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Tendências da Internacionalização

fiat-chrysler

Acompanhando as tendências da globalização, a prática dos negócios internacionais aumenta consideravelmente. Hoje com o avanço veloz das comunicações e da tecnologia é possível negociar com diferentes povos em um curto espaço de tempo. E com base nesta linha de pensamento, as corporações vêem-se em um mundo altamente competitivo, cabendo às mesmas se adequarem as regras que o mercado impõe sobre elas.

A maior qualidade dos produtos e/ou serviços ligados a uma logística eficaz com um custo, menor devem ser traçados como uma das diversas metas das corporações, que querem se manter como líderes em seus segmentos no mercado. Contudo, por diversas vezes o território nacional pode já estar saturado ou sem espaço para aquele determinado produto e/ou serviço que a empresa deseja oferecer. Desta forma, o caminho mais viável para obter um mercado, é através de um investimento direto no exterior, isto é, participar de um mercado estrangeiro onde o produto ou serviço oferecido pela empresa tenha espaço para competir com os concorrentes locais e também com outros concorrentes mundiais, seja por uma franquia, joint venture, representação comercial ou distribuição internacional.

Desta forma, falamos então em internacionalização de empresas. A experiência internacional leva a uma condição de evolução natural da ocupação de mercados externos via exportações, em um primeiro momento, para a instalação posterior de uma unidade produtiva, principalmente, no que diz respeito às empresas multinacionais de países em desenvolvimento.

Em tempos anteriores ao da crise econômica, as grandes empresas globais eram as responsáveis pela maioria das transações envolvendo compra e venda de ações. Entretanto, com a recém crise, essas alterações no mercado decresceram e o que aconteceu foi a queda de grandes empresas, ou a ajuda dos governos para se evitar maiores prejuízos. Um exemplo prático e atual é aliança da italiana FIAT com a americana CHRYSLER. Essa aliança deu-se ao fato de a Chrysler ter pedido concordata em 30 de abril, após ter fracassado na negociação de troca das dívidas, que somavam 6,9 bilhões de dólares, por ações da companhia. O pedido de concordata, caso as negociações falhassem, foi uma condição do governo Obama para que a companhia pudesse receber os 8 bilhões de dólares que vêm ajudando a montadora a operar. Segundo os termos do acordo, uma nova companhia será criada, denominada Grupo Chrysler, na qual a Fiat terá uma participação de 20%, embora possa ser elevada para 35%, se alguns objetivos forem alcançados. O novo grupo comprará os ativos rentáveis da velha Chrysler que, no entanto, ficará com a dívida e algumas obrigações com credores, fazendo com que o grupo entre no mercado mais saudável e com novo financiamento. A operação colabora com as ambições da Fiat, o primeiro fabricante da Itália, que alcança não só o objetivo de entrar no mercado americano, mas escalar posições na lista mundial. O acordo permitirá a Chrysler contar com a tecnologia e as plataformas de veículos da Fiat, com a qual espera reviver as marcas Chrysler, Jeep e Dodge. A Fiat conta com uma das linhas de modelos com consumo mais eficiente da Europa, enquanto Chrysler adquiriu mais experiência em grandes carros com motores V8, os 4×4 e as picapes.

Assim, é possível perceber que a dinâmica da internacionalização de empresas é altamente competitiva e pode determinar o curso de sucesso de uma empresa. Situações como a da Fiat nos mostram que as empresas devem estar sempre atentas às condições do mercado, objetivando crescimento em outros territórios e evitando a perda daquilo já conquistado em um determinado nicho de mercado. Nas relações internacionais, os atores privados possuem um fundamental papel na pauta dos Estados, e desta forma, os mesmos são responsáveis pelo seu crescimento enquanto empresa e enquanto ator do cenário nacional e internacional.


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Este post foi escrito por:

Douglas Eduardo Santos Lima - que escreveu 4 posts no MondoPost.

Douglas Eduardo Santos Lima, analista Internacional, cursando MBA Gestão Estratégica de Negócios. Bacharel em Relações Internacionais pelo Centro Universitário de Belo Horizonte - UNI-BH.