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	<title>MondoPost &#187; América Central</title>
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	<description>Relações Internacionais de verdade!</description>
	<pubDate>Sat, 10 Oct 2009 20:52:23 +0000</pubDate>
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		<title>Teatro do absurdo</title>
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		<pubDate>Sun, 27 Sep 2009 18:51:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mr. X</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[América Central]]></category>

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		<description><![CDATA[Enquanto seus seguidores se empanturram na Embaixada do Brasil sem dividir a comida com os famintos funcionários brasileiros, Zé da Laia afirma que está sendo &#8220;torturado com gases tóxicos alteradores da consciência&#8221; e por &#8220;radiação de alta freqüência&#8221; (sic) produzida por &#8220;mercenários israelenses&#8221; que &#8220;planejam assassiná-lo&#8221;. Realmente, a julgar pela foto abaixo, o sujeito parece [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Enquanto seus seguidores se empanturram na Embaixada do Brasil <a href="http://oglobo.globo.com/mundo/mat/2009/09/23/zelayistas-nao-dividem-comida-funcionarios-da-embaixada-brasileira-passam-fome-767746420.asp">sem dividir a comida com os famintos funcionários brasileiros</a>, Zé da Laia <a href="http://www.miamiherald.com/news/5min/story/1248828.html">afirma</a> que está sendo &#8220;torturado com gases tóxicos alteradores da consciência&#8221; e por &#8220;radiação de alta freqüência&#8221; (sic) produzida por &#8220;mercenários israelenses&#8221; que &#8220;planejam assassiná-lo&#8221;. Realmente, a julgar pela foto abaixo, o sujeito parece estar passando muito mal.</p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-1409" title="ze-laia" src="http://www.mondopost.com.br/wp-content/uploads/2009/09/ze-laia.jpg" alt="ze-laia" width="495" height="371" /></p>
<p>Que bufões como Chávez, Evo e Zelaya sejam não apenas levados a sério, como ainda colocados em posições de poder em lugar do <span style="font-weight: bold;">quarto de hospício </span>que claramente merecem, só mostra que passamos dos limites há muito tempo.</p>
<p>Pobre América Latina. Parece-se cada vez mais a uma peça de Becket ou de Ionesco.</p>
<p>Via <a href="http://blogdomrx.blogspot.com/2009/09/teatro-do-absurdo.html" target="_blank">Blog do Mr. X</a>.</p>
<img src="http://www.mondopost.com.br/?ak_action=api_record_view&id=1408&type=feed" alt="" />]]></content:encoded>
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		<title>Nunca houve tantos escravos como na atualidade, diz pesquisador</title>
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		<pubDate>Sat, 22 Aug 2009 17:21:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Enrique Villalobos</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[América Central]]></category>

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		<description><![CDATA[
Na noite de 22 para 23 de agosto de 1791, a ilha de Santo Domingo (hoje Haiti e República Dominicana) assistiu ao começo de uma insurreição que teria um papel decisivo na abolição do tráfico transatlântico de escravos. Hoje, o 23 de agosto é comemorado pela Unesco como o Dia Internacional de Lembrança do Tráfico [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-full wp-image-1373" title="slavery" src="http://www.mondopost.com.br/wp-content/uploads/2009/08/slavery.jpg" alt="slavery" width="540" height="195" /></p>
<p>Na noite de 22 para 23 de agosto de 1791, a ilha de Santo Domingo (hoje Haiti e República Dominicana) assistiu ao começo de uma insurreição que teria um papel decisivo na abolição do tráfico transatlântico de escravos. Hoje, o 23 de agosto é comemorado pela Unesco como o Dia Internacional de Lembrança do Tráfico de Escravos e sua Abolição.</p>
<p>Sobre este assunto, a Deutsche Welle entrevistou o jornalista norte-americano Benjamin Skinner, autor do livro <strong>A Crime So Monstrous: Face-To-Face with Modern-Day Slavery</strong> (Um crime tão monstruoso: face a face com a escravidão hoje). O professor do <em>Carr Center for Human Rights Policy da Harvard Kennedy School</em> adverte que escravos hoje são muito mais baratos do que em qualquer outro momento da história da humanidade.</p>
<p>Deutsche Welle: <em>A escravidão é um fato do passado?</em></p>
<p>Benjamin Skinner: Com certeza, não. Embora existam mais de 300 tratados internacionais e mais de uma dúzia de convenções universais exigindo o fim da escravidão e do comércio de escravos, este ainda é um problema que desafia o mundo moderno. Pessoas e nações presumem que a lei seja suficiente para erradicar o comércio, mas não é. A abolição legal é um primeiro passo necessário, mas a abolição real requer a aplicação rigorosa dessa lei para perseguir os traficantes e proteger e reabilitar as vítimas.</p>
<p><em>Quantos escravos existem hoje no mundo?</em></p>
<p>Como a escravidão é ilegal em qualquer parte do mundo, os traficantes escondem suas vítimas, temendo as autoridades. Em qualquer país, escravos são uma população oculta. Mas as estimativas mais amplamente aceitas apontam que haja entre 12,3 milhões e 27 milhões de escravos.</p>
<p><em>E em números relativos, em comparação com o passado?</em></p>
<p>Há mais escravos hoje do que em qualquer outro momento da história da humanidade. Mas, por mais deprimentes que sejam os números absolutos, podemos encontrar certo consolo no fato de a porcentagem de escravos na população mundial ser hoje menor. Os três grandes movimentos abolicionistas do passado de fato trouxeram progressos. Mas ainda há muito a ser feito neste quarto e último.</p>
<p><em>O que caracteriza a condição de escravo?</em></p>
<p>Escravos são pessoas forçadas a prestar um serviço, mantidas ilegalmente e ameaçadas com violência, sem pagamento e em esquema de subsistência. São pessoas que não podem fugir de seu trabalho.</p>
<p><em>Que tipo de trabalho eles fazem hoje em dia?</em></p>
<p>São usados em todos os ramos da indústria, da agricultura e do setor de serviços. A maioria é forçada a trabalhar para quitar uma dívida, em muitos casos herdada de um ancestral. Todo ano, centenas de milhares são forçados a cruzar fronteiras internacionais para executar trabalhos domésticos ou manuais, também como pedintes, ou se tornam vítimas de prostituição forçada. Crianças são obrigadas a lutar em guerras civis brutais; homens e mulheres, espoliados e obrigados a produzir componentes de produtos de consumo que você talvez tenha em casa. A escravidão está em todo e em nenhum lugar.</p>
<p><em>Que motivos levam hoje à escravidão?</em></p>
<p>As circunstâncias de cada escravo são diferentes, claro, mas há temas recorrentes. Em primeiro lugar, escravos tendem a vir de comunidades profundamente empobrecidas e socialmente isoladas. Tendem a ser jovens, do sexo feminino, com acesso restrito a educação e saúde, e sem qualquer acesso ao crédito formal. Também costumam viver em áreas onde o domínio da lei é fraco e criminosos podem tirar vantagem de sua vulnerabilidade  e isolamento para lucrar.</p>
<p><em>Que países e regiões possuem o maior número de escravos?</em></p>
<p>O sul da Ásia em geral – e a Índia, em particular – possui mais escravos do que todo o resto do mundo junto. A abolição do trabalho escravo na Índia, assim como a do sistema de castas, continua sendo uma promessa não cumprida. Nos níveis estaduais e distritais, bem como nos panchayats [sistema político indiano que agrupa quatro vilas em volta de uma vila central], a boa intenção das leis nada significa para os milhões de pessoas forçadas a trabalhar para pagar uma dívida que, em muitos casos, foi feita gerações antes.</p>
<p><em>E na América Latina?</em></p>
<p>Há centenas de milhares, talvez milhões de escravos na América Latina. O Haiti tem umas 300 mil crianças escravas. Ofereceram-me uma por 50 dólares numa rua de Porto Príncipe, a cinco horas de distância da minha casa em Nova York. Dezenas de milhares são traficadas da América Central e do México para localidades mais ao norte. Nos Estados Unidos, a maior parte dos escravos é mexicana ou foi traficada através do México.</p>
<p>Ironicamente, o Brasil, um dos últimos países a abolir formalmente a escravidão, é hoje um dos mais proativos no combate ao tráfico. Equipes móveis de inspeção do Ministério brasileiro do Trabalho resgatam cerca de 5 mil escravos por ano. Mas infelizmente eles não recebem aconselhamento ou proteção adequados, e dá para contar nos dedos de uma mão quantos criminosos foram condenados. Ou seja, quase a metade dos escravos resgatados volta ao regime escravo. Ainda há muito a ser feito na região.</p>
<p><em>Qual o papel do Estado em países onde existe escravidão?</em></p>
<p>A escravidão existe onde os Estados são fracos ou corruptos, mas ela também pode ser usada por regimes autoritários como forma de controlar a população. Por exemplo, no Sudão, onde o governo do norte armou e encorajou as milícias a escravizar durante uma guerra civil de 22 anos. Ou em Mianmar, onde o governo impõe o regime de corvéia à população rural.</p>
<p><em>É sabido que, em certos países, é possível libertar um escravo pagando por ele. Algumas organizações fazem isso. Você considera este um caminho válido?</em></p>
<p>Certamente não. Por mais que comprar a liberdade de um escravo faça o comprador se sentir bem, essa prática, na melhor das hipóteses, dá margem à corrupção. Na pior delas, incentiva o comércio com a miséria humana.<br />
<em><br />
Quanto custa um escravo hoje?</em></p>
<p>Escravos hoje são mais baratos do que nunca. Presenciei negociações de venda em quatro continentes e recebi ofertas de 45 dólares na África do Sul até cerca de 2 mil dólares (na verdade, tratava-se da troca por um carro usado) na Romênia. Com mais de 1,1 bilhão de pessoas subsistindo com menos de um dólar por dia, a oferta de potenciais escravos é praticamente ilimitada.</p>
<p><em>Quais são as consequências tardias da escravidão nas sociedades em que ela existiu, como nos EUA e na América Latina?</em></p>
<p>Países que falham em lembrar que a escravidão é um compromisso vivo estão condenados a viver em insegurança e desigualdade, e em meio a atividades criminosas. Mas aqueles que se encarregarem da difícil tarefa de eliminar a escravidão serão recompensados com sociedades mais prósperas e pacíficas. O que me lembra as palavras de Maya Angelou: &#8220;<strong><em>A história, por mais dolorosa, não pode ser &#8216;desvivida&#8217;. Mas, se enfrentada com coragem, não precisa ser revivida</em></strong>&#8220;.</p>
<p>Autor: Pablo Kummetz</p>
<p>Revisão: <a href="http://www.dw-world.de/dw/article/0,,4589344,00.html?maca=bra-rss-br-all-1030-rdf" target="_blank">Roselaine Wandscheer</a></p>
<p><em>Imagem: <a href="http://www.flickr.com/photos/quettabalochistan/2986608888/" target="_blank">Fonte</a>.</em></p>
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		<title>Bases militares dos EUA na Colômbia criam atritos na América Latina</title>
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		<pubDate>Sat, 08 Aug 2009 22:01:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel Marquine</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[América Central]]></category>

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É palpável o mal-estar devido à presença militar estadunidense em território colombiano. Possibilidade de presidente venezuelano estar instrumentalizando esse incômodo não elimina a ameaça.
Os conflitos políticos entre os governos latino-americanos se assemelham cada vez mais a um jogo de pega-varetas. É preciso resolver uma disputa por vez, porém isso é quase impossível sem reavivar controvérsias [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.mondopost.com.br/wp-content/uploads/2009/08/uribe.jpg" alt="uribe" title="uribe" width="540" height="195" class="alignnone size-full wp-image-1333" /></p>
<p>É palpável o mal-estar devido à presença militar estadunidense em território colombiano. Possibilidade de presidente venezuelano estar instrumentalizando esse incômodo não elimina a ameaça.</p>
<p>Os conflitos políticos entre os governos latino-americanos se assemelham cada vez mais a um jogo de pega-varetas. É preciso resolver uma disputa por vez, porém isso é quase impossível sem reavivar controvérsias pendentes. Em princípio, tais circunstâncias exigem de todos os participantes o respeito estrito às regras do jogo diplomático. Quanto mais difíceis as negociações, mais cuidadosa deve ser a linguagem empregada.</p>
<p>Porém as controvérsias na América Latina tendem cada vez mais a terminar em gestos hostis, por vezes quase marciais. Na quinta-feira (06/08), o presidente venezuelano, Hugo Chávez, advertiu que o acordo que permitirá aos Estados Unidos utilizar sete bases militares no território da Colômbia pode desencadear uma guerra na América do Sul. E acrescentou que seu país firmará um acordo armamentista com a Rússia em setembro próximo.</p>
<p>Enfim, polarizações que fazem pensar numa perpetuação da Guerra Fria. Os temores do chefe de Estado da Venezuela têm fundamento?</p>
<p><strong>Necessidade de um inimigo</strong></p>
<p>&#8220;Essa é uma imagem que Chávez gostaria de ver convertida em realidade. Porém está muito distante do que os implicados planejam&#8221;, assegura Günther Maihold, vice-diretor do Instituto Alemão de Política Internacional e Segurança (SWP), sediado em Berlim.</p>
<p>Em sua opinião, o presidente venezuelano precisa da imagem de um inimigo para sustentar sua perspectiva ideológica do mundo, desenvolver sua política interna e distrair a atenção internacional das acusações de que haveria fornecido armamento de grande calibre às Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).</p>
<p>&#8220;Chávez tenta construir uma constelação de perigos para seu país e criar a impressão de que uma invasão militar está prestes a ocorrer. Assim, tenta dissipar a impressão de que apoia as Farc, apesar de isso ser evidente há algum tempo, desde que a Venezuela se converteu em parte da cadeia do narcotráfico da América do Sul para o mundo. E, naturalmente, as Farc estão envolvidas nessa atividade.&#8221;</p>
<p><strong>Giro tranquilizador?</strong></p>
<p>Ainda assim, é tangível a preocupação na América Latina devido à presença militar estadunidense na Colômbia. A possibilidade de Chávez estar instrumentalizando politicamente o incômodo dos governos regionais não neutraliza esse desassossego.</p>
<p>Em sua edição da última quarta-feira, o diário espanhol El País comentava que, embora não se conheçam os detalhes do acordo entre os EUA e Colômbia, alguns analistas temem que as operações militares contra o tráfico de drogas e de armas e contra a guerrilha das Farc transcendam o território colombiano.</p>
<p>Por esse motivo, o presidente colombiano, Álvaro Uribe empreendeu um giro rápido pelo continente, a fim de tranquilizar seus vizinhos. O Peru e o Chile lhe ofereceram apoio total, o do Paraguai foi moderado. O Brasil e o Uruguai admitiram preocupação e insistiram que as operações militares se realizem com transparência. A Argentina e a Bolívia, por fim, manifestaram desaprovação à presença de militares estadunidenses na Colômbia.</p>
<p>Segundo Maihold: &#8220;O fechamento da base militar de Manta, no Equador, solicitado pelo próprio presidente equatoriano, Rafael Correa, é o motivo por que os militares norte-americanos se transferem agora para a Colômbia. Não consigo compreender o alarmismo gerado por essa transferência. Até agora essa base militar funcionava no Equador sem causar qualquer problema. Até porque o país é membro da ALBA&#8221;. A postura antiamericana das nações que integram a Aliança Boliviana para os Povos de Nossa América é notória.</p>
<p><strong>Conflitos reais e política simbólica</strong></p>
<p>Quanto às possíveis implicações para Caracas da constatação de que haveria apoiado o grupo guerrilheiro colombiano, Maihold é categórico. &#8220;Chávez pode contar com sanções. O apoio a grupos &#8216;terroristas&#8217; é punido pela comunidade internacional, e isso é de grande importância para um país como a Venezuela, que depende de maneira extrema do comércio internacional.&#8221;</p>
<p>Cabe verificar se existem na América Latina instâncias capazes de reduzir o atrito entre os governos. Está marcada para 10 de agosto, em Quito, a cúpula da União das Nações Sul-Americanas (Unasul), que tratará dessa questão sem a presença da delegação colombiana, no entanto.</p>
<p>&#8220;O fato de Uribe não assistir à cúpula evidencia que ele não encontra nenhum interlocutor pertinente nessa organização&#8221;, avalia o vice-diretor da SWP, concluindo: &#8220;A Unasul não é o fórum apropriado para solucionar esses assuntos. Lá se faz política simbólica, e nada mais&#8221;.</p>
<p>Autor: <a href="http://www.dw-world.de/dw/article/0,,4551926,00.html">Evan Romero-Castillo</a> / Revisão: Simone Lopes</p>
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		<item>
		<title>A quem interessa o sangue?</title>
		<link>http://www.mondopost.com.br/2009/07/22/a-quem-interessa-o-sangue/</link>
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		<pubDate>Wed, 22 Jul 2009 17:13:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mário Machado</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[América Central]]></category>

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		<description><![CDATA[
As negociações que visavam um acordo político para crise hondurenha, intermediada pelo Prêmio Nobel da Paz 1987, Oscar Arias, Presidente da Costa Rica (que ganhou intermediando o fim das guerrilhas na região), naufragou. Não chegou a ser uma surpresa, afinal todos os analistas viam a indisposição em negociar e exigências sabidamente inaceitáveis. Quem acompanha negociações [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-full wp-image-1267" title="hugo-chavez" src="http://www.mondopost.com.br/wp-content/uploads/2009/07/hugo-chavez.jpg" alt="hugo-chavez" width="540" height="195" /></p>
<p>As negociações que visavam um acordo político para crise hondurenha, intermediada pelo Prêmio Nobel da Paz 1987, Oscar Arias, Presidente da Costa Rica (que ganhou intermediando o fim das guerrilhas na região), naufragou. Não chegou a ser uma surpresa, afinal todos os analistas viam a indisposição em negociar e exigências sabidamente inaceitáveis. Quem acompanha negociações internacionais, sabe quando se força a ruptura de uma negociação, afinal é muito fácil para qualquer diplomata de carreira saber em que pontos rupturas são inevitáveis, portanto, posso dizer que foram negociações de má-fé, onde as partes não se propuseram a negociar de fato.</p>
<p>É preciso saber que desde os primeiros momentos da crise e logo após a deposição, a Igreja Católica, por meio de seu Colégio Episcopal em Honduras, ofereceu seus bons ofícios, procurando acalmar os ânimos, prevenir violência e encontrar uma saída negociada. Inclusive um Bispo chegou a pronunciar na televisão a pedir calma e discernimento de Zelaya, e que ele não retornasse se as condições políticas assim permitissem. Por que o Bispo fez isso? Por ser golpista conservador? Ou por medo que a polarização política, somada a clara e notória infiltração de manifestantes sandinistas e venezuelanos, culminasse em violência e desperdício de vidas?</p>
<p>Não deu outra. As manifestações no aeroporto cobraram seu preço em sangue. O presidente deposto e seus apoiadores agora têm um mártir, uma prova indelével da natureza boçal e violenta do novo governo. Bem, pelo menos para motivos de propaganda, serviu o desperdício de uma alma jovem, que de verdade só sua família e amigos vão prantear, sentir falta e lembrar quando a poeira assentar. Não há provas que ele tenha sido assassinado por armas do exército, mas mesmo que tivesse, dividem essa conta macabra os que coordenavam a operação no aeroporto e os que instigavam pessoas comuns, contra soldados treinados e armados. Afinal, qual é sempre o resultado de pessoas sem armas enfrentando pessoas com armas?</p>
<p>Ora, então os seguidores de Zelaya têm que engolir a seco a deposição dele, sem direito a reclamar? Claro que não, mas os que estão a frente disso têm uma obrigação ética e moral de fazer com que essas demonstrações sejam pacificas, seja a via escolhida, passeatas, desobediência civil, greves gerais. Qualquer uma das muitas alternativas não confrontacionais. Por que digo isso? Porque o clima está pesado, os ânimos acirrados e a chance de que as forças de segurança e manifestantes percam o controle é enorme. Evidentemente cabe ao regime conter os ânimos das forças de segurança, garantindo a ordem pública dentro dos ditames do império da lei.</p>
<p>Mas até agora só relatei o óbvio, nada de especial e nem toquei no cerne da questão-título desse texto, a não ser de maneira indireta.</p>
<p>Qual tem sido a tônica desde o dia 1° dessa crise? A coesão e unanimidade internacional na condenação ao golpe e com uma linguagem bastante inflamada exigindo, com ultimatos e ameaças a recondução do presidente deposto a seu cargo, sem qualquer tipo de negociação com o governo, sempre tratado pelos diplomatas do continente como golpista nas suas intervenções na mídia. Ora, é claro, para qualquer pessoa com meio cérebro que uma deposição com apoio da justiça, do parlamento e dos militares só é possível quando o deposto não tem mais nenhuma condição de governabilidade. Ainda mais porque, como vimos pelas imagens, o povo hondurenho está dividido, tendendo em sua maioria a apoiar a deposição, portanto não vimos em Honduras nem sombra das manifestações vistas no Irã (onde por sinal o aparato de repressão é bem mais agressivo e conta com simpatia dos que querem a volta imediata de Zelaya).</p>
<p>Também, é claro para quem tem meio cérebro, que a única saída satisfatória para essa crise é uma negociação que culmine em novas eleições, antecipadas (já que seria esse ano de qualquer maneira). Portanto o que motiva tanta resistência a negociar uma saída? Será uma questão pessoal de Zelaya, que por já ter sido presidente não pode nem cogitar a se candidatar de novo segundo a constituição hondurenha?</p>
<p>Ou há algo mais profundo? Seria a resistência motivada por governos da região que temem que quarteladas voltem a ser prática comum na região? Mas, então simplificaríamos muito a questão, já que os militares não tomaram o poder e sim agiram de acordo com a Constituição e ainda justificam sua ação de retirada de Zelaya do país para evitar confrontos e violência. Um argumento um pouco esticado, mas não deixa de ter suporte lógico.</p>
<p>Por que a resistência ao golpe fosse fruto de uma frente pró-democracia unânime no continente, os principais atores da questão, não fomentariam relações com ditaduras longas e comprovadas, tais como Cuba? Ou para esses líderes subverter as regras democráticas só é grave quando é levado a cabo por não-membros de sua Aliança ou Alternativa?</p>
<p>A questão transcendeu as esferas da América Central, porque indubitavelmente demonstra a primeira resistência contundente ao mecanismo chavista, sendo este, inclusive, apontado como pivô da crise, já que o líder deposto passou a ser visto como um títere de Caracas. E é ele, Hugo Chávez, quem conduz a reação mais inflamada à deposição. Ele também, tem fornecido transporte para Zelaya, com jatinhos da poderosa PDVSA. Honduras pode se tornar o “Rubicão do César Bolivariano”, porque se suas legiões o cruzarem, sua alternativa ganha momento, ganha força e prestigio, já que sairia vitorioso na tal batalha moral, sairia como defensor da democracia. Ele que já liderou um golpe frustrado, antes de tomar um igualmente frustrado.</p>
<p>Isso explica porque desde o primeiro minuto da crise o Presidente Chávez violou uma regra da diplomacia ao interferir em assuntos internos de outros povos, ainda mais, por que clamava “aos patriotas hondurenhos a lutar”, ou seja, além de intervir em assuntos internos ainda o fez incentivando a violência, a desordem. E foi ainda mais além com bravatas dignas dele mesmo ao cogitar intervir militarmente para recolocar o presidente deposto. Pergunto-me qual diferença deste comportamento a tese de exportação da democracia, mesmo que a força da era Bush? (algum leitor chavista, se eu os tiver, consegue explicar?). Outra questão, não era esse mesmo presidente que achava absurda a violação territorial? Lembram, quando a Colômbia atacou uma base das FARC em território equatoriano matando um dos líderes da guerrilha (ou narco-guerrilha, diriam alguns)?</p>
<p>A prudência sempre foi apontada na literatura como uma característica desejável em um estadista. Mas nesse caso temos visto que interesses que em nada tem de alinhando com valores como democracia, ou com interesses do povo hondurenho. Esses interesses são de projetos geopolíticos e ideológicos. Isso explica por que não há, por parte desses atores, preocupação com o bem estar do povo hondurenho.</p>
<p>Digo isso porque ao conclamar o povo a insurgência, o presidente deposto, sabe que o resultado disso será medido em litros de sangue derramado nas ruas. Ainda mais numa região que sofreu tanto com guerras civis e que tem problemas de criminalidade urbana gravíssima, que pode sair do controle com o Estado esticando suas forças para lutar contra uma insurgência, ainda mais porque há a real e concreta possibilidade de saída tranqüila, institucional e democrática para crise, que é a via das urnas.</p>
<p>Afinal, quem tem ojeriza a golpes deveria jubilar-se com a possibilidade de que uma eleição livre, devidamente acompanhada por observadores estrangeiros e de acordo com as regras vigentes. E não conclamar o povo a insurreição, a violência e inevitavelmente a morte. É fácil louvar aos mártires e heróis quando não são seus filhos e filhas, pais e mães, irmãos e irmãs, maridos e esposas, os que vão cair ou ser estadista de danos colaterais, numa situação em que a resolução pacifica é tão palpável.</p>
<p>Creio ser irresponsável e desesperado esse movimento, o digno de um democrata seria convocar manifestações pacíficas, mas por esta via é preciso uma maioria. E esse foi o erro de cálculo primordial, o tamanho do respaldo popular em Honduras. E o interino Micheletti demonstrando, talvez, demagogicamente que não tem desejo de manter o poder, afirmou que pode renunciar, com a condição do não retorno de Zelaya, o que reitera que não há condições de governabilidade para “Mel” Zelaya.</p>
<p>E quem lucra com o sangue nas ruas? Na minha humilde opinião não é um regime de um país pequeno e isolado. São as grandes causas “humanistas-progressivas” salvadoras que precisam de mártires para angariar apoio popular e desgastar o governo interino.</p>
<p>E para você meu leitor, vale mais uma ideologia ou uma vida humana? E a quem interessa o sangue? (Michelleti? Zelaya? Chávez?)</p>
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		<title>A OEA ignora a Venezuela</title>
		<link>http://www.mondopost.com.br/2009/07/11/a-oea-ignora-a-venezuela/</link>
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		<pubDate>Sat, 11 Jul 2009 20:13:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Enrique Villalobos</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[América Central]]></category>

		<category><![CDATA[América do Sul]]></category>

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		<category><![CDATA[Organizações Internacionais]]></category>

		<category><![CDATA[Política Internacional]]></category>

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		<category><![CDATA[OEA]]></category>

		<category><![CDATA[Venezuela]]></category>

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		<description><![CDATA[
Guayaquil, Equador — Se o Secretário Geral da OEA passou uma semana exigindo aos quatro ventos que Manuel Zelaya volte à presidência de Honduras, também passou mais de quatro anos ignorando a erosão da democracia na Venezuela (e em outros países de que não tratarei, por falta de espaço).
Consideremos apenas o que aconteceu neste país [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-full wp-image-1223" title="oea" src="http://www.mondopost.com.br/wp-content/uploads/2009/07/oea.jpg" alt="oea" width="540" height="195" /></p>
<p>Guayaquil, Equador — Se o Secretário Geral da OEA passou uma semana exigindo aos quatro ventos que Manuel Zelaya volte à presidência de Honduras, também passou mais de quatro anos ignorando a erosão da democracia na Venezuela (e em outros países de que não tratarei, por falta de espaço).</p>
<p>Consideremos apenas o que aconteceu neste país na última semana: um prefeito privado de 90% dos recursos da maior prefeitura de Caracas — cargo para o qual foi eleito pela maioria dos habitantes — fez uma greve de fome de cinco dias diante da sede da OEA em Caracas [1]. No mesmo dia em que iniciou a greve, o governo venezuelano anunciou que 240 frequências de rádio AM e FM poderiam ser revertidas para o Estado por “não atualizar seus dados junto ao CONATEL”, e que outros meios sofreriam sanções por difundir publicidade em defesa da propriedade privada [2].</p>
<p>Imaginemos que pela manhã o <em>Congresillo</em> promulgue uma lei que crie uma autoridade paralela à prefeitura de Guayacquil e logo depois outra lei transferindo até 90% dos recursos a esta nova autoridade. Para efeitos práticos, o alcaide eleito pelos guayaquilenhos seria substituído por outro, escolhido a dedo pelo Poder Executivo. Foi isso que aconteceu na Venezuela, onde a vontade dos venezuelanos é ignorada sempre que não está de acordo com a revolução chavista.</p>
<p>Enquanto Chávez exige a volta de Zelaya a Honduras, ameaçando até mesmo tomar medidas bélicas contra o governo interino, seu governo na Venezuela continua perseguindo as vozes independentes. CEDICE e ASOESFUERZO, duas organizações privadas e sem fins lucrativos, colocaram em diversos meios de comunicação anúncios em defesa da propriedade privada. Em muitos deles, cont-se uma história de êxito pessoal, de como uma pessoa, com trabalho e esforço, conseguiu melhorar a vida de sua família [3]. Em outro anúncio, o projeto de Lei de Propriedade Social discutido na Assembléia Nacional é comparado a uma lei similar de Cuba. Tudo isso seria normal em uma democracia pluralista em que se respeita a diversidade de critérios. Porém, na Venezuela isso é considerado uma ameaça. Diosdado Cabello, Ministro de Obras Públicas e Habitação, abriu um processo administrativo contra as empresas que transmitiram os anúncios, com o pretexto de que a publicidade é “enganosa” e faz “o coletivo” crer que os direitos de propriedade estão ameaçados ou não estão assegurados [4]. Segundo a Globovisión, uma das empresas ameaçadas, as mensagens em questão “constituem o exercício legítimo da liberdade de expressão dos cidadãos que formam estas organizações, os quais estão em seu perfeito direito de determinar, segundo seus critérios, se o direito de propriedade está assegurado ou não na Venezuela” [5].</p>
<p>Tem razão. Mas os “democratas” que tanto clamam por democracia e Estado de Direito em Honduras são cegos, surdos e mudos quando se trata da Venezuela ou de qualquer outro país com um governo bolivariano de esquerda.</p>
<p>Por <a href="http://www.ordemlivre.org/textos/autor/32" target="_blank">Gabriela Calderón</a>, via <a href="http://www.ordemlivre.org/node/648" target="_blank">OrdemLivre</a>.</p>
<p><strong>Notas</strong></p>
<p>[1] “Ledezma solicita recursos a Banco Mundial para Caracas”. El Universal. 23 de junho de 2009. <a href="http://www.eluniversal.com/2009/06/23/ccs_art_ledezma-solicita-rec_1444271.shtml" target="_blank">Disponível aqui</a>.</p>
<p>[2] “Sancionarán a medios de comunicación que divulgaron mensaje de CEDICE”. El Universal. 4 de julho de 2009. <a href="http://deportes.eluniversal.com/2009/07/04/pol_art_sancionaran-a-medios_1460073.shtml" target="_blank">Disponível aqui</a>.</p>
<p>[3] <a href="http://www.cedice.org.ve/detalle.asp?id=2393" target="_blank">Anúncios</a> do CEDICE.</p>
<p>[4] “Sancionarán a medios de comunicación que divulgaron mensaje de CEDICE”.</p>
<p>[5] “Ministerio Público solicita suspender avisos de CEDICE”. El Universal. 7 de julho de 2009. <a href="http://www.eluniversal.com/2009/07/07/pol_art_ministerio-publico-s_1462982.shtml" target="_blank">Disponível aqui</a>.</p>
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		<item>
		<title>O que [realmente] está acontecendo em Honduras</title>
		<link>http://www.mondopost.com.br/2009/07/02/o-que-realmente-esta-acontecendo-em-honduras/</link>
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		<pubDate>Thu, 02 Jul 2009 19:14:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Enrique Villalobos</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[América Central]]></category>

		<category><![CDATA[Artigos / Opinião]]></category>

		<category><![CDATA[golpe]]></category>

		<category><![CDATA[Honduras]]></category>

		<category><![CDATA[imprensa]]></category>

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		<description><![CDATA[
Honduras: golpe ou contra-golpe?
Honduras hoje.
O dedo de Hugo Chávez na crise de Honduras
Quão defensor da democracia hondurenha é Chávez?
Honduras ainda isolada pela imprensa.
O povo de Honduras que Obama, Lula e a CNN não vêem.
Zelaya promete continuar desrespeitando a Constituição se recuperar o poder…
Chega de saudade.
Quartelada não.
Imagem: Sampedranos inician una marcha a favor de la democracia [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.mondopost.com.br/wp-content/uploads/2009/07/honduras.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-1153" title="honduras" src="http://www.mondopost.com.br/wp-content/uploads/2009/07/honduras.jpg" alt="honduras" width="540" height="195" /></a></p>
<p>Honduras: <a href="http://direitoetrabalho.com/2009/06/honduras-golpe-ou-contra-golpe" target="_blank">golpe ou contra-golpe?</a></p>
<p><a href="http://www.ordemlivre.org/blog/?p=406" target="_blank">Honduras hoje</a>.</p>
<p>O dedo de <a href="http://www.ordemlivre.org/blog/?p=407" target="_blank">Hugo Chávez</a> na crise de Honduras</p>
<p>Quão defensor da <a href="http://www.ordemlivre.org/blog/?p=408" target="_blank">democracia hondurenha</a> é Chávez?</p>
<p>Honduras ainda <a href="http://www.ordemlivre.org/blog/?p=410" target="_blank">isolada pela imprensa</a>.</p>
<p>O <a href="http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/o-povo-de-honduras-que-obama-lula-e-a-cnn-nao-veem/" target="_blank">povo de Honduras</a> que Obama, Lula e a CNN não vêem.</p>
<p>Zelaya promete continuar <a href="http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/zelaya-promete-continuar-desrespeitando-a-constituicao-se-recuperar-o-poder/" target="_blank">desrespeitando a Constituição</a> se recuperar o poder…</p>
<p><a href="http://nottupy.blogspot.com/2009/06/chega-de-saudade.html" target="_blank">Chega de saudade</a>.</p>
<p><a href="http://nottupy.blogspot.com/2009/06/quartelada-nao.html" target="_blank">Quartelada não</a>.</p>
<p><em>Imagem: <a href="http://www.laprensahn.com/content/view/section/244684" target="_blank">Sampedranos inician una marcha a favor de la democracia y contra Manuel Zelaya. El objetivo es demostrarle al mundo su repudio al ex mandatario</a>.</em></p>
<img src="http://www.mondopost.com.br/?ak_action=api_record_view&id=1151&type=feed" alt="" />]]></content:encoded>
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		<title>Ditocracias e demoduras</title>
		<link>http://www.mondopost.com.br/2009/06/30/ditocracias-e-demoduras/</link>
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		<pubDate>Tue, 30 Jun 2009 22:58:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mr. X</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[América Central]]></category>

		<category><![CDATA[Artigos / Opinião]]></category>

		<category><![CDATA[Política Internacional]]></category>

		<category><![CDATA[democracia]]></category>

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		<category><![CDATA[obama]]></category>

		<category><![CDATA[Zelaya]]></category>

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		<description><![CDATA[
Uma coisa estranha está acontecendo na América Latina. Os ex-revolucionários esquerdistas estão utilizando elementos da &#8220;democracia&#8221; (referendos, compra de votos, fraude, decisões judiciais, etc.) para modificar a constituição de seus países e aumentar seus poderes ou permanecer mais tempo no poder ou realizar políticas transformativas inéditas. Do outro lado, um presidente é deposto por militares [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.mondopost.com.br/wp-content/uploads/2009/06/democracy-monument.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-1113" title="democracy-monument" src="http://www.mondopost.com.br/wp-content/uploads/2009/06/democracy-monument.jpg" alt="democracy-monument" width="540" height="195" /></a></p>
<p>Uma coisa estranha está acontecendo na América Latina. Os ex-revolucionários esquerdistas estão utilizando elementos da &#8220;democracia&#8221; (referendos, compra de votos, fraude, decisões judiciais, etc.) para modificar a constituição de seus países e aumentar seus poderes ou permanecer mais tempo no poder ou realizar políticas transformativas inéditas. Do outro lado, um presidente é deposto por militares por desrespeitar a Constituição do país. Quem é ditador, quem é democrata?</p>
<p>Argumento que existem - ou deveriam existir - valores que devem permanecer invariáveis às modas ou desejos do momento. Se El Presidente organiza um referendo de forma anti-constitucional, deve naturalmente ser impedido, tenha ou não apoio popular. Como pergunta o leitor Chesterton, pode um presidente fazer um plebiscito para eliminar a propriedade privada? Bem, poder, pode. A questão é se <span style="font-style: italic;">deve</span>.</p>
<p>Além disso, a democracia é importante, mas não é tudo. Afinal, mesmo mantendo-se dentro dos limites democráticos, um líder pode muito bem fazer grandes estragos em um país. Nossa história que o diga.</p>
<p>Dito isso, tecnicamente o que ocorreu em Honduras tampouco foi exatamente democrático, afinal encerrou precocemente o mandato de um presidente antes do seu término legal. Foi um <a href="http://opiniojuris.org/2009/06/29/honduras-coup-or-not-and-whats-in-a-word/" target="_blank">golpe</a> ou não? Há margem para dúvidas. Não estou muito por dentro do panorama hondurenho, mas, se a descrição do Wall Street Journal estiver <a href="http://online.wsj.com/article/SB124623220955866301.html#mod=article-outset-box" target="_blank">correta</a>, não me parece haver tanto motivo para escândalo.</p>
<p>Enquanto isso, Obama, na contramão do povo hondurenho que apoiou em <a href="http://lagringasblogicito.blogspot.com/2009/06/honduran-views-on-mel-zelaya-and.html" target="_blank">maioria</a> a decisão, criticou bastante o golpe e disse que &#8220;não foi <a href="http://www.laprensahn.com/content/view/full/246715/%28offset%29/5#comentarios" target="_blank">legal</a>&#8220;. Curiosamente, o mesmo presidente albino parece ter criticado Álvaro Uribe por <a href="http://www.eltiempo.com/colombia/politica/en-eu-dos-periodos-funcionan-le-dijo-obama-a-uribe-sobre-reeleccion_5558530-1" target="_blank">pensar</a> em uma extensão de mandato. Ué. Mas não é o mesmo que o Zelaya queria, de modo muito mais explícito, e contando ainda com perigosa influência externa (chavista)?</p>
<p>Toda a opinião da tal &#8220;comunidade internacional&#8221;, isto é, na verdade, um seleto grupo de políticos palpiteiros na União Européia e nos EUA e na AL, parece ser contrária à demissão do ex-mandachuva hondurenho, o que pode indicar a <a href="http://nottupy.blogspot.com/2009/06/quartelada.html" target="_blank">volta</a> de Zelaya. Mas será mesmo que ele poderia voltar?</p>
<p>É um pouco bizarro que tantos se metam nas decisões da Suprema Corte e o Congresso de Honduras, quando os mesmos tanto hesitaram em criticar algo bem mais nefasto que ocorria no Irã. Pareceria que o ocorrido em Honduras incomoda bastante os progressistas internacionais. Pergunto-me por quê.</p>
<p>Via <a href="http://blogdomrx.blogspot.com/2009/06/ditocracias-e-demoduras.html" target="_blank">Blog do Mr X</a>.</p>
<p><em>Imagem: <a href="http://www.flickr.com/photos/jhtglobal/535751687/" target="_blank">Democracy Monument Night Shot</a>.</em></p>
<img src="http://www.mondopost.com.br/?ak_action=api_record_view&id=1110&type=feed" alt="" />]]></content:encoded>
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		</item>
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		<title>Guatemala - Montadoras: 20 anos de discriminação e escravidão para as mulheres</title>
		<link>http://www.mondopost.com.br/2009/06/10/guatemala-montadoras-20-anos-de-discriminacao-e-escravidao-para-as-mulheres/</link>
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		<pubDate>Wed, 10 Jun 2009 14:26:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Enrique Villalobos</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[América Central]]></category>

		<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>

		<category><![CDATA[discriminação]]></category>

		<category><![CDATA[escravidão]]></category>

		<category><![CDATA[Guatemala]]></category>

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Nas montadoras é proibido ficar grávida, urinar mais de duas vezes ao dia e, inclusive, beber água durante a jornada de trabalho. Também é proibido queixar-se ou faltar um só dia por motivo de doença.
Essas razões são justificantes de demissão para as guatemaltecas que trabalham na indústria têxtil desse país centroamericano, em estabelecimentos dirigidos, em [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.mondopost.com.br/wp-content/uploads/2009/06/guatemala.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-934" title="guatemala" src="http://www.mondopost.com.br/wp-content/uploads/2009/06/guatemala.jpg" alt="guatemala" width="540" height="195" /></a></p>
<p>Nas montadoras é proibido ficar grávida, urinar mais de duas vezes ao dia e, inclusive, beber água durante a jornada de trabalho. Também é proibido queixar-se ou faltar um só dia por motivo de doença.</p>
<p>Essas razões são justificantes de demissão para as guatemaltecas que trabalham na indústria têxtil desse país centroamericano, em estabelecimentos dirigidos, em sua maioria, por coreanos.</p>
<p>Para elas, a idade é um inconveniente. Se passam dos 35 anos, são rechaçadas imediatamente; enquanto que as contratadas, em geral entre os 16 e os 30 anos de idade, devem estar dispostas a trabalhar em condições desumanas.</p>
<p>Isolamento, pouca ventilação e, às vezes, falta de sanitários e de água potável são situações que devem enfrentar as mulheres ao ingressar nessas galés, onde muitas vezes permanecem até 350 pessoas juntas.</p>
<p>E tudo isso para receber no final do mês um salário inferior ao custo da cesta básica e igualmente inferior ao recebido pelos homens que realizam as mesmas tarefas que elas, também sob condições infrahumanas; porém, sem padecer tratamentos tão cruéis.</p>
<p>Segundo o Ministério do Trabalho, as guatemaltecas na indústria têxtil recebem um salário equivalente a 110 dólares mensais; e os homens, equivalente a 125 dólares/mês.</p>
<p>Esse salário impede que a trabalhadora mantenha o direito a comprar a cesta básica vital, estimada em 200 dólares, e nem pensar na alimentar, que custa pelo menos uns 400 dólares, de acordo com dados do Instituto Nacional de Estatística (INE).</p>
<p>Lilian Solís, da Unidade de Gênero do Ministério do Trabalho, comenta a <a href="http://www.redsemlac.net/" target="_blank">SEMlac</a> que esses postos de trabalho são verdadeiros lugares de escravidão, nos quais <strong>a discriminação de gênero vem acontecendo há mais de duas décadas.</strong></p>
<p>De acordo com sua experiência na atenção às trabalhadoras de fábricas montadoras, as histórias que as mulheres contam são de terror.</p>
<p>Elas, que chegam a somar 85 mil dos 121 mil empregados das montadoras do país, são humilhadas no momento de ser contratadas: são submetidas a um exame de urina para que a empresa verifique se estão ou não grávidas. A prova é efetuada diante de um dos supervisores para garantir que não serão enganados através do uso de uma amostra falsa.</p>
<p>Outras formas de escravidão vão desde engomar por nove horas consecutivas até trabalhar escutando sons estridentes de música, como forma de estimular a produção e, assim, surtir os mercados internacionais.</p>
<p>Avaliações psicológicas do Grupo Integral para as mulheres indicam que as trabalhadoras de montadoras padecem de transtornos devido ao estresse. Por exemplo, devem entregar a quantidade de peças que lhes foi fixada a cada dia; do contrário, recebem humilhantes ofensas verbais.</p>
<p>Trabalham sob enorme pressão. Todos os dias aumenta tanto a quantidade de peças que os trabalhadores se esforçam mas não chegam nunca a cumprir a meta. &#8220;Por isso, tampouco recebem o salário anunciado&#8221;, indica Maritza Velásquez, coordenadora geral da Associação de Trabalhadoras Domésticas, a Domicílio e da Montadora (ATRAHDOM).</p>
<p>Além disso, as trabalhadoras se veem submetidas ao acosso sexual, segundo revela o documento &#8220;<em>Solo pedimos que nos traten como humanas</em>&#8220;, apresentado em 2007 e elaborado pela Fundação para a Paz e a Democracia, <a href="http://www.funpadem.org/" target="_blank">Funpadem</a>.</p>
<p>Uma pesquisa aplicada entre 2005 e 2006 por Funpadem a 516 trabalhadoras de montadoras na capital e em um Departamento do interior determinou que persiste o acosso sexual e o abuso; porém, as empregadas não o denunciam.</p>
<p>Elas contaram que o chefe de pessoal é quem capta as adolescentes para consigná-las com o chefe de recursos humanos, que regularmente é um coreano, para manter relações sexuais. Muitas cedem aos manuseios, às propostas indecorosas e à marcação de encontros porque necessitam do emprego; do contrário são demitidas, informa o documento. A grande maioria tem de um a cinco filhos, são mães solteiras ou chefes de família e necessitam arcar com as despesas familiares.</p>
<p>Relatórios do Programa de Desenvolvimento das Nações Unidas informam que as mulheres que buscam esse tipo de emprego encontram-se entre a população mais vulnerável.</p>
<p>A Pesquisa Nacional sobre Comércio e Habitação de 2006, a mais recente, precisa que no país elas fazem parte do segmento de 6 milhões de pobres que vivem com apenas um dólar/dia e do 1 milhão que o fazem em condição de pobreza extrema.</p>
<p>A isso, soma-se que <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Guatemala" target="_blank">Guatemala</a> é o país com a segunda taxa mais alta de analfabetismo feminino na América Latina (34,6%). A Secretaria Presidencial da Mulher (SEPREM) informa que, aproximadamente, meio milhão de meninas entre 7 e 14 anos não está freqüentando o ensino fundamental. Elas, indica Solís, são o nicho ideal que os coreanos buscam para produzir em suas montadoras.</p>
<p>Velásquez, da ATRAHDOM, narra situações verdadeiramente humilhantes. Conta que desde que a indústria têxtil se estabeleceu as empregadas são tratadas tão mal a ponto de não obter permissão para ir ao sanitário trocar o absorvente íntimo. Não ir ao sanitário é parte do sacrifício porque geralmente estes se mantém fechados. Tampouco têm direito a restaurante na fábrica ou creches, tal como está estabelecido no código de trabalho do país.</p>
<p>&#8220;<em>Os empresários não vão perder seu lucro ou o prazo de entrega pontual de seus produtos nunca</em>&#8220;. &#8220;<em>Se uma trabalhadora pede licença por estar doente, é demitida; e não se deterão para atender uma trabalhadora que esteja ferida devido a algum acidente ocorrido na fábrica</em>&#8220;. Por outro lado, os espaços de mando são eminentemente masculinos, afirma no documento &#8220;Entre hilos y puntadas&#8221; -um estudo feito na América Central e na República Dominicana e apresentado em 2008.</p>
<p>As mulheres não podem aspirar a um posto mais do que o de operárias, analisa o documento e indica que nesse tipo de organização produtiva na região existe uma estrutura vertical onde elas são proibidas de assumir postos de supervisão e gerência.</p>
<p>Velásquez esclarece a SEMlac que quando se fala em escravidão tem a ver com a obrigação e com a submissão que as próprias mulheres e homens trabalhadores de montadoras assumem devido a necessidade de permanecer no emprego. Isso as obriga às extenuantes jornadas de trabalho, como as horas extras impositivas; que se não forem cumpridas não darão direito ao recebimento do pagamento pelo sétimo dia de trabalho.</p>
<p>Testemunhos de empregados de montadoras recolhidos por SEMlac informam que eles e elas trabalham entre 10 e 16 horas, quando a jornada de trabalho regulamentada no país pelo código de trabalho é de 8 horas diárias. Nas montadoras, habitualmente, se trabalha de segunda-feira a sábado. Porém, quando a produção aumenta, têm que trabalhar também aos domingos.</p>
<p>A maioria da população nas diferentes ramas de trabalho tanto no campo quanto nas cidades desconhecem as leis nacionais e internacionais que a protege. Por isso, a Unidade de Gênero do Ministério do Trabalho tenta capacitar as mulheres de montadoras em seus conhecimentos trabalhistas já que muitas não sabem quais as leis que as protegem e, inclusive, desconhecem até o endereço de seu lugar de trabalho.</p>
<p>Apesar de se reconhecer que a montadora têxtil é uma alternativa de emprego para as guatemaltecas -como trabalhadoras diretas na fábrica ou em casa-, ainda não existe uma regulamentação suficientemente sustentável para apoiá-las.</p>
<p>Via <a href="http://www.adital.com.br/site/noticia.asp?boletim=1&amp;cod=39141&amp;lang=PT" target="_blank">Adital</a>.</p>
<p><em>Imagem: <a href="http://www.flickr.com/photos/tiquis/206521656/" target="_blank">Fonte</a>.</em></p>
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		<title>Reino Unido queria usar presos de Guantánamo em espionagem</title>
		<link>http://www.mondopost.com.br/2009/05/06/reino-unido-queria-usar-presos-de-guantanamo-em-espionagem/</link>
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		<pubDate>Wed, 06 May 2009 18:44:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel Marquine</dc:creator>
		
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		<category><![CDATA[Militarismo]]></category>

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		<category><![CDATA[inteligência]]></category>

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A espionagem britânica tentou recrutar em segredo vários reclusos de Guantánamo e outros centros de detenção utilizados na guerra antiterrorista pelos Estados Unidos, informa nesta quarta-feira, 6, o diário The Independent. 
O MI5 (Serviço Secreto de Interior britânico) prometia aos que aceitassem a oferta de trabalhar a seu lado proteção dos guardas americanos e garantiria seu retorno ao Reino [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://farm4.static.flickr.com/3392/3507513021_0fb64b595f.jpg?v=0" alt="" /></p>
<div>
<p>A espionagem britânica tentou recrutar em segredo vários reclusos de Guantánamo e outros centros de detenção utilizados na guerra antiterrorista pelos Estados Unidos, informa nesta quarta-feira, 6, o diário <a href="http://www.independent.co.uk/">The Independent</a>. </p>
<p>O <a href="http://www.mi5.gov.uk/">MI5</a> (Serviço Secreto de Interior britânico) prometia aos que aceitassem a oferta de trabalhar a seu lado proteção dos guardas americanos e garantiria seu retorno ao Reino Unido, segundo uma denúncia apresentada por danos morais pelos próprios reclusos no Alto Tribunal de Londres.</p>
<p>Richard Belmar, um dos procurados pelo <a href="http://www.mi5.gov.uk/">MI5</a>, disse que lhe ofereceram um bom salário caso aceitasse trabalhar como agente secreto. Já Bisher al-Rauhi, outro dos detidos em Guantánamo, afirmou que lhe prometeram colocá-lo em liberdade &#8220;em questão de meses&#8221; caso aceitasse a oferta. Outros três detidos foram ameaçados com medidas de reclusão muito mais duras se não cooperassem, informa o diário britânico.</p>
<p>No entanto, segundo um antigo espião, o <a href="http://www.mi5.gov.uk/">MI5</a> descumpriu as promessas que fizeram aos detidos. Segundo essa fonte, os agentes do <a href="http://www.mi5.gov.uk/">MI5</a> agiram sob as ordens de seus superiores, que no último momento desistiram de cumprir suas promessas.</p>
<p>A espionagem britânica realizou essa operação clandestina de recrutamento ao mesmo tempo em que o governo afirmava que os detidos em Guantánamo representavam uma grave ameaça para a segurança mundial.Segundo o porta-voz de Relações Exteriores do opositor Partido Liberal-Democrata, Edward Davey, &#8220;tudo isso demonstra a cumplicidade do <a href="http://www.mi5.gov.uk/">MI5</a>&#8221; no escândalo do sequestro e detenção ilegal dos suspeitos de terrorismo em Guantánamo.</p>
<p>Sete pessoas detidas ilegalmente em Guantánamo, no Afeganistão e no Paquistão entraram com um processo de danos morais contra os ministérios britânicos do Interior e de Relações Exteriores, e contra os serviços de espionagem <a href="http://www.mi5.gov.uk/">MI5</a> e <a href="http://www.mi6.gov.uk">MI6</a> (Serviço Secreto no Exterior).</div>
<p>Via <a href="http://www.estadao.com.br/noticias/internacional,reino-unido-tentou-usar-presos-em-guantanamo-para-espionar,366208,0.htm">Estadão</a>.</p>
<img src="http://www.mondopost.com.br/?ak_action=api_record_view&id=426&type=feed" alt="" />]]></content:encoded>
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		<title>Gripe suína poderá aprofundar os problemas econômicos e financeiros?</title>
		<link>http://www.mondopost.com.br/2009/04/30/gripe-suina-podera-aprofundar-os-problemas-economicos-e-financeiros/</link>
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		<pubDate>Thu, 30 Apr 2009 19:31:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel Marquine</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[América Central]]></category>

		<category><![CDATA[América do Norte]]></category>

		<category><![CDATA[Economia]]></category>

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		<category><![CDATA[epidemia]]></category>

		<category><![CDATA[gripe suína]]></category>

		<category><![CDATA[pandemia]]></category>

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A gripe suína que infectou pessoas no México e que se manifestou em outros países, incluindo os Estados Unidos, elevou a preocupação sobre a possibilidade de uma pandemia global, o que poderia elevar o aprofundamento dos problemas econômicos e financeiros, segundo revelou uma análise da Economist Intelligence Unit (EIU), área de pesquisa da revista The [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.mondopost.com.br/wp-content/uploads/2009/04/gripe-suina.jpg"><img class="size-full wp-image-321 alignnone" title="gripe-suina" src="http://www.mondopost.com.br/wp-content/uploads/2009/04/gripe-suina.jpg" alt="Moradores da Cidade do México deixam estação do metrô usando máscaras cirúrgicas na manhã desta segunda-feira (27). (Foto: AP)" width="540" height="162" /></a></p>
<p>A gripe suína que infectou pessoas no México e que se manifestou em outros países, incluindo os Estados Unidos, elevou a preocupação sobre a possibilidade de uma pandemia global, o que poderia elevar o aprofundamento dos problemas econômicos e financeiros, segundo revelou uma análise da <strong>Economist Intelligence Unit (<a href="http://www.eiu.com/" target="_blank">EIU</a>)</strong>, área de pesquisa da revista <a href="http://www.economist.com/" target="_blank">The Economist</a>.</p>
<p>Os governos ao redor do mundo já atuaram exaustivamente ao oferecer todo o arsenal político para minimizar os efeitos da crise financeira internacional. A EIU confirma que ainda &#8220;<em>não ajustou suas previsões econômicas</em>&#8220;, calculando a deterioração gerada pela gripe suína. No entanto, várias ressalvas foram feitas.</p>
<p><strong>É fato</strong></p>
<p>A gripe suína já matou mais de 150 pessoas no México e, segundo a pesquisa, muitas escolas, museus, teatros e cinemas estão fechados. Áreas públicas estão isoladas, visando evitar a concentração de pessoas em um mesmo ambiente. O vírus já foi detectado em países como Estados Unidos, Espanha, França, Israel, Canadá e Nova Zelândia.</p>
<p>Em resposta, os governos mantêm a cautela, apesar dos Estados Unidos já terem decretado situação de &#8220;emergência de saúde pública&#8221;. Na segunda-feira (27), a <a href="http://www.who.int/en/" target="_blank">Organização Mundial de Saúde</a> elevou para 4 o nível de alerta por conta da doença, colocando-o próximo do nível de pandemia, ou epidemia generalizada.</p>
<p><strong>Possibilidades</strong></p>
<p>Para avaliar possíveis consequências na economia, os analistas responsáveis pelo estudo alertaram que a expansão do vírus e sua severidade são incertas. Desta forma, há possibilidade da contaminação passar de &#8220;despreocupante&#8221; para &#8220;devastadora&#8221;, diz o estudo.</p>
<p>&#8220;<strong>Muitos especialistas dizem que uma pandemia global é inevitável</strong>. Contudo, <strong>isso não significa que a gripe suína atual terá a mesma proporção que a gripe espanhola</strong>, por exemplo, que matou entre 40 e 50 milhões de pessoas nos anos de 1918 e 1919&#8243;.</p>
<p>De acordo com a análise da Economist Intelligence Unit, &#8220;<em>o mundo está melhor preparado atualmente para combater, através da medicina (incluindo medicamentos), surtos e doenças, assim como a SARS e a gripe aviária (H5N1) que afetaram a maioria dos países da Ásia em anos recentes</em>&#8220;.</p>
<p><strong>Temor atual</strong></p>
<p>A grande preocupação dos especialistas é saber o quanto fatal e o quanto contagiosa é a gripe suína. Apesar das 150 mortes registradas no México, o efeito do vírus não parece ser tão devastador nos demais países. Além disso, ainda se investiga o fato do surto ocorrer por meio de espirros e tosse, assim como uma gripe comum.</p>
<p><strong>Impacto na economia</strong></p>
<p>&#8220;<em>Uma pandemia poderia provocar uma curva de crescimento em <strong>V</strong>, afetando as atividades econômicas que envolvem a proximidade física de um substancial número de pessoas</em>&#8220;, reitera o estudo da Economist Intelligence Unit.</p>
<p>Desta forma, a produção manufatureira global iria cair, já que trabalhadores estariam em &#8220;quarentena&#8221; e não poderiam ir para as fábricas. Ao mesmo tempo, o setor de serviços seria afetado pela falência de lojas e escritórios.</p>
<p>O turismo também seria fortemente prejudicado pelas restrições impostas por países, além do consumo privado sofrer redução, já que as pessoas deixariam de ir aos shoppings, restaurantes, etc. Em se tratando dos planos de investimentos, muitos poderiam ser adiados até uma maior clareza do cenário econômico.</p>
<p>&#8220;<em>Na medida em que o contágio psicológico passar, a atividade econômica retomaria seu crescimento</em>&#8220;, calcula a Economist Intelligence Unit.</p>
<p><strong>Passado vantajoso</strong></p>
<p>Segundo uma pesquisa do <a href="http://www.imf.org" target="_blank">FMI</a> (Fundo Monetário Internacional) de 2006, apesar das pandemias do passado terem matado mais pessoas que as atuais, os surtos resultaram em um declínio econômico menos severo do que teriam hoje em dia.</p>
<p>Isso ocorre porque o gasto que as companhias teriam atualmente para manter os trabalhadores afastados do emprego seria maior, afirma a EIU.</p>
<p><strong>Conclusão</strong></p>
<p>O estudo mostrou a preocupação de que os governos e bancos centrais não tenham muitas alternativas para lidar com os efeitos da crise financeira internacional, somados à pandemia global.</p>
<p><em><strong>A Economist Intelligence Unit conclui que uma pandemia poderia elevar o &#8220;estresse&#8221; por pagamentos e sistemas financeiros, o que seria um &#8220;novo choque&#8221; para a economia global.</strong></em></p>
<p>Via <a href="http://dinheiro.br.msn.com/financaspessoais/noticia.aspx?cp-documentid=19439112" target="_blank">Seu Dinheiro</a>.</p>
<p>Imagem:<em> Moradores da Cidade do México deixam estação do metrô usando máscaras cirúrgicas na manhã desta segunda-feira (27)</em>. (Foto: AP)</p>
<img src="http://www.mondopost.com.br/?ak_action=api_record_view&id=319&type=feed" alt="" />]]></content:encoded>
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