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	<title>MondoPost &#187; América do Sul</title>
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	<description>Relações Internacionais de verdade!</description>
	<pubDate>Sat, 10 Oct 2009 20:52:23 +0000</pubDate>
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		<title>Teatro do absurdo</title>
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		<pubDate>Sun, 27 Sep 2009 18:51:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mr. X</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[Enquanto seus seguidores se empanturram na Embaixada do Brasil sem dividir a comida com os famintos funcionários brasileiros, Zé da Laia afirma que está sendo &#8220;torturado com gases tóxicos alteradores da consciência&#8221; e por &#8220;radiação de alta freqüência&#8221; (sic) produzida por &#8220;mercenários israelenses&#8221; que &#8220;planejam assassiná-lo&#8221;. Realmente, a julgar pela foto abaixo, o sujeito parece [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Enquanto seus seguidores se empanturram na Embaixada do Brasil <a href="http://oglobo.globo.com/mundo/mat/2009/09/23/zelayistas-nao-dividem-comida-funcionarios-da-embaixada-brasileira-passam-fome-767746420.asp">sem dividir a comida com os famintos funcionários brasileiros</a>, Zé da Laia <a href="http://www.miamiherald.com/news/5min/story/1248828.html">afirma</a> que está sendo &#8220;torturado com gases tóxicos alteradores da consciência&#8221; e por &#8220;radiação de alta freqüência&#8221; (sic) produzida por &#8220;mercenários israelenses&#8221; que &#8220;planejam assassiná-lo&#8221;. Realmente, a julgar pela foto abaixo, o sujeito parece estar passando muito mal.</p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-1409" title="ze-laia" src="http://www.mondopost.com.br/wp-content/uploads/2009/09/ze-laia.jpg" alt="ze-laia" width="495" height="371" /></p>
<p>Que bufões como Chávez, Evo e Zelaya sejam não apenas levados a sério, como ainda colocados em posições de poder em lugar do <span style="font-weight: bold;">quarto de hospício </span>que claramente merecem, só mostra que passamos dos limites há muito tempo.</p>
<p>Pobre América Latina. Parece-se cada vez mais a uma peça de Becket ou de Ionesco.</p>
<p>Via <a href="http://blogdomrx.blogspot.com/2009/09/teatro-do-absurdo.html" target="_blank">Blog do Mr. X</a>.</p>
<img src="http://www.mondopost.com.br/?ak_action=api_record_view&id=1408&type=feed" alt="" />]]></content:encoded>
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		<title>Especialistas alemães veem com ceticismo cooperação militar Brasil-França</title>
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		<pubDate>Sun, 06 Sep 2009 23:29:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Enrique Villalobos</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[América do Sul]]></category>

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		<description><![CDATA[
O presidente francês, Nicolas Sarkozy, chega ao Brasil nesta segunda-feira (07/09) para, entre outros compromissos, ratificar um acordo de cooperação militar com o Brasil. A parceria prevê a fabricação de 50 helicópteros, a construção em série de quatro submarinos convencionais, além do desenvolvimento do primeiro submarino brasileiro de propulsão nuclear.
Também estão previstos investimentos em instalações [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-full wp-image-1389" title="french_ssbn_submarine" src="http://www.mondopost.com.br/wp-content/uploads/2009/09/french_ssbn_submarine.jpg" alt="french_ssbn_submarine" width="540" height="195" /></p>
<p>O presidente francês, Nicolas Sarkozy, chega ao Brasil nesta segunda-feira (07/09) para, entre outros compromissos, ratificar um acordo de cooperação militar com o Brasil. A parceria prevê a fabricação de 50 helicópteros, a construção em série de quatro submarinos convencionais, além do desenvolvimento do primeiro submarino brasileiro de propulsão nuclear.</p>
<p>Também estão previstos investimentos em instalações industriais e portuárias. A propulsão nuclear será desenvolvida pelo Brasil, o know-how nuclear explicitamente não faz parte do acordo. O projeto vai custar ao governo brasileiro cerca de 8,6 bilhões de euros e será financiado, em parte, através de empréstimo feito por um consórcio de seis bancos europeus.</p>
<p>A parceria estratégica de defesa entre os dois países foi estabelecida durante a visita de Sarkozy ao Brasil em dezembro passado. A colaboração militar poderá ainda incluir a compra de 36 caças franceses. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva recentemente havia dito que também poderiam ser feitos negócios envolvendo aviões militares, pois a França ofereceria uma ampla transferência de tecnologia.</p>
<p><strong>Investimento vale a pena?</strong></p>
<p>Especialistas alemães da área de defesa veem a cooperação militar com ceticismo. Na opinião deles, o tratado de custo bilionário, que renovará o arsenal militar brasileiro, pode contribuir para impulsionar uma corrida armamentista dentro do continente latino-americano sem, entretanto, trazer os benefícios esperados pelo governo brasileiro.</p>
<p>“Não estou muito certo se o Brasil realmente conseguirá a transferência tecnológica almejada com esse acordo”, comenta o jornalista Otfried Nassauer, diretor do Centro de Informação Berlinense para Segurança Transatlântica (BITS, na sigla em alemão).</p>
<p>Ele avalia que há uma considerável chance de o projeto brasileiro do submarino nuclear ter resultados aquém do esperado. “Não é possível hoje saber se esse projeto realmente terá o sucesso desejado do ponto de vista tecnológico e se ele dará ao Brasil uma vantagem militar em relação a outros países. Um projeto tão ambicioso também pode fracassar”, afirma.</p>
<p>Nassauer não acha que a atual cooperação com a França seja motivo de apreensão para as nações vizinhas ao Brasil, devido ao bom relacionamento entre os atuais governos do continente. Entretanto, sua opinião é que o dinheiro seria mais bem empregado em outros setores.</p>
<p>“A pergunta que o governo Lula deve se fazer é se os investimentos não são muito altos e se é o caso de investir tanto dinheiro no próprio status político e militar”, questiona Nassauer. “Há muitos outros setores da sociedade e da economia nos quais, com os mesmos recursos, provavelmente se obteria bem mais postos de trabalho e possivelmente até maior transferência de tecnologia. Tecnologia militar é sempre mais cara do que a tecnologia civil”, acrescenta o jornalista.</p>
<p><strong>Hegemonia regional</strong></p>
<p>O cientista político Daniel Flemes, especialista em políticas de segurança do Instituto Alemão para Estudos Globais e Regionais (Giga), de Hamburgo, avalia que a cooperação com a França pode enfraquecer a cooperação com os vizinhos latino-americanos e provocar uma competição regional por armamentos.</p>
<p>“O fato de o Brasil estar procurando parceiros fora da América Latina em busca de know-how tecnológico pode provocar uma corrida armamentista no continente e pode ser um entrave para uma maior colaboração com os países vizinhos no setor de defesa”, alerta Flemes.</p>
<p>Ele lembra que o acordo é apenas mais um passo do Brasil não só para confirmar sua posição como líder regional, mas também para pavimentar o caminho rumo ao tão sonhado status de grande potência. “O país se esforça para sublinhar sua hegemonia regional não somente na área econômica e política, como também militar. E, ao mesmo tempo, procura consolidar sua posição de potência emergente num contexto mais amplo”, explica Flemes.</p>
<p>Para o analista, este é um passo compreensível, lembrando os esforços dos países próximos na ampliação do poderio militar. “Alguns países vizinhos ao Brasil também estão se empenhando na modernização de seu aparato militar. A Venezuela gastou, nos últimos quatro a cinco anos, 4 bilhões de euros em importações de armamentos da Rússia, enquanto o Chile também vem investindo pesadamente em armamentos nos últimos anos”, ressalta Flemes.</p>
<p>“O Brasil não está sozinho”, resume o cientista político, ao lembrar que a soma de gastos com armamentos dos países sul-americanos mais que duplicou nos últimos cinco anos.</p>
<p><strong>Alemanha não tem experiência</strong></p>
<p>O ministro brasileiro da Defesa, Nelson Jobim, justifica a escolha afirmando que os franceses foram os únicos que se dispuseram a transferir tecnologia para o Brasil. Além do mais, a Alemanha, que também havia sido consultada, não teria experiência com a construção de submarinos nucleares.</p>
<p>&#8220;Isso é correto. A Alemanha nunca construiu um submarino com propulsão nuclear. E também nunca construiu um submarino tão grande que comporte um reator nuclear. Os submarinos alemães são significativamente menores&#8221;, diz Nassauer.</p>
<p>Autor: <a href="http://www.dw-world.de/dw/article/0,,4637843,00.html?maca=bra-rss-br-all-1030-rdf" target="_blank">Marcio Damasceno</a></p>
<p>Revisão: Roselaine Wandscheer</p>
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		<title>Nunca houve tantos escravos como na atualidade, diz pesquisador</title>
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		<pubDate>Sat, 22 Aug 2009 17:21:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Enrique Villalobos</dc:creator>
		
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Na noite de 22 para 23 de agosto de 1791, a ilha de Santo Domingo (hoje Haiti e República Dominicana) assistiu ao começo de uma insurreição que teria um papel decisivo na abolição do tráfico transatlântico de escravos. Hoje, o 23 de agosto é comemorado pela Unesco como o Dia Internacional de Lembrança do Tráfico [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-full wp-image-1373" title="slavery" src="http://www.mondopost.com.br/wp-content/uploads/2009/08/slavery.jpg" alt="slavery" width="540" height="195" /></p>
<p>Na noite de 22 para 23 de agosto de 1791, a ilha de Santo Domingo (hoje Haiti e República Dominicana) assistiu ao começo de uma insurreição que teria um papel decisivo na abolição do tráfico transatlântico de escravos. Hoje, o 23 de agosto é comemorado pela Unesco como o Dia Internacional de Lembrança do Tráfico de Escravos e sua Abolição.</p>
<p>Sobre este assunto, a Deutsche Welle entrevistou o jornalista norte-americano Benjamin Skinner, autor do livro <strong>A Crime So Monstrous: Face-To-Face with Modern-Day Slavery</strong> (Um crime tão monstruoso: face a face com a escravidão hoje). O professor do <em>Carr Center for Human Rights Policy da Harvard Kennedy School</em> adverte que escravos hoje são muito mais baratos do que em qualquer outro momento da história da humanidade.</p>
<p>Deutsche Welle: <em>A escravidão é um fato do passado?</em></p>
<p>Benjamin Skinner: Com certeza, não. Embora existam mais de 300 tratados internacionais e mais de uma dúzia de convenções universais exigindo o fim da escravidão e do comércio de escravos, este ainda é um problema que desafia o mundo moderno. Pessoas e nações presumem que a lei seja suficiente para erradicar o comércio, mas não é. A abolição legal é um primeiro passo necessário, mas a abolição real requer a aplicação rigorosa dessa lei para perseguir os traficantes e proteger e reabilitar as vítimas.</p>
<p><em>Quantos escravos existem hoje no mundo?</em></p>
<p>Como a escravidão é ilegal em qualquer parte do mundo, os traficantes escondem suas vítimas, temendo as autoridades. Em qualquer país, escravos são uma população oculta. Mas as estimativas mais amplamente aceitas apontam que haja entre 12,3 milhões e 27 milhões de escravos.</p>
<p><em>E em números relativos, em comparação com o passado?</em></p>
<p>Há mais escravos hoje do que em qualquer outro momento da história da humanidade. Mas, por mais deprimentes que sejam os números absolutos, podemos encontrar certo consolo no fato de a porcentagem de escravos na população mundial ser hoje menor. Os três grandes movimentos abolicionistas do passado de fato trouxeram progressos. Mas ainda há muito a ser feito neste quarto e último.</p>
<p><em>O que caracteriza a condição de escravo?</em></p>
<p>Escravos são pessoas forçadas a prestar um serviço, mantidas ilegalmente e ameaçadas com violência, sem pagamento e em esquema de subsistência. São pessoas que não podem fugir de seu trabalho.</p>
<p><em>Que tipo de trabalho eles fazem hoje em dia?</em></p>
<p>São usados em todos os ramos da indústria, da agricultura e do setor de serviços. A maioria é forçada a trabalhar para quitar uma dívida, em muitos casos herdada de um ancestral. Todo ano, centenas de milhares são forçados a cruzar fronteiras internacionais para executar trabalhos domésticos ou manuais, também como pedintes, ou se tornam vítimas de prostituição forçada. Crianças são obrigadas a lutar em guerras civis brutais; homens e mulheres, espoliados e obrigados a produzir componentes de produtos de consumo que você talvez tenha em casa. A escravidão está em todo e em nenhum lugar.</p>
<p><em>Que motivos levam hoje à escravidão?</em></p>
<p>As circunstâncias de cada escravo são diferentes, claro, mas há temas recorrentes. Em primeiro lugar, escravos tendem a vir de comunidades profundamente empobrecidas e socialmente isoladas. Tendem a ser jovens, do sexo feminino, com acesso restrito a educação e saúde, e sem qualquer acesso ao crédito formal. Também costumam viver em áreas onde o domínio da lei é fraco e criminosos podem tirar vantagem de sua vulnerabilidade  e isolamento para lucrar.</p>
<p><em>Que países e regiões possuem o maior número de escravos?</em></p>
<p>O sul da Ásia em geral – e a Índia, em particular – possui mais escravos do que todo o resto do mundo junto. A abolição do trabalho escravo na Índia, assim como a do sistema de castas, continua sendo uma promessa não cumprida. Nos níveis estaduais e distritais, bem como nos panchayats [sistema político indiano que agrupa quatro vilas em volta de uma vila central], a boa intenção das leis nada significa para os milhões de pessoas forçadas a trabalhar para pagar uma dívida que, em muitos casos, foi feita gerações antes.</p>
<p><em>E na América Latina?</em></p>
<p>Há centenas de milhares, talvez milhões de escravos na América Latina. O Haiti tem umas 300 mil crianças escravas. Ofereceram-me uma por 50 dólares numa rua de Porto Príncipe, a cinco horas de distância da minha casa em Nova York. Dezenas de milhares são traficadas da América Central e do México para localidades mais ao norte. Nos Estados Unidos, a maior parte dos escravos é mexicana ou foi traficada através do México.</p>
<p>Ironicamente, o Brasil, um dos últimos países a abolir formalmente a escravidão, é hoje um dos mais proativos no combate ao tráfico. Equipes móveis de inspeção do Ministério brasileiro do Trabalho resgatam cerca de 5 mil escravos por ano. Mas infelizmente eles não recebem aconselhamento ou proteção adequados, e dá para contar nos dedos de uma mão quantos criminosos foram condenados. Ou seja, quase a metade dos escravos resgatados volta ao regime escravo. Ainda há muito a ser feito na região.</p>
<p><em>Qual o papel do Estado em países onde existe escravidão?</em></p>
<p>A escravidão existe onde os Estados são fracos ou corruptos, mas ela também pode ser usada por regimes autoritários como forma de controlar a população. Por exemplo, no Sudão, onde o governo do norte armou e encorajou as milícias a escravizar durante uma guerra civil de 22 anos. Ou em Mianmar, onde o governo impõe o regime de corvéia à população rural.</p>
<p><em>É sabido que, em certos países, é possível libertar um escravo pagando por ele. Algumas organizações fazem isso. Você considera este um caminho válido?</em></p>
<p>Certamente não. Por mais que comprar a liberdade de um escravo faça o comprador se sentir bem, essa prática, na melhor das hipóteses, dá margem à corrupção. Na pior delas, incentiva o comércio com a miséria humana.<br />
<em><br />
Quanto custa um escravo hoje?</em></p>
<p>Escravos hoje são mais baratos do que nunca. Presenciei negociações de venda em quatro continentes e recebi ofertas de 45 dólares na África do Sul até cerca de 2 mil dólares (na verdade, tratava-se da troca por um carro usado) na Romênia. Com mais de 1,1 bilhão de pessoas subsistindo com menos de um dólar por dia, a oferta de potenciais escravos é praticamente ilimitada.</p>
<p><em>Quais são as consequências tardias da escravidão nas sociedades em que ela existiu, como nos EUA e na América Latina?</em></p>
<p>Países que falham em lembrar que a escravidão é um compromisso vivo estão condenados a viver em insegurança e desigualdade, e em meio a atividades criminosas. Mas aqueles que se encarregarem da difícil tarefa de eliminar a escravidão serão recompensados com sociedades mais prósperas e pacíficas. O que me lembra as palavras de Maya Angelou: &#8220;<strong><em>A história, por mais dolorosa, não pode ser &#8216;desvivida&#8217;. Mas, se enfrentada com coragem, não precisa ser revivida</em></strong>&#8220;.</p>
<p>Autor: Pablo Kummetz</p>
<p>Revisão: <a href="http://www.dw-world.de/dw/article/0,,4589344,00.html?maca=bra-rss-br-all-1030-rdf" target="_blank">Roselaine Wandscheer</a></p>
<p><em>Imagem: <a href="http://www.flickr.com/photos/quettabalochistan/2986608888/" target="_blank">Fonte</a>.</em></p>
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		<title>Cúpula da Unasul: perspectivas em meio a graves divergências?</title>
		<link>http://www.mondopost.com.br/2009/08/10/cupula-da-unasul-perspectivas-em-meio-a-graves-divergencias/</link>
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		<pubDate>Mon, 10 Aug 2009 15:30:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel Marquine</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[América do Sul]]></category>

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		<category><![CDATA[Política Internacional]]></category>

		<category><![CDATA[Bases Militares]]></category>

		<category><![CDATA[Unasul]]></category>

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A presidência da União das Nações Sul-Americanas passa de mãos chilenas às equatorianas. Enquanto o Chile tratou de mediar o conflito boliviano, o Equador irá cuidar de desavenças nas quais está diretamente envolvido.
Nesta segunda-feira (10/08), o Equador assume a presidência da União das Nações Sul-Americanas (Unasul), que congrega 13 países. Com pouco mais de um [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.mondopost.com.br/wp-content/uploads/2009/08/unasul.jpg" alt="unasul" title="unasul" width="540" height="195" class="alignnone size-full wp-image-1337" /></p>
<p>A presidência da União das Nações Sul-Americanas passa de mãos chilenas às equatorianas. Enquanto o Chile tratou de mediar o conflito boliviano, o Equador irá cuidar de desavenças nas quais está diretamente envolvido.</p>
<p>Nesta segunda-feira (10/08), o Equador assume a presidência da União das Nações Sul-Americanas (Unasul), que congrega 13 países. Com pouco mais de um ano de existência e escassa estrutura institucional, a união enfrenta a primeira crise entre seus membros.</p>
<p>Há sérias discordâncias entre a Venezuela de Hugo Chávez e seu controverso &#8220;socialismo do século 21&#8243;, a Colômbia do presidente Álvaro Uribe – com sua política linha-dura contra o tráfico de drogas e contra a guerrilha e sua aliança com os Estados Unidos – e o Equador de um Rafael Correa, que depois de diversos plebiscitos conquistou um segundo mandato, com amplo respaldo e uma Constituição reformada. A recusa de Quito em aceitar a implementação de várias bases norte-americanas em território colombiano levou a tensão ao limite.</p>
<p><strong>Bases norte-americanas na Colômbia</strong></p>
<p>&#8220;A Unasul não se encontra em seu melhor momento: Bogotá e Quito não possuem laços diplomáticos, as relações entre a Colômbia e a Venezuela estão congeladas por decisão do governo de Caracas e o presidente do país anfitrião, Rafael Correa, assume a presidência da Unasul no afã de resolver estas controvérsias, mesmo sendo parte do conflito&#8221;, afirma à DW-WORLD Günther Maihold, diretor do Instituto Alemão de Política Internacional e de Segurança (SWP), sediado em Berlim.</p>
<p>Os outros países-membros da Unasul – Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Guiana, Paraguai, Peru, Suriname, Uruguai – não têm demonstrado muito interesse pelo assunto. Até agora, o conflito vem sendo mediado pela Organização dos Estados Americanos (OEA).</p>
<p>A Colômbia não participa da cúpula da Unasul que acontece nesta segunda-feira. O presidente colombiano Uribe também não consta da lista de convidados para a cerimônia que dá início ao segundo mandato do presidente equatoriano.</p>
<p>Assim &#8220;os governantes não terão problemas em chegar a um acordo sobre a incoveniência das bases norte-americanas na Colômbia&#8221;, observa Mainhold, lembrando que, no decorrer de uma década, a base estadunidense em Manta, no Equador, não pareceu incomodar ninguém.</p>
<p><strong>Relações rompidas</strong></p>
<p>Horacio Borja Sevilla, embaixador do Equador em Berlim, confirma à DW-WORLD a ruptura das relações entre Quito e Bogotá, afirmando que o Equador se opõe &#8220;à criação – por parte da Colômbia e dos EUA – de sete bases militares em território colombiano. A recusa a essa iniciativa do presidente Uribe foi geral&#8221;, diz o diplomata.</p>
<p>Para Claudia Detsch, cientista política da Fundação Friedrich Ebert em Quito, &#8220;os países que formam a Alba – uma aliança cujo eixo é formado pela Venezuela e por Cuba – esperam poder isolar a Colômbia em função da implementação das bases norte-americanas. O recente périplo latino-americano do presidente Uribe torna isso bastante improvável. Uma divergência se aproxima&#8221;, prevê Detsch.</p>
<p><strong>Colômbia: &#8220;não&#8221; à presidência da Unasul</strong></p>
<p>Era a Colômbia que deveria ter assumido a presidência da Unasul das mãos da presidente do Chile, Michelle Bachelet, que por sua vez havia mediado o conflito entre o presidente boliviano Evo Morales e as províncias do país que reclamavam a independência.</p>
<p>&#8220;A Unasul deu provas de sua eficácia nesse conflito&#8221;, opina Detsch, para quem isso se deveu &#8220;à inteligente mediação do governo chileno, que ocupava a presidência da União naquele momento. Resta saber se êxito semelhante poderá ser esperado sob uma presidência bem menos diplomática&#8221;, interroga a especialista.<br />
<strong><br />
O longo braço das Farc</strong></p>
<p>O conflito atual é antigo. A Colômbia acusa a Venezuela de apoiar as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc). O Equador e a Venezuela se opõem às bases norte-americanas.</p>
<p>Por outro lado, as relações entre os dois países estão abaladas desde que a Colômbia atacou um campo de guerrilha das Farc, localizado no norte do Equador, e desde o confisco de um computador que continha informações sobre Rafael Correa e a respeito do financiamento de sua campanha presidencial, além de dados que mostram o envolvimento da cúpula equatoriana tanto com a guerrilha quanto com o governo venezuelano.</p>
<p><strong>Base bolivariana da Unasul</strong></p>
<p>&#8220;É um legado de Simón Bolívar o ideal de que todos os Estados do sul da América Latina formem uma entidade política. O que fazemos agora? Inspirados na ideia bolivariana, construímos a Unasul&#8221;, diz Borja Sevilla. </p>
<p>Há poucos menos de 200 anos, Simón Bolívar, líder das guerras pela independência das colônias espanholas, conseguiu formar uma imensa nação que, ao longo de uma década, formaram territórios que hoje pertencem à Venezuela, Panamá, Equador, Colômbia, Costa Rica, Peru, Guiana, Brasil e Nicarágua.</p>
<p>Para Detsch, &#8220;os governos dos países que formam a Unasul seguem, em parte, metas diferentes – tanto na política interna quanto na cooperação em nível regional – e se baseiam em convicções distintas. Considerando que a política externa de muitos países latino-americanos está marcada pela política nacional, as divergências ideológicas representam um desafio para todo projeto de integração, também para a Unasul&#8221;.</p>
<p><strong>Exemplo europeu</strong></p>
<p>&#8220;Especialmente os países do socialismo do século 21 depositam grandes esperanças na Unasul, pois esperam contextualizar ali seus projetos regionais&#8221;, analisa Detsch. A união, porém, não é formada somente por países que simpatizam com as ideias bolivarianas, cujo representante máximo é o presidente venezuelano.</p>
<p>Em relação às graves divergências atuais, o embaixador Borja Sevilla argumenta: &#8220;Pense na União Europeia: ninguém podia acreditar que, com os problemas que existiram entre a França e a Alemanha – só para citar um exemplos dos muitos que haviam na Europa –, se chegaria a uma união no continente. Nós, num espaço de tempo mais curto do que o necessário na Europa, chegaremos a uma União das Nações Sul-Americanas&#8221;, sentencia o diplomata.</p>
<p>Para Detsch, contudo, &#8220;esse processo ainda está no começo. Não há por que dar o mesmo por encerrado. Sem dúvida, suas verdadeiras conquistas – dada a lentidão do processo de institucionalização – deverão ser projetadas nos objetivos de longo prazo&#8221;, conclui a especialista.</p>
<p>Autora: <a href="http://www.dw-world.de/dw/article/0,,4555051,00.html">Mirra Banchón</a> / Revisão: Simone Lopes</p>
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		<title>Fuga de Caracas</title>
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		<pubDate>Thu, 30 Jul 2009 01:29:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mr. X</dc:creator>
		
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		<category><![CDATA[desigualdade social]]></category>

		<category><![CDATA[socialismo]]></category>

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		<description><![CDATA[
Enquanto ainda há quem cante os louvores da União Soviética, um curioso fato permanece: não há nem jamais houve um único país comunista ou socialista para o qual as pessoas desejassem imigrar. Ao contrário: o movimento populacional é sempre de dentro para fora, ou seja, dos habitantes do &#8220;paraíso socialista&#8221; tentando escapar, muitas vezes arriscando [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-full wp-image-1298" title="socialism" src="http://www.mondopost.com.br/wp-content/uploads/2009/07/socialism.jpg" alt="socialism" width="540" height="195" /></p>
<p>Enquanto ainda há quem cante os louvores da União Soviética, um curioso fato permanece: não há nem jamais houve um único país comunista ou socialista para o qual as pessoas desejassem imigrar. Ao contrário: o movimento populacional é sempre de dentro para fora, ou seja, dos habitantes do &#8220;paraíso socialista&#8221; tentando escapar, muitas vezes arriscando a própria vida.</p>
<p>Isso é verdadeiro ainda hoje. Leio uma interessante <a href="http://www.elpais.com.uy/090726/pinter-431967/americalatina/chavez-desato-la-fuga-de-cerebros" target="_blank">notícia</a> sobre a &#8220;fuga de cérebros&#8221; da Venezuela em direção a outros países, como EUA, Colômbia e até Panamá. As pessoas mais qualificadas - e toda a classe média em geral - está há tempos abandonando o barco em direção a ambientes menos hostis. É o dilema de todo regime socialista: como manter no país os competentes que produzem riqueza e inteligência? A mesma notícia informa que Chávez demitiu a maioria dos profissionais mais experientes da PDVSA (empresa petrolífera venezolana), colocando em seu lugar marionetes marxistas. A produção diária de petróleo caiu em mais de um terço. Não é difícil adivinhar, em poucos anos, a decadência do regime chavista.</p>
<p>Para os ingênuos radicais esquerdistas, os Idelberes e Tiagos da vida, sempre apoiando causas equivocadas, essa é uma boa notícia: finalmente a maldita classe média vai embora, deixando que o Governo possa cuidar exclusivamente do Povo.</p>
<p>O que eles não entendem é que o Povo é um só. Não existe &#8220;luta de classes&#8221;. O maior erro do marxismo é separar as pessoas em categorias econômicas estanques, como se ser &#8220;proletário&#8221; ou &#8220;burguês&#8221; fosse algo determinado geneticamente.</p>
<p>Nunca entendi muito bem o ódio dos esquerdistas à classe média. Afinal, o sonho de todo pobre é ser de classe média, o sonho de todo proletário é ser burguês. E esse movimento de ascenção social sempre ocorre em um sistema político mais natural, não baseado na hedionda utopia &#8220;igualitária&#8221;.</p>
<p>O socialismo, ao contrário, costuma manter os pobres na &#8220;pureza&#8221; da falta de dinheiro ou alimentos. Para os seguidores dessa bizarra religião fantasiada de ideologia política, ser pobre é ser mais puro.</p>
<p>Os socialistas são <a href="http://www.witnit.org/archives/2009/03/lets_talk_paras.php" target="_blank">parasitas</a> que nem mesmo compreendem que, ao matar seu hospedeiro, irão logo morrer também.</p>
<p><em>A discussão continua em <a href="http://blogdomrx.blogspot.com/2009/07/fuga-de-caracas.html" target="_blank">Blog do Mr X</a>.</em></p>
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		<title>Tensão entre Colômbia, Venezuela e Equador volta a aumentar</title>
		<link>http://www.mondopost.com.br/2009/07/29/tensao-entre-colombia-venezuela-e-equador-volta-a-aumentar/</link>
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		<pubDate>Thu, 30 Jul 2009 01:25:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel Marquine</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[América do Sul]]></category>

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Hugo Chávez ameaça romper definitivamente com Bogotá e reiteira apoio a Quito perante &#8216;agressões&#8217; de Uribe.
A tensão volta a marcar as relações entre Venezuela, Colômbia e Equador, após a decisão do presidente venezuelano, Hugo Chávez, de tirar seus funcionários de Bogotá e congelar o comércio, embora o vice-presidente venezuelano, Ramón Carrizalez, tenha dito nesta quarta-feira, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img alt="" src="http://www.mondopost.com.br/wp-content/uploads/2009/05/chavez.jpg" class="alignnone" width="540" height="195" /></p>
<p>Hugo Chávez ameaça romper definitivamente com Bogotá e reiteira apoio a Quito perante &#8216;agressões&#8217; de Uribe.</p>
<p>A tensão volta a marcar as relações entre Venezuela, Colômbia e Equador, após a decisão do presidente venezuelano, Hugo Chávez, de tirar seus funcionários de Bogotá e congelar o comércio, embora o vice-presidente venezuelano, Ramón Carrizalez, tenha dito nesta quarta-feira, 29, que, &#8220;por enquanto&#8221;, a fronteira segue aberta. &#8220;As diretrizes foram dadas muito claras pelo presidente quando anunciou o congelamento, a revisão de todos os setores, mas não foi emitida qualquer instrução para fechar as fronteiras; por enquanto, a situação toda está sendo avaliada&#8221;, afirmou Carrizalez. </p>
<p>Esta foi a resposta de Chávez na terça-feira à noite às &#8220;irresponsáveis&#8221; acusações colombianas sobre o suposto desvio de armas que a Venezuela comprou da Suécia em 1988 e as quais o governo colombiano disse ter encontrado em poder das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc). O assunto serviu de estopim de uma nova crise incubada com o anúncio prévio da Colômbia de que negocia com os Estados Unidos o uso de bases militares no país por soldados americanos, o que foi condenado reiteradamente nas duas últimas semanas por Chávez.</p>
<p>Além de ordenar o congelamento do comércio e a retirada dos funcionários diplomáticos, o presidente disse que romperá definitivamente os laços com a Colômbia perante uma eventual &#8220;próxima declaração verbal&#8221; de parte do Executivo de Álvaro Uribe que signifique uma &#8220;nova agressão&#8221;. O vice-presidente venezuelano voltou a negar que o governo de Chávez forneça armamento a grupos irregulares, mas assegurou que atuará &#8220;sem contemplações&#8221; se descobrir que &#8220;alguém&#8221; tenha feito isso, dentro ou fora das Forças Armadas nacionais.</p>
<p>&#8220;Se descobrirmos que alguém está traficando de alguma maneira ou tem relação de alguma maneira (com grupos irregulares colombianos), nós atuaremos&#8221;, disse Carrizales perto da fronteira colombiana. O conflito interno colombiano transbordou para a Venezuela com ataques de guerrilheiros a postos militares nacionais, que deixaram não somente soldados mortos, mas o &#8220;extravio&#8221; das Forças Armadas do país, explicou.</p>
<p>O vice, porém, ressaltou que é preciso ser &#8220;bem cínico, cara de pau, para acusar de uma vez o governo venezuelano&#8221;, quando &#8220;o certo deveria ter sido&#8221; que a Colômbia informasse à Venezuela sobre essa investigação. A ruptura definitiva com a Colômbia incluiria, antecipou Chávez, a desapropriação de empresas colombianas na Venezuela, uma ameaça que já fez em março de 2008, no meio de outra crise originada por um ataque colombiano às Farc em território equatoriano.</p>
<p><strong>RELAÇÃO COM EQUADOR</strong></p>
<p>Dirigentes da oposição da Venezuela disseram que Chávez sempre age desta forma para tentar esconder problemas locais. &#8220;É um pano vermelho&#8221; que lançou &#8220;para que não nos ocupemos dos problemas do país&#8221;, disse o deputado Juan José Molina, do partido de oposição Podemos (PP). Na realidade, insistiu Molina, a crise é &#8220;uma estratégia&#8221; de Chávez para desviar a atenção de problemas sem solução &#8220;no socialismo&#8221; e porque deseja assumir uma posição na crise que paralelamente opõe Equador e Colômbia.</p>
<p>O papel que &#8220;o império&#8221; (Estados Unidos) atribuiu a Israel e à Colômbia explica &#8220;tanta afinidade&#8221; entre estes países, acrescentou Chávez, após afirmar que foi por isso que o presidente equatoriano, Rafael Correa, advertiu adotar ações militares contra futuras agressões colombianas.</p>
<p>Esta semana Correa ameaçou responder militarmente a Colômbia se o país voltar a atacar o Equador, como aconteceu em março de 2008, quando militares colombianos violaram a fronteira em uma operação contra um grupo guerrilheiro colombiano.</p>
<p>&#8220;É preciso apoiar o Equador; as agressões da Colômbia contra o Equador não são da Colômbia, são do império; as agressões da Colômbia contra a Venezuela (&#8230;) não só são do governo da burguesia que tem em suas mãos o Estado colombiano&#8221;, mas também &#8220;do império americano&#8221;, ressaltou Chávez. Henry Ramos Allup, secretário-geral do também opositor partido Ação Democrática (AD), disse que, independente do que Chávez decidir, mesmo se cumprir sua advertência de romper as relações diplomáticas e comerciais com a Colômbia, não conseguirá desativar &#8220;uma fronteira viva.&#8221;</p>
<p>Aumentando ainda mais a pressão contra a Colômbia, na terça-feira o governo equatoriano afirmou que o desmentido que as Farc fizeram sobre o vídeo no qual um líder guerrilheiro fala de supostas contribuições à de Correa é &#8220;uma nova prova da patranha permanente contra&#8221; do Executivo colombiano. Para o ministro de Segurança Interna e Externa do Equador, Miguel Carvajal, o vídeo causou &#8220;um dano ao país.&#8221; </p>
<p>Via <a href="http://www.estadao.com.br/noticias/internacional,tensao-entre-colombia--venezuela-e-equador-volta-a-aumentar,410524,0.htm">Estadão</a>.</p>
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		<item>
		<title>A quem interessa o sangue?</title>
		<link>http://www.mondopost.com.br/2009/07/22/a-quem-interessa-o-sangue/</link>
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		<pubDate>Wed, 22 Jul 2009 17:13:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mário Machado</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[América Central]]></category>

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As negociações que visavam um acordo político para crise hondurenha, intermediada pelo Prêmio Nobel da Paz 1987, Oscar Arias, Presidente da Costa Rica (que ganhou intermediando o fim das guerrilhas na região), naufragou. Não chegou a ser uma surpresa, afinal todos os analistas viam a indisposição em negociar e exigências sabidamente inaceitáveis. Quem acompanha negociações [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-full wp-image-1267" title="hugo-chavez" src="http://www.mondopost.com.br/wp-content/uploads/2009/07/hugo-chavez.jpg" alt="hugo-chavez" width="540" height="195" /></p>
<p>As negociações que visavam um acordo político para crise hondurenha, intermediada pelo Prêmio Nobel da Paz 1987, Oscar Arias, Presidente da Costa Rica (que ganhou intermediando o fim das guerrilhas na região), naufragou. Não chegou a ser uma surpresa, afinal todos os analistas viam a indisposição em negociar e exigências sabidamente inaceitáveis. Quem acompanha negociações internacionais, sabe quando se força a ruptura de uma negociação, afinal é muito fácil para qualquer diplomata de carreira saber em que pontos rupturas são inevitáveis, portanto, posso dizer que foram negociações de má-fé, onde as partes não se propuseram a negociar de fato.</p>
<p>É preciso saber que desde os primeiros momentos da crise e logo após a deposição, a Igreja Católica, por meio de seu Colégio Episcopal em Honduras, ofereceu seus bons ofícios, procurando acalmar os ânimos, prevenir violência e encontrar uma saída negociada. Inclusive um Bispo chegou a pronunciar na televisão a pedir calma e discernimento de Zelaya, e que ele não retornasse se as condições políticas assim permitissem. Por que o Bispo fez isso? Por ser golpista conservador? Ou por medo que a polarização política, somada a clara e notória infiltração de manifestantes sandinistas e venezuelanos, culminasse em violência e desperdício de vidas?</p>
<p>Não deu outra. As manifestações no aeroporto cobraram seu preço em sangue. O presidente deposto e seus apoiadores agora têm um mártir, uma prova indelével da natureza boçal e violenta do novo governo. Bem, pelo menos para motivos de propaganda, serviu o desperdício de uma alma jovem, que de verdade só sua família e amigos vão prantear, sentir falta e lembrar quando a poeira assentar. Não há provas que ele tenha sido assassinado por armas do exército, mas mesmo que tivesse, dividem essa conta macabra os que coordenavam a operação no aeroporto e os que instigavam pessoas comuns, contra soldados treinados e armados. Afinal, qual é sempre o resultado de pessoas sem armas enfrentando pessoas com armas?</p>
<p>Ora, então os seguidores de Zelaya têm que engolir a seco a deposição dele, sem direito a reclamar? Claro que não, mas os que estão a frente disso têm uma obrigação ética e moral de fazer com que essas demonstrações sejam pacificas, seja a via escolhida, passeatas, desobediência civil, greves gerais. Qualquer uma das muitas alternativas não confrontacionais. Por que digo isso? Porque o clima está pesado, os ânimos acirrados e a chance de que as forças de segurança e manifestantes percam o controle é enorme. Evidentemente cabe ao regime conter os ânimos das forças de segurança, garantindo a ordem pública dentro dos ditames do império da lei.</p>
<p>Mas até agora só relatei o óbvio, nada de especial e nem toquei no cerne da questão-título desse texto, a não ser de maneira indireta.</p>
<p>Qual tem sido a tônica desde o dia 1° dessa crise? A coesão e unanimidade internacional na condenação ao golpe e com uma linguagem bastante inflamada exigindo, com ultimatos e ameaças a recondução do presidente deposto a seu cargo, sem qualquer tipo de negociação com o governo, sempre tratado pelos diplomatas do continente como golpista nas suas intervenções na mídia. Ora, é claro, para qualquer pessoa com meio cérebro que uma deposição com apoio da justiça, do parlamento e dos militares só é possível quando o deposto não tem mais nenhuma condição de governabilidade. Ainda mais porque, como vimos pelas imagens, o povo hondurenho está dividido, tendendo em sua maioria a apoiar a deposição, portanto não vimos em Honduras nem sombra das manifestações vistas no Irã (onde por sinal o aparato de repressão é bem mais agressivo e conta com simpatia dos que querem a volta imediata de Zelaya).</p>
<p>Também, é claro para quem tem meio cérebro, que a única saída satisfatória para essa crise é uma negociação que culmine em novas eleições, antecipadas (já que seria esse ano de qualquer maneira). Portanto o que motiva tanta resistência a negociar uma saída? Será uma questão pessoal de Zelaya, que por já ter sido presidente não pode nem cogitar a se candidatar de novo segundo a constituição hondurenha?</p>
<p>Ou há algo mais profundo? Seria a resistência motivada por governos da região que temem que quarteladas voltem a ser prática comum na região? Mas, então simplificaríamos muito a questão, já que os militares não tomaram o poder e sim agiram de acordo com a Constituição e ainda justificam sua ação de retirada de Zelaya do país para evitar confrontos e violência. Um argumento um pouco esticado, mas não deixa de ter suporte lógico.</p>
<p>Por que a resistência ao golpe fosse fruto de uma frente pró-democracia unânime no continente, os principais atores da questão, não fomentariam relações com ditaduras longas e comprovadas, tais como Cuba? Ou para esses líderes subverter as regras democráticas só é grave quando é levado a cabo por não-membros de sua Aliança ou Alternativa?</p>
<p>A questão transcendeu as esferas da América Central, porque indubitavelmente demonstra a primeira resistência contundente ao mecanismo chavista, sendo este, inclusive, apontado como pivô da crise, já que o líder deposto passou a ser visto como um títere de Caracas. E é ele, Hugo Chávez, quem conduz a reação mais inflamada à deposição. Ele também, tem fornecido transporte para Zelaya, com jatinhos da poderosa PDVSA. Honduras pode se tornar o “Rubicão do César Bolivariano”, porque se suas legiões o cruzarem, sua alternativa ganha momento, ganha força e prestigio, já que sairia vitorioso na tal batalha moral, sairia como defensor da democracia. Ele que já liderou um golpe frustrado, antes de tomar um igualmente frustrado.</p>
<p>Isso explica porque desde o primeiro minuto da crise o Presidente Chávez violou uma regra da diplomacia ao interferir em assuntos internos de outros povos, ainda mais, por que clamava “aos patriotas hondurenhos a lutar”, ou seja, além de intervir em assuntos internos ainda o fez incentivando a violência, a desordem. E foi ainda mais além com bravatas dignas dele mesmo ao cogitar intervir militarmente para recolocar o presidente deposto. Pergunto-me qual diferença deste comportamento a tese de exportação da democracia, mesmo que a força da era Bush? (algum leitor chavista, se eu os tiver, consegue explicar?). Outra questão, não era esse mesmo presidente que achava absurda a violação territorial? Lembram, quando a Colômbia atacou uma base das FARC em território equatoriano matando um dos líderes da guerrilha (ou narco-guerrilha, diriam alguns)?</p>
<p>A prudência sempre foi apontada na literatura como uma característica desejável em um estadista. Mas nesse caso temos visto que interesses que em nada tem de alinhando com valores como democracia, ou com interesses do povo hondurenho. Esses interesses são de projetos geopolíticos e ideológicos. Isso explica por que não há, por parte desses atores, preocupação com o bem estar do povo hondurenho.</p>
<p>Digo isso porque ao conclamar o povo a insurgência, o presidente deposto, sabe que o resultado disso será medido em litros de sangue derramado nas ruas. Ainda mais numa região que sofreu tanto com guerras civis e que tem problemas de criminalidade urbana gravíssima, que pode sair do controle com o Estado esticando suas forças para lutar contra uma insurgência, ainda mais porque há a real e concreta possibilidade de saída tranqüila, institucional e democrática para crise, que é a via das urnas.</p>
<p>Afinal, quem tem ojeriza a golpes deveria jubilar-se com a possibilidade de que uma eleição livre, devidamente acompanhada por observadores estrangeiros e de acordo com as regras vigentes. E não conclamar o povo a insurreição, a violência e inevitavelmente a morte. É fácil louvar aos mártires e heróis quando não são seus filhos e filhas, pais e mães, irmãos e irmãs, maridos e esposas, os que vão cair ou ser estadista de danos colaterais, numa situação em que a resolução pacifica é tão palpável.</p>
<p>Creio ser irresponsável e desesperado esse movimento, o digno de um democrata seria convocar manifestações pacíficas, mas por esta via é preciso uma maioria. E esse foi o erro de cálculo primordial, o tamanho do respaldo popular em Honduras. E o interino Micheletti demonstrando, talvez, demagogicamente que não tem desejo de manter o poder, afirmou que pode renunciar, com a condição do não retorno de Zelaya, o que reitera que não há condições de governabilidade para “Mel” Zelaya.</p>
<p>E quem lucra com o sangue nas ruas? Na minha humilde opinião não é um regime de um país pequeno e isolado. São as grandes causas “humanistas-progressivas” salvadoras que precisam de mártires para angariar apoio popular e desgastar o governo interino.</p>
<p>E para você meu leitor, vale mais uma ideologia ou uma vida humana? E a quem interessa o sangue? (Michelleti? Zelaya? Chávez?)</p>
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		<title>A OEA ignora a Venezuela</title>
		<link>http://www.mondopost.com.br/2009/07/11/a-oea-ignora-a-venezuela/</link>
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		<pubDate>Sat, 11 Jul 2009 20:13:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Enrique Villalobos</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[América Central]]></category>

		<category><![CDATA[América do Sul]]></category>

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Guayaquil, Equador — Se o Secretário Geral da OEA passou uma semana exigindo aos quatro ventos que Manuel Zelaya volte à presidência de Honduras, também passou mais de quatro anos ignorando a erosão da democracia na Venezuela (e em outros países de que não tratarei, por falta de espaço).
Consideremos apenas o que aconteceu neste país [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-full wp-image-1223" title="oea" src="http://www.mondopost.com.br/wp-content/uploads/2009/07/oea.jpg" alt="oea" width="540" height="195" /></p>
<p>Guayaquil, Equador — Se o Secretário Geral da OEA passou uma semana exigindo aos quatro ventos que Manuel Zelaya volte à presidência de Honduras, também passou mais de quatro anos ignorando a erosão da democracia na Venezuela (e em outros países de que não tratarei, por falta de espaço).</p>
<p>Consideremos apenas o que aconteceu neste país na última semana: um prefeito privado de 90% dos recursos da maior prefeitura de Caracas — cargo para o qual foi eleito pela maioria dos habitantes — fez uma greve de fome de cinco dias diante da sede da OEA em Caracas [1]. No mesmo dia em que iniciou a greve, o governo venezuelano anunciou que 240 frequências de rádio AM e FM poderiam ser revertidas para o Estado por “não atualizar seus dados junto ao CONATEL”, e que outros meios sofreriam sanções por difundir publicidade em defesa da propriedade privada [2].</p>
<p>Imaginemos que pela manhã o <em>Congresillo</em> promulgue uma lei que crie uma autoridade paralela à prefeitura de Guayacquil e logo depois outra lei transferindo até 90% dos recursos a esta nova autoridade. Para efeitos práticos, o alcaide eleito pelos guayaquilenhos seria substituído por outro, escolhido a dedo pelo Poder Executivo. Foi isso que aconteceu na Venezuela, onde a vontade dos venezuelanos é ignorada sempre que não está de acordo com a revolução chavista.</p>
<p>Enquanto Chávez exige a volta de Zelaya a Honduras, ameaçando até mesmo tomar medidas bélicas contra o governo interino, seu governo na Venezuela continua perseguindo as vozes independentes. CEDICE e ASOESFUERZO, duas organizações privadas e sem fins lucrativos, colocaram em diversos meios de comunicação anúncios em defesa da propriedade privada. Em muitos deles, cont-se uma história de êxito pessoal, de como uma pessoa, com trabalho e esforço, conseguiu melhorar a vida de sua família [3]. Em outro anúncio, o projeto de Lei de Propriedade Social discutido na Assembléia Nacional é comparado a uma lei similar de Cuba. Tudo isso seria normal em uma democracia pluralista em que se respeita a diversidade de critérios. Porém, na Venezuela isso é considerado uma ameaça. Diosdado Cabello, Ministro de Obras Públicas e Habitação, abriu um processo administrativo contra as empresas que transmitiram os anúncios, com o pretexto de que a publicidade é “enganosa” e faz “o coletivo” crer que os direitos de propriedade estão ameaçados ou não estão assegurados [4]. Segundo a Globovisión, uma das empresas ameaçadas, as mensagens em questão “constituem o exercício legítimo da liberdade de expressão dos cidadãos que formam estas organizações, os quais estão em seu perfeito direito de determinar, segundo seus critérios, se o direito de propriedade está assegurado ou não na Venezuela” [5].</p>
<p>Tem razão. Mas os “democratas” que tanto clamam por democracia e Estado de Direito em Honduras são cegos, surdos e mudos quando se trata da Venezuela ou de qualquer outro país com um governo bolivariano de esquerda.</p>
<p>Por <a href="http://www.ordemlivre.org/textos/autor/32" target="_blank">Gabriela Calderón</a>, via <a href="http://www.ordemlivre.org/node/648" target="_blank">OrdemLivre</a>.</p>
<p><strong>Notas</strong></p>
<p>[1] “Ledezma solicita recursos a Banco Mundial para Caracas”. El Universal. 23 de junho de 2009. <a href="http://www.eluniversal.com/2009/06/23/ccs_art_ledezma-solicita-rec_1444271.shtml" target="_blank">Disponível aqui</a>.</p>
<p>[2] “Sancionarán a medios de comunicación que divulgaron mensaje de CEDICE”. El Universal. 4 de julho de 2009. <a href="http://deportes.eluniversal.com/2009/07/04/pol_art_sancionaran-a-medios_1460073.shtml" target="_blank">Disponível aqui</a>.</p>
<p>[3] <a href="http://www.cedice.org.ve/detalle.asp?id=2393" target="_blank">Anúncios</a> do CEDICE.</p>
<p>[4] “Sancionarán a medios de comunicación que divulgaron mensaje de CEDICE”.</p>
<p>[5] “Ministerio Público solicita suspender avisos de CEDICE”. El Universal. 7 de julho de 2009. <a href="http://www.eluniversal.com/2009/07/07/pol_art_ministerio-publico-s_1462982.shtml" target="_blank">Disponível aqui</a>.</p>
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		<title>Efeito das viagens de Lula nem sempre é expansão do comércio exterior</title>
		<link>http://www.mondopost.com.br/2009/06/22/efeito-das-viagens-de-lula-nem-sempre-e-expansao-do-comercio-exterior/</link>
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		<pubDate>Mon, 22 Jun 2009 18:26:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Enrique Villalobos</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[América do Sul]]></category>

		<category><![CDATA[Economia]]></category>

		<category><![CDATA[Negociações Internacionais]]></category>

		<category><![CDATA[Política Internacional]]></category>

		<category><![CDATA[balança comercial]]></category>

		<category><![CDATA[comércio exterior]]></category>

		<category><![CDATA[Lula]]></category>

		<category><![CDATA[MDIC]]></category>

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		<description><![CDATA[
Balança comercial com 15 países africanos visitados teve queda de 81%.
Para governo, redefinição de mercados traz dividendos para o país.
Presidente da República com o maior número de viagens no currículo, Luiz Inácio Lula da Silva costuma se autodenominar um caixeiro-viajante e se orgulhar, em discursos, de divulgar os produtos nacionais em lugares onde governantes brasileiros [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.mondopost.com.br/wp-content/uploads/2009/06/lula.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-1034" title="lula" src="http://www.mondopost.com.br/wp-content/uploads/2009/06/lula.jpg" alt="lula" width="540" height="195" /></a></p>
<p><em>Balança comercial com 15 países africanos visitados teve queda de 81%.<br />
Para governo, redefinição de mercados traz dividendos para o país.</em></p>
<p>Presidente da República com o maior número de viagens no currículo, Luiz Inácio Lula da Silva costuma se autodenominar um caixeiro-viajante e se orgulhar, em discursos, de divulgar os produtos nacionais em lugares onde governantes brasileiros nunca estiveram.</p>
<p>Mas os dados da balança comercial mostram que o crescimento (ou redução) do intercâmbio do Brasil com esses países, não tem, necessariamente, relação com as visitas presidenciais.</p>
<p>Entre os destinos  “inexplorados” antes de Lula, estão muitos países do Oriente Médio e África - na última terça (16), o rol de países visitados por um chefe de Estado brasileiro incluiu o Cazaquistão, na Ásia.</p>
<p>Dados do Ministério do Desenvolvimento Indústria e Comércio (MDIC) mostram que, enquanto no Oriente Médio o saldo da balança comercial (exportações menos importações) aumentou 34,42% entre 2003 e 2008, no continente africano, a despeito do aumento das exportações em muitos países, a queda na balança foi de 81%.</p>
<p>Nesse período, Lula fez 19 viagens a 15 países africanos e seis a nações do Oriente Médio. Para efeito de comparação, entre os cinco países mais visitados pelo atual presidente desde o primeiro mandato – Argentina, Estados Unidos, Bolívia, Venezuela e Chile - o comércio avançou 17,49% nesses seis anos.</p>
<p>É pouco se comparado à expansão do comércio do país com os países do chamado Bric (bloco formado por Brasil, Rússia, Índia e China) onde, segundo o governo, houve incremento de 500%.</p>
<p>Isso se dá porque, segundo o secretário de Comércio Exterior do MDIC, Welber Barral, muitas das visitas do presidente a parceiros comerciais tradicionais, como Argentina e Estados Unidos, têm outro caráter, como a resolução de problemas nem sempre relacionados ao comércio.</p>
<p>Já as viagens a parceiros não-tradicionais, segundo Barral, fazem parte da política de redefinição de mercados e avanço em regiões pouco exploradas, sobretudo na América Latina, Ásia e África.</p>
<p>“Há oito anos, o comércio com a África era inferior a 8%. Hoje estamos falando de US$ 10 bilhões em exportações, normalmente de produtos industriais, como alimentos industrializados, remédios e até aviões.”</p>
<p><strong>Popularidade</strong></p>
<p>A presença de Lula, segundo o secretário de Comércio Exterior, também se justifica pela popularidade que conquistou como liderança regional.</p>
<p>“A presença do presidente, com a popularidade que ele tem, transmite a importância que está dando para esses países, onde as decisões comerciais dependem muito do Estado.”</p>
<p>Ele cita como exemplo a China, país que se tornou o segundo parceiro comercial do Brasil, atrás apenas dos Estados Unidos. “A boa vontade dos chineses [com o Brasil] é uma coisa inédita.”</p>
<p>Para Thomaz Zanotto, da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), é inquestionável que a figura “emblemática” de Lula deve ser levada em conta.</p>
<p>“Por ser uma pessoa respeitada lá fora, [Lula] cria o que chamamos de soft power, um ambiente propício para a paridade de condições”, diz o diretor-adjunto do Departamento de Comércio Exterior da instituição.</p>
<p>Nesse sentido, afirma Zanotto, a única região em que a política de expansão de mercados brasileira obteve um &#8220;sucesso incontestável” foi a América Latina, onde, ele diz, o país conseguiu ampliar suas exportações e  “comanda superávit com a maior parte dos países”.</p>
<p>Em contrapartida, o diretor de Comércio Exterior vê perda de posições do país em mercados do Primeiro Mundo para concorrentes como a China. “E tendo a discordar do governo brasileiro que os negócios com a China são excelentes. Não estamos vendendo nada. Eles [chineses] é que estão comprando.”</p>
<p><strong>Política x comércio</strong></p>
<p>Para o cientista político Amaury de Souza, o país perde ao misturar geopolítica e comércio, relação em que, segundo ele, as prioridades do primeiro acabam prevalecendo sobre o segundo.</p>
<p>“Tanto o presidente quanto o país perdem muito tempo com mercados muito pequenos. Basta ver o quanto de atenção que demos a mercados no Oriente Médio e aos Estados Unidos, que é o maior mercado do mundo. É uma diferença gritante.”</p>
<p>Ele ressalva a importância de o país ter um presidente que dá atenção à política externa. “O país precisa lugar para ter seu lugar ao sol no cenário internacional. Tivermos a sorte de ter dois presidentes interessados em política externa. O último dirigente brasileiro que tinha uma visão internacional foi D. Pedro 2º. Getúlio Vargas ficou no poder 15 anos e foi uma vez à Argentina e duas ao Uruguai.”</p>
<p>O cientista político, no entanto, é cético quanto aos resultados das viagens em dividendos comerciais.</p>
<p>“A China se implantou em todos os países da África, inclusive em Angola. O Brasil faz discurso e não resulta em nada ou em muito pouco pelo esforço feito. Isso se deve à subordinação do comércio exterior pela política externa. A China não vai lá para vender a amizade entre os povos, vai para vender mesmo”, diz Souza, que acaba de lançar “A Agenda Internacional do Brasil”.</p>
<p>“O fato de o presidente estar rodando para baixo e para cima, não quer dizer que esteja aumentando a importância do Brasil.”</p>
<p>Por Amauri Arrais, via <a href="http://g1.globo.com/Noticias/Politica/0,,MUL1199974-5601,00-EFEITO+DAS+VIAGENS+DE+LULA+NEM+SEMPRE+E+EXPANSAO+DO+COMERCIO+EXTERIOR.html" target="_blank">G1</a>.</p>
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		<title>Brasileiro desiste de candidatura na Unesco</title>
		<link>http://www.mondopost.com.br/2009/06/03/brasileiro-desiste-de-candidatura-na-unesco/</link>
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		<pubDate>Wed, 03 Jun 2009 13:05:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Letícia Vieira</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[América do Sul]]></category>

		<category><![CDATA[Organizações Internacionais]]></category>

		<category><![CDATA[diretor-geral]]></category>

		<category><![CDATA[UNESCO]]></category>

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		<description><![CDATA[
Prazo encerrou à meia-noite de domingo; diretor-geral adjunto Marcio Barbosa não contou com o apoio do Brasil.
Sem o apoio do Brasil, o engenheiro brasileiro Márcio Barbosa desistiu de apresentar sua candidatura para o cargo de diretor-geral da Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura). O prazo oficial para a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.mondopost.com.br/wp-content/uploads/2009/06/unesco.gif"><img class="alignnone size-full wp-image-853" title="unesco" src="http://www.mondopost.com.br/wp-content/uploads/2009/06/unesco.gif" alt="unesco" width="540" height="195" /></a></p>
<p><strong>Prazo encerrou à meia-noite de domingo; diretor-geral adjunto Marcio Barbosa não contou com o apoio do Brasil.</strong></p>
<p>Sem o apoio do Brasil, o engenheiro brasileiro Márcio Barbosa desistiu de apresentar sua candidatura para o cargo de diretor-geral da <a href="http://www.brasilia.unesco.org/" target="_blank">Unesco</a> (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura). O prazo oficial para a apresentação das candidaturas encerrou à meia-noite de domingo.</p>
<p>No início de maio, o Ministério brasileiro das Relações Exteriores anunciou seu apoio ao polêmico ministro egípcio da Cultura, Farouk Hosny, criticado por declarações consideradas antissemitas.</p>
<p>Segundo o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, a decisão de apoiar o egípcio se deve &#8220;<em>à forte política de aproximação do Brasil com o mundo árabe</em>&#8220;.</p>
<p>Apesar de o prazo ter terminado, o gabinete de Barbosa - que é diretor-geral adjunto da Unesco - afirmou que isso não quer dizer que o engenheiro não possa se tornar candidato nos próximos meses, já que as eleições ocorrem apenas em outubro, durante a assembleia geral da organização.</p>
<p>&#8220;<em>Embora exista um prazo limite, ele é, historicamente, desrespeitado nas eleições da Unesco. Novas candidaturas podem ser apresentadas até a votação</em>&#8220;, diz Oscar Klingel, chefe de gabinete do diretor adjunto brasileiro.</p>
<p>&#8220;<em>Já houve até casos de candidatos apresentados durante as eleições</em>&#8220;, afirmou Klingel à BBC Brasil.</p>
<p><strong>Mudança de prazo</strong></p>
<p>Segundo Klingel, o comitê executivo da Unesco, formado por 58 dos 193 países que integram a organização, fixa o prazo para que os países apresentem as candidaturas e pode, ao mesmo tempo, decidir não cumprir sua própria determinação.</p>
<p>&#8220;<em>Se o comitê executivo não estiver satisfeito com os nomes apresentados, ele pode decidir estender o prazo</em>&#8220;, diz.</p>
<p>Na prática, se o governo brasileiro reconsiderar sua posição e decidir apoiar Barbosa, o engenheiro não exclui a possibilidade de ainda ser candidato à direção geral da Unesco.</p>
<p>De acordo com Klingel, alguns países &#8220;<em>estão fazendo esforços por vias diplomáticas</em>&#8221; para sugerir ao Brasil que &#8220;<em>veem com bons olhos a candidatura brasileira</em>&#8220;.</p>
<p>O chefe de gabinete preferiu não mencionar quais seriam esses países, mas confirmou que alguns deles integram o G8, o grupo das economias mais ricas do mundo e a Rússia, país que também apresentou um candidato, seu vice-ministro das Relações Exteriores.</p>
<p>Barbosa chegou a considerar a possibilidade de ter sua candidatura apresentada por outro país até o encerramento do prazo no domingo, na expectativa de que o Brasil pudesse rever depois seu apoio ao ministro egípcio.</p>
<p>Mas ele preferiu não disputar as eleições para diretor-geral da Unesco em nome de outro país e sem o apoio do Brasil.</p>
<p><strong>&#8216;Barriga de aluguel&#8217;</strong></p>
<p>&#8220;<em>A candidatura &#8216;barriga de aluguel&#8217; tira a legitimidade do candidato e o expõe a um questionamento sobre sua seriedade. Os outros países se interrogam sobre os motivos de ele não ser apoiado por seu próprio país</em>&#8220;, afirma Klingel.</p>
<p>Segundo ele, nove candidatos foram apresentados até o encerramento do prazo. Além do egípcio, foram inscritos candidatos de Áustria, Equador, Rússia, Benin, Tanzânia, Lituânia, Bulgária, e ainda um argelino apoiado pelo Camboja.</p>
<p>Klingel afirma que <strong>Barbosa se sente &#8220;decepcionado e frustrado&#8221; pelo fato de não ter sido apoiado pelo Brasil</strong>. O atual número 2 da Unesco estava sendo cotado para suceder o japonês Koichiro Matsuura.</p>
<p>&#8220;<strong><em>É inusitado um país divulgar seu voto meses antes das eleições. Os países mantém segredo em relação a isso para aumentar, como em qualquer negociação, seu poder de barganha</em></strong>&#8220;, diz Klingel em relação ao fato do Brasil ter anunciado com tanta antecedência que vai apoiar o egípcio.</p>
<p>&#8220;<em>Talvez faça parte da negociação com os países árabes que o Brasil torne público seu apoio</em>&#8220;, afirma Klingel, que se pergunta &#8220;o que estaria por trás&#8221; desse apoio do Brasil ao candidato egípcio.</p>
<p>Os países árabes e africanos representam 20 votos (pouco mais de um terço) no comitê executivo da Unesco, que elegerá o novo diretor-geral.</p>
<p>A inscrição de outros candidatos africanos podem diminuir as chances do candidato egípcio nas eleições.</p>
<p>Fonte: <a title="BBC Brasil" href="http://ultimosegundo.ig.com.br/bbc/2009/06/01/brasileiro+desiste+de+candidatura+na+unesco+6458905.html" target="_blank">BBC Brasil</a></p>
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