<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	>

<channel>
	<title>MondoPost &#187; África</title>
	<atom:link href="http://www.mondopost.com.br/category/colunas/africa/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://www.mondopost.com.br</link>
	<description>Relações Internacionais de verdade!</description>
	<pubDate>Sat, 10 Oct 2009 20:52:23 +0000</pubDate>
	<generator>http://wordpress.org/?v=abc</generator>
	<language>en</language>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
			<item>
		<title>Compaixão por terroristas</title>
		<link>http://www.mondopost.com.br/2009/08/24/compaixao-por-terroristas/</link>
		<comments>http://www.mondopost.com.br/2009/08/24/compaixao-por-terroristas/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 25 Aug 2009 01:52:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mr. X</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Artigos / Opinião]]></category>

		<category><![CDATA[Europa]]></category>

		<category><![CDATA[Terrorismo]]></category>

		<category><![CDATA[África]]></category>

		<category><![CDATA[Líbia]]></category>

		<category><![CDATA[Lockerbie]]></category>

		<category><![CDATA[Reino Unido]]></category>

		<category><![CDATA[terrorismo]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.mondopost.com.br/?p=1377</guid>
		<description><![CDATA[
Há algo de podre no mundo ocidental. Talvez mereçamos mesmo morrer e ser destruídos sem piedade.
O terrorista responsável pelo atentado de Lockerbie, que matou 270 pessoas, foi solto pelas autoridades escocesas e retornou à Líbia, onde foi recebido como herói.
O motivo alegado é a compaixão: o pobre terrorista estava com câncer e morreria logo, mas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-full wp-image-1378" title="terrorism" src="http://www.mondopost.com.br/wp-content/uploads/2009/08/terrorism.jpg" alt="terrorism" width="540" height="195" /></p>
<p>Há algo de podre no mundo ocidental. Talvez mereçamos mesmo morrer e ser destruídos sem piedade.</p>
<p>O terrorista responsável pelo atentado de <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Pan_Am_Flight_103">Lockerbie</a>, que matou 270 pessoas, foi solto pelas autoridades escocesas e retornou à Líbia, onde foi recebido como herói.</p>
<p>O motivo alegado é a compaixão: o pobre terrorista estava com câncer e morreria logo, mas há suspeitas que a verdadeira razão seja um <a href="http://pajamasmedia.com/richardfernandez/2009/08/22/a-tribute-to-our-decency/">lucrativo</a> acordo comercial do Reino Unido com a Líbia. Parece ser uma explicação mais plausível. Negócios, negócios, justiça à parte.</p>
<p>Independentemente dos motivos, um articulista do Guardian, porta-voz maior do esquerdismo atual, <a href="http://www.guardian.co.uk/commentisfree/2009/aug/23/kenny-macaskill-decision-megrahi-release">celebrou</a> a liberdade do terrorista, afirmando ser um &#8220;tributo à decência humana&#8221;. Que um asno zurre asneiras, não é surpreendente. Mas o número de imbecis concordando nos comentários não deixa de ser algo arrasador.</p>
<p>270 pessoas morreram sem qualquer compaixão. O próprio terrorista preso jamais demonstrou qualquer arrependimento pelo massacre. Os líbios, os palestinos (também acusados de participação no atentado, ao lado do Irã), e por extensão todo o mundo islâmico, agora mesmo celebram seu herói e cospem coletivamente na cova dos 270 &#8220;infiéis&#8221; mortos.</p>
<p>Richard Fernandez observa que, ao mesmo tempo em que o terrorista foi solto, as autoridades inglesas <a href="http://pajamasmedia.com/richardfernandez/2009/08/21/what-a-wonderful-world/">prenderam</a> uma adolescente acusada de <span style="font-style: italic;">cyberbulling</span> no Facebook, dando a letra de quais são os crimes que realmente preocupam nossa superficial sociedade atual.</p>
<p>Mas o evento mostra principalmente que, na verdade, a tal &#8220;compaixão&#8221; progressista não passa de um narcisismo delirante. O importante é <span style="font-style: italic;">mostrar</span> compaixão, aparecer <span style="font-style: italic;">aos outros</span> como mais nobre, mais bom, defensor dos frascos e comprimidos, mesmo à custa de mais atentados, que fatalmente ocorrerão. O articulista do Guardian pode dar-se ao luxo de celebrar a &#8220;compaixão&#8221; por um terrorista pois não foram seus familiares os que morreram na explosão. Afinal, o importante é mostrar que &#8220;somos melhores do que eles&#8221;. E, se de quebra ainda der para conseguir um milionário acordo petrolífero, que problema há?</p>
<p>Não, uma sociedade que libera um assassino de 270 pessoas, na maioria mulheres e crianças, após meros 7 anos de cadeia, não é uma sociedade &#8220;decente&#8221;. É uma sociedade estúpida, em fase de câncer terminal.</p>
<p>Via <a href="http://blogdomrx.blogspot.com/2009/08/compaixao-por-terroristas.html" target="_blank">Blog do Mr. X</a>.</p>
<p><em>Imagem: <a href="https://www.cia.gov/news-information/cia-the-war-on-terrorism/dci-counterterrorist-center-terrorist-buster-logo.html" target="_blank">Fonte</a>.</em></p>
<img src="http://www.mondopost.com.br/?ak_action=api_record_view&id=1377&type=feed" alt="" />]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.mondopost.com.br/2009/08/24/compaixao-por-terroristas/feed/</wfw:commentRss>
		</item>
		<item>
		<title>Nunca houve tantos escravos como na atualidade, diz pesquisador</title>
		<link>http://www.mondopost.com.br/2009/08/22/nunca-houve-tantos-escravos-como-na-atualidade-diz-pesquisador/</link>
		<comments>http://www.mondopost.com.br/2009/08/22/nunca-houve-tantos-escravos-como-na-atualidade-diz-pesquisador/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 22 Aug 2009 17:21:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Enrique Villalobos</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[América Central]]></category>

		<category><![CDATA[América do Norte]]></category>

		<category><![CDATA[América do Sul]]></category>

		<category><![CDATA[Artigos / Opinião]]></category>

		<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>

		<category><![CDATA[Europa]]></category>

		<category><![CDATA[Oriente Médio]]></category>

		<category><![CDATA[África]]></category>

		<category><![CDATA[Ásia-Pacífico]]></category>

		<category><![CDATA[escravidão]]></category>

		<category><![CDATA[slavery]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.mondopost.com.br/?p=1372</guid>
		<description><![CDATA[
Na noite de 22 para 23 de agosto de 1791, a ilha de Santo Domingo (hoje Haiti e República Dominicana) assistiu ao começo de uma insurreição que teria um papel decisivo na abolição do tráfico transatlântico de escravos. Hoje, o 23 de agosto é comemorado pela Unesco como o Dia Internacional de Lembrança do Tráfico [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-full wp-image-1373" title="slavery" src="http://www.mondopost.com.br/wp-content/uploads/2009/08/slavery.jpg" alt="slavery" width="540" height="195" /></p>
<p>Na noite de 22 para 23 de agosto de 1791, a ilha de Santo Domingo (hoje Haiti e República Dominicana) assistiu ao começo de uma insurreição que teria um papel decisivo na abolição do tráfico transatlântico de escravos. Hoje, o 23 de agosto é comemorado pela Unesco como o Dia Internacional de Lembrança do Tráfico de Escravos e sua Abolição.</p>
<p>Sobre este assunto, a Deutsche Welle entrevistou o jornalista norte-americano Benjamin Skinner, autor do livro <strong>A Crime So Monstrous: Face-To-Face with Modern-Day Slavery</strong> (Um crime tão monstruoso: face a face com a escravidão hoje). O professor do <em>Carr Center for Human Rights Policy da Harvard Kennedy School</em> adverte que escravos hoje são muito mais baratos do que em qualquer outro momento da história da humanidade.</p>
<p>Deutsche Welle: <em>A escravidão é um fato do passado?</em></p>
<p>Benjamin Skinner: Com certeza, não. Embora existam mais de 300 tratados internacionais e mais de uma dúzia de convenções universais exigindo o fim da escravidão e do comércio de escravos, este ainda é um problema que desafia o mundo moderno. Pessoas e nações presumem que a lei seja suficiente para erradicar o comércio, mas não é. A abolição legal é um primeiro passo necessário, mas a abolição real requer a aplicação rigorosa dessa lei para perseguir os traficantes e proteger e reabilitar as vítimas.</p>
<p><em>Quantos escravos existem hoje no mundo?</em></p>
<p>Como a escravidão é ilegal em qualquer parte do mundo, os traficantes escondem suas vítimas, temendo as autoridades. Em qualquer país, escravos são uma população oculta. Mas as estimativas mais amplamente aceitas apontam que haja entre 12,3 milhões e 27 milhões de escravos.</p>
<p><em>E em números relativos, em comparação com o passado?</em></p>
<p>Há mais escravos hoje do que em qualquer outro momento da história da humanidade. Mas, por mais deprimentes que sejam os números absolutos, podemos encontrar certo consolo no fato de a porcentagem de escravos na população mundial ser hoje menor. Os três grandes movimentos abolicionistas do passado de fato trouxeram progressos. Mas ainda há muito a ser feito neste quarto e último.</p>
<p><em>O que caracteriza a condição de escravo?</em></p>
<p>Escravos são pessoas forçadas a prestar um serviço, mantidas ilegalmente e ameaçadas com violência, sem pagamento e em esquema de subsistência. São pessoas que não podem fugir de seu trabalho.</p>
<p><em>Que tipo de trabalho eles fazem hoje em dia?</em></p>
<p>São usados em todos os ramos da indústria, da agricultura e do setor de serviços. A maioria é forçada a trabalhar para quitar uma dívida, em muitos casos herdada de um ancestral. Todo ano, centenas de milhares são forçados a cruzar fronteiras internacionais para executar trabalhos domésticos ou manuais, também como pedintes, ou se tornam vítimas de prostituição forçada. Crianças são obrigadas a lutar em guerras civis brutais; homens e mulheres, espoliados e obrigados a produzir componentes de produtos de consumo que você talvez tenha em casa. A escravidão está em todo e em nenhum lugar.</p>
<p><em>Que motivos levam hoje à escravidão?</em></p>
<p>As circunstâncias de cada escravo são diferentes, claro, mas há temas recorrentes. Em primeiro lugar, escravos tendem a vir de comunidades profundamente empobrecidas e socialmente isoladas. Tendem a ser jovens, do sexo feminino, com acesso restrito a educação e saúde, e sem qualquer acesso ao crédito formal. Também costumam viver em áreas onde o domínio da lei é fraco e criminosos podem tirar vantagem de sua vulnerabilidade  e isolamento para lucrar.</p>
<p><em>Que países e regiões possuem o maior número de escravos?</em></p>
<p>O sul da Ásia em geral – e a Índia, em particular – possui mais escravos do que todo o resto do mundo junto. A abolição do trabalho escravo na Índia, assim como a do sistema de castas, continua sendo uma promessa não cumprida. Nos níveis estaduais e distritais, bem como nos panchayats [sistema político indiano que agrupa quatro vilas em volta de uma vila central], a boa intenção das leis nada significa para os milhões de pessoas forçadas a trabalhar para pagar uma dívida que, em muitos casos, foi feita gerações antes.</p>
<p><em>E na América Latina?</em></p>
<p>Há centenas de milhares, talvez milhões de escravos na América Latina. O Haiti tem umas 300 mil crianças escravas. Ofereceram-me uma por 50 dólares numa rua de Porto Príncipe, a cinco horas de distância da minha casa em Nova York. Dezenas de milhares são traficadas da América Central e do México para localidades mais ao norte. Nos Estados Unidos, a maior parte dos escravos é mexicana ou foi traficada através do México.</p>
<p>Ironicamente, o Brasil, um dos últimos países a abolir formalmente a escravidão, é hoje um dos mais proativos no combate ao tráfico. Equipes móveis de inspeção do Ministério brasileiro do Trabalho resgatam cerca de 5 mil escravos por ano. Mas infelizmente eles não recebem aconselhamento ou proteção adequados, e dá para contar nos dedos de uma mão quantos criminosos foram condenados. Ou seja, quase a metade dos escravos resgatados volta ao regime escravo. Ainda há muito a ser feito na região.</p>
<p><em>Qual o papel do Estado em países onde existe escravidão?</em></p>
<p>A escravidão existe onde os Estados são fracos ou corruptos, mas ela também pode ser usada por regimes autoritários como forma de controlar a população. Por exemplo, no Sudão, onde o governo do norte armou e encorajou as milícias a escravizar durante uma guerra civil de 22 anos. Ou em Mianmar, onde o governo impõe o regime de corvéia à população rural.</p>
<p><em>É sabido que, em certos países, é possível libertar um escravo pagando por ele. Algumas organizações fazem isso. Você considera este um caminho válido?</em></p>
<p>Certamente não. Por mais que comprar a liberdade de um escravo faça o comprador se sentir bem, essa prática, na melhor das hipóteses, dá margem à corrupção. Na pior delas, incentiva o comércio com a miséria humana.<br />
<em><br />
Quanto custa um escravo hoje?</em></p>
<p>Escravos hoje são mais baratos do que nunca. Presenciei negociações de venda em quatro continentes e recebi ofertas de 45 dólares na África do Sul até cerca de 2 mil dólares (na verdade, tratava-se da troca por um carro usado) na Romênia. Com mais de 1,1 bilhão de pessoas subsistindo com menos de um dólar por dia, a oferta de potenciais escravos é praticamente ilimitada.</p>
<p><em>Quais são as consequências tardias da escravidão nas sociedades em que ela existiu, como nos EUA e na América Latina?</em></p>
<p>Países que falham em lembrar que a escravidão é um compromisso vivo estão condenados a viver em insegurança e desigualdade, e em meio a atividades criminosas. Mas aqueles que se encarregarem da difícil tarefa de eliminar a escravidão serão recompensados com sociedades mais prósperas e pacíficas. O que me lembra as palavras de Maya Angelou: &#8220;<strong><em>A história, por mais dolorosa, não pode ser &#8216;desvivida&#8217;. Mas, se enfrentada com coragem, não precisa ser revivida</em></strong>&#8220;.</p>
<p>Autor: Pablo Kummetz</p>
<p>Revisão: <a href="http://www.dw-world.de/dw/article/0,,4589344,00.html?maca=bra-rss-br-all-1030-rdf" target="_blank">Roselaine Wandscheer</a></p>
<p><em>Imagem: <a href="http://www.flickr.com/photos/quettabalochistan/2986608888/" target="_blank">Fonte</a>.</em></p>
<img src="http://www.mondopost.com.br/?ak_action=api_record_view&id=1372&type=feed" alt="" />]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.mondopost.com.br/2009/08/22/nunca-houve-tantos-escravos-como-na-atualidade-diz-pesquisador/feed/</wfw:commentRss>
		</item>
		<item>
		<title>SERRA LEOA - Charles Taylor depõe em Haia e nega acusações</title>
		<link>http://www.mondopost.com.br/2009/07/14/serra-leoa-charles-taylor-depoe-em-haia-e-nega-acusacoes/</link>
		<comments>http://www.mondopost.com.br/2009/07/14/serra-leoa-charles-taylor-depoe-em-haia-e-nega-acusacoes/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 14 Jul 2009 20:05:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Letícia Vieira</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Artigos / Opinião]]></category>

		<category><![CDATA[Conflitos Armados]]></category>

		<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>

		<category><![CDATA[África]]></category>

		<category><![CDATA[Charles Taylor]]></category>

		<category><![CDATA[DH]]></category>

		<category><![CDATA[Libéria]]></category>

		<category><![CDATA[Serra Leoa]]></category>

		<category><![CDATA[TPI]]></category>

		<category><![CDATA[Tribunal Penal Internacional]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.mondopost.com.br/?p=1238</guid>
		<description><![CDATA[
RIO - O ex-presidente da Libéria Charles Taylor negou as acusações de crime de guerra nesta terça-feira durante seu primeiro depoimento no Tribunal Penal Internacional em Haia, na Holanda. Segundo ele, as denúncias apresentadas - terrorismo, estupro, assassinato e tortura - são baseadas em mentiras e desinformação.
Taylor, o primeiro ex-chefe de Estado africano a ser [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-full wp-image-1245" title="ctaylor" src="http://www.mondopost.com.br/wp-content/uploads/2009/07/ctaylor.jpg" alt="ctaylor" width="540" height="195" /></p>
<p>RIO - O ex-presidente da Libéria <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Charles_Taylor_(Liberia)" target="_blank">Charles Taylor</a> negou as acusações de crime de guerra nesta terça-feira durante seu primeiro depoimento no <a href="http://www.dhnet.org.br/direitos/sip/tpi/index.html" target="_blank">Tribunal Penal Internacional</a> em Haia, na Holanda. Segundo ele, as denúncias apresentadas - terrorismo, estupro, assassinato e tortura - são baseadas em mentiras e desinformação.</p>
<p>Taylor, o primeiro ex-chefe de Estado africano a ser julgado pela corte internacional, responde por 11 acusações de crimes que ocorreram entre 1991 e 2002 durante a guerra civil de Serra Leoa. Cerca de 500 mil pessoas foram vítimas de mutilação, entre outras atrocidades de guerra, comandadas pelo então presidente e executadas por soldados mirins.</p>
<p>- É muito, muito, muito triste que este processo - devido a falta de informação, desinformação, mentiras e rumores - me associe a tais acusações - disse Taylor ao ser perguntado por seu advogado sobre o que pensava das acusações.</p>
<p><strong>- Sou pai de 14 filhos, tenho netos, amor pela Humanidade. Lutei toda a minha vida por aquilo que acho correto e no melhor interesse da Justiça e do fair play.</strong></p>
<p>Vestindo um terno cinza escuro e de óculos escuro, Taylor se apresentou ao painel de três juízes como o 21º presidente da República da Libéria. Foi a primeira vez que participou de um julgamento como réu.</p>
<p>Promotores dizem que o ex-presidente comandou e armou rebeldes para tomar controle do país africano e de minas de diamante do país vizinho. Mas ele afirmou que as acusações foram feitas para tirá-lo do poder.</p>
<p>- Essa história toda tem sido sobre &#8216;<strong>vamos pegar o Taylor</strong>&#8216; - disse ele.</p>
<p>- Eu não sou culpado por<strong> todas</strong> essas acusações - completou.</p>
<p>A RUF (sigla em inglês para <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Frente_Revolucion%C3%A1ria_Unida" target="_blank">Frente Revolucionária Unida</a>) aterrorizava ao usar facões para decepar membros de civis. Taylor é acusado de ter repassado armas à RUF em troca de diamantes de Serra Leoa, mas nega as acusações.</p>
<p>O caso de Taylor servirá de exemplo para que a comunidade internacional responsabilize governos tiranos por violações contra os direitos humanos que ocorreram sob sua autoridade. No entanto, conseguir levar à corte tais líderes não é fácil.</p>
<p>A Corte Criminal Internacional expediu mandado de prisão para o presidente do Sudão Omar al-Bashir, sob acusação de crimes contra a humanidade em Darfur, mas ele se recusa reconhecer o tribunal. A maioria dos líderes africanos apoiam al-Bashir e recusam sua prisão.</p>
<p>A guerra civil na Libéria começou em 1989 e Taylor se elegeu presidente do país em 1997, depois de ter assinado um acordo de paz em 1995.</p>
<p>Em Serra Leoa, a guerra civil começou em 1991. Durante uma década de conflitos, milhares de pessoas morreram no país e em levantes associados na Libéria.</p>
<p>A instabilidade política se espalhou até para os vizinhos Costa do Marfim e Guiné.</p>
<p>Em 1999, rebeldes liberianos se insurgiram contra o governo Taylor, mas ele se conseguiu se manter no poder até 2003, quando foi expedido um mandado de prisão contra ele, que acabou se exilando na Nigéria.</p>
<p>Depois de três anos de exílio, o ex-presidente acabou sendo extraditado de volta à Libéria em 2006.</p>
<img src="http://www.mondopost.com.br/?ak_action=api_record_view&id=1238&type=feed" alt="" />]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.mondopost.com.br/2009/07/14/serra-leoa-charles-taylor-depoe-em-haia-e-nega-acusacoes/feed/</wfw:commentRss>
		</item>
		<item>
		<title>NOJO! - Reinaldo Azevedo</title>
		<link>http://www.mondopost.com.br/2009/07/02/nojo-reinaldo-azevedo/</link>
		<comments>http://www.mondopost.com.br/2009/07/02/nojo-reinaldo-azevedo/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 02 Jul 2009 17:10:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Enrique Villalobos</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Artigos / Opinião]]></category>

		<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>

		<category><![CDATA[Política Internacional]]></category>

		<category><![CDATA[África]]></category>

		<category><![CDATA[Ahmadinejad]]></category>

		<category><![CDATA[Cúpula dos Países Árabes]]></category>

		<category><![CDATA[Darfur]]></category>

		<category><![CDATA[golpe]]></category>

		<category><![CDATA[Honduras]]></category>

		<category><![CDATA[Irã]]></category>

		<category><![CDATA[Khadafi]]></category>

		<category><![CDATA[Líbia]]></category>

		<category><![CDATA[Lula]]></category>

		<category><![CDATA[Omar al Bashir]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.mondopost.com.br/?p=1145</guid>
		<description><![CDATA[
Este ser que aparece ao lado de Lula na foto acima, envergando essas coruscantes vestes amarelas, que rivalizam com as de Juliana Paes na novela das oito, é Khadafi, ditador da Líbia há 40 anos. Como se lê abaixo, o brasileiro é um dos convidados de honra da 13ª Cúpula dos Países Árabes. O outro [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.mondopost.com.br/wp-content/uploads/2009/07/lula2.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-1147" title="lula2" src="http://www.mondopost.com.br/wp-content/uploads/2009/07/lula2.jpg" alt="lula2" width="512" height="346" /></a></p>
<p>Este ser que aparece ao lado de Lula na foto acima, envergando essas coruscantes vestes amarelas, que rivalizam com as de Juliana Paes na novela das oito, é Khadafi, ditador da Líbia há 40 anos. Como se lê <em><a href="http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/lula-entre-os-ditadores/" target="_blank">abaixo</a></em>, o brasileiro é um dos convidados de honra da 13ª Cúpula dos Países Árabes. O outro é Ahmadinejad, presidente do Irã. Há melhor lugar para falar de democracia e contra golpes? Não há! A maioria dos presentes não sabe a diferença entre um regime democrático e uma montanha de cadáveres. Khadafi mesmo, terrorista compulsivo até outro dia, nega muitas das acusações. Ele só admitiu até agora ter mandado explodir um avião com 270 inocentes. É um dos precursores dessa modalidade ataque. Mas é caridoso: ele se ofereceu para indenizar as famílias…</p>
<p>E Lula não se fez de rogado. Junto com suas lições de política externa nível “Massinha I”, pediu o repúdio ao que chamou de “golpe em Honduras”. Imagino quão indignado deve ficar um iluminista como Omar al Bashir, presidente do Sudão, responsável direto pela morte de 300 mil pessoas em Darfur - hoje, certamente, um dos lugares mais malditos da terra. “Golpe? Que coisa idiota! Por que não massacram os adversários de vez!?” Não é que o Brasil tenha sido omisso em relação àquele país! Não! O Brasil tornou-se mesmo um aliado do facínora.</p>
<p>Mas Lula é contra golpes se a favor da democracia. Por isso consegue ser homenageado na reunião que também aplaude Ahmadinejad - sinal de que ambos são vistos como pessoas que integram, vamos dizer assim, um mesmo paradigma de liderança.</p>
<p>O governo provisório de Honduras não matou ninguém e, está comprovado, impediu um golpe civil. Com raras exceções, os que homenageiam Lula são homicidas compulsivos. Assim, tem-se um corolário: o matar pouco, ou não matar nada, faz os inimigos de Lula; o matar muito, os seus amigos.</p>
<p>Ah, sim: se algum petralha conseguir escrever um texto com apenas duas patas no chão justificando que se combata o atual governo de Honduras justamente naquela reunião, juro que publico. Mas reitero a condição: as patas dianteiras tem de estar no ar.</p>
<p>Por <a href="http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/nojo-2/" target="_blank">Reinaldo Azevedo</a>.</p>
<img src="http://www.mondopost.com.br/?ak_action=api_record_view&id=1145&type=feed" alt="" />]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.mondopost.com.br/2009/07/02/nojo-reinaldo-azevedo/feed/</wfw:commentRss>
		</item>
		<item>
		<title>Mr. X: O discurso no Cairo</title>
		<link>http://www.mondopost.com.br/2009/06/05/mr-x-o-discurso-no-cairo/</link>
		<comments>http://www.mondopost.com.br/2009/06/05/mr-x-o-discurso-no-cairo/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 05 Jun 2009 16:05:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mr. X</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[América do Norte]]></category>

		<category><![CDATA[Artigos / Opinião]]></category>

		<category><![CDATA[África]]></category>

		<category><![CDATA[cairo]]></category>

		<category><![CDATA[discurso]]></category>

		<category><![CDATA[Irã]]></category>

		<category><![CDATA[israel]]></category>

		<category><![CDATA[obama]]></category>

		<category><![CDATA[palestinos]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.mondopost.com.br/?p=884</guid>
		<description><![CDATA[
Comento aqui o inútil discurso de Obama. Após algumas platitudes sobre o Holocausto, o restante da sua fala parece ter sido o equivalente oral ao seu gesto de submissão frente ao monarca saudita. De qualquer modo, por melhor que tivesse sido, de pouco adiantaria. Sou da escola que acha que discursos não mudam nada. Eis [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.mondopost.com.br/wp-content/uploads/2009/06/obama.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-887" title="obama" src="http://www.mondopost.com.br/wp-content/uploads/2009/06/obama.jpg" alt="obama" width="540" height="195" /></a></p>
<p>Comento aqui o inútil discurso de Obama. Após algumas platitudes sobre o Holocausto, o restante da sua fala parece ter sido o equivalente oral ao seu <a href="http://www.youtube.com/watch?v=9WlqW6UCeaY" target="_blank">gesto de submissão</a> frente ao monarca saudita. De qualquer modo, por melhor que tivesse sido, de pouco adiantaria. Sou da escola que acha que discursos não mudam nada. Eis alguns trechos comentados:</p>
<p><em>[Israel must] “live up to its obligations to ensure that Palestinians can live, and work, and develop their society… Progress in the daily lives of the Palestinian people must be part of a road to peace, and Israel must take concrete steps to enable such progress.”</em></p>
<p>Os israelenses é que devem “garantir” que os palhestinos possam viver, trabalhar, e desenvolver sua sociedade? Que tal os próprios palestinos fazerem isso? E se os palestinos não quiserem viver, trabalhar e desenvolver sua sociedade? Acho que ninguém nunca pensou nessa possibilidade. Até por que não há como sustentar essas pessoas, o máximo a que a &#8220;Palestina&#8221; pode aspirar é a virar um Kosovo, um &#8220;país&#8221; de marginais (80% de desemprego) sustentado pela ONU.</p>
<p><em>“any nation - including Iran - should have the right to access peaceful nuclear power”</em></p>
<p>Pacífica como a cara do Amadinehjad. E aliás, se Obama gosta tanto da energia nuclear pacífica, por que está acabando com ela em solo americano?</p>
<p><em>“a world in which no nations hold nuclear weapons.”</em></p>
<p>Enquanto Obama delira, a Coréia do Norte testa mísseis, o Paquistão pode perder o controle dos seus, Japão e vários países árabes pensam em se armar e o Irã já quase tem sua bombinha.</p>
<p><em>tension “has been fed by colonialism that denied rights and opportunities to many Muslims, and a Cold War in which Muslim-majority countries were often treated as proxies without regard to their own aspirations.”</em></p>
<p>Blablablá. Típico esquerdismo. “As veias abertas do Mundo Muçulmano”. Ora, as “aspirações” dos islâmicos são converter todo o mundo ao islã e impor a sha&#8217;ria. Que importam as suas aspirações? De que país Obama é presidente?!?</p>
<p><em>“And I consider it part of my responsibility as president of the United States to fight against negative stereotypes of Islam wherever they appear,”</em></p>
<p>Hã?!? Isto é o mais próximo que Obama já chegou de confessar abertamente que é muçulmano. Um presidente americano que tem a missão de &#8220;lutar contra estereótipos negativos do Islã onde quer que apareçam&#8221;? Quem é ele, Super Islamic Boy? Estamos fritos. Um muçulmano na Casa Branca. Quanto será que os sauditas pagaram? Aquele colar de ouro deve valer bastante&#8230;</p>
<p><a href="http://www.youtube.com/watch?v=PxVWckPZX0A"><img src="http://img.youtube.com/vi/PxVWckPZX0A/default.jpg" width="130" height="97" border=0></a></p>
<p>Via <a href="http://blogdomrx.blogspot.com/2009/06/o-discurso-no-cairo.html" target="_blank">Blog do Mr. X.</a></p>
<img src="http://www.mondopost.com.br/?ak_action=api_record_view&id=884&type=feed" alt="" />]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.mondopost.com.br/2009/06/05/mr-x-o-discurso-no-cairo/feed/</wfw:commentRss>
		</item>
	</channel>
</rss>
