
Pyongyang diz que bloqueio de armas imposto pelo Conselho de Segurança da ONU é ato de guerra do Ocidente.
A Coreia do Norte disse neste sábado que “nunca” abandonará seu programa nuclear e ameaçou iniciar uma operação militar, um dia depois de o Conselho de Segurança da ONU autorizar a inspeção de navios suspeitos de levar armas para o regime comunista.
O Ministério de Assuntos Exteriores de Pyongyang afirmou que usará o plutônio que armazena para construir armas nucleares. O regime de Kim Jong-il advertiu ainda que “responderá de forma militar” se os Estados Unidos e outros países realizarem um “bloqueio” de seus navios, pois o considerará “um ato de guerra”, informou a agência estatal norte-coreana “KCNA”.
Uma resolução aprovada ontem pelo Conselho de Segurança da ONU amplia o embargo de armas e o bloqueio de ativos norte-coreanos, e autoriza a inspeção de navios e aviões suspeitos de transportar mísseis ou armamento nuclear para Pyongyang.
A tensão sobre a Coreia do Norte cresceu muito desde o dia 5 de abril, quando o país disparou um foguete de longo alcance. Em seguida, em 25 de maio, o regime comunista realizou seu segundo teste nuclear e lançou vários mísseis de curto alcance, em desafio às advertências de países como EUA, Japão e Coreia do Sul.
Esse teste nuclear foi punido ontem com a nova resolução da ONU que inclui sanções mais pesadas contra o regime comunista. O texto foi aprovado com o apoio da China, principal aliado da Coreia do Norte e que hoje, mediante seu porta-voz de Exteriores, o qualificou como uma mostra “da oposição comum da comunidade internacional ao teste nuclear da Coreia do Norte”.
Os governos de Japão e Coreia do Sul aplaudiram hoje a nova resolução do Conselho de Segurança e se comprometeram a aplicá-la imediatamente. “Queremos que a Coreia do Norte leve a sério a clara mensagem da comunidade internacional na resolução”, disse o primeiro-ministro japonês, Taro Aso.
Já “o governo sul-coreano pede que a Coreia do Norte aceite esta clara e decidida mensagem da comunidade internacional, para que desmantele totalmente seu programa nuclear e paralise toda a atividade relacionada a mísseis balísticos”, disse o porta-voz do Ministério de Exteriores sul-coreano.
No entanto, as resoluções da ONU não conseguiram até agora acabar com as ambições nucleares do regime norte-coreano, que até agora negava ter um programa de enriquecimento de urânio, como suspeitavam os Estados Unidos, mas admitia avanços para extrair plutônio para construir armas nucleares.


















dom, 14 jun, 2009
Militarismo, Ásia-Pacífico