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	<title>MondoPost &#187; América do Norte</title>
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	<description>Relações Internacionais de verdade!</description>
	<pubDate>Sat, 10 Oct 2009 20:52:23 +0000</pubDate>
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		<title>A política do wishful thinking</title>
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		<pubDate>Sat, 10 Oct 2009 20:50:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mr. X</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[América do Norte]]></category>

		<category><![CDATA[Artigos / Opinião]]></category>

		<category><![CDATA[Nobel]]></category>

		<category><![CDATA[obama]]></category>

		<category><![CDATA[paz]]></category>

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		<description><![CDATA[
A Academia surpreendeu o mundo dando o Prêmio Nobel da Paz para Obama. Não que ele não fosse o candidato ideal para esse grupo de velhotes que já premiou criaturas obscenas como o terrorista Yasser Arafat e a picareta Rigoberta Menchu. Mas é que Obama, fora belos discursos, não fez ainda NADA digno de nota [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-full wp-image-1424" title="obama" src="http://www.mondopost.com.br/wp-content/uploads/2009/10/obama.jpg" alt="obama" width="540" height="195" /></p>
<p>A Academia surpreendeu o mundo dando o Prêmio Nobel da Paz para Obama. Não que ele não fosse o candidato ideal para esse grupo de velhotes que já premiou criaturas obscenas como o terrorista Yasser Arafat e a picareta Rigoberta Menchu. Mas é que Obama, <span style="font-style: italic;">fora belos discursos</span>, não fez ainda NADA digno de nota na sua administração. Zero, zilch, nulla, nada. O próprio Saturday Night Live, dominado por escritores esquerdistas, fez um <a href="http://www.youtube.com/watch?v=_mMR9Ztva58">esquete</a> observando a curiosa falta de <span style="font-style: italic;">acomplishments</span> do presidente-celebridade.</p>
<p>Qual famoso acordo de paz Obama celebrou em seus oito meses de governo? Qual ação de sua administração poderia ter sido usada como desculpa para o prêmio? E notem ainda que, de acordo com as próprias regras da Academia, as ações que contam para o prêmio teriam de ocorrer <span style="font-weight: bold;">antes de 1 de fevereiro de 2009</span>. Ou seja, para o comitê <del>sueco</del> norueguês (ao contrário dos outros Nobel, o prêmio da paz é escolhido por um <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Nobel_Peace_Prize">comitê norueguês</a>), a grande ação de paz de Obama foi mesmo se eleger presidente.</p>
<p>Como mesmo seus discursos - um no Egito bajulando o povo muçulmano, outro na Europa pedindo um mundo sem armas nucleares - tiveram resultados negativos, isto é, resultaram apenas em posturas mais agressivas de <del>inimigos</del> &#8220;países incompreendidos&#8221; como Coréia do Norte e Irã, só podemos concluir uma coisa: para o Comitê Nobel, resultados não contam. Nem mesmo acordos de paz contam. Contam só belos discursos, só o <span style="font-style: italic;">wishful thinking</span>. Se eu amanhã subir em um caixote e disser em praça pública que desejo um mundo de paz em que todos vivam de mãos dadas, corro o sério risco de receber um Nobel na cabeça.</p>
<p>Isso é perigoso. É perigoso para Obama, pois gera expectativas que não serão cumpridas: temo que, daqui por diante, vai ser só ladeira abaixo para o rapaz.</p>
<p>É perigoso para o mundo, pois a idéia de que as palavras e as (supostas) boas intenções sejam mais importantes do que as ações, embora seja um firme dogma da esquerda, não funciona no mundo real. Em breve teremos um Irã com armas nucleares e uma possível proliferação por todo o Oriente Médio, e não há discurso de paz que possa resolver esse pepino.</p>
<p>Mas talvez o comitê tenha escolhido Obama agora justamente por essa razão: em um ano, quando a situação mundial pegar fogo, mísseis voarem e a popularidade do presidente estiver rastejando, será tarde.</p>
<p>Isso nos leva também a uma certa teoria da conspiração. Quer dizer, Obama é um mistério. Praticamente tudo o que ele conquistou foi menos por mérito do que por sorte ou indicação. Vejam bem: depois de ter feito um college medíocre e viver em meio a drogas e dissolução, de repente começou uma ascenção vertiginosa. Foi aceito em Harvard. (Não se sabe quais notas teve, pois ninguém divulga.) Ganhou um contrato para escrever duas autobiografias, sem ter escrito previamente um panfleto sequer (há quem diga que Bill Ayres seja o ghost-writer desses livros). Virou Senador antes de ter tido qualquer emprego. Foi eleito Presidente na base da esperança. E, agora, ganha o Nobel antes de ter feito qualquer coisa para merecê-lo.</p>
<p>Só há duas explicações: ou ele é apenas uma marionete de um poderoso grupo globalista internacional, ou ele é mesmo o <a href="http://blogdomrx.blogspot.com/2008/02/ser-que-obama-o-anticristo.html">Anticristo</a>.</p>
<table style="font-style: italic;" border="0" cellspacing="2" cellpadding="2" width="100%" align="center">
<tbody>
<tr>
<td>O villain, villain, smiling, damned villain!</td>
<td align="right" valign="top"><a name="114"> </a></td>
</tr>
<tr>
<td>My tables,—meet it is I set it down,</td>
<td align="right" valign="top"><a name="115"> </a></td>
</tr>
<tr>
<td>That one may smile, and smile, and be a villain;</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><span style="font-weight: bold;">(Hamlet, Act I, Scene V)</span></p>
<p>Via <a href="http://blogdomrx.blogspot.com/2009/10/politica-do-wishful-thinking.html" target="_blank">Blog do Mr X</a>.</p>
<p>Imagem: <a href="http://www.flickr.com/photos/benheine/3520998607/" target="_blank">Barack Obama&#8217;s Toughest Opponent: Himself (Ben Heine)</a>.<span style="font-weight: bold;"><br />
</span></p>
<img src="http://www.mondopost.com.br/?ak_action=api_record_view&id=1418&type=feed" alt="" />]]></content:encoded>
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		<title>Nunca houve tantos escravos como na atualidade, diz pesquisador</title>
		<link>http://www.mondopost.com.br/2009/08/22/nunca-houve-tantos-escravos-como-na-atualidade-diz-pesquisador/</link>
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		<pubDate>Sat, 22 Aug 2009 17:21:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Enrique Villalobos</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[América Central]]></category>

		<category><![CDATA[América do Norte]]></category>

		<category><![CDATA[América do Sul]]></category>

		<category><![CDATA[Artigos / Opinião]]></category>

		<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>

		<category><![CDATA[Europa]]></category>

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		<category><![CDATA[Ásia-Pacífico]]></category>

		<category><![CDATA[escravidão]]></category>

		<category><![CDATA[slavery]]></category>

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		<description><![CDATA[
Na noite de 22 para 23 de agosto de 1791, a ilha de Santo Domingo (hoje Haiti e República Dominicana) assistiu ao começo de uma insurreição que teria um papel decisivo na abolição do tráfico transatlântico de escravos. Hoje, o 23 de agosto é comemorado pela Unesco como o Dia Internacional de Lembrança do Tráfico [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-full wp-image-1373" title="slavery" src="http://www.mondopost.com.br/wp-content/uploads/2009/08/slavery.jpg" alt="slavery" width="540" height="195" /></p>
<p>Na noite de 22 para 23 de agosto de 1791, a ilha de Santo Domingo (hoje Haiti e República Dominicana) assistiu ao começo de uma insurreição que teria um papel decisivo na abolição do tráfico transatlântico de escravos. Hoje, o 23 de agosto é comemorado pela Unesco como o Dia Internacional de Lembrança do Tráfico de Escravos e sua Abolição.</p>
<p>Sobre este assunto, a Deutsche Welle entrevistou o jornalista norte-americano Benjamin Skinner, autor do livro <strong>A Crime So Monstrous: Face-To-Face with Modern-Day Slavery</strong> (Um crime tão monstruoso: face a face com a escravidão hoje). O professor do <em>Carr Center for Human Rights Policy da Harvard Kennedy School</em> adverte que escravos hoje são muito mais baratos do que em qualquer outro momento da história da humanidade.</p>
<p>Deutsche Welle: <em>A escravidão é um fato do passado?</em></p>
<p>Benjamin Skinner: Com certeza, não. Embora existam mais de 300 tratados internacionais e mais de uma dúzia de convenções universais exigindo o fim da escravidão e do comércio de escravos, este ainda é um problema que desafia o mundo moderno. Pessoas e nações presumem que a lei seja suficiente para erradicar o comércio, mas não é. A abolição legal é um primeiro passo necessário, mas a abolição real requer a aplicação rigorosa dessa lei para perseguir os traficantes e proteger e reabilitar as vítimas.</p>
<p><em>Quantos escravos existem hoje no mundo?</em></p>
<p>Como a escravidão é ilegal em qualquer parte do mundo, os traficantes escondem suas vítimas, temendo as autoridades. Em qualquer país, escravos são uma população oculta. Mas as estimativas mais amplamente aceitas apontam que haja entre 12,3 milhões e 27 milhões de escravos.</p>
<p><em>E em números relativos, em comparação com o passado?</em></p>
<p>Há mais escravos hoje do que em qualquer outro momento da história da humanidade. Mas, por mais deprimentes que sejam os números absolutos, podemos encontrar certo consolo no fato de a porcentagem de escravos na população mundial ser hoje menor. Os três grandes movimentos abolicionistas do passado de fato trouxeram progressos. Mas ainda há muito a ser feito neste quarto e último.</p>
<p><em>O que caracteriza a condição de escravo?</em></p>
<p>Escravos são pessoas forçadas a prestar um serviço, mantidas ilegalmente e ameaçadas com violência, sem pagamento e em esquema de subsistência. São pessoas que não podem fugir de seu trabalho.</p>
<p><em>Que tipo de trabalho eles fazem hoje em dia?</em></p>
<p>São usados em todos os ramos da indústria, da agricultura e do setor de serviços. A maioria é forçada a trabalhar para quitar uma dívida, em muitos casos herdada de um ancestral. Todo ano, centenas de milhares são forçados a cruzar fronteiras internacionais para executar trabalhos domésticos ou manuais, também como pedintes, ou se tornam vítimas de prostituição forçada. Crianças são obrigadas a lutar em guerras civis brutais; homens e mulheres, espoliados e obrigados a produzir componentes de produtos de consumo que você talvez tenha em casa. A escravidão está em todo e em nenhum lugar.</p>
<p><em>Que motivos levam hoje à escravidão?</em></p>
<p>As circunstâncias de cada escravo são diferentes, claro, mas há temas recorrentes. Em primeiro lugar, escravos tendem a vir de comunidades profundamente empobrecidas e socialmente isoladas. Tendem a ser jovens, do sexo feminino, com acesso restrito a educação e saúde, e sem qualquer acesso ao crédito formal. Também costumam viver em áreas onde o domínio da lei é fraco e criminosos podem tirar vantagem de sua vulnerabilidade  e isolamento para lucrar.</p>
<p><em>Que países e regiões possuem o maior número de escravos?</em></p>
<p>O sul da Ásia em geral – e a Índia, em particular – possui mais escravos do que todo o resto do mundo junto. A abolição do trabalho escravo na Índia, assim como a do sistema de castas, continua sendo uma promessa não cumprida. Nos níveis estaduais e distritais, bem como nos panchayats [sistema político indiano que agrupa quatro vilas em volta de uma vila central], a boa intenção das leis nada significa para os milhões de pessoas forçadas a trabalhar para pagar uma dívida que, em muitos casos, foi feita gerações antes.</p>
<p><em>E na América Latina?</em></p>
<p>Há centenas de milhares, talvez milhões de escravos na América Latina. O Haiti tem umas 300 mil crianças escravas. Ofereceram-me uma por 50 dólares numa rua de Porto Príncipe, a cinco horas de distância da minha casa em Nova York. Dezenas de milhares são traficadas da América Central e do México para localidades mais ao norte. Nos Estados Unidos, a maior parte dos escravos é mexicana ou foi traficada através do México.</p>
<p>Ironicamente, o Brasil, um dos últimos países a abolir formalmente a escravidão, é hoje um dos mais proativos no combate ao tráfico. Equipes móveis de inspeção do Ministério brasileiro do Trabalho resgatam cerca de 5 mil escravos por ano. Mas infelizmente eles não recebem aconselhamento ou proteção adequados, e dá para contar nos dedos de uma mão quantos criminosos foram condenados. Ou seja, quase a metade dos escravos resgatados volta ao regime escravo. Ainda há muito a ser feito na região.</p>
<p><em>Qual o papel do Estado em países onde existe escravidão?</em></p>
<p>A escravidão existe onde os Estados são fracos ou corruptos, mas ela também pode ser usada por regimes autoritários como forma de controlar a população. Por exemplo, no Sudão, onde o governo do norte armou e encorajou as milícias a escravizar durante uma guerra civil de 22 anos. Ou em Mianmar, onde o governo impõe o regime de corvéia à população rural.</p>
<p><em>É sabido que, em certos países, é possível libertar um escravo pagando por ele. Algumas organizações fazem isso. Você considera este um caminho válido?</em></p>
<p>Certamente não. Por mais que comprar a liberdade de um escravo faça o comprador se sentir bem, essa prática, na melhor das hipóteses, dá margem à corrupção. Na pior delas, incentiva o comércio com a miséria humana.<br />
<em><br />
Quanto custa um escravo hoje?</em></p>
<p>Escravos hoje são mais baratos do que nunca. Presenciei negociações de venda em quatro continentes e recebi ofertas de 45 dólares na África do Sul até cerca de 2 mil dólares (na verdade, tratava-se da troca por um carro usado) na Romênia. Com mais de 1,1 bilhão de pessoas subsistindo com menos de um dólar por dia, a oferta de potenciais escravos é praticamente ilimitada.</p>
<p><em>Quais são as consequências tardias da escravidão nas sociedades em que ela existiu, como nos EUA e na América Latina?</em></p>
<p>Países que falham em lembrar que a escravidão é um compromisso vivo estão condenados a viver em insegurança e desigualdade, e em meio a atividades criminosas. Mas aqueles que se encarregarem da difícil tarefa de eliminar a escravidão serão recompensados com sociedades mais prósperas e pacíficas. O que me lembra as palavras de Maya Angelou: &#8220;<strong><em>A história, por mais dolorosa, não pode ser &#8216;desvivida&#8217;. Mas, se enfrentada com coragem, não precisa ser revivida</em></strong>&#8220;.</p>
<p>Autor: Pablo Kummetz</p>
<p>Revisão: <a href="http://www.dw-world.de/dw/article/0,,4589344,00.html?maca=bra-rss-br-all-1030-rdf" target="_blank">Roselaine Wandscheer</a></p>
<p><em>Imagem: <a href="http://www.flickr.com/photos/quettabalochistan/2986608888/" target="_blank">Fonte</a>.</em></p>
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		<title>Popularidade de Obama é a menor desde que foi empossado</title>
		<link>http://www.mondopost.com.br/2009/08/06/popularidade-de-obama-e-a-menor-desde-que-foi-empossado/</link>
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		<pubDate>Fri, 07 Aug 2009 01:37:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel Marquine</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[América do Norte]]></category>

		<category><![CDATA[Colunas]]></category>

		<category><![CDATA[EUA]]></category>

		<category><![CDATA[obama]]></category>

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		<description><![CDATA[
Apenas 50% da população respalda o governo do presidente, segundo Levantamento da CNN e de universidade.
O índice de rejeição à gestão do presidente do EUA, Barack Obama, atingiu seus piores níveis desde que o democrata assumiu a presidência do país, em janeiro deste ano, informaram nesta quinta-feira, 6, o canal de notícias CNN e Universidade [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.mondopost.com.br/wp-content/uploads/2009/08/obama.jpg" alt="obama" title="obama" width="540" height="195" class="alignnone size-full wp-image-1329" /></p>
<p><strong>Apenas 50% da população respalda o governo do presidente, segundo Levantamento da CNN e de universidade.</strong></p>
<p>O índice de rejeição à gestão do presidente do EUA, Barack Obama, atingiu seus piores níveis desde que o democrata assumiu a presidência do país, em janeiro deste ano, informaram nesta quinta-feira, 6, o canal de notícias CNN e Universidade Quinnipiac, de acordo com pesquisas realizadas pelos órgãos. A crise econômica e o polêmico projeto de reforma do sistema de saúde são apontados como os responsáveis pela queda na boa avaliação de Obama.</p>
<p>Na consulta da universidade, realizada entre 27 de julho e 3 de agosto, Obama obtém 50% do respaldo popular, abaixo dos 57% que conseguiu em uma pesquisa do mesmo centro no final de junho.</p>
<p>Dos participantes da pesquisa, 42% disseram rejeitar a gestão do presidente americano, acima dos 33% que afirmaram o mesmo na consulta de junho.</p>
<p>Já o levantamento da CNN reflete tendência semelhante, que mostra uma queda de sete pontos na popularidade de Obama desde que o presidente cumpriu seus 100 primeiros dias, no final de abril.</p>
<p>Os resultados divulgados pela rede de televisão indicam que o líder tem apoio de 56% dos eleitores, cinco pontos a menos que em junho e sete a menos que em abril. &#8220;A popularidade de Obama se manteve estável entre as mulheres brancas, mas caiu 14 pontos entre os homens brancos&#8221;, afirmou Keating Holland, diretor da pesquisa.</p>
<p>Segundo Holland, o presidente tem também menos apoio entre os não brancos, mas ainda conta com o respaldo de 70% desse grupo.</p>
<p>A pesquisa com 2,409 mil eleitores em nível nacional tem uma margem de erro de dois pontos. A da CNN foi realizada entre 31 de julho e 3 de agosto com 1,136 mil eleitores de todo o país, e tem uma margem de erro de três pontos percentuais.</p>
<p>Via <a href="http://www.estadao.com.br/noticias/internacional,pesquisas-mostram-queda-na-popularidade-de-barack-obama,414535,0.htm">Estadão</a>.</p>
<img src="http://www.mondopost.com.br/?ak_action=api_record_view&id=1327&type=feed" alt="" />]]></content:encoded>
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		<title>Vice de Bush escondeu do Congresso programa antiterror da CIA</title>
		<link>http://www.mondopost.com.br/2009/07/12/vice-de-bush-escondeu-do-congresso-programa-antiterror-da-cia/</link>
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		<pubDate>Sun, 12 Jul 2009 20:14:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel Marquine</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[América do Norte]]></category>

		<category><![CDATA[Colunas]]></category>

		<category><![CDATA[Bush]]></category>

		<category><![CDATA[CIA]]></category>

		<category><![CDATA[terrorismo]]></category>

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		<description><![CDATA[
A CIA escondeu do Congresso americano a existência de um programa antiterrorista durante os últimos oito anos por ordem direta do ex-vice-presidente Dick Cheney. A informação foi dada aos representantes dos Comitês de Inteligência do Senado e da Câmara pelo diretos da agência, Leon Panetta, segundo afirma a edição deste domingo, 12, do jornal americano [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img alt="" src="http://www.mondopost.com.br/wp-content/uploads/2009/07/cia.jpg" class="alignnone" width="540" height="195" /></p>
<p>A CIA escondeu do Congresso americano a existência de um programa antiterrorista durante os últimos oito anos por ordem direta do ex-vice-presidente Dick Cheney. A informação foi dada aos representantes dos Comitês de Inteligência do Senado e da Câmara pelo diretos da agência, Leon Panetta, segundo afirma a edição deste domingo, 12, do jornal americano The New York Times. </p>
<p>A informação de que o vice de George W. Bush estava por trás da decisão aprofundou o mistério sobre o programa, sugerindo que administração Bush tinha alta prioridade no projeto e em mantê-lo em segredo. Panetta, que encerrou o programa quando soube da sua existência em 23 de junho por um de seus subordinados, informou o Congresso em duas sessões separadas no dia seguinte. </p>
<p>Membros do serviço de inteligência e do Congresso asseguraram ao jornal que o programa, cujos detalhes permanecem desconhecidos, começou após os atentados de 11 de setembro de 2001, mas nunca foi colocado efetivamente em operação; foram realizados apenas trabalhos de planificação e treinamentos entre 2001 e 2009. Além disso, as fontes confirmaram que o plano antiterror não tem relações com o polêmico programa de interrogatórios. </p>
<p>Nos meses após os atentados da Al-Qaeda contra o World Trade Center e o Pentágono, por conta do temor de um novo ataque, dirigentes dos serviços de inteligência chegaram a propor medidas radicais para evitar ameaças. Um dos principais representantes da administração Bush, Cheney sempre foi um dos maiores defensores das técnicas de interrogatórios usadas pela CIA, qualificadas como tortura pelo atual governo Obama, entre elas a simulação de afogamento. </p>
<p>O NYT afirma que tentou contato com o ex-vice-presidente para confirmar a informação, mas não conseguiu. Um porta-voz da CIA, Paul Gimigliano, não quis falar sobre a implicação de Cheney no programa e limitou-se a afirmar que &#8220;quando um agente da CIA levou esta informação a Panetta, recomendou que fosse compartilhada apropriadamente com o Congresso&#8221;. As leis americanas exigem que o presidente garanta que os Comitês de Inteligência da Câmara e do Senado estejam plenamente informados sobre as ações da CIA.</p>
<p>Via <a href="http://www.estadao.com.br/noticias/internacional,vice-de-bush-escondeu-do-congresso-programa-antiterror-da-cia,401568,0.htm">Estadão</a>.</p>
<img src="http://www.mondopost.com.br/?ak_action=api_record_view&id=1228&type=feed" alt="" />]]></content:encoded>
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		<title>O Exemplo do Marketing Internacional da Starbucks</title>
		<link>http://www.mondopost.com.br/2009/07/02/o-exemplo-do-marketing-internacional-da-starbucks/</link>
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		<pubDate>Thu, 02 Jul 2009 16:48:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Douglas Eduardo Santos Lima</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[América do Norte]]></category>

		<category><![CDATA[Artigos / Opinião]]></category>

		<category><![CDATA[Economia]]></category>

		<category><![CDATA[internacionalização]]></category>

		<category><![CDATA[marketing]]></category>

		<category><![CDATA[Marketing Internacional]]></category>

		<category><![CDATA[Starbucks]]></category>

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		<description><![CDATA[
Até alguns anos atrás a empresa americana Starbucks era pouco conhecida mundialmente, e possuía, dentro do território estadunidense, uma marca não muito tradicional no ramo do consumo de café. O consumo americano de café alterou-se de uma simples bebida do café da manhã para um produto de obsessão nacional, assim como é no Brasil. Seu [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.mondopost.com.br/wp-content/uploads/2009/07/starbucks.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-1129" title="starbucks" src="http://www.mondopost.com.br/wp-content/uploads/2009/07/starbucks.jpg" alt="starbucks" width="540" height="195" /></a></p>
<p>Até alguns anos atrás a empresa americana <a href="http://www.starbucks.com.br" target="_blank">Starbucks</a> era pouco conhecida mundialmente, e possuía, dentro do território estadunidense, uma marca não muito tradicional no ramo do consumo de café. O consumo americano de café alterou-se de uma simples bebida do café da manhã para um produto de obsessão nacional, assim como é no Brasil. Seu atual presidente (e um dos principais responsáveis por essa mudança do consumo) é <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Howard_Schultz" target="_blank">Howard Schultz</a>, que afirma que uma das razões para o sucesso da Starbucks é a valorização do contato humano com funcionários e clientes.</p>
<p>A Starbucks surgiu em 1971 na cidade de Seattle, como uma pequena vendedora de grãos de café. Em 1983, durante uma viagem à Itália, Schultz entrou em contato com o conceito de Coffee Bar, algo muito tradicional nas cidades italianas à beira de ruas e avenidas. Sendo um apaixonado por café, Schultz fundou nos EUA a IL Giornale em 1985. Dois anos mais tarde, Schultz adquiriu a Starbucks, juntando seu conceito de coffee bar à produção de grãos da Starbucks, dando início a uma grande operação comercial. Podemos entender melhor o sucesso da empresa através do propósito da missão da organização onde a mesma afirma que é mais do que palavras em um pedaço de papel, é a filosofia que guia a maneira como fazem os negócios no dia-a-dia. O ponto alto da empresa é a sua divulgação. A organização não utiliza de meios tradicionais de propaganda, como comerciais e flyers.</p>
<p>Na visão de Schultz, os melhores embaixadores da marca são os funcionários, por isso torna-se imprescindível compartilhar o sucesso e as mesmas aspirações. A rede encontra-se, desde 1998, entre as 100 melhores empresas para se trabalhar nos EUA. Através desta maneira de gerir, sempre ao iniciar outra unidade em uma cidade diferente ou país diferente, a Starbucks não faz um marketing tradicional divulgando seu lançamento em rádios ou TVs. Ela procura criar uma expectativa na comunidade, além de reunir personalidades locais, mídias especializadas, chefs de restaurantes, entre outros. Através dessa reunião a propaganda inicia-se por meio do clássico boca-a-boca. Outra ferramenta bastante útil que a empresa utiliza é tornar o seu ambiente interno o mais interessante e agradável possível para seus clientes.</p>
<p>Com base nisso, a Starbucks procurou criar parcerias com outras grandes empresas, como a Pepsi, com o objetivo de criar novos produtos relacionados ao café, para distribuição em massa, incluindo bebidas frias feitas com café, em garrafa ou em lata; parceria com a TAZO® distribuidora de chás exóticos, os quais são vendidos nas lojas Starbucks norte-americanas; parceria com Hear Music, empresa que leva música à Starbucks; parceria com o The New York Times, único jornal nacional vendido em suas lojas; parceria com a Compaq Computer Corp., na implantação de acesso wireless à Internet na cadeia de cafeterias.</p>
<p>Vale ressaltar que cada nova unidade da Starbucks aberta é igual à primeira loja aberta em Seattle, em locais bem movimentados, mas mantendo sempre a forma tradicional de vender o café como seu principal meio de sucesso. O café da Starbucks não está presente somente nas lojas; ele é encontrado em companhias aéreas (parceria com a United Airlines), em navios de cruzeiros, hotéis, em livrarias, supermercados e na Internet (delivery). Para essa distribuição a Starbucks concede a essas empresas um treinamento específico, para mostrar como funciona a empresa e como fazer café com a qualidade exigida pela Starbucks. A primeira loja da empresa fora do território americano foi em Tóquio em 1995, e de lá até hoje são mais de 4000 mil lojas espalhadas pelo mundo, não vendendo somente café. A Starbucks é hoje um local onde se reúnem os amigos para passar o tempo, transformando o local em um novo ambiente para se tomar um café da manhã. A Starbucks soube trabalhar seu composto de marketing, criando uma marca líder internacionalmente. Suas lojas tornaram-se pontos de encontro e seus produtos símbolo de qualidade.</p>
<p>Temos, portanto, neste exemplo da Starbucks, um modelo para empresas brasileiras que aspiram iniciar atividades em territórios estrangeiros, mas também podemos juntar tal modelo à gestão dos governos nacionais, uma vez que a Starbucks procurou inovar e manter a relação entre funcionários e clientes como o carro-chefe da empresa, e isso pode ser aplicado na gestão de presidentes de vários países, aliando o povo ao governo de forma efetiva sem uso da força, transformando a população em sua principal divulgação para outros modelos de gestão.</p>
<p><em>Image: <a href="http://www.flickr.com/photos/bilbo_baggins_photos/2254735745/" target="_blank">Fonte</a>.</em></p>
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		<title>Welcome to the real world Mr. Obama [Parte 2]</title>
		<link>http://www.mondopost.com.br/2009/06/08/welcome-to-the-real-world-mr-obama-parte-2/</link>
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		<pubDate>Mon, 08 Jun 2009 20:18:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mário Machado</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[América do Norte]]></category>

		<category><![CDATA[Artigos / Opinião]]></category>

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		<category><![CDATA[Política Internacional]]></category>

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Extremo e médio Oriente
No extremo oriente temos a rivalidade pela hegemonia regional entre Japão e China. E a Coréia do Norte, agindo como fator de desconfiança e controvérsia polarizando politicamente uma região que parece vocacionada a ter cadeias produtivas verdadeiramente regionais. A questão norte-coreana é de longe a mais complicada e exigirá do novo Presidente [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone" title="Obama" src="http://www.mondopost.com.br/wp-content/uploads/2009/05/obama1.jpg" alt="" width="540" height="195" /></p>
<p><strong>Extremo e médio Oriente</strong></p>
<p>No extremo oriente temos a rivalidade pela hegemonia regional entre Japão e China. E a Coréia do Norte, agindo como fator de desconfiança e controvérsia polarizando politicamente uma região que parece vocacionada a ter cadeias produtivas verdadeiramente regionais. A questão norte-coreana é de longe a mais complicada e exigirá do novo Presidente e de sua Secretária e Secretaria de Estado, muita habilidade e atenção, que, no entanto as guerras e as questões econômicas podem relegar esse assunto a uma inserção de novos atores nesse processo. Notadamente China e Rússia.</p>
<p>Oriente Médio é o grande desafio político global atual. Há várias forças atuando na região, manipulando e tentando manipular a opinião pública global, e há interesses de vários atores regionais por uma hegemonia local, além de ser um local que se tornou ponto de honra e fulcral da Política Externa Americana. Tanto é que o que parece girar entre a questão Israel-Palestina, nos mostra que há uma briga política entre Estados pela liderança na região (Irã, Egito, Jordânia, Síria até mesmo Turquia), há conflitos internos ideológicos dentro desses Estados, sobre visões políticas e religiosas. Um erro comum é tratar os países do chamado “bloco islâmico” como um só grupo de interesses. O Oriente Médio é, na verdade, bastante diversificado. Temos Estados compromissados com avanços tecnológicos e sociais, como os Emirados Árabes Unidos, Israel, de certa forma o Kuwait, e a Arábia Saudita. A tensão reside na questão palestina, muito bem conduzida pelo Irã, como maneira de se legitimar e voltar a ter peso na região se posicionando como ator relevante.</p>
<p>A questão Israel-Palestina se expandiu como fator desestabilizador, por causa da capacidade aglutinadora da chamada causa palestina, que serve de justificativa a forças extremistas. E por conta da inexistência de estados fortes e capazes de conter o terrorismo na região, assim essa questão palestina é usada como um buraco negro, no qual o horizonte de eventos (estudem física se não entenderam) draga todas as discussões, seja Iraque, Afeganistão, Irã ou Paquistão. Mas, não sejamos inocentes cada um desses conflitos e cada uma das justificativas usando Israel ou o Islã, está condicionada a fatores locais, regionais e por isso o desafio é enorme.</p>
<p>Um exemplo dessa complexidade enorme: é necessário para os EUA e as Forças da OTAN, evitar a retomada de fôlego dos talibãs no Afeganistão e que o Paquistão se mantenha como rota de abastecimento e principalmente que se envolva ativamente no conflito. Contudo, este último foi usado pelos EUA durante a guerra fria como Proxy para treinar os próprios talibãs para enfrentar os soviéticos, e as forças de segurança do Paquistão emularam esse comportamento ao permitir, incentivar e segundo alguns até fornecer treinamento, para que esses guerrilheiros e terroristas atacassem a Índia. Percebido como eterno inimigo paquistanês, o governo Bush, conseguiu manter a Índia longe desse conflito e tentou retirar esse estigma de inimigo, para que as forças paquistanesas se envolvessem mais na proteção de suas fronteiras, não permitindo espaço de recuo aos talibãs e a Al Qaeda.</p>
<p>A Al Qaeda repetiu, então, uma tática já usada na Espanha e no Reino unido ao melhor estilo Sun Tzu, de atacar membros mais fracos ou relutantes de coalizões (com sucesso no caso espanhol) e realizou os recentes ataques em Mumbai, tentando forçar a uma reação indiana que polarizasse o Paquistão. A Índia reagiu diplomaticamente com rigor, mas não com uma ação incendiária. E sob pressão de Washington, o Paquistão também teve que agir, no entanto, sua atuação ainda é dúbia, já que por um lado diz combater os extremistas, mas por outro cedeu à agenda extremista da permissão do uso da Sharia em algumas províncias, mas imagens de violência contra mulheres em decorrências desses tribunais escandalizaram a sociedade paquistanesa, o que mostra a pluralidade da região. Por isso foi feito o uso do sofrimento palestino para aglutinar, fazer esquecer as diferenças internas, e enfraquecer as forças modernizadoras, vistas e acusadas de serem pró-ocidentais e pró-Israel.</p>
<p><strong>Eurásia</strong></p>
<p>Para temperar mais um pouco o tabuleiro geopolítico, tem a Rússia exercendo poder coercitivo, em sua antiga esfera soviética, reagindo ao avanço da influencia da OTAN e da Europa e usando a energia como arma estratégica, se aproveitando da dependência européia. E a Turquia lutando contra separatistas curdos que são aliados americanos no Iraque, e controlam a região que estava mais tranqüila nesse país. E lembremos que a Turquia, uma democracia secular de maioria islâmica, também enfrenta internamente os desafios impostos pelo buraco negro Israel-Palestina, alimentado por um sentimento nacionalista que surgiu da insatisfação do resultado negativo dos esforços turcos empreendidos com vistas a se juntarem a União Européia.</p>
<p>Esse é o mundo geopolítico em que os EUA cruzam com interesses de vários atores regionais de peso, convergindo em uma área, e divergindo fortemente em outra. O espaço de ação unilateral se reduziu muito com a crise global e as duas guerras que já se prolongam, uma política de alianças estratégicas mais amplas se apresenta como um método para a política externa americana, mas isso vai exigir redução de tom na retórica americana, o que pode ser muito ruim para o público interno, ainda mais se a economia não der sinais de melhora.  A China joga um papel importante nesse quesito, já que a crise mundial atual é em grande medida resultado da convergência de uma política de estimulo ao consumo nos EUA, via poupança externa e uma política de elevada expansão industrial da China, que também exportou poupança para os EUA, retendo mais de 1 trilhão de dólares em títulos do tesouro americano, além desse papel econômico, há um papel político, principalmente de contenção da Coréia do Norte, de frente de negociação com o Irã e com o norte da África, que a China, por conta de uma agenda própria reluta em aceitar.</p>
<p><strong>Considerações finais</strong></p>
<p>A agenda externa americana como vemos é espinhosa, global, e não será resolvida com carisma e belos discursos, mas com ações. O fator segurança interna dos EUA e de seus interesses continua no centro das atenções. Podem não chamar mais de Guerra ao Terrorismo, mas o radicalismo, extremismo alimentado por religiões, já foi por ideologias pouco tempo atrás, e ainda é já que numa análise mais próxima, vemos que não está em jogo uma incapacidade de convivência harmônica do Islã com o mundo ocidental, e sim uma disputa interna pelo poder e pela organização social, que usa o Islã e toda a retórica associada como justificação para obtenção de poder, e derrotar essas aspirações, não se iludam ainda é o objetivo principal dos EUA. Por isso mesmo Washington, já desde os últimos meses do governo Bush, vem pressionando até mesmo Israel, que alguns veem como Proxy americano e ocidental na região a se coadunar nessa busca dos EUA.</p>
<p>A agenda americana circula desde temas energéticos (como a redução da dependência de petróleo não abordada aqui, mas veiculada e analisada por muitos), temas ambientais (mesma temática anterior), direitos humanos, etc. Mas são os temas de segurança primordiais na agenda, tanto segurança de fronteiras, quanto criminalidade transnacional, como a ameaça terrorista não só no território americano, mas contra seus interesses e aliados. E claro, a onipresente crise mundial, que de certa forma exacerba muitos dos pontos que vimos acima ao mesmo tempo em que diminui a capacidade americana e de seus aliados, mas também dos adversários de agir, mas fornece muito combustível retórico aos adversários dos EUA em regiões onde “corações e mentes” podem ser o fiel da balança na direção tanto do conflito, como da cooperação.</p>
<p><strong>Assim, welcome to real world Mr. Obama, be careful. </strong></p>
<p><a href="http://www.mondopost.com.br/2009/05/30/welcome-to-the-real-world-mr-obama-parte-1/" target="_blank">Leia a parte 1 aqui</a>.</p>
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		<title>Mr. X: O discurso no Cairo</title>
		<link>http://www.mondopost.com.br/2009/06/05/mr-x-o-discurso-no-cairo/</link>
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		<pubDate>Fri, 05 Jun 2009 16:05:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mr. X</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[América do Norte]]></category>

		<category><![CDATA[Artigos / Opinião]]></category>

		<category><![CDATA[África]]></category>

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		<description><![CDATA[
Comento aqui o inútil discurso de Obama. Após algumas platitudes sobre o Holocausto, o restante da sua fala parece ter sido o equivalente oral ao seu gesto de submissão frente ao monarca saudita. De qualquer modo, por melhor que tivesse sido, de pouco adiantaria. Sou da escola que acha que discursos não mudam nada. Eis [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.mondopost.com.br/wp-content/uploads/2009/06/obama.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-887" title="obama" src="http://www.mondopost.com.br/wp-content/uploads/2009/06/obama.jpg" alt="obama" width="540" height="195" /></a></p>
<p>Comento aqui o inútil discurso de Obama. Após algumas platitudes sobre o Holocausto, o restante da sua fala parece ter sido o equivalente oral ao seu <a href="http://www.youtube.com/watch?v=9WlqW6UCeaY" target="_blank">gesto de submissão</a> frente ao monarca saudita. De qualquer modo, por melhor que tivesse sido, de pouco adiantaria. Sou da escola que acha que discursos não mudam nada. Eis alguns trechos comentados:</p>
<p><em>[Israel must] “live up to its obligations to ensure that Palestinians can live, and work, and develop their society… Progress in the daily lives of the Palestinian people must be part of a road to peace, and Israel must take concrete steps to enable such progress.”</em></p>
<p>Os israelenses é que devem “garantir” que os palhestinos possam viver, trabalhar, e desenvolver sua sociedade? Que tal os próprios palestinos fazerem isso? E se os palestinos não quiserem viver, trabalhar e desenvolver sua sociedade? Acho que ninguém nunca pensou nessa possibilidade. Até por que não há como sustentar essas pessoas, o máximo a que a &#8220;Palestina&#8221; pode aspirar é a virar um Kosovo, um &#8220;país&#8221; de marginais (80% de desemprego) sustentado pela ONU.</p>
<p><em>“any nation - including Iran - should have the right to access peaceful nuclear power”</em></p>
<p>Pacífica como a cara do Amadinehjad. E aliás, se Obama gosta tanto da energia nuclear pacífica, por que está acabando com ela em solo americano?</p>
<p><em>“a world in which no nations hold nuclear weapons.”</em></p>
<p>Enquanto Obama delira, a Coréia do Norte testa mísseis, o Paquistão pode perder o controle dos seus, Japão e vários países árabes pensam em se armar e o Irã já quase tem sua bombinha.</p>
<p><em>tension “has been fed by colonialism that denied rights and opportunities to many Muslims, and a Cold War in which Muslim-majority countries were often treated as proxies without regard to their own aspirations.”</em></p>
<p>Blablablá. Típico esquerdismo. “As veias abertas do Mundo Muçulmano”. Ora, as “aspirações” dos islâmicos são converter todo o mundo ao islã e impor a sha&#8217;ria. Que importam as suas aspirações? De que país Obama é presidente?!?</p>
<p><em>“And I consider it part of my responsibility as president of the United States to fight against negative stereotypes of Islam wherever they appear,”</em></p>
<p>Hã?!? Isto é o mais próximo que Obama já chegou de confessar abertamente que é muçulmano. Um presidente americano que tem a missão de &#8220;lutar contra estereótipos negativos do Islã onde quer que apareçam&#8221;? Quem é ele, Super Islamic Boy? Estamos fritos. Um muçulmano na Casa Branca. Quanto será que os sauditas pagaram? Aquele colar de ouro deve valer bastante&#8230;</p>
<p><a href="http://www.youtube.com/watch?v=PxVWckPZX0A"><img src="http://img.youtube.com/vi/PxVWckPZX0A/default.jpg" width="130" height="97" border=0></a></p>
<p>Via <a href="http://blogdomrx.blogspot.com/2009/06/o-discurso-no-cairo.html" target="_blank">Blog do Mr. X.</a></p>
<img src="http://www.mondopost.com.br/?ak_action=api_record_view&id=884&type=feed" alt="" />]]></content:encoded>
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		<title>No Cairo, Obama pede aliança entre EUA e o mundo islâmico</title>
		<link>http://www.mondopost.com.br/2009/06/04/no-cairo-obama-pede-alianca-entre-eua-e-o-mundo-islamico/</link>
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		<pubDate>Thu, 04 Jun 2009 20:44:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel Marquine</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[América do Norte]]></category>

		<category><![CDATA[Oriente Médio]]></category>

		<category><![CDATA[Política Internacional]]></category>

		<category><![CDATA[Egito]]></category>

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		<category><![CDATA[Islã]]></category>

		<category><![CDATA[obama]]></category>

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		<description><![CDATA[
O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, pediu por um &#8220;novo começo&#8221; das relações entre os EUA e o mundo muçulmano nesta quinta-feira, 4, durante esperado discurso no Egito, onde afirmou ainda que juntos, ambos podem enfrentar a violência do extremismo por todo o mundo e avançar na busca pela paz no Oriente Médio. Citando [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone" src="http://www.mondopost.com.br/wp-content/uploads/2009/06/obamaspeech.jpg" alt="" width="540" height="195" /></p>
<p>O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, pediu por um &#8220;novo começo&#8221; das relações entre os EUA e o mundo muçulmano nesta quinta-feira, 4, durante esperado discurso no Egito, onde afirmou ainda que juntos, ambos podem enfrentar a violência do extremismo por todo o mundo e avançar na busca pela paz no Oriente Médio. Citando os três livros sagrados da região, o Corão, a Torá e a Bíblia, ele pediu um futuro de &#8220;interesse mútuo e respeito mútuo&#8221;.</p>
<p>&#8220;Venho aqui para buscar um novo começo entre os Estados Unidos e os muçulmanos em todo o mundo; um começo baseado em interesses e respeito mútuos; um começo baseado na verdade de que os Estados Unidos e o Islã não são únicos; e de que não precisam competir entre si. Pelo contrário, eles se sobrepõem e dividem princípios comuns - princípios de Justiça e progresso, tolerância e dignidade de todos os seres humanos&#8221;, afirmou. &#8220;Enquanto nossas relações são definidas pelas nossas diferenças, daremos poder aos que semeiam o ódio antes da paz, aos que promovem o conflito em vez da cooperação&#8221;, afirmou Obama na Universidade do Cairo. &#8220;Este ciclo de desconfiança e discórdia deve terminar&#8221;.</p>
<p>Seu discurso na capital egípcia já era esperado como o ponto alto de seu giro pelo Oriente Médio, que tem o objetivo de tentar reduzir as tensões entre seu país e os países árabes ou islâmicos. Obama afirmou que os Estados Unidos &#8220;não estão nem nunca estarão&#8221; em guerra contra o Islã, mas advertiu que seu país fará de tudo para enfrentar extremistas que representem uma ameaça à segurança do país.</p>
<p>Obama disse que as tensões que marcam as atuais relações entre os Estados Unidos e os muçulmanos em todo o mundo &#8220;estão enraizadas em forças históricos que vão além de qualquer debate político atual&#8221; e que são exploradas por uma minoria de muçulmanos extremistas.O presidente americano citou os ataques de 11 de setembro de 2001 como um exemplo da exploração dessas tensões e diz que ela somente trouxe mais medo e desconfiança.</p>
<p>Citando um trecho do Corão, o livro sagrado dos muçulmanos, o presidente americano declarou reconhecer que não é possível haver uma mudança nas relações do dia para a noite, mas prometeu fazer esforços para o diálogo e o respeito mútuo. Segundo ele, sua convicção de que os Estados Unidos e o mundo islâmico podem viver em harmonia advém de sua experiência pessoal, como descendente de uma família queniana que incluía gerações de muçulmanos, além de ter passado parte da infância na Indonésia, o maior país islâmico do mundo.</p>
<p>Obama afirmou ver como parte de suas responsabilidades como presidente dos Estados Unidos &#8220;a luta contra estereótipos negativos do Islã em qualquer lugar onde eles apareçam&#8221;, mas advertiu de que &#8220;os mesmos princípios devem ser aplicados para as percepções dos muçulmanos sobre os Estados Unidos&#8221;. O presidente americano comentou que durante sua passagem pela Turquia deixou claro que &#8220;os Estados Unidos não estão - nem nunca estarão - em guerra contra o Islã&#8221;, mas que o país confrontará sem descanso &#8220;os extremistas que representam uma ameaça grave à nossa própria segurança&#8221;. Segundo Obama, o extremismo explorou a tensão entre o mundo muçulmano e o Ocidente, e o Islã não é parte do problema, mas da busca pela paz.</p>
<p>O líder advertiu que os EUA &#8220;nunca tolerarão&#8221; a violência extremista, citando os atentados de 11 de setembro de 2001. Porém admitiu que o país seguiu um caminho errado, com suas duras táticas para combater o terror. &#8220;O quanto antes os extremistas estejam isolados e malvistos nas comunidades muçulmanas, o mais rápido estaremos todos mais seguros&#8221;, previu.</p>
<p>Falando aos jovens muçulmanos, Obama admitiu que há dificuldades para a aproximação, mas se mostrou esperançoso. &#8220;Há muito a temer, muita desconfiança. Porém se nós escolhermos ser guiados pelo passado, nunca avançaremos&#8221;. Obama também propôs uma série de iniciativas para promover saúde, educação e investimento em comunidades muçulmanas. Obama fez também uma chamada aos países muçulmanos para um maior respeito aos direitos humanos e, precisamente, aos direitos da mulher.</p>
<p>Obama também lembrou seu compromisso de retirar as tropas americanas do Iraque até 2011 e sua nova estratégia para o Afeganistão, onde disse que sua intenção não é manter tropas eternamente. O líder norte-americano disse ainda que o Irã tem o direito de utilizar energia nuclear para fins pacíficos, de acordo com os tratados internacionais.</p>
<p><strong>Reaproximação com o Irã</strong></p>
<p>O presidente também renovou sua oferta de diálogo com os iranianos. &#8220;Será difícil superar décadas de desconfiança, porém procederemos com coragem, retidão e decisão&#8221;, garantiu. &#8220;Mas está claro para todos que, em relação a armas nucleares, nós chegamos a um ponto crucial&#8221;, avaliou. &#8220;Não é simplesmente sobre os interesses da América. É sobre evitar uma corrida de armas nucleares no Oriente Médio, que poderia levar essa região e o mundo para um caminho bastante perigoso&#8221;.</p>
<p>Washington rompeu sua relação com O Irã em 1979, ano da Revolução Iraniana e da invasão à embaixada norte-americana em Teerã. Em março, Obama enviou um vídeo aos iranianos, propondo um novo início nas relações bilaterais. O principal ponto de discórdia dos países atualmente é o programa nuclear iraniano. Os EUA suspeitam que o país tenha a intenção de produzir armas nucleares, porém o governo iraniano garante ter apenas fins pacíficos, como a produção de energia.</p>
<p><strong>Israel e palestinos</strong></p>
<p>No que pode ser um momento decisivo de sua presidência, Obama falou no Cairo sobre mudanças na política norte-americana para o Oriente Médio, com a intenção de evitar a desconfiança mútua, defendendo a criação de um Estado palestino. Na Universidade do Cairo, Obama ressaltou a aliança entre os EUA e Israel, incontornável segundo ele, e rejeitou como &#8220;ignorantes&#8221; os que negam o Holocausto.</p>
<p>Porém em uma ruptura clara com seu antecessor, George W. Bush, Obama também criticou a recusa do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, em parar de expandir os assentamentos judaicos na Cisjordânia. Os palestinos são contrários a essa expansão pois querem essas terras como parte de seu futuro Estado independente.</p>
<p>Via <a href="http://www.estadao.com.br/noticias/internacional,no-cairo-obama-pede-novo-comeco-entre-eua-e-mundo-islamico,382153,0.htm">Estadão</a>.<br />
Imagem: <a href="http://www.flickr.com/photos/36232856@N03/3594827649/">Fonte</a>.</p>
<img src="http://www.mondopost.com.br/?ak_action=api_record_view&id=878&type=feed" alt="" />]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Em meio à crise com a Coreia do Norte, EUA enviam caças para o Japão</title>
		<link>http://www.mondopost.com.br/2009/05/30/em-meio-a-crise-com-a-coreia-do-norte-eua-enviam-cacas-para-o-japao/</link>
		<comments>http://www.mondopost.com.br/2009/05/30/em-meio-a-crise-com-a-coreia-do-norte-eua-enviam-cacas-para-o-japao/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 30 May 2009 20:15:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Enrique Villalobos</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[América do Norte]]></category>

		<category><![CDATA[Coreia do Norte / Sul]]></category>

		<category><![CDATA[Militarismo]]></category>

		<category><![CDATA[Ásia-Pacífico]]></category>

		<category><![CDATA[Coreia do Norte]]></category>

		<category><![CDATA[EUA]]></category>

		<category><![CDATA[f-22 raptor]]></category>

		<category><![CDATA[Japão]]></category>

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		<description><![CDATA[Na semana em que a Coreia do Norte fez testes nucleares, os Estados Unidos decidiram reforçar a sua presença no Pacífico com o envio de 12 caças F-22 Raptors ao Japão.
Os primeiros aviões militares, que decolaram do estado americano da Virgínia, chegaram nesse sábado (30) à base aérea de Kadena, na província japonesa de Okinawa.
O [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Na semana em que a Coreia do Norte fez testes nucleares, os Estados Unidos decidiram reforçar a sua presença no Pacífico com o envio de 12 caças F-22 Raptors ao Japão.</p>
<p>Os primeiros aviões militares, que decolaram do estado americano da Virgínia, chegaram nesse sábado (30) à base aérea de Kadena, na província japonesa de Okinawa.</p>
<div id="attachment_807" class="wp-caption alignnone" style="width: 486px"><a href="http://www.mondopost.com.br/wp-content/uploads/2009/05/f22-raptor.jpg"><img class="size-full wp-image-807" title="f22-raptor" src="http://www.mondopost.com.br/wp-content/uploads/2009/05/f22-raptor.jpg" alt="Aviões F-22 Raptor chegam à base de Okinawa, no Japão (Foto: Yuriko Nakao/Reuters)" width="476" height="339" /></a><p class="wp-caption-text">Aviões F-22 Raptor chegam à base de Okinawa, no Japão (Foto: Yuriko Nakao/Reuters)</p></div>
<p>O envio dos caças supersônicos acontece em meio à escalada de tensão na região, onde a Coreia do Norte lançou vários mísseis nas últimas semanas.</p>
<p>Segundo fontes do Departamento de Defesa, os aviões que partiram em direção ao Japão fazem parte dos dois esquadrões que a Força Aérea americana montou nos últimos quatro meses com objetivo de reforçar a segurança no Pacífico Ocidental.</p>
<p>A agência de notícias Reuters informou ainda que o envio dos aviões foram acertados após uma conversa telefônica entre o presidente dos Estados Unidos Barack Obama e o premiê japonês Taro Aso.</p>
<p>Mais cedo, ainda nesse sábado, em Cingapura, o secretário de Defesa americano, Robert Gates, afirmou que os EUA responderão &#8220;rapidamente&#8221; se as ambições nucleares da Coreia do Norte ameaçarem o país ou seus aliados na Ásia.</p>
<p>&#8220;Não ficaremos parados&#8221; enquanto a Coreia do Norte desenvolve capacidade para semear a destruição, disse Gates numa conferência asiática sobre segurança.</p>
<div id="attachment_806" class="wp-caption alignnone" style="width: 486px"><a href="http://www.mondopost.com.br/wp-content/uploads/2009/05/f22-raptor-2.jpg"><img class="size-full wp-image-806" title="f22-raptor-2" src="http://www.mondopost.com.br/wp-content/uploads/2009/05/f22-raptor-2.jpg" alt="F-22 sobrevoa a base americana em Okinawa, no Japão (Foto: Yuriko Nakao/Reuters)" width="476" height="339" /></a><p class="wp-caption-text">F-22 sobrevoa a base americana em Okinawa, no Japão (Foto: Yuriko Nakao/Reuters)</p></div>
<p><strong>Rússia engrossa lista</strong></p>
<p>Após a China pedir cabeça fria nas decisões, o presidente da Rússia, Dmitri Medvedev, e o primeiro-ministro do Japão disseram neste sábado (30) que os testes nucleares da Coreia do Norte exigem &#8220;a mais séria reação&#8221;.</p>
<p>A declaração dos dois líderes aparece na nota da assessoria de imprensa do Kremlin que resume a conversa telefônica que ambos tiveram nesse sábado por iniciativa do premiê japonês.</p>
<p>&#8220;As partes foram unânimes na necessidade de reagir da maneira mais séria a essas ações (norte-coreanas), que representam um desafio ao sistema de segurança internacional&#8221;, diz o comunicado.</p>
<p>Os dois líderes também se dispuseram a &#8220;coordenar a elaboração das medidas adequadas à situação criada e orientadas à sua solução, as quais serão incorporadas à nova resolução do Conselho de Segurança&#8221; da ONU, informou o Kremlin.</p>
<p>Aso e Medvedev conversaram ainda sobre temas de interesse bilateral. Neste contexto, o presidente russo ressaltou a importância de ambos &#8220;se absterem de fazer declarações públicas sobre os problemas espinhosos&#8221; nas relações entre os dois países.</p>
<p>O premiê japonês, segundo o Kremlin, &#8220;acolheu com compreensão&#8221; esta observação de seu interlocutor.</p>
<p>Via <a href="http://g1.globo.com/Noticias/Mundo/0,,MUL1176803-5602,00-EM+MEIO+A+CRISE+COM+A+COREIA+DO+NORTE+EUA+ENVIAM+CACAS+PARA+O+JAPAO.html" target="_blank">G1</a>.</p>
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		<title>Welcome to the real world Mr. Obama [Parte 1]</title>
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		<pubDate>Sat, 30 May 2009 16:11:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mário Machado</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[América do Norte]]></category>

		<category><![CDATA[Artigos / Opinião]]></category>

		<category><![CDATA[Política Internacional]]></category>

		<category><![CDATA[obama]]></category>

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		<description><![CDATA[
Alto, negro, esguio, novo, inteligente, articulado com uma oratória vibrante, Barack Obama surgiu para o mundo com um popstar político, ainda que a luta tenha sido dura na campanha e tenha internamente uma oposição cerrada. O &#8220;change that we can believe in&#8221; teve um impacto enorme sobre o imaginário da esquerda mundial, e foi adotado [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.mondopost.com.br/wp-content/uploads/2009/05/obama1.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-792" title="obama1" src="http://www.mondopost.com.br/wp-content/uploads/2009/05/obama1.jpg" alt="obama1" width="540" height="195" /></a></p>
<p>Alto, negro, esguio, novo, inteligente, articulado com uma oratória vibrante, Barack Obama surgiu para o mundo com um popstar político, ainda que a luta tenha sido dura na campanha e tenha internamente uma oposição cerrada. O &#8220;change that we can believe in&#8221; teve um impacto enorme sobre o imaginário da esquerda mundial, e foi adotado principalmente como a solução para os EUA e o mundo (e como uma espécie de punição também, não faltaram comentaristas pra dizer algo como “bem feito para esses racistas, terão que engolir um presidente negro”, como se ele não tivesse sido eleito pela maioria, lógica, lógica, quanto tu és maltratada) pela imprensa mundial, isso é inconteste.</p>
<p>Nem carisma, nem capital político, nem palavras mansas, nem manifestações veementes de apreço a líderes emergentes amenizam o desafio que Obama enfrenta. Foi eleito prometendo restaurar à ‘posição americana’ no mundo, corrigir o rumo, e usou até a figura de um petroleiro para justificar uma lentidão aparente nesse processo. E seus desafios são enormes, o tabuleiro mundial do xadrez geopolítico está complicado, o tabuleiro econômico desde a Grande Depressão não tinha prognósticos tão negativos. E quanto ao tabuleiro interno, me alinho a corrente majoritária dos analistas: vai depender da economia. O tabuleiro multilateral no que tange ao comércio, por sua vez, também, está travado.</p>
<p>E a batalha moral? Essa enquanto ele tiver a mídia a seu lado e com um antecessor controverso e muito contestado como o Bush, fica fácil, embora o recuo na questão dos tribunais militares, a reticência em desclassificar documentos sobre torturas (coisa pedida pelo ex-vice-presidente Cheney), a proibição da veiculação das imagens de tortura nos campos de prisioneiros, os nomeados para cargos importantes envoltos em escândalos de sonegação fiscal e o fato da poderosa líder do Partido Democrata, a “Speaker of the House” (Presidente do Congresso americano) Nancy Pelosi, crítica ácida do governo Bush, saber desde 2002, com detalhes sobre o uso de tortura, terem arranhado um pouco a armadura brilhante do galante cavaleiro negro, que veio salvar o mundo.</p>
<p>A indefinição sobre o que fazer com os detidos de Guantánamo, dá uma amostra que governar é muito mais complexo, que discursar em campanha. Ainda mais com sua própria base refugando nas verbas de fechamento, da notória prisão.</p>
<p>É claro que uma análise profunda, com evidências e provas de cada um dos pontos que enumerarei aqui resultariam em, apenas, algumas dezenas (se não centenas) de teses e livros, não sou arrogante a esse ponto. Portanto me limitarei a apresentar as várias questões que identifico com alguma contextualização, concentrando-me nesse ensaio o que chamo de tabuleiro geopolítico. Enfatizo que não se trata de uma exploração profunda, portanto, não objetiva ser exaustiva sobre o tema, e alguns temas geopolíticos podem ter ficado de fora, ou não suficientemente explicados, já que esse ensaio não tem pretensões de ser um trabalho acadêmico e sim uma análise de conjuntura feita com rigor acadêmico.</p>
<p><strong>Américas</strong></p>
<p>O tabuleiro geopolítico tem como principais complicações no continente americano, lidar com regimes democraticamente eleitos antiamericanos. Regimes, aliás, que pautam toda sua política externa no palanque do antiamericanismo (yankees go home, gostam de dizer). Há problemas perenes de fronteiras com o México, a retórica da guerra contra as drogas, vista pela esquerda latina como “cabeça de praia” para o controle militar da região, foi ressuscitada com toda a força, já na primeira visita de Obama ao México, o que para mim, indica que a Colômbia não será abandonada, como muitos previam.</p>
<p>Há, contudo, condições e espaço de cooperação nessa frente contra o crime organizado, principalmente na América Central onde as gangues de rua (chamadas de Maras, as principais e mais notórias são as quadrilhas: MS 13, Mara Salvatrucha, Mara 18. Há um excelente documentário do Discovery Channel, Chamado: “Maras uma ameaça regional”, que é um bom caminho para quem não conhece o tema, contudo convêm para entender melhor o tema estudar a violência dos esquadrões da morte e das guerras civis que atingiram a região, há artigos na Foreign Affairs e muitos trabalhos nesse sentido) que tem sua origem em comunidades centro-americanas, que ao fugir das guerras na região foram para os Estados Unidos, posteriormente deportados de volta, e então se especializaram além da criminalidade, vandalismo e o tráfico de drogas. Passaram também a atuar com tráfico de pessoas (como coiotes) e com atividades típicas de mafiosos junto às comunidades hispânicas, nos EUA.</p>
<p>Na América do Sul, Washington sempre teve o governo brasileiro como interlocutor moderado, que serve como contraponto a chamada Alternativa Bolivariana. De fato, há na agenda brasileira muitos interesses comuns na região, mas que não são bem explorados nas relações diplomáticas. Pois quando se trata de EUA, a polarização (e virtual perda de votos nas eleições) inibem governos brasileiros de cooperarem mais estreitamente, principalmente na esfera da segurança continental, que como nos mostra o episódio do ataque colombiano a uma base da FARC, tolerada em território equatoriano, pode se complicar, principalmente por que há na região uma incapacidade coletiva de impermeabilizar as fronteiras. Contudo, a América latina e Caribe, mantêm-se como assunto menor na pauta americana, com exceção do Brasil, porque no campo econômico, principalmente no campo da OMC, somos atores relevantes. Não tão centrais como o MRE gostaria, mas sem dúvida influente. Aliás, mais uma derrota nessa seara já que perdemos um painelista do Órgão de Apelação do Sistema Solução de Controvérsias da OMC, onde o MRE ambicionava a presença da Ministra do Supremo Tribunal Federal Ellen Gracie. Que foi preterida pelo candidato mexicano Ricardo Ramirez.</p>
<p><strong>África</strong></p>
<p>Na África o desafio está entre o discurso pró-direitos humanos e a práxis que deriva disso. Sejamos claros, é muito fácil, ao lado de estrelas de Hollywood, condenar os massacres de Darfur, mas e no campo das ações? Há problemas com campos de treinamento de terroristas na África e como estudamos aqui nesse bloco, existe a questão do crescimento da influência chinesa sobre o continente, como uma política consistente, pragmática e que vai além da simples ajuda humanitária. E há um problema adicional, a questão dos piratas somalis, não pelas ações em si, mas pela disputa pelo controle marítimo. Temos as potências regionais aspirantes a super-potencias Índia e China, potências européias e claro nações Árabes envoltas em esforços para combater piratas, que podem escalar por uma luta pelo controle da região ou por projeção de poder na região, rota importante de petroleiros para Ásia.</p>
<p><em>Imagem: <a href="http://www.flickr.com/photos/ari/2238959127/" target="_blank">Fonte</a>.</em></p>
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