vistas no Irã (onde por sinal o aparato de repressão é bem mais agressivo e conta com simpatia dos que querem a volta imediata de Zelaya).</p>
<p>Também, é claro para quem tem meio cérebro, que a única saída satisfatória para essa crise é uma negociação que culmine em novas eleições, antecipadas (já que seria esse ano de qualquer maneira). Portanto o que motiva tanta resistência a negociar uma saída? Será uma questão pessoal de Zelaya, que por já ter sido presidente não pode nem cogitar a se candidatar de novo segundo a constituição hondurenha?</p>
<p>Ou há algo mais profundo? Seria a resistência motivada por governos da região que temem que quarteladas voltem a ser prática comum na região? Mas, então simplificaríamos muito a questão, já que os militares não tomaram o poder e sim agiram de acordo com a Constituição e ainda justificam sua ação de retirada de Zelaya do país para evitar confrontos e violência. Um argumento um pouco esticado, mas não deixa de ter suporte lógico.</p>
<p>Por que a resistência ao golpe fosse fruto de uma frente pró-democracia unânime no continente, os principais atores da questão, não fomentariam relações com ditaduras longas e comprovadas, tais como Cuba? Ou para esses líderes subverter as regras democráticas só é grave quando é levado a cabo por não-membros de sua Aliança ou Alternativa?</p>
<p>A questão transcendeu as esferas da América Central, porque indubitavelmente demonstra a primeira resistência contundente ao mecanismo chavista, sendo este, inclusive, apontado como pivô da crise, já que o líder deposto passou a ser visto como um títere de Caracas. E é ele, Hugo Chávez, quem conduz a reação mais inflamada à deposição. Ele também, tem fornecido transporte para Zelaya, com jatinhos da poderosa PDVSA. Honduras pode se tornar o “Rubicão do César Bolivariano”, porque se suas legiões o cruzarem, sua alternativa ganha momento, ganha força e prestigio, já que sairia vitorioso na tal batalha moral, sairia como defensor da democracia. Ele que já liderou um golpe frustrado, antes de tomar um igualmente frustrado.</p>
<p>Isso explica porque desde o primeiro minuto da crise o Presidente Chávez violou uma regra da diplomacia ao interferir em assuntos internos de outros povos, ainda mais, por que clamava “aos patriotas hondurenhos a lutar”, ou seja, além de intervir em assuntos internos ainda o fez incentivando a violência, a desordem. E foi ainda mais além com bravatas dignas dele mesmo ao cogitar intervir militarmente para recolocar o presidente deposto. Pergunto-me qual diferença deste comportamento a tese de exportação da democracia, mesmo que a força da era Bush? (algum leitor chavista, se eu os tiver, consegue explicar?). Outra questão, não era esse mesmo presidente que achava absurda a violação territorial? Lembram, quando a Colômbia atacou uma base das FARC em território equatoriano matando um dos líderes da guerrilha (ou narco-guerrilha, diriam alguns)?</p>
<p>A prudência sempre foi apontada na literatura como uma característica desejável em um estadista. Mas nesse caso temos visto que interesses que em nada tem de alinhando com valores como democracia, ou com interesses do povo hondurenho. Esses interesses são de projetos geopolíticos e ideológicos. Isso explica por que não há, por parte desses atores, preocupação com o bem estar do povo hondurenho.</p>
<p>Digo isso porque ao conclamar o povo a insurgência, o presidente deposto, sabe que o resultado disso será medido em litros de sangue derramado nas ruas. Ainda mais numa região que sofreu tanto com guerras civis e que tem problemas de criminalidade urbana gravíssima, que pode sair do controle com o Estado esticando suas forças para lutar contra uma insurgência, ainda mais porque há a real e concreta possibilidade de saída tranqüila, institucional e democrática para crise, que é a via das urnas.</p>
<p>Afinal, quem tem ojeriza a golpes deveria jubilar-se com a possibilidade de que uma eleição livre, devidamente acompanhada por observadores estrangeiros e de acordo com as regras vigentes. E não conclamar o povo a insurreição, a violência e inevitavelmente a morte. É fácil louvar aos mártires e heróis quando não são seus filhos e filhas, pais e mães, irmãos e irmãs, maridos e esposas, os que vão cair ou ser estadista de danos colaterais, numa situação em que a resolução pacifica é tão palpável.</p>
<p>Creio ser irresponsável e desesperado esse movimento, o digno de um democrata seria convocar manifestações pacíficas, mas por esta via é preciso uma maioria. E esse foi o erro de cálculo primordial, o tamanho do respaldo popular em Honduras. E o interino Micheletti demonstrando, talvez, demagogicamente que não tem desejo de manter o poder, afirmou que pode renunciar, com a condição do não retorno de Zelaya, o que reitera que não há condições de governabilidade para “Mel” Zelaya.</p>
<p>E quem lucra com o sangue nas ruas? Na minha humilde opinião não é um regime de um país pequeno e isolado. São as grandes causas “humanistas-progressivas” salvadoras que precisam de mártires para angariar apoio popular e desgastar o governo interino.</p>
<p>E para você meu leitor, vale mais uma ideologia ou uma vida humana? E a quem interessa o sangue? (Michelleti? Zelaya? Chávez?)</p>
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		<title>Estratégias da Força e da Diplomacia</title>
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		<pubDate>Mon, 20 Jul 2009 18:19:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Douglas Eduardo Santos Lima</dc:creator>
		
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Na eminência de um conflito regional, de uma guerra ou de qualquer evento que possa vir ameaçar a segurança de um Estado, diversos componentes das Relações Internacionais são trazidos à tona. A intenção deste artigo visa mostrar aos leitores que desconhecem tais componentes, alguns dos principais pontos que se tornam prioritários para um ator internacional [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-full wp-image-1259" title="army-men" src="http://www.mondopost.com.br/wp-content/uploads/2009/07/army-men.jpg" alt="army-men" width="540" height="195" /></p>
<p>Na eminência de um conflito regional, de uma guerra ou de qualquer evento que possa vir ameaçar a segurança de um Estado, diversos componentes das Relações Internacionais são trazidos à tona. A intenção deste artigo visa mostrar aos leitores que desconhecem tais componentes, alguns dos principais pontos que se tornam prioritários para um ator internacional no que concerne à sua segurança enquanto soberano perante o sistema internacional. Algo que deve ser dito é que no campo das Relações Internacionais, muitas das vezes as temáticas que o cercam divergem-se de tal forma que as esferas de competências se misturam. Analistas de Relações Internacionais, analistas de Segurança Internacional, militares e estrategistas ilustram a distribuição de poder tão comentada no ambiente internacional.</p>
<p>Com base no famoso militar prussiano <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Carl_von_Clausewitz" target="_blank">Carl Von Clausewitz</a> (1780-1831) o fenômeno da guerra é composto por três elementos: o político, o tático e o estratégico. Para Clausewitz, o elemento da política se caracteriza pelas considerações e decisões relativas à guerra, e aos seus propósitos políticos, ou seja, como usar a guerra ou não para atingir determinado objetivo político. O elemento da tática trata das considerações no que diz respeito ao emprego do uso da força (física e moral). Por fim, o elemento estratégico trata daquilo que é relativo aos meios utilizados para a produção dos objetivos específicos de um determinado conflito. Através destes elementos podemos aplicá-los nos combates passados e atuais para poder compreender melhor a doutrina de pensamento de cada Estado e assim perceber as diferenças das escolas de guerra e suas respectivas maneiras de conduzir um Estado durante um conflito.</p>
<p>Estamos no ano de 2009 e a prática do uso da força se faz cada vez mais presente no cenário internacional. Conflitos no oriente médio, em territórios asiáticos e em regiões da américa central nos faz voltar à teorias passadas das Relações Internacionais para compreender a dinâmica desse fenômeno. De acordo com <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Thomas_Schelling" target="_blank">Thomas Schelling</a> (1966) nas suas obras <em>Strategy of Conflitc</em> e <em>Arms and Influence</em>, a distinção entre diplomacia e força não é somente quanto aos instrumentos, palavras e munições, mas na relação entre adversários – na interação dos motivos e no papel da comunicação, entendimentos, compromissos e constrangimentos. Na diplomacia cada um controla parte do que o outro quer e pode conseguir mais por compromissos, trocas, ou colaborações mais do que tomando e ignorando o desejo do outro. O que se deve entender é que existem diferenças entre tomar o que se quer e fazer alguém dar a você o que você deseja. A pura ambição de fazer uso da força militar evidencia muitas das vezes que o desejo está mais para ferir o adversário do que atingir os reais interesses. O uso da violência na guerra pode ser deixado para trás. Ao mostrar ameaças e não deixando alternativas para um caminho um Estado deixa de lado todo um poder que poderia ser usado: A Coerção. A coerção por ameaça de violência também requer que os nossos interesses e do oponente não sejam absolutamente antagônicos. O ato do uso da coerção requer, por sua vez, encontrar uma barganha, mostrar o que é melhor fazer e o que queremos, ao invés de não fazer enquanto o adversário leva em consideração o uso da penalidade. Para Thomas Schelling a guerra parece ser mais do que um teste de força, teste de resistência, nervo, obstinação e dor. A força bruta existe somente quando não há colaboração, e a violência é mais bem sucedida quando é ameaça e não quando é usada. Devemos entender que a violência pura, violência não militar parece mais auspiciosa na relação entre países não iguais, onde não há nenhum desafio substancial e o resultado do engajamento militar não é a questão principal.</p>
<p>As atuais ameaças norte-coreanas de armas nucleares ilustram um ponto muito importante na temática das Relações Internacionais. Na verdade, essas ações de testes de mísseis por parte da Coreia do Norte não diferem - no que diz respeito à dinâmica de um conflito – das ações de Estados que procuraram trazer à tona o poder militar de seu território e o desejo de mostrar este poder frente aos outros Estados no cenário internacional em épocas passadas. É interessante questionar, portanto, qual a diferença entre uma arma de grande potência nuclear e uma baioneta da primeira guerra mundial? A única diferença clara está no número de pessoas que elas podem eventualmente matar e na velocidade que isso pode ocorrer. As armas nucleares podem tornar possível um desencadeamento de uma violência monstruosa ao inimigo sem atingir primeiro a vitória. Após a existência de duas grandes guerras, com as armas nucleares e os meios de render-se é possível penetrar no território inimigo sem mesmo colapsar sua força militar. Desta forma, as armas nucleares ameaçam transformar a guerra em algo menos militar, levando-nos a conclusão de que ao invés de destruir as forças inimigas como prelúdio para impor sua vontade sobre a nação inimiga, destrói-se a nação como meio ou um prelúdio para destruir as forças do inimigo. Onde em épocas anteriores os nãocombatentes eram considerados como não sendo alvos, hoje tal fenômeno da guerra e da armas nucleares podem levar esses não-combatentes a serem alvos para se alcançar um determinado fim político.</p>
<p>Portanto, a guerra e ameaça da guerra devem ser vistas como meios de influência e não de destruição. E assim, o melhor caminho em uma dinâmica de conflito, é mostrar alternativas e caminhos que levam para o uso da diplomacia da barganha, do que fazer uso da estratégia militar em um sentido estritamente da diplomacia da violência.</p>
<p><em>Imagem: <a href="http://www.sxc.hu/photo/513220" target="_blank">Fonte</a>.</em></p>
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		<title>Volta do soldado. Ou vingança</title>
		<link>http://www.mondopost.com.br/2009/07/18/volta-do-soldado-ou-vinganca/</link>
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		<pubDate>Sat, 18 Jul 2009 18:56:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Enrique Villalobos</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Artigos / Opinião]]></category>

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		<category><![CDATA[Terrorismo]]></category>

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		<category><![CDATA[vingança]]></category>

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O noticiário é sobre os grandes fatos e promessas. Obama diz que vai ajudar a África a sair da sua miséria. O grande não emociona.
Quando se pergunta a soldado israelense o que ele mais teme, a resposta é surpreendente. Diz cair prisioneiro de forças ilegais.
É da tradição das forças armadas tudo fazer para trazer de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-full wp-image-1256" title="gilad-shalit" src="http://www.mondopost.com.br/wp-content/uploads/2009/07/gilad-shalit.jpg" alt="gilad-shalit" width="540" height="195" /></p>
<p>O noticiário é sobre os grandes fatos e promessas. Obama diz que vai ajudar a África a sair da sua miséria. O grande não emociona.</p>
<p>Quando se pergunta a soldado israelense o que ele mais teme, a resposta é surpreendente. Diz cair prisioneiro de forças ilegais.</p>
<p>É da tradição das forças armadas tudo fazer para trazer de volta a tropa com seus mortos e feridos. Empenhar tudo para a libertação de prisioneiros. Existem convenções sobre o tratamento ao preso. A Cruz Vermelha tem acesso e traz noticias. Nas guerras nada lembra o homem civilizado. Mas sempre sobra um mínimo de humanidade. Mas os grupos terroristas não têm limites.</p>
<p>A guerra do Iraque é modelo das guerras atuais entre tropas representando estados e os grupos ilegais, a chamada guerra assimétrica. Os terroristas refinaram a crueldade. Degolam prisioneiros e videografam para mostrar ao mundo. Ataques por homens-bomba matam indiferentemente crianças, mulheres, velhos. O objetivo do terrorismo é aterrorizar. Vale tudo. A imaginação do homem não tem limites quando tem como justificar o pior. Jihad é guerra supostamente abençoada por Deus. Não cria problema de consciência.</p>
<p>A guerra do Líbano de 2006 foi precitada pelos indícios de que o Hizbolá, o partido de Deus, tinha atravessado a linha da fronteira, destruído um carro de combate e capturado dois soldados.</p>
<p>A fronteira é linha imaginaria. Pequena tropa israelense foi lançada em perseguição dos raptores. Não foram alcançados. E acabou escalando para guerra. E longo processo de negociação com intermediação internacional para se chegar a um preço pela liberdade dos detidos. Centenas de presos em Israel em troca dois soldados. Até o ultimo instante as famílias acreditavam que estavam vivos. Vieram dois corpos.</p>
<p>No momento há o caso do soldado Gilad. Foi raptado numa armadilha a um carro de combate há três anos nas proximidades de Gaza. Havia um companheiro que foi morto na hora. Há três anos que o governo de Israel com a ajuda de intermediários, inclusive Mubarak, presidente do Egito, tenta negociar o preço da libertação. Enquanto isto, nem a família, nem diplomatas estrangeiros, nem mesmo o expresidente Carter dos Estados Unidos (que esteve em Gaza há poucos dias), ninguém consegue acesso. Vê-lo para saber se está vivo.</p>
<p>Em meados da semana passada o presidente Mubarak disse que o jovem estava bem, em plena saúde, e logo terminariam os entendimentos. O Hamas, Movimento de Resistência Islâmica, o grupo palestino que domina Gaza, desmentiu Mubarak. “Apenas um pequeno circulo dentro do setor militar do Hamas é mantido informado sobre a condição do soldado. A liderança do Hamas não é  mantida informada”.</p>
<p>E al Muzeini, responsável por Shalid em nome do Hamas, ainda acrescentou: ”Não sabemos se está ferido, doente ou morto. É a verdade”. Três anos. O pai do soldado, incansável no esforço de libertá-lo, já rodou o mundo. A família vive na angustia da incerteza e esperança. O País inteiro como que assumiu a paternidade do prisioneiro.</p>
<p>O drama de um só individuo é mais tocante do que de grandes números. Um tem cara, centenas são abstração. Se algo de definitivo aconteceu ao soldado será incontrolável o sentimento de vingança&#8230;</p>
<p>Por <a href="http://ultimosegundo.ig.com.br/opiniao/nahum/2009/07/11/volta+do+soldado+ou+vinganca+7245918.html" target="_blank">Nahum Sirotsky</a>, correspondente iG em Israel.</p>
<p><em>Imagem: <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Gilad_Shalit" target="_blank">Gilad Shalit</a>.</em></p>
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		<title>SERRA LEOA - Charles Taylor depõe em Haia e nega acusações</title>
		<link>http://www.mondopost.com.br/2009/07/14/serra-leoa-charles-taylor-depoe-em-haia-e-nega-acusacoes/</link>
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		<pubDate>Tue, 14 Jul 2009 20:05:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Letícia Vieira</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Artigos / Opinião]]></category>

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RIO - O ex-presidente da Libéria Charles Taylor negou as acusações de crime de guerra nesta terça-feira durante seu primeiro depoimento no Tribunal Penal Internacional em Haia, na Holanda. Segundo ele, as denúncias apresentadas - terrorismo, estupro, assassinato e tortura - são baseadas em mentiras e desinformação.
Taylor, o primeiro ex-chefe de Estado africano a ser [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-full wp-image-1245" title="ctaylor" src="http://www.mondopost.com.br/wp-content/uploads/2009/07/ctaylor.jpg" alt="ctaylor" width="540" height="195" /></p>
<p>RIO - O ex-presidente da Libéria <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Charles_Taylor_(Liberia)" target="_blank">Charles Taylor</a> negou as acusações de crime de guerra nesta terça-feira durante seu primeiro depoimento no <a href="http://www.dhnet.org.br/direitos/sip/tpi/index.html" target="_blank">Tribunal Penal Internacional</a> em Haia, na Holanda. Segundo ele, as denúncias apresentadas - terrorismo, estupro, assassinato e tortura - são baseadas em mentiras e desinformação.</p>
<p>Taylor, o primeiro ex-chefe de Estado africano a ser julgado pela corte internacional, responde por 11 acusações de crimes que ocorreram entre 1991 e 2002 durante a guerra civil de Serra Leoa. Cerca de 500 mil pessoas foram vítimas de mutilação, entre outras atrocidades de guerra, comandadas pelo então presidente e executadas por soldados mirins.</p>
<p>- É muito, muito, muito triste que este processo - devido a falta de informação, desinformação, mentiras e rumores - me associe a tais acusações - disse Taylor ao ser perguntado por seu advogado sobre o que pensava das acusações.</p>
<p><strong>- Sou pai de 14 filhos, tenho netos, amor pela Humanidade. Lutei toda a minha vida por aquilo que acho correto e no melhor interesse da Justiça e do fair play.</strong></p>
<p>Vestindo um terno cinza escuro e de óculos escuro, Taylor se apresentou ao painel de três juízes como o 21º presidente da República da Libéria. Foi a primeira vez que participou de um julgamento como réu.</p>
<p>Promotores dizem que o ex-presidente comandou e armou rebeldes para tomar controle do país africano e de minas de diamante do país vizinho. Mas ele afirmou que as acusações foram feitas para tirá-lo do poder.</p>
<p>- Essa história toda tem sido sobre &#8216;<strong>vamos pegar o Taylor</strong>&#8216; - disse ele.</p>
<p>- Eu não sou culpado por<strong> todas</strong> essas acusações - completou.</p>
<p>A RUF (sigla em inglês para <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Frente_Revolucion%C3%A1ria_Unida" target="_blank">Frente Revolucionária Unida</a>) aterrorizava ao usar facões para decepar membros de civis. Taylor é acusado de ter repassado armas à RUF em troca de diamantes de Serra Leoa, mas nega as acusações.</p>
<p>O caso de Taylor servirá de exemplo para que a comunidade internacional responsabilize governos tiranos por violações contra os direitos humanos que ocorreram sob sua autoridade. No entanto, conseguir levar à corte tais líderes não é fácil.</p>
<p>A Corte Criminal Internacional expediu mandado de prisão para o presidente do Sudão Omar al-Bashir, sob acusação de crimes contra a humanidade em Darfur, mas ele se recusa reconhecer o tribunal. A maioria dos líderes africanos apoiam al-Bashir e recusam sua prisão.</p>
<p>A guerra civil na Libéria começou em 1989 e Taylor se elegeu presidente do país em 1997, depois de ter assinado um acordo de paz em 1995.</p>
<p>Em Serra Leoa, a guerra civil começou em 1991. Durante uma década de conflitos, milhares de pessoas morreram no país e em levantes associados na Libéria.</p>
<p>A instabilidade política se espalhou até para os vizinhos Costa do Marfim e Guiné.</p>
<p>Em 1999, rebeldes liberianos se insurgiram contra o governo Taylor, mas ele se conseguiu se manter no poder até 2003, quando foi expedido um mandado de prisão contra ele, que acabou se exilando na Nigéria.</p>
<p>Depois de três anos de exílio, o ex-presidente acabou sendo extraditado de volta à Libéria em 2006.</p>
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		<title>O &#8220;Dia D&#8221;</title>
		<link>http://www.mondopost.com.br/2009/06/06/o-dia-d/</link>
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		<pubDate>Sat, 06 Jun 2009 13:27:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel Marquine</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Artigos / Opinião]]></category>

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		<category><![CDATA[2ª Guerra Mundial]]></category>

		<category><![CDATA[Dia D]]></category>

		<category><![CDATA[Normandia]]></category>

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O dia 6 de junho de 1944 entrou para a história como o Dia &#8220;D&#8221;. Neste dia, os aliados ocidentais iniciaram a ofensiva contra as tropas alemãs no Canal da Mancha.
Durante anos, a decisão por uma grande ofensiva sobre o Canal da Mancha foi motivo de fortes controvérsias entre os aliados ocidentais. Inicialmente, não houve [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone" src="http://www.mondopost.com.br/wp-content/uploads/2009/06/d-day.jpg" alt="" width="540" height="195" /></p>
<p>O dia 6 de junho de 1944 entrou para a história como o Dia &#8220;D&#8221;. Neste dia, os aliados ocidentais iniciaram a ofensiva contra as tropas alemãs no Canal da Mancha.</p>
<p>Durante anos, a decisão por uma grande ofensiva sobre o Canal da Mancha foi motivo de fortes controvérsias entre os aliados ocidentais. Inicialmente, não houve consenso quanto à proposta da União Soviética de abrir uma segunda frente de batalha na Europa Ocidental, a fim de conter as perdas russas nos violentos combates contra as Forças Armadas alemãs.</p>
<p>Somente no final de 1943, decidiu-se em Teerã planejar para a primavera seguinte a chamada Operação Overlord – a maior operação aeronaval da história militar.</p>
<p>Nos meses seguintes, mais de três milhões de soldados norte-americanos, britânicos e canadenses concentraram-se no sul da Inglaterra para atacar os alemães na costa norte da França. Além disso, dez mil aviões, sete mil navios e centenas de tanques anfíbios e outros veículos especiais de guerra foram preparados para a operação.</p>
<p><strong>Operação anunciada pelo rádio</strong></p>
<p>A 6 de junho de 1944, foi anunciada pelo rádio a chegada do &#8220;Dia D&#8221; - o Dia da Decisão. A operação ainda havia sido adiada por 24 horas, devido ao mau tempo no Canal da Mancha e, por pouco, não fora suspensa.</p>
<p>Antes do amanhecer, pára-quedistas e caças aéreos já haviam bombardeado trincheiras alemãs e destruído vias de comunicação. Uma frota de aproximadamente 6.500 navios militares atracou num trecho de cerca de 100 quilômetros nas praias da Normandia, no nordeste da França.</p>
<p>Ao final do primeiro dia da invasão, mais de 150 mil soldados e centenas de tanques haviam alcançado o continente europeu. Graças à supremacia aérea dos aliados, foi possível romper a temível &#8220;barreira naval&#8221; de Hitler e estabelecer as primeiras cabeceiras de pontes. As perdas humanas – 12 mil mortos e feridos – foram menores do que esperadas, visto que o comando militar alemão fora surpreendido pelo ataque.</p>
<p><strong>Alemães esperavam adiamento da operação</strong></p>
<p>Os nazistas previam uma invasão, mas não sabiam onde ela ocorreria. Também não chegaram a um consenso sobre a melhor maneira de enfrentá-la. Por causa do mau tempo, eles esperavam que a operação fosse adiada para o verão europeu. Em função de manobras simuladas pelos aliados, Hitler concentrara o 15º exército na parte mais estreita do Canal da Mancha, onde previa ser atacado.</p>
<p>As demais tropas alemãs permaneceram no interior do país, em vez de serem estacionadas na costa, como havia pedido inutilmente o marechal-de-campo Erwin Rommel. Graças a esses erros estratégicos, os aliados escaparam de uma violenta contraofensiva alemã.</p>
<p>Apesar disso, o avanço das tropas aliadas enfrentou forte resistência. A cidade de Caen, que os ingleses pretendiam libertar já no dia do desembarque, só foi entregue pelos alemães no dia 9 de junho, quase toda destruída. As defesas nazistas no interior da França só foram rompidas a 1º de agosto, uma semana depois do previsto.</p>
<p>O &#8220;Dia D&#8221;, comandado pelo general Dwight D. Eisenhower, foi o ataque estratégico que daria o golpe mortal nas forças nazistas. &#8220;Esse desembarque faz parte de um plano coordenado pelas Nações Unidas - em cooperação com os grandes aliados russos - para libertar a Europa. A hora da libertação chegou&#8221;, profetizou o próprio Eisenhower, a 2 de junho.</p>
<p>Paris foi libertada a 25 de agosto, Bruxelas, a 2 de setembro. A fronteira alemã anterior ao início da guerra foi cruzada pelos aliados em Aachen a 12 de setembro, ao mesmo tempo em que eram realizados bombardeios aéreos contra cidades industriais alemãs. No início de 1945, os soviéticos (pelo leste) e os norte-americanos (pelo oeste) fizeram uma verdadeira corrida para chegar primeiro a Berlim, para comemorar a vitória definitiva sobre a Alemanha nazista.</p>
<p>Autor: Matthias Schmitz<br />
Via <a href="http://www.dw-world.de/dw/article/0,,319002,00.html">DW-World</a>.</p>
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		<title>O novo vexame do Brasil na ONU</title>
		<link>http://www.mondopost.com.br/2009/06/01/o-novo-vexame-do-brasil-na-onu/</link>
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		<pubDate>Mon, 01 Jun 2009 20:35:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Enrique Villalobos</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[América do Sul]]></category>

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O Conselho de Direitos Humanos da ONU aprovou no dia 27 de maio uma resolução em que aborda o fim da guerra civil no Sri Lanka. O texto não faz nenhuma menção à necessidade de investigar os evidentes crimes de guerra contra milhares de civis, cometidos pelos dois lados do conflito. Além disso, a resolução [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.mondopost.com.br/wp-content/uploads/2009/06/itamaraty.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-831" title="itamaraty" src="http://www.mondopost.com.br/wp-content/uploads/2009/06/itamaraty.jpg" alt="itamaraty" width="540" height="195" /></a></p>
<p>O Conselho de Direitos Humanos da ONU aprovou no dia 27 de maio uma resolução em que aborda o fim da guerra civil no Sri Lanka. O texto não faz nenhuma menção à necessidade de investigar os evidentes crimes de guerra contra milhares de civis, cometidos pelos dois lados do conflito. Além disso, a resolução pede que o governo do Sri Lanka permita o trabalho de organizações humanitárias nas regiões habitadas pelos tâmeis, minoria que buscava a independência, mas deixa às autoridades o poder de decidir quando isso é ou não “apropriado”. Ou seja, um vexame completo.</p>
<p>O Brasil aprovou a resolução, juntando-se a próceres dos direitos humanos como Cuba, China, Rússia e Arábia Saudita. Mais do que isso. Segundo a <a href="http://www.hrw.org/en/news/2009/05/27/sri-lanka-un-rights-council-fails-victims" target="_blank">Human Rights Watch</a>, o Brasil foi um dos líderes do movimento diplomático que impediu que uma resolução mais dura fosse aprovada. Manteve assim o hábito lamentável de promover e premiar a “autodeterminação” de países administrados por governos arbitrários, em nome da “não-interferência” e de um suposto estímulo ao diálogo.</p>
<p>Números da própria ONU dão conta que, de janeiro a maio, 7 mil civis morreram em razão dos confrontos, e outros milhares estão detidos indefinidamente em campos mantidos pelo governo do Sri Lanka. O Conselho de Direitos Humanos nem tocou nesse assunto. Preferiu acreditar na “disposição” do governo cingalês de “superar” essa fase da história do país.</p>
<p>Nem parece o mesmo Conselho de Direitos Humanos que, com o voto do Brasil, foi tão expedito em montar uma comissão para investigar os crimes de guerra cometidos por Israel (e somente os cometidos por Israel) na campanha militar em Gaza, infinitamente menos letal do que a guerra no Sri Lanka.</p>
<p>Enquanto é zeloso em relação aos israelenses, o Conselho de Direitos Humanos tem sido miseravelmente leniente sobre as violações no Sudão, em Mianmar e agora no Sri Lanka, a despeito dos apelos feitos pela própria comissária da ONU para direitos humanos, Navi Pillay: “As imagens de mulheres, crianças e homens apavorados e emaciados, fugindo das zonas de batalha no Sri Lanka, deveriam estar encravadas em nossa memória coletiva. Deveriam nos levar a agir”.</p>
<p>Por <a href="http://blog.estadao.com.br/blog/guterman/?title=o_novo_vexame_do_brasil_na_onu&amp;more=1&amp;c=1&amp;tb=1&amp;pb=1" target="_blank">Marcos Guterman</a>.</p>
<p><em>Imagem: <a href="http://www.flickr.com/photos/81124164@N00/1184335006/" target="_blank">Fonte</a>.</em></p>
<img src="http://www.mondopost.com.br/?ak_action=api_record_view&id=829&type=feed" alt="" />]]></content:encoded>
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		<title>O primeiro massacre do governo Obama</title>
		<link>http://www.mondopost.com.br/2009/05/12/o-primeiro-massacre-do-governo-obama/</link>
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		<pubDate>Tue, 12 May 2009 23:04:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Enrique Villalobos</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[América do Norte]]></category>

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Pode-se ter maior ou menor simpatia pelo novo presidente norte-americano, acreditar-se um pouco mais ou um pouco menos nas suas palavras, valorizar mais ou menos a mudança de tom do governo dos EUA ao tratar suas diferenças com outros governos. Mas há um limite para julgar o caráter de um presidente e de um governo. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.mondopost.com.br/wp-content/uploads/2009/05/obama2.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-528" title="obama2" src="http://www.mondopost.com.br/wp-content/uploads/2009/05/obama2.jpg" alt="obama2" width="540" height="195" /></a></p>
<p>Pode-se ter maior ou menor simpatia pelo novo presidente norte-americano, acreditar-se um pouco mais ou um pouco menos nas suas palavras, valorizar mais ou menos a mudança de tom do governo dos EUA ao tratar suas diferenças com outros governos. Mas há um limite para julgar o caráter de um presidente e de um governo. Esse limite chegou agora, com o massacre de pelo menos 150 civis no Afeganistão.</p>
<p><strong>Já tinha havido mortes, na semana anterior, de algumas centenas de supostos militantes pelo Exército do Paquistão, cuja credibilidade é nenhuma e permite supor que se tratava, na sua grande maioria de população civil, exibida como talibãs, para tentar recuperar minimamente a imagem do exército daquele país.</strong> O governo norte-americano pode fingir que acreditava nessa versão.</p>
<p>Mas agora as versões vêm das próprias autoridades do Afeganistão, país ocupado por tropas ocidentais, comandadas pelos EUA. Pelo menos 150 pessoas - na sua grande maioria mulheres e crianças, sintoma claro de que se trata de população civil - foram vitimas de bombardeios de tropas ocidentais. Nada a esconder, nem a duvidar.</p>
<p>Que atitude tomará o novo presidente dos EUA? Considerará essas mortes &#8220;efeitos colaterais não desejados&#8221;? Ou como &#8220;riscos de todo conflito bélico&#8221;? Ou como &#8220;civis que acobertavam a terroristas&#8221;? Ou &#8220;abrirá uma rigorosa investigação para apurar responsabilidades&#8221;? Ou pedirá &#8220;desculpas aos afegãos por esse erro imperdoável&#8221;? Ou &#8220;mandará auxilio às vitimas involuntárias da guerra&#8221;?</p>
<p>Nada servirá como pretexto para Obama. <strong>Os massacres são e serão componente inevitável da continuidade da guerra de ocupação do Afeganistão. </strong>Vitorioso dentro do Partido Democrata com uma plataforma em geral progressista, Obama passou a enfrentar o opositor republicano, que o acusava de &#8220;brando&#8221; e despreparado para assumir o que considerava os interesses dos EUA no mundo - sinônimo das &#8220;guerras infinitas&#8221; desatadas pelo governo Bush contra toda legalidade internacional. Para tentar se livrar dessa acusação, mantendo sua promessa de saída das tropas do Iraque, Obama montou a equação, segundo a qual os EUA deveriam tirar suas tropas do Iraque e transferi-las para o Afeganistão.</p>
<p>Estranho raciocínio. Que diferença pode ser feita entre os dois epicentros das &#8220;guerras infinitas&#8221;, salvo que no caso afegão, ainda sob o impacto dos atentados que sofreram, os EUA conseguiram o aval do Conselho de Segurança da ONU para a invasão. Mas trata-se de algo diferente, nos dois casos, de invasão e submissão de dois povos a tropas de países estrangeiros? Trata-se de governantes escolhidos livremente pelos povos dos dois países ou de autoridades de ocupação impostas, em ambos casos, pela força das armas? Se faltasse algum elemento de semelhança, este primeiro massacre do governo Obama veio para confirmar a absoluta similaridade dos dois casos.</p>
<p>O caráter de uma pessoa ou de um governo está dado sobretudo pelo seus atos. Conhecemos tantos casos de pessoas materialmente comprometidas com a tortura, que seguiram sendo bons pais de família. Pode-se considerá-los pessoas de bom caráter? As eventuais virtudes privadas podem perdoar os vícios públicos?</p>
<p>Para os que se deixam levar pelo sorriso cativante de Obama e pela elegância de Michelle, este primeiro massacre deve servir de teste do seu caráter, privado e publico. O governo Obama não será o mesmo depois de não poder deixar de encarar a brutalidade do que as tropas do seu país, sob seu comando, está fazendo, no Afeganistão e no Iraque. Nenhum governo é o mesmo, se passa a conviver como massacres como esse, pelo qual é diretamente responsável. Os parentes afegãos mortos, - mulheres, crianças, idosos, seus familiares, o povo afegão, - aguardam e merecem uma palavra de Obama, cujas mortes não remetem a quando era criança, mas ao seu governo e à sua decisão de intensificar, em lugar, de terminar, com a brutal ocupação do Afeganistão.</p>
<p>Por <a href="http://www.adital.com.br/site/noticia.asp?boletim=1&amp;cod=38636&amp;lang=PT" target="_blank">Emir Sader</a>.</p>
<p>Imagem: <a href="http://www.flickr.com/photos/mattwright/400394507/" target="_blank">Fonte</a>.</p>
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		<title>8 de maio de 1945: Capitulação da Alemanha</title>
		<link>http://www.mondopost.com.br/2009/05/08/8-de-maio-de-1945-capitulacao-da-alemanha/</link>
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		<pubDate>Fri, 08 May 2009 22:42:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Enrique Villalobos</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Artigos / Opinião]]></category>

		<category><![CDATA[Conflitos Armados]]></category>

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		<category><![CDATA[segunda guerra mundial]]></category>

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		<description><![CDATA[
Em 8 de maio de 1945, o Alto Comando da Wehrmacht assina em Berlim a capitulação incondicional do Terceiro Reich ante as forças aliadas. Era o final da Segunda Guerra Mundial na Europa, cinco anos e meio após seu início.
&#8220;Nós, abaixo-assinados, que negociamos em nome do Alto Comando alemão, declaramos a capitulação incondicional ante o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.mondopost.com.br/wp-content/uploads/2009/05/nazis.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-492" title="nazis" src="http://www.mondopost.com.br/wp-content/uploads/2009/05/nazis.jpg" alt="nazis" width="540" height="195" /></a></p>
<p>Em <strong>8 de maio de 1945</strong>, o Alto Comando da Wehrmacht assina em Berlim a capitulação incondicional do <strong>Terceiro Reich</strong> ante as forças aliadas. Era o final da Segunda Guerra Mundial na Europa, cinco anos e meio após seu início.</p>
<p>&#8220;<em>Nós, abaixo-assinados, que negociamos em nome do Alto Comando alemão, declaramos a capitulação incondicional ante o Alto Comando do Exército Vermelho e ao mesmo tempo ante o Alto Comando das forças expedicionárias aliadas de todas as nossas Forças Armadas na terra, na água e no ar, assim como de todas as demais que no momento estão sob ordens alemãs. Assinado em 8 de maio de 1945 em Berlim. Em nome do Alto Comando alemão: Keitel, Friedeburg, Stumpf&#8230;</em>&#8221;</p>
<p>O que o locutor da Rádio do Reich anunciava em poucas palavras na manhã de 9 de maio de 1945 era o final da Segunda Guerra Mundial na Europa. <strong>Todos os sobreviventes respiraram aliviados</strong>. Mas aquilo que a maioria – também dos alemães – sentiu como libertação, significava para outros vergonha e afronta, ou até mesmo a própria catástrofe.</p>
<p>Mas não teria a catástrofe, de fato, começado já em 30 de janeiro de 1933, com a chegada de Adolf Hitler ao poder? Teria sido realmente possível evitá-la, após os sucessos de política externa do Führer até o outono europeu de 1938?</p>
<p><strong>Início bem-sucedido</strong></p>
<p>As vitórias-relâmpago sobre a Polônia, a França e a Noruega haviam cegado os alemães e, acima de qualquer coisa, a própria liderança nazista. O ataque à União Soviética, em 22 de junho de 1941, resultava desse delírio provocado pelas fáceis conquistas militares.</p>
<p>&#8220;<em>Do quartel-general do Führer, o Alto Comando informa: em defesa contra o ameaçador perigo do leste, a Wehrmacht (Forças Armadas) atacou, às 3 horas da manhã de 22 de junho, a violenta marcha das tropas inimigas. Uma esquadrilha da <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Luftwaffe" target="_blank">Luftwaffe</a> bombardeou o inimigo soviético ainda ao alvorecer</em>.&#8221;</p>
<p>Os esmagadores sucessos iniciais da <strong>Operação Barba-Roxa</strong>, nome secreto do assalto alemão à União Soviética, também pareciam levar o Reich a mais um triunfo militar. Em 3 de outubro de 1942, ao inaugurar a obra assistencial de inverno, <strong>Hitler zombou das reações da imprensa estrangeira</strong>:</p>
<p>&#8220;<em>Se nós avançamos mil quilômetros, não se pode chamar isso exatamente de fracasso (&#8230;). Por exemplo, nos últimos meses – e é em apenas alguns meses que se pode sensatamente promover uma guerra neste país – nós avançamos até o Rio Don, o descemos e chegamos finalmente ao Volga. Cercamos Stalingrado e vamos tomá-la – no que os senhores podem confiar</em>.&#8221;</p>
<p><strong>A virada</strong></p>
<p>Era a primeira vez que Hitler mencionava publicamente o nome da cidade que viria, quatro meses mais tarde, mudar o destino da guerra. Se na ocasião muitos generais acreditavam no sucesso militar da ofensiva, no momento da capitulação do Sexto Exército em Stalingrado restavam poucos otimistas ainda cegamente convictos de um fim vitorioso para a Alemanha de Hitler.</p>
<p>A derrota das tropas alemãs na África do Norte, no mesmo ano, e o desembarque dos Aliados na Normandia, em junho de 1944, reverteram o destino militar do Exército alemão.</p>
<p><strong>Último boletim</strong></p>
<p>Um dia após a capitulação incondicional, a emissora de rádio do Reich da cidade de Flensburg, onde residia o grande almirante Dönitz, que após o suicídio de Hitler exerceu interinamente o posto de chanceler do Reich até 23 de maio, levou ao ar o último boletim da Wehrmacht, elogiando a heróica resistência dos últimos batalhões na foz do Rio Vístula:</p>
<p>&#8220;<em>Vinte horas e três minutos. No ar, a emissora do Reich de Flensburg e sua rede de afiliadas. Hoje, transmitimos o último boletim da Wehrmacht sobre esta guerra. Do quartel-general do grande almirante, em 9 de maio de 1945, o Alto Comando informa que&#8230;</em>&#8221;</p>
<p>O que todos os boletins oficiais das Forças Armadas sempre haviam omitido, passou gradualmente a ficar claro a partir de 8 de maio de 1945. <strong>Além dos monstruosos danos materiais e da destruição irreparável de obras de arte, a Grande Guerra consumira não menos que 55 milhões de vidas humanas</strong>.</p>
<p><a href="http://www.dw-world.de/dw/article/0,,514943,00.html?maca=bra-rss-br-all-1030-rdf" target="_blank">Norbert Ahrens</a></p>
<p><em>Imagem: <a href="http://www.flickr.com/photos/carlsoldphotos/2172048769/" target="_blank">Fonte</a>.</em></p>
<img src="http://www.mondopost.com.br/?ak_action=api_record_view&id=490&type=feed" alt="" />]]></content:encoded>
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		<title>[Imagens] Refugiados no Sri Lanka</title>
		<link>http://www.mondopost.com.br/2009/04/29/imagens-refugiados-no-sri-lanka/</link>
		<comments>http://www.mondopost.com.br/2009/04/29/imagens-refugiados-no-sri-lanka/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 29 Apr 2009 16:58:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Enrique Villalobos</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Conflitos Armados]]></category>

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		<category><![CDATA[Ásia-Pacífico]]></category>

		<category><![CDATA[onu]]></category>

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		<description><![CDATA[
Forças do governo aumentaram a pressão no grupo de rebeldes LTTE, e centenas de milhares de civis do norte do país ficaram presos na zona de guerra. A cobertura da imprensa ainda é muito limitada. Os representantes do LTTE alegam que os civis estão no local por vontade própria, com medo das forças do governo. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.mondopost.com.br/wp-content/uploads/2009/04/srilanka.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-302" title="srilanka" src="http://www.mondopost.com.br/wp-content/uploads/2009/04/srilanka.jpg" alt="srilanka" width="540" height="162" /></a></p>
<p>Forças do governo aumentaram a pressão no grupo de rebeldes LTTE, e centenas de milhares de civis do norte do país ficaram presos na zona de guerra. A cobertura da imprensa ainda é muito limitada. Os representantes do LTTE alegam que os civis estão no local por vontade própria, com medo das forças do governo. Por outro lado, o governo  do Sri Lanka afirma que os civis estão sendo mantidos no local contra sua vontade, pelo LTTE. De acordo com as Nações Unidas, mais de 6.500 civis foram mortos, milhares estão feridos e, recentemente, mais de 100.000 refugiados deixaram a fortaleza do LTTE. Com isso, o governo tem evitado o uso de armas de grosso calibre.</p>
<p>São <strong>31 imagens</strong>, com as legendas em inglês, inalteradas. <strong>AVISO:</strong> <strong><span style="color: #ff0000;">algumas contém cenas fortes</span></strong>.</p>

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			<a href="http://www.mondopost.com.br/wp-content/gallery/refugiados-no-sri-lanka/s01_18784741.jpg" title="This undated picture released on April 25, 2009 by pro-LTTE website Tamilnet shows civilians taking cover after what they say is an explosion caused by a goverment airstrike in the no-fire zone in Mullaitivu district. UN humanitarian chief John Holmes was to hold talks with the Sri Lankan government over the thousands of civilians caught in fighting between troops and Tamil rebels, officials said.The Sri Lankan government has resisted all calls to halt an offensive that is now on the brink of wiping out the Liberation Tigers of Tamil Eelam (LTTE) rebels, who have been fighting for an independent Tamil homeland since 1972. (AFP/Getty Images) " class="shutterset_refugiados-no-sri-lanka" >
				<img title="s01_18784741.jpg" alt="s01_18784741.jpg" src="http://www.mondopost.com.br/wp-content/gallery/refugiados-no-sri-lanka/thumbs/thumbs_s01_18784741.jpg" width="100" height="75" />
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			<a href="http://www.mondopost.com.br/wp-content/gallery/refugiados-no-sri-lanka/s02_18738659.jpg" title="This handout photo released by the Sri Lankan Army on April 22, 2009 shows what is claimed to be civilians fleeing from an area controlled by Tamil Tigers in the northeast of the island on April 21, 2009. (AFP/AFP/Getty Images)" class="shutterset_refugiados-no-sri-lanka" >
				<img title="s02_18738659.jpg" alt="s02_18738659.jpg" src="http://www.mondopost.com.br/wp-content/gallery/refugiados-no-sri-lanka/thumbs/thumbs_s02_18738659.jpg" width="100" height="75" />
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			<a href="http://www.mondopost.com.br/wp-content/gallery/refugiados-no-sri-lanka/s03_18726569.jpg" title="In this photo released by the Sri Lankan army Tuesday, April 21, 2009, ethnic Tamil civilians who escaped from the Tamil Tiger controlled areas are seen arriving Monday, April 20, 2009 at the government controlled areas in Putumattalan, north east of Colombo, Sri Lanka. (AP Photo/Sri Lankan Army)" class="shutterset_refugiados-no-sri-lanka" >
				<img title="s03_18726569.jpg" alt="s03_18726569.jpg" src="http://www.mondopost.com.br/wp-content/gallery/refugiados-no-sri-lanka/thumbs/thumbs_s03_18726569.jpg" width="100" height="75" />
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			<a href="http://www.mondopost.com.br/wp-content/gallery/refugiados-no-sri-lanka/s04_18739557.jpg" title="A Sri Lankan soldier pushes a woman on a bicycle in front of an open area strewn with people's belongings near the village of Putumatalan in Puthukkudiyirippu, northern Sri Lanka April 22, 2009 after fleeing an area still controlled by the Liberation Tigers of Tamil Eelam (LTTE) in the No Fire Zone. (REUTERS/Stringer)" class="shutterset_refugiados-no-sri-lanka" >
				<img title="s04_18739557.jpg" alt="s04_18739557.jpg" src="http://www.mondopost.com.br/wp-content/gallery/refugiados-no-sri-lanka/thumbs/thumbs_s04_18739557.jpg" width="100" height="75" />
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			<a href="http://www.mondopost.com.br/wp-content/gallery/refugiados-no-sri-lanka/s05_18740041.jpg" title="In this handout photograph released by the Sri Lankan navy on April 21, 2009 shows what the military says are thousands of people fleeing an area by boats from a beach controlled by the Tamil Tiger separatists in northeastern Sri Lanka. In the third day since troops blasted through a massive earthen wall built by the Liberation Tigers of Tamil Eelam (LTTE) and unleashed the exodus, the military said 81,420 people had been registered for onward transit to refugee camps. (REUTERS/Sri Lankan Government)" class="shutterset_refugiados-no-sri-lanka" >
				<img title="s05_18740041.jpg" alt="s05_18740041.jpg" src="http://www.mondopost.com.br/wp-content/gallery/refugiados-no-sri-lanka/thumbs/thumbs_s05_18740041.jpg" width="100" height="75" />
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			<a href="http://www.mondopost.com.br/wp-content/gallery/refugiados-no-sri-lanka/s06_18765135.jpg" title="A Sri Lankan Tamil girl who recently crossed into the government-controlled area walks with a bottle of water and a packet of biscuits near the war zone of Putumatalan in Puthukudiyiruppu, about 240 kilometers (150 miles) northeast of Colombo, Sri Lanka, Friday, April 24, 2009. (AP Photo/ Eranga Jayawardena) " class="shutterset_refugiados-no-sri-lanka" >
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			<a href="http://www.mondopost.com.br/wp-content/gallery/refugiados-no-sri-lanka/s07_18749493.jpg" title="Civilians arrive at the village of Putumatalan in Puthukkudiyirippu, northern Sri Lanka April 22, 2009 after fleeing an area still controlled by the Liberation Tigers of Tamil Eelam (LTTE) in the No Fire Zone. (REUTERS/Stringer)" class="shutterset_refugiados-no-sri-lanka" >
				<img title="s07_18749493.jpg" alt="s07_18749493.jpg" src="http://www.mondopost.com.br/wp-content/gallery/refugiados-no-sri-lanka/thumbs/thumbs_s07_18749493.jpg" width="100" height="75" />
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			<a href="http://www.mondopost.com.br/wp-content/gallery/refugiados-no-sri-lanka/s08_18773905.jpg" title="A government soldier looks over civilians who arrived east of the village of Putumatalan in Puthukkudiyirippu, northern Sri Lanka April 24, 2009 after fleeing an area still controlled by the Liberation Tigers of Tamil Eelam (LTTE). (REUTERS/Stringer)" class="shutterset_refugiados-no-sri-lanka" >
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			<a href="http://www.mondopost.com.br/wp-content/gallery/refugiados-no-sri-lanka/s09_18764553.jpg" title="A Sri Lankan government soldier lies injured on a stretcher as another mans a machine-gun in a helicopter lifting off from the town of Kilinochchi located near the No Fire Zone in northern Sri Lanka April 24, 2009. (REUTERS/David Gray)" class="shutterset_refugiados-no-sri-lanka" >
				<img title="s09_18764553.jpg" alt="s09_18764553.jpg" src="http://www.mondopost.com.br/wp-content/gallery/refugiados-no-sri-lanka/thumbs/thumbs_s09_18764553.jpg" width="100" height="75" />
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			<a href="http://www.mondopost.com.br/wp-content/gallery/refugiados-no-sri-lanka/s10_18741935.jpg" title="In this picture received on April 22, 2009 a child believed to be a Tamil injured in fighting between Sri Lankan government forces and Tamil Tiger rebels lies on the floor while awaiting medical treatment in Valaignardam. (STR/AFP/Getty Images)" class="shutterset_refugiados-no-sri-lanka" >
				<img title="s10_18741935.jpg" alt="s10_18741935.jpg" src="http://www.mondopost.com.br/wp-content/gallery/refugiados-no-sri-lanka/thumbs/thumbs_s10_18741935.jpg" width="100" height="75" />
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			<a href="http://www.mondopost.com.br/wp-content/gallery/refugiados-no-sri-lanka/s11_18729711.jpg" title="Injured civilians lie on the ground in a makeshift hospital in this photograph released by the pro-Liberation Tigers of Tamil Eelam (LTTE) group 'Mercy Mission to Vanni' on April 20, 2009 showing what they say are wounded civilians who were fleeing from an area still controlled by the LTTE in the No Fire Zone near the village of Putumatalan in Puthukkudiyirippu, northeastern Sri Lanka. (REUTERS/Mercy Mission to Vanni)" class="shutterset_refugiados-no-sri-lanka" >
				<img title="s11_18729711.jpg" alt="s11_18729711.jpg" src="http://www.mondopost.com.br/wp-content/gallery/refugiados-no-sri-lanka/thumbs/thumbs_s11_18729711.jpg" width="100" height="75" />
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			<a href="http://www.mondopost.com.br/wp-content/gallery/refugiados-no-sri-lanka/s12_18737117.jpg" title="In this handout picture released by the pro-Tamil rebel LTTE Website Tamil Net Tuesday, April 21, 2009, an ethnic Tamil family is seen lying dead, allegedly killed by shells fired by government security forces at a makeshift shelter in the war zone in Maaththalan, near Puthukuddyiruppu, Sri Lanka. The government has repeatedly denied killing civilians by shelling.(AP Photo/Tamil Net)" class="shutterset_refugiados-no-sri-lanka" >
				<img title="s12_18737117.jpg" alt="s12_18737117.jpg" src="http://www.mondopost.com.br/wp-content/gallery/refugiados-no-sri-lanka/thumbs/thumbs_s12_18737117.jpg" width="100" height="75" />
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			<a href="http://www.mondopost.com.br/wp-content/gallery/refugiados-no-sri-lanka/s13_18764233.jpg" title="Civilians, some of the more than 100,000 that have fled the area held by the Liberation Tigers of Tamil Eelam (LTTE), hold food and water they were handed by Sri Lankan government soldiers in the town of Putumatalan located near the No Fire Zone in northern Sri Lanka April 24, 2009." class="shutterset_refugiados-no-sri-lanka" >
				<img title="s13_18764233.jpg" alt="s13_18764233.jpg" src="http://www.mondopost.com.br/wp-content/gallery/refugiados-no-sri-lanka/thumbs/thumbs_s13_18764233.jpg" width="100" height="75" />
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			<a href="http://www.mondopost.com.br/wp-content/gallery/refugiados-no-sri-lanka/s14_18764071.jpg" title="Sri Lankan government soldiers walk past destoyed buildings in the town of Putumatalan located near the No Fire Zone in northern Sri Lanka April 24, 2009. (REUTERS/David Gray)" class="shutterset_refugiados-no-sri-lanka" >
				<img title="s14_18764071.jpg" alt="s14_18764071.jpg" src="http://www.mondopost.com.br/wp-content/gallery/refugiados-no-sri-lanka/thumbs/thumbs_s14_18764071.jpg" width="100" height="75" />
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			<a href="http://www.mondopost.com.br/wp-content/gallery/refugiados-no-sri-lanka/s15_18764123.jpg" title="A Sri Lankan government soldier wearing a face mask and goggles rides in an armoured personal carrier on the outskirts of the town of Putumatalan located near the No Fire Zone in northern Sri Lanka April 24, 2009. (REUTERS/David Gray)" class="shutterset_refugiados-no-sri-lanka" >
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			<a href="http://www.mondopost.com.br/wp-content/gallery/refugiados-no-sri-lanka/s16_18765259.jpg" title="An elderly Sri Lankan Tamil sits among the rubble of a village near Puthukkudiyiruppu on April 24, 2009. (PEDRO UGARTE/AFP/Getty Images)" class="shutterset_refugiados-no-sri-lanka" >
				<img title="s16_18765259.jpg" alt="s16_18765259.jpg" src="http://www.mondopost.com.br/wp-content/gallery/refugiados-no-sri-lanka/thumbs/thumbs_s16_18765259.jpg" width="100" height="75" />
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			<a href="http://www.mondopost.com.br/wp-content/gallery/refugiados-no-sri-lanka/s17_18765361.jpg" title="A Sri Lankan soldier looks on as he mans a bunker near the war zone in Puthukudiyiruppu, about 240 kilometers (150 miles) northeast of Colombo, Sri Lanka, Friday, April 24, 2009. (AP Photo/ Eranga Jayawardena)" class="shutterset_refugiados-no-sri-lanka" >
				<img title="s17_18765361.jpg" alt="s17_18765361.jpg" src="http://www.mondopost.com.br/wp-content/gallery/refugiados-no-sri-lanka/thumbs/thumbs_s17_18765361.jpg" width="100" height="75" />
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			<a href="http://www.mondopost.com.br/wp-content/gallery/refugiados-no-sri-lanka/s18_18741087.jpg" title="This undated photo released by the Sri Lankan army on Wednesday, April 22, 2009, Sri Lankan soldiers distribute food parcels to ethnic Tamil civilians who fled the Tamil tiger-controlled areas near the war zone in Sri Lanka. (AP Photo/Sri Lankan Army)" class="shutterset_refugiados-no-sri-lanka" >
				<img title="s18_18741087.jpg" alt="s18_18741087.jpg" src="http://www.mondopost.com.br/wp-content/gallery/refugiados-no-sri-lanka/thumbs/thumbs_s18_18741087.jpg" width="100" height="75" />
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			<a href="http://www.mondopost.com.br/wp-content/gallery/refugiados-no-sri-lanka/s19_18770751.jpg" title="A Sri Lankan soldier is seen through a blast hole as he hands out food rations to displaced Tamil civilians at Puthumathalan on April 24, 2009. (PEDRO UGARTE/AFP/Getty Images)" class="shutterset_refugiados-no-sri-lanka" >
				<img title="s19_18770751.jpg" alt="s19_18770751.jpg" src="http://www.mondopost.com.br/wp-content/gallery/refugiados-no-sri-lanka/thumbs/thumbs_s19_18770751.jpg" width="100" height="75" />
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			<a href="http://www.mondopost.com.br/wp-content/gallery/refugiados-no-sri-lanka/s20_18774081.jpg" title="A Sri Lankan government soldier looks across to a trail of smoke coming from inside the No Fire Zone near the town of Putumatalan located in northern Sri Lanka April 24, 2009. (REUTERS/David Gray)" class="shutterset_refugiados-no-sri-lanka" >
				<img title="s20_18774081.jpg" alt="s20_18774081.jpg" src="http://www.mondopost.com.br/wp-content/gallery/refugiados-no-sri-lanka/thumbs/thumbs_s20_18774081.jpg" width="100" height="75" />
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<p>Via <a href="http://www.boston.com/bigpicture/2009/04/refugees_in_sri_lanka.html" target="_blank">TheBigPicture</a>.</p>
<img src="http://www.mondopost.com.br/?ak_action=api_record_view&id=298&type=feed" alt="" />]]></content:encoded>
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